Pandemia da COVID-19 2021

Se de facto a variante Omicron é apenas mais uma (vulgar) constipação de Inverno, realmente as medidas não fazem sentido nenhum ( embora uma simples constipação possa ser problemática para grupos de risco ou idosos).

Penso que, neste momento, nem 8 nem 80, há muita coisa que ainda não se sabe sobre o vírus, eventuais futuras mutações etc... alguma cautela e medidas de auto protecção ainda se exigem, mas sem medidas restritivas excessivas, e muito menos confinamentos.

Há uma grande diferença entre ter/manter os cuidados e entrar em "paranoia".

Outra coisa que não faz sentido nenhum é os hospitais ou urgências estarem com dificuldades porque as pessoas se dirigem lá por tudo e por nada em relação ao covid, ou porque pensam ter covid.

Há que criar condições no SNS ( linha SNS 24 incluída) para que isto não ocorra ou seja minimizado, até porque está a prejudicar outras patologias e quem ficou realmente doente com covid e precisa de cuidados. :unsure:
 
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Certo. Da forma como o referiste, parecia que alguém tinha colocado a hipótese de se voltar a não ter acesso aos lares de forma livre para visitar familiares.
Nesse aspeto concordo que já não faz sentido, até porque acima dos 60 anos, quem quer, já tem a 3a dose.

O meu comentário foi apenas para chamar a atenção do impacto de medidas restritivas de privação de contactos na saúde mental das pessoas, uma vez que há aqui membros que olham para medidas restritivas como a solução para tudo e esquecem-se completamente dos problemas que elas criam. Foi por aí que dei o exemplo dos idosos.
 
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Querem fazer a vossa vida normal, óptimo. Mas mantenham-se longe de mim e dos meus. Está 1% da população ao mesmo tempo a ligar para a mesma linha no mesmo dia e 30% não consegue ser atendida? Azareco. Vão às urgências e demoram 15 horas a serem vistos? É a vida. A avozinha morreu dentro da ambulância porque não conseguiu ser atendida? Não faz mal. Pelo menos morreu contente, de mãozinha dada com quem a infectou. Tudo está bem quando acaba bem.
E porque é que isto está a acontecer?
Porque mais de metade dos telefonemas são de pessoas assintomáticas que testaram positivo num autoteste. E querem agora um teste PCR, uma declaração de isolamento profilático, uma baixa médica para apresentar à entidade patronal.
Mais de metade das pessoas que estão a ir para as urgências não são doentes graves. E porquê? Porque não são atendidas pelo SNS24, nem pelos centros de saúde. (Muito menos pelos médicos de família ou delegados de saúde).

E a avozinha morreu dentro da ambulância porque o sistema ficou entupido por pessoas saudáveis. Irónico, não?
 
Mas onde é que eu falei que alguém tinha dito isso?
Disseste isto:

passando meses e meses sem verem uma cara amiga? Mais um ano privados dos poucos convívios que tinham e privados de ver a cara, o sorriso de um vizinho ou colega, que é tão pouco mas para muitas pessoas é o suficiente para terem um dia melhor...

Nestas circunstâncias só estão idosos institucionalizados em duas situações:

1: que não têm, efectivamente, família nem amigos
2: que têm família e amigos de m**** (os mesmos que os abandonavam nos hospitais em tempos de Festas - e não só - muito antes de existir Covid.
 
E porque é que isto está a acontecer?
Porque mais de metade dos telefonemas são de pessoas assintomáticas que testaram positivo num autoteste. E querem agora um teste PCR, uma declaração de isolamento profilático, uma baixa médica para apresentar à entidade patronal.
Mais de metade das pessoas que estão a ir para as urgências não são doentes graves. E porquê? Porque não são atendidas pelo SNS24, nem pelos centros de saúde. (Muito menos pelos médicos de família ou delegados de saúde).

