Pandemia da COVID-19 2021

Há cerca de 3 semanas andavam a circular algumas notícias sobre a carga viral entre vacinados e não vacinados ser idêntica, principalmente devido á variante Delta.

Provavelmente se não tivesse aparecido essa nova variante, a transmissão poderia ser menor com as vacinas. No entanto, penso que esteja claro que as vacinas não impedem a infeção, portanto este aumento de casos já seria de esperar mais tarde ou mais cedo. Vê-se por aí muita situação em que mais parece que já não há vírus.
O facto dos internamentos estarem a aumentar todos os dias é o que mais preocupa, mas ainda assim não tem sido um crescimento exponencial e esperemos que assim continue.

Do próprio artigo:

"Entre os contactos que tinham duas doses de vacina, 25% (31/126 contactos) ficaram infetados com a variante delta em comparação com 38% (15/40) de contactos domésticos não vacinados, comprovando um risco menor, mas ainda apreciável, de pessoas vacinadas serem infetadas com a variante Delta em comparação com não vacinadas."

Dito isto, julgo que no futuro veremos que muito provavelmente não será indiferente para a infecção dos vacinados o tempo passado desde a última dose. Deduzo que não será o mesmo ter sido vacinado há um mês ou dois ou há 7 ou 8 meses. De qualquer forma, há coisas a que só mesmo o tempo responderá. O aparecimento de variantes pode alterar as coisas num ou noutro sentido, vacinas incluídas. Temos de perceber que estamos a lidar com isto em tempo real e que os dados que a ciência nos dá reflectem isso mesmo.
 

António Costa: “Não podemos ignorar os sinais. Quanto mais tarde actuarmos, maiores serão os riscos”​


Primeiro-ministro diz que é preciso avaliar quais são “as medidas adequadas e estritamente necessárias”.


Eu propunha o fecho dos restaurantes ao fim de semana às 13 h, proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana, não mais que 50 mil ou 60 mil adeptos num estádio e sem uso obrigatório de máscara a berrar...discotecas abertas e sem obrigatoriedade do uso de máscara na pista de dança.... :rolleyes:

Estou curioso para saber que medidas eficazes vão sair dali e que eventualmente não tenham ainda sido tomadas... :unsure:
Essas medidas nunca resultaram e fomos para confinamento na mesma. :D Uso obrigatório da máscara em todos os espaços fechados e quem sabe na rua também, ninguém morre de máscara e não sejam piegas, outra medida cumprir a distância de segurança em espaços fechados (supermercados, lojas, etc), impor limite de pessoas no supermercado, lojas, etc, sim porque sem esta medida vai tudo andar no colo uns dos outros dentro das lojas pelo Natal, de resto, limitar o horário nunca surtiu efeito e nem vai resultar agora. De resto, não estou a ver nenhuma medida eficaz e limitar o Natal a 3 pessoas e todas testadas (ironia), e deitar no lixo o certificado da Covid não serviu nem nunca servirá porque não tem nenhuma segurança nem credibilidade o mesmo.
 
Cada vez mais começo a pensar que as vacinas são uma desilusão.
Permitiu uma relativa normalidade entre Agosto e Outubro, mas agora o pesadelo está a voltar outra vez...
Se agora temos quase 2000 casos, se continuarmos assim, no natal teremos 4000 ou mais :facepalm:

Medidas são necessárias. Urgentemente!

Here we go again...
 
Será a sub-variante Delta a responsável pela "explosão" de casos no Algarve:

Mais dez casos de variante Delta AY.4.2 em Portugal elevam total para 38. Maioria dos casos no Algarve​




Olhão com mais 19 casos ontem
Sim, a nova vaga de casos na Europa deve-se a essa sub-variante, mais conhecida por "Delta+" ou "variante nepalesa", que é mais transmissível, mesmo em população totalmente vacinada. Parece que chegou à Europa vinda pelo Leste em agosto/setembro - a variante anterior da Delta tinha chegado à Europa vinda por Portugal e pelo Reino Unido em abril e maio... :)

Cada vez mais começo a pensar que as vacinas são uma desilusão.
Permitiu uma relativa normalidade entre Agosto e Outubro, mas agora o pesadelo está a voltar outra vez...
Se agora temos quase 2000 casos, se continuarmos assim, no natal teremos 4000 ou mais

Medidas são necessárias. Urgentemente!

