Pandemia da COVID-19 2021

Em relação às restrições diferenciais entre vacinados e não vacinados só há duas possibilidades lógicas:
- Se a vacinação permite reduzir de forma relevante o contágio não faz sentido exigir testes a vacinados;
- Se não reduz, não faz sentido tratar de forma diferente os vacinados e os não vacinados.
Qualquer abordagem diferente desta é totalmente desprovida de lógica.

Pelo que se pôs a circular (para testar as reacções do focus group), estão-se a preparar para exigir testes para aceder a eventos públicos, mesmo aos vacinados. Esta medida é impossível de colocar em prática. Entre os espectadores de jogos de futebol, concertos, pessoas que vão a jantares de grupo (vem aí o Natal onde ocorre o pico de jantares com muita gente) ou que simplesmente vão visitar pessoas de risco e se testam por "descargo de consciência" teríamos uma procura de centenas de milhares de testes à sexta-feira, senão de milhões.
Sendo o processo de testagem mais moroso que o de vacinação e não havendo nenhuma task-force para o efeito, haverá muita gente que não terá possibilidade de se testar. A questão não é a existência de testes em stock, mas sim a impossibilidade de os realizar no tempo necessário.

(E já agora, lembram-se de quando em janeiro passado os testes rápidos foram "responsáveis" pelo aumento de casos porque as pessoas confiavam cegamente neles e eles não eram minimamente fiáveis, principalmente quando se estava assintomático?).
 
E já agora, lembram-se de quando em janeiro passado os testes rápidos foram "responsáveis" pelo aumento de casos porque as pessoas confiavam cegamente neles e eles não eram minimamente fiáveis, principalmente quando se estava assintomático

Agora é que vão aparecer casos, sejam eles verdadeiros ou falsos positivos/negativos, qualquer dia querem testar os cães, gatos, e o piriquito...já faltou mais.. :D
 
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Covid três vezes menos agressiva do que há um ano.​


Com o país a duplicar casos a cada 15, 20 dias, os peritos voltam esta sexta-feira a ser ouvidos no Infarmed.

Na mesa, o reforço de medidas de prevenção - como o uso da máscara, lotação de espaços, testagem ou controlo de fronteiras -, defendido ao longo da semana por especialistas e membros do Governo. Na certeza de que, para já, decisões mais restritivas estão postas de parte. Numa altura em que se sabe que a severidade da covid, face há um ano, é cerca de três vezes inferior. Mas que, se não reduzirmos o crescimento da curva, poderemos chegar ao Natal na casa dos seis mil novos casos diários.

( notícia paga)

 
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Controlo de fronteiras é algo que desde que se declarou a pandemia me fez muita confusão... Por definição, pandemia é uma doença que se dissemina em todo o mundo...

O número de contágios é diferente em cada país e isso atualmente depende essencialmente de dois factores:
- Diferentes taxas de vacinação (controlamos e não se vai alterar por as fronteiras estarem abertas);
- Clima (não controlamos).

Estando a doença em toda o mundo e na ausência de variantes relevantes em alguma parte do globo (situação actual), qual é mesmo a lógica de se fecharem fronteiras?
 
Áustria entra em lockdown a partir de 2ª feira por um período de 10 dias (com possibilidade de estender mais 10)

Fecham os restaurantes, comércio, cinemas e teatros. Apenas lojas de bens essenciais e escolas abertas. Vacinação para ser tornada obrigatória a partir de Fevereiro.
 

Covid-19: Proteção da vacina da Janssen cai de 67% para “metade ou menos” após 90 dias​



Agora, aparece os especialistas da DGS a dizerem que estão preocupados com as pessoas que levaram esta vacina, mas na altura, em que pedi para levar outra marca recusaram e a enfermeira disse leva esta que é dose única e não precisa vir cá mais vez nenhuma, pois nota-se.

Levei há 3 meses e meio já deve ir nos 25%. :D
 
Agora, aparece os especialistas da DGS a dizerem que estão preocupados com as pessoas que levaram esta vacina, mas na altura, em que pedi para levar outra marca recusaram e a enfermeira disse leva esta que é dose única e não precisa vir cá mais vez nenhuma, pois nota-se.

Esta afirmação de uma psicóloga clínica hoje na reunião do Infarmed é bem verdadeira:

19 nov16:35há 42 minutos

Margarida Gaspar de Matos, da "task force"de Ciências Comportamentais aplicada à pandemia, "ajudar o cidadão" a proteger-se contra a covid-19.

A psicóloga clínica afirmou que se criou o "mito" de que a população já sabe dominar a covid-19.

A especialista acrescentou que a questão do "reforço" da vacina "não caiu bem" numa parte importante da população. "Dá a ideia de que nos enganámos na dose", referiu, afirmando que preferia que fosse usada a expressão "atualização vacinal". "Estamos a falar para a população, não para técnicos", justificou.



Em relação à Covid ( vacinas incluidas) o que se diz hoje, amanhã já não se diz. :D

É compreensível, numa situação nova e dinâmica (embora já tenha quase 2 anos).

No fundo, ninguém sabe ao certo o que vai acontecer, vão se tomando as medidas e gerindo tipo "navegação à vista" e logo se vê...

