O que faz menos sentido é que Malta tem uma incidência de COVID quase nula e continuam na lista amarela. Morreram as vacas e ficaram os bois...
Se calhar a teoria não é tão rebuscada assim. Em primeiro lugar a Madeira tem regras distintas das do Continente, tanto que eles ainda continuam com recolher obrigatório noturno e em Portugal Continental isso acabou há já algum tempo. Em segundo lugar, Lisboa já estava com a incidência a crescer antes da vinda dos ingleses, ou seja, já havia um ambiente propício à propagação do vírus da COVID. Em contrapartida, o Algarve estava em queda há já algumas semanas, desde o pico registado após a Páscoa, e estabilizou após a primeira metade de maio. Para além disso, o Algarve não teve imensos ajuntamentos ilegais de jovens como teve Lisboa, e digo jovens porque a idade de propagação do vírus neste momento é de pessoas muito mais novas do que acontecia antes. No Norte também a situação era distinta: digamos que os ingleses brutamontes do Porto não andaram no mesmo sítio dos portuenses, logo não propagaram tanto, e tampouco houve a quantidade de ajuntamentos ilegais que houve em Lisboa, por lá. É óbvio que o aumento da incidência não é só ligado aos ingleses, mas uma coisa é certa: se não fosse a variante nova indiana trazida do Reino Unido em massa, este crescimento absurdo de casos, com o nível de vacinação que temos, não aconteceria...