Here we go again...
As vacinas não são uma desilusão e até ao momento têm cumprido a sua função: diminuir as hospitalizações e, consequentemente, as mortes. O problema é que, quando os casos são demasiados, mesmo com uma percentagem de letalidade ou de entrada em enfermarias muitíssimo baixa, os números nestes contextos acabam por ser mais elevados também. Mesmo que tenhamos 4000 casos (ou mais) diários no Natal, a situação nos hospitais será muitíssimo distinta da do ano passado, e isso é o que importa... ;)

A vacinação também deveria diminuir o risco de transmissibilidade, contudo, no ano que se seguiu à aprovação das vacinas, surgiram novas variantes que contornaram parcialmente os efeitos desta - em grande parte porque a tal da Delta surgiu em fevereiro num país que, na altura, tinha uma taxa de vacinação de quase 0% e que tinha recentemente aberto o país dos recolheres obrigatórios e confinamentos locais...

A ver se desta vez aprendemos a distribuir melhor as vacinas para isto não voltar a acontecer! :nono:
 
Cada vez mais começo a pensar que as vacinas são uma desilusão.
Permitiu uma relativa normalidade entre Agosto e Outubro, mas agora o pesadelo está a voltar outra vez...
Se agora temos quase 2000 casos, se continuarmos assim, no natal teremos 4000 ou mais :facepalm:

Medidas são necessárias. Urgentemente!

Here we go again...
Desde que o aumento de casos não tenha um impacto gigante nos internamentos e óbitos é menos mau, na certeza porém que, naturalmente, quantos mais casos mais internados e óbitos vão surgir.As vacinas ( tal como qualquer vacina) não são 100% eficazes, eficácia essa que varia de pessoa para pessoa e vai diminuindo com o tempo, daí a necessidade de estar atento e com medidas de auto proteção básicas que já todos conhecemos.Não é só o COVID que pode colocar o SNS em rotura, mas uma "mistura" de outras patologias, algumas delas típicas do inverno.Tudo junto e em grande quantidade gera o caos, e por arrasto mais óbitos..
 
Parece que se está a chegar à conclusão que o efeito da vacinação sobre os contágios é residual, podendo até ter um impacte negativo, uma vez que havendo uma quantidade muito superior de assintomáticos, haverá mais infectados a não ser identificados como tal. Parece que a única diferença é que um vacinado contagia durante menos tempo, mas enquanto contagia fá-lo com a mesma intensidade de um não-vacinado.
O resultado dos eventos-piloto seriam muito importantes para, por exemplo, diferenciar a lotação entre eventos de massas ao ar livre e em recintos fechados...

Mas existem estudos a comprovar isso? Eu há 2 semanas, onde supostamente apanhei Covi, havia 14 pessoas todas vacinadas. Só duas testaram positivo, eu incluido. Portanto nao sei se se pode afirmar que os vacinados contagiam por mais tempo ou que o efeito é residual.
 
Cada vez mais começo a pensar que as vacinas são uma desilusão.
Permitiu uma relativa normalidade entre Agosto e Outubro, mas agora o pesadelo está a voltar outra vez...
Se agora temos quase 2000 casos, se continuarmos assim, no natal teremos 4000 ou mais :facepalm:

Medidas são necessárias. Urgentemente!

Here we go again...
As vacinas nao sao nenhuma desilsao e os gráficos da Bélgica provam-no.

Número de casos:
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Número de mortes:
Capture3.webp
 
Aliás os numeros na Bélgica até parecem estar em estabilizacao, apenas com a imposicao da máscara na Flandres e mais teleworking. O teletrabalho, com ou sem covid, até devia ser a norma para quem quisesse e se fosse possível. Eu, por exemplo, nao me importo nada de trabalhar em casa 2 ou 3 vezes por semana. Nos países onde existe uma nível de vacinacao superior a 70 ou 75%, nao me parece que seja necessário restricoes de maior. O problema é que paises como a Alemanha ou Austria estao com 62 ou 63%.
 

"É evidente". Marcelo defende reposição do uso de máscara na rua.​


O Presidente da República defendeu, esta terça-feira, que deve ser reposto o uso obrigatório de máscara na rua, mas remeteu a decisão sobre as medidas a adotar para conter a propagação da covid-19 para depois da reunião no Infarmed.

Em declarações aos jornalistas junto ao Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, questionado sobre as medidas a adotar face ao crescimento do número de casos e de mortes por covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que se deve "esperar pela reunião do Infarmed" com especialistas, marcada para sexta-feira.

Questionado, depois, se entende que deve ser retomado o uso obrigatório de máscara na rua, o chefe de Estado respondeu: "Isso, claro, isso é evidente".



