Pandemia da COVID-19 2021

Três mortes por covid-19 num dia em que o Rt ultrapassa o 1.

Portugal soma, esta quarta-feira, mais 663 casos e três vítimas de covid-19. O número de internados diminui mas há mais doentes em cuidados intensivos. O Rt é superior a 1.

Foram detetados, até à meia-noite, mais 663 casos de covid-19, o que eleva para 825 031 o número total de casos confirmados desde março de 2020. O balanço reflete um aumento do número de casos face a terça-feira: apesar de a DGS ter contabilizado ontem 874 contágios, o número teve em conta o atraso de integração de 599 casos relativos ao fim de semana.

Houve também um aumento do número de casos face à quarta-feira passada (31 de março), quando houve 618 infeções. O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde desta quarta-feira aponta ainda para mais 757 recuperados, reduzindo o número de casos ativos para 25.847 (-97).

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que soma mais casos de infeção (262), seguindo-se o Norte (182) e o Centro (71). No Algarve, há mais 46 casos, e no Alentejo 32. Os Açores somam 42 infetados e a Madeira 28.

No mapa de risco hoje atualizado, que permite controlar a velocidade do desconfinamento, o valor do Rt (o número médio de casos secundários que resultam de um primeiro) passou a barreira do 1. No anterior mapa, atualizado no dia 5 de abril, o Rt era de 0,98 a nível nacional, estando agora nos 1,01 (e 1,02 no continente).

Quanto à taxa de incidência da doença nos últimos 14 dias, o valor geral subiu de 62,8 casos de infeção por 100 mil habitantes (na segunda-feira) para 64,3. Tendo em conta só a análise de Portugal continental, o número sobe de 60,9 casos para 632,5.

António Costa avisou que as medidas da reabertura seriam revistas sempre que Portugal ultrapassasse os 120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias ou sempre que o Rt ultrapasse o 1.

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https://www.jn.pt/nacional/menos-casos-em-dia-com-tres-mortes-por-covid-19-13541167.html
 
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Mas como é que o Rt não havia de estar acima de 1 quando se desconfina?
Eu não disse o contrário. era uma questão de tempo, vamos a ver se a Páscoa, teve algum efeito no Rt.

EDIT:
Se conseguirmos manter a coisa abaixo dos 1000 casos diários, acho que o SNS pode aguentar, mais, duvido.
 
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Mas como é que o Rt não havia de estar acima de 1 quando se desconfina?
Antes do governo anunciar o plano de desconfinamento, grande parte dos títulos das notícias só referiam o número de novos casos e as mortes. Agora, também já é o Rt. Quanto mais se dramatizar, melhor.
Já ouvi falar mais em tal coisa nestes últimos dias, do que ao longo dos meses todos antes de ser anunciada a matriz de risco. :huhlmao:
Ainda não consegui perceber como é que se calcula, nem devo lá chegar, mas há quem diga que com números mais baixos, é normal o valor subir. Se é assim ou não, não faço ideia porque não sou especialista na área.
 
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Antes do governo anunciar o plano de desconfinamento, grande parte dos títulos das notícias só referiam o número de novos casos e as mortes. Agora, também já é o Rt. Quanto mais se dramatizar, melhor.
Já ouvi falar mais em tal coisa nestes últimos dias, do que ao longo dos meses todos antes de ser anunciada a matriz de risco. :huhlmao:
Ainda não consegui perceber como é que se calcula, nem devo lá chegar, mas há quem diga que com números mais baixos, é normal o valor subir. Se é assim ou não, não faço ideia porque não sou especialista na área.

A progressão do R(t) ao longo do tempo pode ser monitorizado aqui:

Covid-19: curva epidémica e parâmetros de transmissibilidade Categoria - INSA (min-saude.pt)

A folha de Excel é capaz de ser mais útil do que os relatórios porque mostra a história toda ao longo do tempo.

Quanto ao empolgamento deste parâmetro... não discordando do que dizes mas... foram os jornalistas que inventaram uma matriz baseada exclusivamente em dois parâmetros que vai definir a nossa vida? Um desses parâmetros é o R(t) e essa matriz mostra que se o R(t) fizer a cruzinha andar para a direita entramos no vermelho. Os jornalistas estão apenas a replicar a mensagem que foi passada na altura.
 
Última edição:
Fui a vários restaurantes em dezembro e não era essa a regra na altura. Não me lembro também de ter havido alguma alteração nas normas neste aspeto desde então, mas posso estar enganado...:hmm:
A regra sempre foi a mesma, ou por se estar numa esplanada não se apanha?? Consomem põe a máscara... Mas, as pessoas vão para as esplanadas e nem se lembram mais disso!!!

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Para quem morreu/morrerá da vacina, algo que provavelmente não ocorreria/ocorrerá com o vírus, a estatística interessa.



A probabilidade de qualquer 1 de nós apanhar o vírus e morrer é superior (Então para quem tem mais de 60 anos é muitíssimo superior) à de morrer com a vacina.

Falamos aqui de 1 pessoa em 1.25 milhões. O risco de morrerem 20 a 30 pessoas em milhões de vacinados no processo de vacinação não anula o facto das vacinas da AZ ajudarem a acelerar o processo de imunidade da população (Ou seja evitar milhares de mortes nestes meses?)

