Pandemia da COVID-19 2021

De novo a história do hotel, mas com mais pormenores, embora eu ache normal que um vírus respiratório se transmita pelo ar.... :unsure:

Covid-19. Ómicron transmitida pelo ar num corredor de hotel.​


4 DEZEMBRO 2021 11:15

Infeção aconteceu no início de novembro, em Hong Kong, entre dois hóspedes vacinados e sem qualquer tipo de contacto. Autores alertam ainda para testes PCR falsos-negativos

Um artigo pré-publicado na sexta-feira pelo Centro de Controlo de Doenças (CDC), EUA, revela que investigadores da Universidade de Hong Kong, na China, admitem que a nova variante do coronavírus pandémico Ómicron pode ser transmitida simplesmente pelo ar, a quem passa. A sustentar a ideia está a análise detalhada do que se sabe agora ter sido o primeiro caso de infeção pela nova variante em Hong Kong, no início de novembro.

O contágio aconteceu num hotel da cidade e os investigadores – liderados por Haogao Gu, especialista em bioinformática e evolução viral - puderam, por isso, analisar todas as imagens da estada dos dois hóspedes gravadas pelas câmaras de segurança.

Os homens estavam hospedados para cumprimento da quarentena obrigatória após a entrada no território e não tiveram nenhum contacto. Estavam ambos vacinados com duas doses da Pfizer. Os autores da investigação ao sucedido afirmam: “O contágio sugere a transmissão apesar das medidas rigorosas de quarentena.”

No artigo publicado pelo CDC, os investigadores chineses revelam os dados recolhidos.

O primeiro hóspede chegou a 10 de novembro do Canadá e o segundo um dia depois, vindo da África do Sul. Ambos tinham dupla vacinação: o primeiro estava a dias de fazer seis meses após a segunda toma e o segundo no quinto mês de imunização.

Os dois homens tinham teste PCR negativo nas 72 horas prévias à chegada ao aeroporto de Hong Kong, tendo sido instalados em quartos no mesmo corredor de hotel para quarentena.

Sempre sem sintomas da infeção, os dois viajantes viram a sua situação mudar logo nos dias seguintes. O segundo hóspede testou positivo dois dias depois, a 13, tendo sido transferido para o hospital e isolado. No dia 17, sete dias após a chegada, o primeiro hóspede manifestou sintomas ligeiros e no dia seguinte, a 18, o teste revelou que estava infetado.

O procedimento foi igual, internamento hospitalar e isolamento. Nos quartos próximos, nenhuma das 12 pessoas foi infetada, assim como nenhum funcionário, como mostraram os “repetidos testes”.

PORTAS FECHADAS

A análise retrospetiva do caso “confirma que nenhum dos doentes saiu do quarto durante a quarentena. Nada foi partilhado entre os dois quartos e ninguém entrou. A única vez em que os dois hóspedes em quarentena abriram a porta dos quartos foi para recolher comida, que tinha imediatamente sido colocada junto à porta”, afirmam os investigadores. “O único outro momento em que terão aberto a porta terá sido para a realização do teste PCR, feito em períodos de três dias. Contudo, como os hóspedes chegaram com um dia de diferença, é pouco provável que tenham sido testados no mesmo dia”, sublinham.

A informação recolhida leva os autores a duas conclusões. A primeira: “A transmissão pelo ar através do corredor é a forma mais provável de transmissão.” A segunda: “O número de mutações encontrado na Spike da variante Ómicron não tem precedentes quando comparado com as outras mutações, o que leva a que existam falsos-negativos em alguns testes RT-PCR específicos para o gene S.”

 
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Covid-19 em Portugal: 22 mortes e 5649 novos casos​


Há dez meses que não eram registados tantos casos diários. Para vermos igual número de mortes num só dia temos de recuar até Março.


Portugal registou, esta sexta-feira, 5649 casos de covid-19 e 22 mortes provocadas pelo vírus. Este é o maior número diário de infecções desde o boletim epidemiológico publicado no dia 6 de Fevereiro: no dia anterior tinham sido detectados 6132 casos de covid-19. Contas feitas, há quase dez meses que o país não registava um número tão alto de infecções num só dia.

https://www.publico.pt/2021/12/04/sociedade/noticia/covid19-portugal-22-mortes-5649-novos-casos-1987458

 
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Os números da Hungria sao impressionantes. Só hoje tiveram mais de 22 mil casos e quase 500 mortes. Andaram com tanta alarido no inicio do ano a comprar vacinas Chinesas e a reclamar contra a UE e agora isto. Como é que alguem ali ainda apoia o governo de Orban?
 
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Some experts suggested that if Omicron is more infectious but milder, it could make corona more similar to the flu. Mevorach agreed, saying “it would really be good news for the world. I think that we have had indications of vaccinated people getting infected, but it appears that their disease is mild.”

Mais boas indicações. A confirmar-se, é deixar-se esta variante espalhar-se pelo mundo à vontade para eliminar a Delta.
 