Esta é uma das medidas básicas, outra será certamente o teletrabalho, sempre que as funções sejam compatíveis, mas penso que, para teletrabalho generalizado, será necessário o estado de emergência.. :unsure:

Seja como for, teletrabalho parcial, equipas em espelho, é possivel, como ainda continua a acontecer em muitas empresas e inclusivé na função pública.

Em teletrabalho, menos gente em circulação, nos transportes e no local físico de trabalho, logo menos contactos e riscos de contágio.
 
Última edição:

"É evidente". Marcelo defende reposição do uso de máscara na rua.​


O Presidente da República defendeu, esta terça-feira, que deve ser reposto o uso obrigatório de máscara na rua, mas remeteu a decisão sobre as medidas a adotar para conter a propagação da covid-19 para depois da reunião no Infarmed.

Em declarações aos jornalistas junto ao Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, questionado sobre as medidas a adotar face ao crescimento do número de casos e de mortes por covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que se deve "esperar pela reunião do Infarmed" com especialistas, marcada para sexta-feira.

Questionado, depois, se entende que deve ser retomado o uso obrigatório de máscara na rua, o chefe de Estado respondeu: "Isso, claro, isso é evidente".



Esta é uma das medidas básicas, outra será certamente o teletrabalho, sempre que as funções sejam compatíveis, mas penos que, para teletrabalho generalizado, será necessário o estado de emergência,,

Seja como for, teletrabalho parcial, equipas em espelho, é possivel como ainda continua a acontece em muitas empresas e inclusivé na função pública.

Em teletrabalho, menos gente em circulação, nos transportes e no local físico de trabalho, logo menos contactos e riscos de contágio.
Não faz sentido nenhum impôr a máscara na rua neste momento. Para além de nenhum país europeu ter essa regra, com a vacinação a transmissão da doença ao ar livre é quase nula... O que faz sentido, isso sim, é ampliar o uso da máscara para o pequeno comércio e sobretudo para os estabelecimentos de diversão noturna - como discotecas -, bem como em eventos em recintos definidos (estádios ou festivais, por exemplo). :)
 
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Não faz sentido nenhum impôr a máscara na rua neste momento.

Sim, eu não estou a dizer que concordo, pois se houver bom distanciamento não se justifica a máscara num espaço ao ar livre, quem quiser pode usar, mas não deve ser imposta a obrigatoriedade,

Seria bem implementado nas discotecas e recintos/locais com grandes aglomerações, como por exemplo os estádios, festivais, etc...

Mesmo sendo ao ar livre, muita gente junta, sem máscara e distanciamento não é bom...

Provavelmente vão dizer, uso de máscara na rua, sempre que não seja possível manter o distanciamento... :unsure:
 
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Máscara na rua só com estado de emergência.​


Dissolução do Parlamento limita medidas. Aplicá-las obriga a adiar eleições legislativas.

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Jorge Miranda defende que Governo fica limitado

Foto: Natacha Cardoso / Arquivo Global Imagens


A aplicação de medidas restritivas como o teletrabalho obrigatório ou o uso de máscara na rua não pode ser feita sem o estado de emergência. Apesar de vários especialistas defenderem mais medida.

Apesar de vários especialistas defenderem mais medidas restritivas, a situação jurídica é complexa e o Governo está limitado na sua aplicação. Para que avancem, seria preciso adiar a dissolução do Parlamento e, consequentemente, as eleições, defendem três constitucionalistas ouvidos pelo JN.



Na rua não, no máximo recomendada quando não há distanciamento, mas em espaços fechados e estádios onde está "tudo ao monte" sim.


 
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Não entendo a questão da máscara na rua. Nunca foi obrigatória (apenas quando não era possível manter distanciamento social), e neste preciso momento também é obrigatória se não for possível manter o distanciamento. A lei que actualmente rege o uso de máscara na rua é na prática igual à mais restritiva que já tivemos.
 
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Não entendo a questão da máscara na rua. Nunca foi obrigatória (apenas quando não era possível manter distanciamento social), e neste preciso momento também é obrigatória se não for possível manter o distanciamento. A lei que actualmente rege o uso de máscara na rua é na prática igual à mais restritiva que já tivemos.

Quem anda a insistir nisso da máscara obrigatória na rua é o Marcelo, mas nem no pior periodo da pandemia ela foi realmente obrigatória, apenas nos casos em que não era possivel manter o distanciamento... :unsure: O Marcelo fazia melhor em falar menos e actuar mais, e deixar de ser "cata vento" :D

Há pouco na TV passou em rodapé que uma das medidas podia ser a máscara obrigatória assim como medidas restritivas nos restaurantes...veremos...