Que venha a vacina da Astrazeneca. Não é apenas para nos proteger a cada um de nós, mas para evitar milhares de mortes. E em tempos ainda de poucas vacinas, 1 vacina que tem 20 mortos em 25 milhões de vacinados, não anula nunca os benefícios. Eu tomaria essa vacina já hoje se me dessem (E se fosse prioritário)..
 
Sábado vou ser vacinado com AZ (estou no grupo dos professores do ensino secundário). E aceitei com absoluta convicção! Se preferia não ser vacinado? Preferia, tal como preferia que não houvesse pandemia e que tudo isto não passasse de uma brincadeira de extremo mau gosto. Mas lá vou dar o braço à pica, a bem da imunidade de grupo e com a certeza que estar vivo é correr sempre o risco de morrer e que esse risco é bem maior quando me desloco na via pública para a escola diariamente do que sujeitando-me à vacinação. E também com a certeza que corro mais riscos ao não ser vacinado do que ao ser vacinado.
Na remota hipótese de algo correr mal, fica aqui a frase para o meu epitáfio: "Aqui jaz quem acreditou na Ciência e no Conhecimento e teve a «sorte» de ser um em mais de um milhão a quem a Química da Vida pregou uma partida!"
 
Foi por isso que o anúncio foi feito uma semana após a eleição?


"Nas poucas vezes que ele me falou, disse que tinha que ser feito rapidamente - primeiro ele dizia 'Nós temos que despachar isto, as pessoas estão a morrer' e depois acrescentava 'Claro que isto também me ajudará com as eleições, mas as pessoas são o mais importante'"
Esse título distorce imenso o que o Trump terá dito... Nem entendo se isto é suposto ser um "escândalo"
 
A regra sempre foi a mesma, ou por se estar numa esplanada não se apanha?? Consomem põe a máscara... Mas, as pessoas vão para as esplanadas e nem se lembram mais disso!!!

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Certo, compreendo, mas então se a regra foi sempre a mesma desde o princípio da pandemia, por que raio só falam dela agora, quase um ano depois? Lembro-me inclusive de que, no verão passado e mesmo antes do confinamento de janeiro, fui a bastantes restaurantes e nenhum deles ligou muito a isso... :intrigante:

Enfim, já nem se percebe quais são verdadeiramente as infrações. A comunicação entre o governo e a população é incrivelmente fraca, como já foi dito várias vezes aqui!
 
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Antes do governo anunciar o plano de desconfinamento, grande parte dos títulos das notícias só referiam o número de novos casos e as mortes. Agora, também já é o Rt. Quanto mais se dramatizar, melhor.
Já ouvi falar mais em tal coisa nestes últimos dias, do que ao longo dos meses todos antes de ser anunciada a matriz de risco. :huhlmao:
Ainda não consegui perceber como é que se calcula, nem devo lá chegar, mas há quem diga que com números mais baixos, é normal o valor subir. Se é assim ou não, não faço ideia porque não sou especialista na área.
Para valores baixos o Rt não tem grande significado. Se por exemplo só houvesse 1 infectado no país, e esse fosse a uma festa infetar 10 pessoas, tinhas um Rt de 10.
É por esta razão que concelhos com pouca densidade populacional onde ocorram surtos sobem logo imenso o Rt.

Obviamente, com um número grande de infetados já é um indicador mais robusto.

Mas também o oposto é verdade. Com muitos infetados mesmo um Rt baixo (em modo de confinamento) pode na mesma resultar em muitos casos. Mesmo que só 1 em cada 10 pessoas infete outra, se houverem 100 mil infetados...

É portanto relevante como medida de aceleração e medição do grau de exponencial da evolução. Agora exatamente como o calculam e a partir de que número mínimo de infecções diárias se pode considerar um indicador robusto? Não faço ideia...


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https://eco.sapo.pt/2021/04/07/rest...das/amp/?utm_medium=referral&utm_source=upday


As regras das máscaras, que eu saiba, não mudaram desde finais de outubro, e acho que são claras: se o grupo de pessoas for da mesma família, não precisa de usá-la se estiver sentado na mesa já que, supostamente, tem de ser garantido o distanciamento social entre mesas e a máscara é apenas obrigatória quando não há distanciamento social (aliás, isso é algo que vem inclusive no próprio Estado de Emergência - se não conseguem fazê-lo nem deveriam sequer abrir). Não entendo a questão... :wacko:

[Ou melhor, entendo a questão, que se chama "chico-espertice" à portuguesa - juntam-se com amigos que não fazem parte do mesmo agregado familiar e não querem saber. Podiam, no entanto, ser mais explícitos em relação a isso... :rolleyes:]

Essa é a minha interpretação também mas a lei da utilização da máscara em espaços públicos é vaga. Creio que em Espanha existem regras/leis especificas para a utilização de máscaras em restaurantes/esplanadas, enquanto em Portugal aplica-se a Lei n.º 62-A/2020 para espaços públicos em geral que isenta utilização de máscara entre elementos do mesmo agregado mesmo em espaços públicos. De qualquer forma, da forma que está escrita a lei, sempre que empregado(a) vier à mesa é necessário colocar máscara.