Dados no Algarve (1 a 5 Dezembro):

2021:
Casos: 1271
Mortes: 22

2020:
Casos: 318
Mortes: 4

4x mais casos e 5.5x mais mortes :wacko:

Em todo o mês de Dezembro de 2020 foram registadas 21 mortes e este ano em apenas 5 dias já leva 22 mortes. :wacko:
 
África do Sul:

- Início da Delta (1-7 de junho): 35 000 casos por semana, 682 óbitos;
- Início da Omicron (29 de novembro - 5 de dezembro): 70 000 casos por semana, 173 óbitos.

Significa que:

- A vacina é eficaz contra a Omicron e/ou;
- A Omicron é muito menos letal.
Província de Gauteng (onde a prevalência da Omicron é de quase 100%), nos últimos 15 dias: 73 300 casos, 64 óbitos;
Província de Western Cape (prevalência mais reduzida da Omicron, o número de casos activos é inferior ao de há 15 dias atrás), nos últimos 15 dias: 8 500 casos, 65 óbitos.

Como já aqui escrevi, isto vale o que vale, eventualmente haverá algum caos nas notificações e provavelmente irão haver acertos no número de óbitos em Guateng nos próximos dias. A acompanhar nos próximos dias. Se estes números forem reais, a variante Omicron estaria ao nível de uma gripe forte, numa população jovem, mas praticamente não vacinada (30%) e bastante vulnerável (cerca de 20% dos adultos HIV+).
 
Embora a incidência continue elevada na Madeira, parece haver uma estabilização e os internamentos estão a baixar a pique. A incidência elevada vai à boleia dos 23 mil testes rápidos efectuados por dia desde que as novas regras entraram em vigor no dia 20 de Novembro.

O pico dos internamentos desta de vaga registou 68 pessoas internadas, 8 das quais ventiladas. Ao dia de hoje estão 21 pessoas internadas e 1 ventilada. Parece ser possível passar um Natal e fim de ano tranquilo e com capacidade hospitalar para responder, em Janeiro, aos naturais "excessos" desse período.
 
Embora a incidência continue elevada na Madeira, parece haver uma estabilização e os internamentos estão a baixar a pique. A incidência elevada vai à boleia dos 23 mil testes rápidos efectuados por dia desde que as novas regras entraram em vigor no dia 20 de Novembro.

O pico dos internamentos desta de vaga registou 68 pessoas internadas, 8 das quais ventiladas. Ao dia de hoje estão 21 pessoas internadas e 1 ventilada. Parece ser possível passar um Natal e fim de ano tranquilo e com capacidade hospitalar para responder, em Janeiro, aos naturais "excessos" desse período.
A realidade é que eu acho que esta vaga já atingiu um pico em grande parte do território... A atual incidência elevada em crescimento deve-se também à testagem massiva que tem ocorrido nos últimos tempos: por comparação, no ano passado tínhamos uma média de casos semelhante à deste momento e, ao mesmo tempo, uma positividade de 16%, enquanto que este ano a positividade de testes nem chega a 3,5%. :surprise:

Mesmo a nível nacional, os internamentos, sobretudo em enfermarias (os cuidados intensivos estão estáveis) estão a descer há alguns dias, invertendo a tendência geral do último mês. Algo me diz que estamos próximos de atingir um pico de casos, semelhante ao do ano passado mas com implicações bem menores nos casos graves devido à vacinação. :thumbsup:
 
A realidade é que eu acho que esta vaga já atingiu um pico em grande parte do território... A atual incidência elevada em crescimento deve-se também à testagem massiva que tem ocorrido nos últimos tempos: por comparação, no ano passado tínhamos uma média de casos semelhante à deste momento e, ao mesmo tempo, uma positividade de 16%, enquanto que este ano a positividade de testes nem chega a 3,5%. :surprise:

Mesmo a nível nacional, os internamentos, sobretudo em enfermarias (os cuidados intensivos estão estáveis) estão a descer há alguns dias, invertendo a tendência geral do último mês. Algo me diz que estamos próximos de atingir um pico de casos, semelhante ao do ano passado mas com implicações bem menores nos casos graves devido à vacinação. :thumbsup:
Ao nível dos internamentos, o pouco que desceu, voltou a subir, e aproximamo-nos da barreira dos 1000 (961 na relatório de hoje).
Nos intensivos estão 142 pessoas.
Quanto ao número de mortes, foram mais 23 nas últimas 24h. E apesar deste valor nada ter a ver com o do ano passado, no geral e nos últimos dias, os números de mortalidade estão praticamente em linha com os ano passado.
 
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os números de mortalidade estão praticamente em linha com os ano passado
Faz todo o sentido, tendo em conta que este ano está a haver um pico anormal de gripe em relação ao normal pré-pandemia.

Seja como for, o dia de hoje pode ainda ser uma anomalia. Veremos como as coisas se comportam nos próximos dias! :D
 
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Faz todo o sentido, tendo em conta que este ano está a haver um pico anormal de gripe em relação ao normal pré-pandemia.
Não está a haver pico nenhum de gripe. Do relatório mais recente de vigilância epidemiológica da gripe:

Gravidade: Não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 18 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram informação. Não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 3 Enfermarias que enviaram informação.
 
Não está a haver pico nenhum de gripe. Do relatório mais recente de vigilância epidemiológica da gripe:
Então é esquisito esse pico de mortalidade acima do normal... :hmm: