Pandemia da COVID-19 2021

Grande aumento de internados com covid-19 em dia com três mortos.

Esta segunda-feira há três mortes por covid-19 e mais 756 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2. Incidência e Rt com grande aumento, assim como o número de internados.

Nas últimas 24 horas, mais 38 doentes com covid-19 foram hospitalizados.

Em dia de atualização da matriz de risco, verifica-se um aumento da incidência com 119,3 casos por cem mil habitantes a 14 dias (100,2 casos na sexta-feira) e o risco de transmissibilidade Rt subiu para 1,18 (1,14 na atualização anterior).


https://www.jn.pt/nacional/grande-a...covid-19-em-dia-com-tres-mortos-13857399.html
 
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Assusta-me verificar que apesar da vacinação, o R(T) continua a subir sem previsão de descida. Ou estamos a vacinar muito devagarinho ou então a variante Delta está fora de controle.
Há aqui na zona um café em que os 13(!) funcionários foram infetados com Covid, sendo que dois deles com cerca de 40 anos foram internados e a coisa não está nada famosa. :( Não sei se estavam vacinados ou não...
 
Ideia da imunidade de grupo com 70% de vacinados está ultrapassada, diz investigador.

O investigador Miguel Castanho afirmou esta segunda-feira que a ideia da imunidade de grupo com 70% da população vacinada contra a covid-19 está "completamente desatualizada" porque a vacina não protege contra a infeção e a transmissão do vírus.

"Essa ideia está ultrapassada porque as vacinas não são 100% eficazes, por um lado, mas sobretudo porque as vacinas não protegem contra a infeção e contra a capacidade de transmissão e, portanto, qualquer pessoa mesmo vacinada em algum grau contribui para a transmissão do vírus", adiantou o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

O professor catedrático de bioquímica explicou que o conceito de imunidade de grupo, neste momento, nem se aplica muito, porque isso acontece quando uma série de pessoas não pode ser infetada e não transmite o vírus a outras pessoas.

Portanto, defendeu, "é melhor pensarmos melhor que temos de completar o plano de vacinação e deixarmos de fazer contas parciais", disse Miguel Castanho, que falava à agência Lusa a propósito da prevalência da variante Delta, associada à Índia, já ser superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Para o investigador, também se deve evitar "grandes dicotomias entre mais novos e mais velhos", porque, vincou, "qualquer um pode adoecer, pode transmitir o vírus" e contribuir para "um agravar da situação".


De qualquer forma, frisou, "é sempre melhor estar vacinado com qualquer uma das vacinas do que não estar vacinado".

Questionado sobre as medidas tomadas para controlar a disseminação do vírus, nomeadamente a proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana, Miguel Castanho disse serem necessárias "medidas mais assertivas", sobretudo, para as áreas metropolitanas.

"Eu compreendo que estas medidas foram tomadas para ganhar tempo e poder eventualmente construir uma resposta para o resto do país. De qualquer maneira na Área Metropolitana de Lisboa a situação já está um pouco crítica", declarou.

"O que distingue a variante Delta não é nada que esteja relacionado com o contexto, é uma alteração do vírus em si e, portanto, aquilo que se está a passar no Reino Unido provavelmente vai-se passar aqui também", explicou.

Para evitar esta situação, Miguel Castanho defendeu que é preciso "olhar com mais cuidado" e ter "um plano específico" para os transportes públicos, que são "um meio confinado" onde as pessoas permanecem durante um tempo considerável em contacto umas com as outras.

Defendeu também o teletrabalho para evitar deslocações e o desfasamento de horários, para "não ser tão grave o problema das horas de ponta".


https://www.jn.pt/nacional/ideia-da...-ultrapassada-diz-investigador--13858349.html

 
Ou estamos a vacinar muito devagarinho ou então a variante Delta está fora de controle.

A vacinação até está a correr muito bem, aqui o problema é mesmo a variante Delta bastante perigosa e muito facilmente transmissível e claro, o comportamento das pessoas...