Se as pessoas, mesmo vacinadas não "baixassem os braços" e com a conivência do governo ao querer abrir tudo demasiado à pressa ( lembro-me também da frase do almirante a dizer que tinhamos vencido ou encurralado o vírus) talvez estivessemos um pouco melhor, embora não sejamos, de longe, dos piores, vamos vendo.
 
Última edição:
Fala-se como se não tivesse aparecido uma nova variante. Havia de ser lindo ter a Delta à solta sem vacinas, havia. Lembram-se dos 303 óbitos e quase 16.500 casos de 27 de Janeiro deste ano? Então agora usem a vossa imaginação...
 
As "medidas restritivas" ainda não saíram do baú, contudo, pelo que vejo, a montanha de sensacionalismo pariu um rato, literalmente! :facepalm:

Neste momento, o que está em cima da mesa é, literalmente, isto:

-> Obrigação da máscara em todos os espaços fechados e públicos;

-> Certificado digital universal (será necessário em praticamente todo o lado);

-> Regresso das restrições na lotação e no distanciamento físico no comércio de grandes dimensões.

Sejamos sinceros: isto é um nível de restrições inclusive inferior ao que tínhamos no final de setembro deste ano. É que, no final de setembro, o teletrabalho ainda era obrigatório a não ser que fosse incompatível com a área de trabalho, e agora é só uma recomendação. O país irá passar do Estado de Alerta (que tinha começado no dia 1 deste mês) para o Estado de Alarme, ou seja, o estado que passámos a ter a 1 de outubro... :rolleyes:
 
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Margarida Gaspar de Matos, da "task force"de Ciências Comportamentais aplicada à pandemia, "ajudar o cidadão" a proteger-se contra a covid-19.

A especialista acrescentou que a questão do "reforço" da vacina "não caiu bem" numa parte importante da população. "Dá a ideia de que nos enganámos na dose", referiu, afirmando que preferia que fosse usada a expressão "atualização vacinal". "Estamos a falar para a população, não para técnicos", justificou.

:huhlmao:

Mais valia ter ido buscar o Gouveia e a guerra: 'Camaradas, o vírus já levou com uns canhões mas ainda faltam os torpedos'.
 
Estas medidas (dos passes) sao ridiculas e nao funcionam.
So funcionam para uma coisa, para estimular as vacinacoes, mas Portugal ate esta bem nesse ponto!
Os vacinados tambem apanham covid, e por vezes, casos serios!

Aqui onde vivo, na Escocia, estamos a ter um verdadeiro outbreak de covid. Onde vivo metade das pessoas tem covid, e muitos dos meus amigos e colegas de trabalho. Estava a fazer uma lista de quem conhecia com covid, cerca de 30 pessoas, mas depois desisti porque cada dia ouvia falar de mais uns casos. Os numeros oficiais indicam 300 casos numa zona que tem cerca de 1000 pessoas. Apesar de contacto proximo (em interior) com cerca de 4 pessoas com covid, nao apanhei nada, mas eu sou muito cauteloso (sempre mantenho distancia) e tive covid em Marco de 2020 (e duas vacinas). Se calhar a mascara que uso (uma FFP2) funciona e nao deixa o virus entrar. Ou entao, a imunidade de covid e duas vacinas.

Saliento mencionar alguns factos:
- A onda que chegou aqui foi imparavel. A variante deltaparece um furacao. Foi um domino que afectou a maioria das pessoas, uma atras da outra. Faz-me lembrar o que a India vivou ha uns meses.
- Todos os nao vacinados foram afectados. Alguns foram parar ao hospital.
- Varios vacinados tambem ficaram doentes e com fadiga prolongada (os de mais idade), mas sintomas menos graves. Alguns nao vacinados escaparam ao covid, apesar de contacto proximo com infectados. Como eu. Para ja, nenhum vacinado parece ter sido afectado de forma grave. Vamos a ver.
- Conheco vacinados que apanharam covid duas vezes pos-vacina! Nao sao casos comuns mas acontece. Ha quem tenha apanhado covid uma segunda vez passados 3 meses desde a ultima vez (casos ligeiros).
- Conheco varios doentes com covid, que acusaram teste positivo de PCR, mas todos os testes rapidos foram sempre negativos! Os testes rapidos parece ser muito insensiveis
- Conheco tambem "falsos negativos" do PCR. Pessoas na mesma casa, um testou positivo, e o outro doente testou negativo, apesar de ser claramente covid. Creio que possa ter a ver com a ocasiao da testagem (precoce ou tardia), ou se nao se meter a cotonete muito para dentro da boca ou nariz. Acho q a maioria das pessoas nao consegue fazer o swab correctamente.
- Os sintomas variam. Para alguns parece uma constipacao ligeira, para outros gripe, para outros, nem tem grandes sintomas mas depois os pulmoes falham e vao parar ao hospital.

A meu ver, ha uma opcao para o controlo: o uso de mascaras FFP2/N95 em interior. Se toda a gente usar e for cautelosa, ninguem apanha covid (ou quase ninguem), e nao precisam nem testes nem passes. Se ninguem usar mascara, entao acontece o que aconteceu aqui. Quase ninguem escapa.

Se tudo correr bem, Portugal com a alta taxa de vacinacao e uso de mascara, vai conseguir evitar esta vaga europeia.

Um abraco a todos,