E a avozinha morreu dentro da ambulância porque o sistema ficou entupido por pessoas saudáveis. Irónico, não?
Estás a esquecer-te do mais importante: literacia para a saúde. Muito antes de haver Covid, já as urgências entupiam e havia enormes constrangimentos porque as pessoas se lá dirigiam sem necessidade, sem recorrer aos centros de saúde e sem, sequer, ligarem para a linha SNS24. E isso só se resolve de duas formas: com educação (a longo prazo) ou com taxas moderadoras elevadas nas urgências para casos não urgentes (esta última, em tempos de Covid, é impraticável).
No início deste ano, quando morriam duzentas e trezentas pessoas de Covid por dia graças aos ajuntamentos nas Festas e as pessoas ainda tinham receio de ir às urgências, duvido muito que o sistema estivesse entupido por pessoas saudáveis. Simplesmente deu o berro porque tem, naturalmente, limites.
 
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O meu comentário foi apenas para chamar a atenção do impacto de medidas restritivas de privação de contactos na saúde mental das pessoas, uma vez que há aqui membros que olham para medidas restritivas como a solução para tudo e esquecem-se completamente dos problemas que elas criam. Foi por aí que dei o exemplo dos idosos.
Já não se coloca essa situação. Acontecia quando estávamos em confinamento geral. A questão é apenas de redução de contactos. Podemos estar com o mundo inteiro, ou apenas com um grupo mais restrito. Ninguém é afetado mentalmente por causa disso. Ou não devia. Se não consegue viver com algum recato, e estar sozinho uns dias ou com poucas pessoas, já não está é bem mentalmente. Mas aí é o psicólogo a tratar. Não contactos com muita gente.
Se precisa de estar com uns amigos um dia ou outro, obviamente é para estar. Não é preciso é estar todos os dias.

Em relação a lares, e podermos conviver, já podemos fazê-lo desde Maio de 2021 sempre que queremos, com os cuidados que (ou não) queremos ter e com quem quisermos.
 



Bom...

O Simas parece ser um tipo descontraído e certamente fixolas. Já o abordei há muito tempo.

No início, insistia que o vírus ia-se tornar endémico e era tudo passageiro. Porreiro e certo, mas... e entretanto?

Depois passou a dizer que se devia compartimentalizar/isolar a malta vulnerável (idosos) e deixar os outros fazerem a sua rotina habitual, já que estes tinham menor taxa de complicações. Porreiro e certo, mas... realisticamente como se faz isso (em Portugal)?

Se não me engano, defendeu o confinamento de 2020 e até disse que o governo devia ter feito mais cedo.

Agora volta a expressar a mesma posição inicial, tendo em conta os novos dados.

Não é nem camelo nem visionário. Mas um bocadinho mais de cuidado na comunicação não fazia mal nenhum...
 
No Reino Unido, hoje houve quase 190.000 novos casos diarios e somente 57 mortes num dia!

Isto significa uma taxa de mortalidade de 0.03%.

A taxa de mortalidade da gripe foi proxima a 0.01% em 2019 nos EUA.
Qual foi a taxa de mortalidade da gripe no Reino Unido em 2019? :confused:
 
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Deixar rolar.
Quanto mais depressa todos apanharem, melhor.

Pelos vistos os “especialistas” estão finalmente a chegar também a essa conclusão.

Dissuadir os cromos que sem problema de maior, só porque têm um pouco de febre ou tosse), entopem hospitais, apenas para fazer pCR de borla. Caso não houvesse internamento fazia-os pagar full price pelo teste.
 
Meus caros,

Nem razōes para o medo e pânico. Nem razões para a descontração total.

No Reino Unido, hoje houve quase 190.000 novos casos diarios e somente 57 mortes num dia!

Isto significa uma taxa de mortalidade de 0.03%.

A taxa de mortalidade da gripe foi proxima a 0.01% em 2019 nos EUA.

Claro que existe um desfasamento nos dados da Omicron. E a taxa real será superior a 0.03%. Talvez entre 0.05-0.1%.

Mesmo assumindo um aumento de 10x das mortes para o mesmo numero de casos (o q nao é provavel), daria uma taxa de 0.3%. Bem menor do que nas outras variantes.