Convinha saber mais sobre os infectados, se já estavam vacinados ou não e com quantas doses......e até que ponto (ou grau) esta variante é imune ás vacinas, o vírus tem que sobreviver e para isso vai-se modificando e adaptando às vacinas.. :unsure:
 
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Ou estamos a vacinar muito devagarinho ou então a variante Delta está fora de controle.

Não é problema do ritmo de vacinação. A variante Delta ser bastante mais transmissível tem peso, naturalmente, mas o comportamento das pessoas é essencial. Não é por acaso que o perfil dos internados mudou tanto: muitos não vacinados ou com vacinação incompleta, certamente, juntamente com a displicência de se achar que por serem mais novos nada lhes acontece. Ora, isso não é verdade, nem agora, nem no passado. Os óbitos ocorrem muito menos frequentemente, é certo. Mas as sequelas são um problema e ser ventilado não é pêra doce...
O número de internados começa mesmo a cheirar mal.
 
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Surto com 15 infetados em lar de Mafra onde houve vacinação - Coronavírus - Jornal de Negócios (jornaldenegocios.pt)

Sempre que surgirem casos destes é importante que a DGS esclareça o número real de infectados, o estado da vacinação (1a ou 2a dose) e se estes casos "desafiam" o que já se sabe ou se pensava que sabia sobre a vacinação.

Da mesma forma, esclarecer o perfil dos doentes internados. Alguns comentadores dizem que são pessoas mais jovens não vacinadas. Mas também há quem já tenha feito uma ronda falando directamente com os hospitais e que o perfil do doente internado não mudou assim tanto.

Um ano e tal depois, a comunicação e os dados em Portugal continuam a ser um enorme vazio.
 
muitos não vacinados ou com vacinação incompleta, certamente, juntamente com a displicência de se achar que por serem mais novos nada lhes acontece. Ora, isso não é verdade, nem agora, nem no passado.
E agora é pior ainda, já que a variante indiana parece que é ainda mais transmissível dentro das gerações mais novas. De facto, tenho ouvido falar de muitos surtos em escolas nas últimas duas semanas e também em ajuntamentos com pessoas entre os 20 e os 40 anos sobretudo. :surprise:

Quanto ao aumento do R(t), queria só salientar que os dados do ritmo de transmissibilidade usados estão um pouco desatualizados. Digo isto pois a tendência nos últimos dois dias ou três até tem sido de diminuição do R(t), maioritariamente em Lisboa e Algarve, e alguma estabilização no Alentejo e Açores, como se pode ver no gráfico: :pray:
5tD7BKrh.png
 
E agora é pior ainda, já que a variante indiana parece que é ainda mais transmissível dentro das gerações mais novas. De facto, tenho ouvido falar de muitos surtos em escolas nas últimas duas semanas e também em ajuntamentos com pessoas entre os 20 e os 40 anos sobretudo. :surprise:

Quanto ao aumento do R(t), queria só salientar que os dados do ritmo de transmissibilidade usados estão um pouco desatualizados. Digo isto pois a tendência nos últimos dois dias ou três até tem sido de diminuição do R(t), maioritariamente em Lisboa e Algarve, e alguma estabilização no Alentejo e Açores, como se pode ver no gráfico: :pray:
5tD7BKrh.png

Antes de sair de casa apanhei na TV uma médica (julgo) do Santa Maria a dizer que 48% dos sessenta e tal doentes internados recentemente lá tinham menos de 50 anos e maioritariamente sem patologias associadas. A vantagem disto é que os óbitos, naturalmente, são mais raros (o que os números parecem, até agora, confirmar) mas também acho isto preocupante... Confesso que pensei que a situação não se voltasse a complicar desta forma mas este maldito bicho parece ter mesmo vontade de nos lixar à grande.
 
