Pandemia da COVID-19 2021

Inicialmente pensava que estavas a postar uma notícia com 3 ou 4 meses. Mas a notícia é de hoje. Sim, o vírus mudou "qualquer coisa". Mas não foi esta semana, Essa mudança chama-se variante B.1.1.7 (ou "variante britânica") e foi o principal motivo pelo qual no Reino Unido não houve regresso às aulas a seguir ao Natal, precisamente porque desde Setembro do ano passado tinha-se identificado uma grande prevalência entre os mais jovens. Esta informação chegou a Portugal hoje?

Se fores ao cerne da questão, percebes que acabou a negação de Janeiro, que a escola é segura e a escola não tinha nenhuma culpa, ora agora com o desconfinamento a conta-gotas, já se percebeu que já não é assim tão segura como era em Janeiro, embora em Janeiro todos sabíamos se a escola seria uma grande responsável pelos casos e não esquecer se para a semana começar as aulas do Secundário e Superior, não dou mais de 1 mês, para que o confinamento regresse parcialmente.
 

Existem cerca de 1,700,000 alunos em Portugal. Sabe-se que existe uma variante em circulação cuja prevalência é maior na população mais jovem. Decide-se testar cerca de 6% da população escolar, por sinal a das faixas etárias mais velhas (docentes e funcionários). Destes, 0.1% dá teste positivo. Conclusão do ministério: as escolas são um local seguro. Eu não consigo perceber se isto é mera propaganda para tentar vender algo em que quem está minimamente informado já não acredita, ou se esta é uma conclusão em que eles acreditam genuinamente com base nestes resultados. Estranhamente, espero que seja o 1o caso.
 
No final da semana passada soube de três pessoas idosas mas mais novas que a minha mãe que já tinham sido vacinadas ou tinham vacina marcada. Disse à minha mãe que ligasse para o centro de saúde para perguntar o que se passava. Ligou esta manhã. Disseram que estava tudo certo e que as pessoas em causa deveriam ter doenças de maior risco (não é o caso em duas delas) mas que iam enviar o processo para a secção de vacinas. Coincidência ou não, 3 horas depois foi convocada para a vacina amanhã logo de manhã.

É possível que tenha sido coincidência. Contei a um amigo, que vive noutra cidade e que tem a mãe com 76 anos ainda por vacinar, o que tinha acontecido com a minha e sugeri que ligassem para o centro de saúde como quem não quer a coisa. Tentaram várias vezes mas ninguém atendeu. Ao final da tarde contactaram-na para agendar vacinação para amanhã à tarde.
 
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Óscar Felgueiras defende cálculo ajustado para medir risco local
Miguel Dantas in Publico
O matemático Óscar Felgueiras está, neste momento, a abordar as vantagens e desvantagens na medição da “incidência vizinha”. Este conceito prende-se com a medição dos indicadores epidemiológicos dos concelhos limítrofes, no momento da avaliação de risco da pandemia em determinada localidade. Esta abordagem tem como objectivo último perceber se é seguro avançar com o desconfinamento em determinado território.

De acordo com o matemático, é necessário fazer um cálculo ajustado destes indicadores, de modo a traduzir com maior rigor o risco nos concelhos – não sobrevalorizando o impacto do baixo número de casos em pequenas populações, como acontece na medição tradicional da “incidência vizinha”.

Basicamente calcula-se uma média de incidência ponderada baseada na incidência do próprio concelho e na dos concelhos vizinhos para eliminar singularidades vermelhas no país, essencialmente em concelhos pouco povoados. É útil porque deixa de promover algumas injustiças e serve para mostrar "com cores" que todos os concelhos do país podem passar à fase seguinte do desconfinamento. Mas não impede que num dado momento também esta incidência vizinha não seja conservadora e seja necessário reverter à metodologia inicial. Em suma, será sempre necessário aquilo que o poder político mais teme: tacto e bom senso na interpretação dos dados para poder tomar decisões.
 
Retirado da apresentação do Infarmed desta manhã:

Capture.png


Número de casos na RAM nos últimos 14 dias (dados DGS): 276 -- Incidência (14 dias): 108.2...

Nada de novo e a mesma conversa de sempre. Rigor na apresentação da informação, zero.
 
A Madeira chegou a fechar o Pre escolar e 1º ciclo?
 
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É impressão minha ou parece que a incidência está a baixar? Amanhã é quarta já dá para ter uma ideia melhor.
A meu ver, como eu já tinha dito antes, o aumento dos casos deveu-se essencialmente ao período pós-Páscoa e ao aumento da testagem devido aos auto-testes e não só. Basta ver que as mortes e os internamentos não subiram (muito pelo contrário) e a positividade está abaixo de 1,6% nos últimos 7 dias, o que é um valor de início de setembro de 2020. :)
 
É impressão minha ou parece que a incidência está a baixar? Amanhã é quarta já dá para ter uma ideia melhor.

Na comparação do dia de hoje com a 3ª feira da semana passada houve uma clara descida, mas apenas porque na semana passada fez-se a regularização dos atrasos nas notificações no período da Páscoa. Comparando com as 3ª feiras das 2 semanas anteriores, o número de casos está estável, sempre a rondar os 400. Para confirmar amanhã, mas parece que atingimos a base e andaremos a rondar os 500/600 casos diários até que o efeito da vacinação comece a ser relevante.

Foi hoje confirmado pelo militar das vacinas que no início de junho todos os que têm mais de 60 anos estarão vacinados com pelo menos 1 dose e em meados de agosto isso acontecerá com todos os que tenham mais de 30 anos. Se não houver mais problemas no fornecimento de vacinas e nenhuma das novas estirpes conseguir contornar totalmente a imunidade conferida pela vacinação, podemos dizer que já temos a situação totalmente controlada e que estará tudo resolvido antes do outono.
 
Há cada vez menos gente na rua com mascaras postas... Inadmissível :(
Ainda hoje tive uma reunião de obra com um Engenheiro que estava a fumar e com a mascara debaixo do queixo.
Eu apenas disse: "Ou você põe a mascara, ou então não há reunião para ninguém e eu vou-me embora". E ele: Ah eu não tenho Covid. Não se preocupe. Mas acabou por a colocar!
Ainda há gente a pensar assim? Isto revolta-me!
 
Na comparação do dia de hoje com a 3ª feira da semana passada houve uma clara descida, mas apenas porque na semana passada fez-se a regularização dos atrasos nas notificações no período da Páscoa. Comparando com as 3ª feiras das 2 semanas anteriores, o número de casos está estável, sempre a rondar os 400. Para confirmar amanhã, mas parece que atingimos a base e andaremos a rondar os 500/600 casos diários até que o efeito da vacinação comece a ser relevante.

Foi hoje confirmado pelo militar das vacinas que no início de junho todos os que têm mais de 60 anos estarão vacinados com pelo menos 1 dose e em meados de agosto isso acontecerá com todos os que tenham mais de 30 anos. Se não houver mais problemas no fornecimento de vacinas e nenhuma das novas estirpes conseguir contornar totalmente a imunidade conferida pela vacinação, podemos dizer que já temos a situação totalmente controlada e que estará tudo resolvido antes do outono.

Acreditando que o virus passe a ser endémico e que não vá desaparecer propriamente, acredito que os indicadores onde possamos notar diferenças a partir do outono serão nas mortes e nos internamentos :)