Ou seja o Covid ainda é significativamente pior do que uma gripe. Mas não muito mais do que isso.
Ontem foi um dia com subnotificação de óbitos no UK, não serve de exemplo. Na semana passada houve 680 000 casos positivos e nesta registaram-se 701 óbitos, o que daria uma taxa de letalidade de aproximadamente 0,1%, o que é mais realista. No entanto, ainda deverá haver bastante mortalidade causada pela Delta que há uma semana ainda representava cerca de 20 000 casos diários.

Para se estudar a letalidade da Omicron o melhor é usar os relatórios bastante completos que alguns países fazem em relação a esta variante (e actualizados diariamente):

UK
DINAMARCA

Na amostragem realizada no UK, dos cerca de 780 000 positivos com falha no gene S (teste "rápido" para identificar a Omicron), faleceram 54 e foram 815 hospitalizados. No entanto, até há uma semana atrás a amostra contava com apenas 280 000 positivos à Omicron, devendo ser este o valor do denominador. Logo, taxa de hospitalização de aproximadamente 1/300 (0,3%) e de letalidade de 1/5000 (0,02%), mas este último número ainda pode subir ligeiramente.
 
Obrigado pela correccao dos numeros, David.

Os dados confirmam que a mortalidade é similar ou ligeiramente superior ao da gripe.
Resta esperar para ver o que acontece quando a Omicron afectar as camadas mais idosas.

Acho que para a populacao abaixo dos 50 anos e vacinada, o risco é bastante pequeno.
Mas acima dos 75 anos, acho que é necessaria bastante prudencia.


Ontem foi um dia com subnotificação de óbitos no UK, não serve de exemplo. Na semana passada houve 680 000 casos positivos e nesta registaram-se 701 óbitos, o que daria uma taxa de letalidade de aproximadamente 0,1%, o que é mais realista. No entanto, ainda deverá haver bastante mortalidade causada pela Delta que há uma semana ainda representava cerca de 20 000 casos diários.

Para se estudar a letalidade da Omicron o melhor é usar os relatórios bastante completos que alguns países fazem em relação a esta variante (e actualizados diariamente):

UK
DINAMARCA

Na amostragem realizada no UK, dos cerca de 780 000 positivos com falha no gene S (teste "rápido" para identificar a Omicron), faleceram 54 e foram 815 hospitalizados. No entanto, até há uma semana atrás a amostra contava com apenas 280 000 positivos à Omicron, devendo ser este o valor do denominador. Logo, taxa de hospitalização de aproximadamente 1/300 (0,3%) e de letalidade de 1/5000 (0,02%), mas este último número ainda pode subir ligeiramente.
 
Mas é só disto que se trata! Acontece é que para algumas criaturas, vá-se lá entender porquê, ter cuidados básicos de respeito pelo próximo é igual a confinar! Antes da Covid, quando estava constipada, nunca cumprimentava ninguém com beijinhos, abraços ou apertos de mão e explicava porquê. Não porque achava que ia causar a morte de alguém mas porque me deram educação. Se podes poupar chatices aos outros, poupas. Já bem bastam as coisas que não podemos controlar.
Concordo com que dizes, Claudia.

é uma simples questao de respeito usar uma mascara para com os outros, nos espacos interiores.
Em exterior, nas ruas, ja acho que o uso da mascara é um pouco exagerado, a nao ser que estejemos todos juntos como num estadio de futebol (que é um local excelente para transmissao, bem mais do que um restaurante)

Mas mais vale excesso de zelo, do que a falta dele.

Eu assumo que vou apanhar covid (a variante Omicron) nos proximos 2 meses. A minha terceira vez! Tal como assumo que a maioria da Europa a vai apanhar tambem. A esta variante é muito dificil escapar, dado o seu grau de transmissibilidade.

Eu ja passei pelo medo de apanhar Covid apos a minha primeira infeccao que foi severa em 2020. Tinha bastante medo de apanhar de novo. Mas apos varios contactos positivos nos ultimos meses e so resultando em sintomas muito leves, eu comecei a relaxar gradualmente e a deixar de usar mascara em contactos em interior (quando estou com pessoas que tem o mesmo nivel de despreocupacao). Acho que esse é o passo de evitar a pandemia para aceitar a endemia.
 
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