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Não é problema do ritmo de vacinação. A variante Delta ser bastante mais transmissível tem peso, naturalmente, mas o comportamento das pessoas é essencial. Não é por acaso que o perfil dos internados mudou tanto: muitos não vacinados ou com vacinação incompleta, certamente, juntamente com a displicência de se achar que por serem mais novos nada lhes acontece. Ora, isso não é verdade, nem agora, nem no passado. Os óbitos ocorrem muito menos frequentemente, é certo. Mas as sequelas são um problema e ser ventilado não é pêra doce...
O número de internados começa mesmo a cheirar mal.

Pelo que sei, de um dos hospitais da grande Lisboa, o perfil dos internados pouco se alterou. E concordo com o que disse o Hawk, para não haver especulação e desinformação, é extremamente importante perceber a percentagem de internados que têm a vacinação completa.
 
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Pelo que sei, de um dos hospitais da grande Lisboa, o perfil dos internados pouco se alterou. E concordo com o que disse o Hawk, para não haver especulação e desinformação, é extremamente importante perceber a percentagem de internados que têm a vacinação completa.

Antes de sair de casa apanhei na TV uma médica (julgo) do Santa Maria a dizer que 48% dos sessenta e tal doentes internados recentemente lá tinham menos de 50 anos e maioritariamente sem patologias associadas.
 
Enquanto tivermos 8 em cada 10 pessoas a não usar máscara na rua, dificilmente o cenário irá mudar.
A maioria está a marimbar-se para isto e ainda goza com quem se preocupa.
Só espero mesmo que nada disto lhes bata à porta...
Já a politica de informação e sensibilização da DGS são um autentico vazio, não só nas medidas, mas também nos dados que ditam cá para fora.
 
Antes de sair de casa apanhei na TV uma médica (julgo) do Santa Maria a dizer que 48% dos sessenta e tal doentes internados recentemente lá tinham menos de 50 anos e maioritariamente sem patologias associadas. A vantagem disto é que os óbitos, naturalmente, são mais raros (o que os números parecem, até agora, confirmar) mas também acho isto preocupante... Confesso que pensei que a situação não se voltasse a complicar desta forma mas este maldito bicho parece ter mesmo vontade de nos lixar à grande.
Tendo em conta que a variante delta diminui a eficácia de todas as vacinas, a probabilidade de ser infetado mesmo vacinado aumenta. Ainda assim, muitas pessoas podem não ter sintomas ou até serem apenas ligeiros.

Com mais restrições, que provavelmente vão surgir, obrigam a fechar os estabelecimentos novamente mais cedo, mas as pessoas vão para casa ou outro local onde nada se respeita e onde a probabilidade de originar um surto é mais elevada. Muito sinceramente, com o verão, férias a chegar e as pessoas cada vez mais cansadas disto, nem sei o que será melhor...
 
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Enquanto tivermos 8 em cada 10 pessoas a não usar máscara na rua, dificilmente o cenário irá mudar.
A maioria está a marimbar-se para isto e ainda goza com quem se preocupa.
Só espero mesmo que nada disto lhes bata à porta...
Já a politica de informação e sensibilização da DGS são um autentico vazio, não só nas medidas, mas também nos dados que ditam cá para fora.

Concordo em absoluto convosco, o principal é o comportamento das pessoas!
Vejo todos os dias vejo pessoas que não cumprem as regras.
Distanciamento social, o que é isso?
Usar máscara, ai que chato não dá jeito nenhum.
Estar sempre a desinfetar as mãos quando se toca em objetos, que tonteira.
E mais acrescento, o típico chico-esperto português, aquele tipo de pessoas que se acha melhor que os outros, aqueles por exemplo, que estacionam no lugar para deficientes nos supermercados com o parque de estacionamento praticamente vazio, são aqueles que entram no supermercado, sem desinfetar as mãos, que se juntam ás pessoas nas filas do supermercado e estão sempre a bufar.
Mas a razão principal é desresponsabilização, por exemplo os jovens de uma forma maioritária, estão-se marimbando para a Covid-19 e para os outros, isto da covid, não é nada com eles é só para os cotas... nós jovens queremos é curtir estamos na idade!