Política e economia internacional 2015

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Estado
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Nem tu és comunista (quem te chamou isso?), nem esse russo que comentas o é. E também por aí, nem sei porque chamaste essa conversa para este tópico.

Complementando a minha intervenção da conferência de Davos que foi uma adição ao apelo do Agreste para o fim da UE. Escrito isto, termino o tema :D
 
Espero que o Syriza seja o princípio da destruição da união europeia. Mais países se juntem à contestação do directório neoliberal fascista.

Claro! Para pedir o guito tudo sem problemas. Na hora de pagar as vacas ao dono são uns fascistas.
Na minha terra essas pessoas tem um nome feio "condigno".
 
o Le Pen quer o mesmo que os liberais austríacos.

Há uns 30 ano atrás poderia assemelhar-se, de facto. Actualmente nada tem a ver, bem pelo contrário, o discurso económico da Frente Nacional em muito pouco difere do discurso da esquerda europeia.
Então vejamos, o que quer a Le Pen:

L’horreur ultralibérale, c’est à dire la société de la pauvreté et des inégalités extrêmes, voilà tout ce qu’ont réussi à construire le PS, l’UMP et leurs alliés après des années de pouvoir. (...) Ces chiffres disent clairement que les peuples sont sacrifiés sur l’autel des politiques européennes : renflouement à tout prix de l’euro, mise en concurrence par l’ouverture totale des frontières avec des pays sans protection sociale qui maltraitent leurs ouvriers et les paient moins que rien. (...) Dans l’immédiat, nous demandons un peu d’air pour les plus pauvres et les familles par une baisse de 5% des tarifs publics du gaz, de l’électricité et du train, financée par les bénéfices confortables des entreprises de service public concernées.

http://www.marinelepen.fr/2013/04/c...ner-a-la-pauvrete-et-aux-inegalites-extremes/

Marine Le Pen é contra o "ultraliberalismo" (define-o como horror). Defende uma diminuição das tarifas de gás, electricidade e de transportes financiados pelos lucros das empresas que prestam estes serviços.

Il en est ainsi du très antidémocratique « gouvernement économique de la zone euro » qui n’est pas une idée française mais allemande.
C’est aussi pour cette raison que nos gouvernements UMP et PS se soumettent depuis des années à la politique d’austérité et à l’amère potion ultralibérale, aussi inefficace qu’injuste. (...) Au lieu de se soumettre à la fuite en avant européenne et ultra libérale, la France doit se réarmer face à la mondialisation sauvage. Ce chemin de rebond suppose d’avoir un président de la République restauré dans ses fonctions et des armes : frontières économiques, politique monétaire nationale et État stratège pour le patriotisme économique.

http://www.marinelepen.fr/2013/05/h...l-sur-la-docilite-des-gouvernements-francais/

Marine Le Pen é contra a austeridade imposta pela Alemanha. Defende que a FRança se deve defender contra a globalização selvagem.

L’offensive actuellement menée contre le SMIC, déjà relayée par le socialiste Pascal Lamy et le président du Medef Pierre Gattaz, s’inscrit dans le projet de l’Union européenne de libéraliser intégralement le marché du travail, quitte à précariser comme jamais les salariés. (...) Elle se gagnera en créant les conditions de la création de richesses en France, par une politique économique de réarmement de notre pays face à la mondialisation sauvage, et donc par un vrai changement de cap sur l’euro, le protectionnisme et le patriotisme économique.

http://www.marinelepen.fr/2014/04/s...-etape-de-lausterite-quon-impose-a-la-france/

MArine Le Pen é contra a liberalização do mercado de trabalho. Ataca de novo a globalização e defende o proteccionismo económico.

La présidente du Front national, Marine Le Pen, a estimé dimanche qu'une "nationalisation temporaire des banques", qui ne jouent pas le jeu du financement de l'économie réelle, pourrait s'avérer nécessaire pour relancer l'économie. "Les banques ne jouent pas le jeu et les politiques ont tellement la main molle qu'ils n'arrivent même pas à forcer les banques, que l'on vient pourtant sauver régulièrement, à prêter à l'économie réelle. Et ça, c'est un véritable scandale", a dénoncé la leader frontiste dans l'émission C politique sur France 5.

"La Banque centrale européenne prête aux banques à 1% et ces banques, plutôt que de prêter à l'économie réelle préfèrent se capitaliser. Alors, s'il le faut, il faudra nationaliser les banques de manière temporaire", a-t-elle lancé en expliquant que l'Etat devait avoir un rôle de "stratège".

http://www.rtl.fr/actu/politique/ma...onalisation-temporaire-des-banques-7761529000

MArine Le Pen defende a nacionalização temporária de alguns bancos.

La privatisation partielle de l’aéroport de Toulouse et le choix fait par l’Etat de céder 49,9% de ses parts à un consortium chinois constituent une faute de premier plan contre les intérêts de la France. (...) Non seulement l’Etat ne doit pas privatiser l’aéroport de Toulouse, mais il doit cesser l’indécente braderie de notre patrimoine national, conséquence logique d’une politique d’austérité idiote, sans but ni efficacité.

http://www.marinelepen.fr/2014/12/l...oit-imperativement-rester-public-et-francais/

Marine Le Pen é contra a privatização da gestão de um aeroporto.

Cette politique à courte-vue nuit à la France. Elle diminue les capacités d’intervention de l’Etat dans l’économie, déjà fortement limitées par les carcans européens ; elle affaiblit les entreprises concernées, brutalement soumises à l’appétit d’actionnaires prédateurs souvent étrangers ; elle affecte l’impératif contrôle des activités stratégiques par les pouvoirs publics. Enfin, elle pénalise le service public : qui peut garantir qu’EDF ne sera pas privatisé demain ? Quel devenir pour le nucléaire français ? (...) Marine Le Pen propose au contraire de renforcer la présence de l’Etat dans les groupes stratégiques, de garantir le service public et de mettre en place les conditions d’un véritable Etat stratège qui protège et stimule l’économie.

http://www.marinelepen.fr/2013/05/p...rises-publiques-contre-linteret-des-francais/

Marine Le Pen é a favor da intervenção do Estado na economia e contra a política de privatizações.
 
Queixam-se por aí da propaganda russa. É certo que a há, é descarada, mas é pena que ninguém se queixe da propaganda ocidental, que no nosso caso é mais lesiva, porque é com essa que nós temos de lidar directamente.

A propósito da escalada de violência no conflito entre a Rússia e a NATO que tem acontecido em solo ucraniano, duas notícias da semana passada:

- as forças apoiadas pela NATO atacam Donetsk, controlada pela Rússia:

Combates na Ucrânia fazem mais de 40 mortos

http://www.publico.pt/mundo/noticia...-ucrania-ignoram-apelos-ao-cessarfogo-1682996

Na notícia não é referido quem atacou quem. Apenas é dado ênfase a um acto isolado (ataque a um autocarro, alegadamente perpetrado pelas forças russas), havendo uma pequena referência a quem controlava inicialmente a cidade, mas sem se concluir que o ataque foi iniciado pelas forças pró-NATO.

- as forças russas atacam Mariupol, controlada pelas forças apoiadas pela NATO:

Ofensiva dos rebeldes pró-russos contra Mariupol faz 30 mortos

http://www.publico.pt/mundo/noticia...orussos-contra-mariupol-faz-30-mortos-1683295

Neste caso, e logo no título, os responsáveis pelo ataque estão bem identificados.

Há uns meses veio à baila o passeio dos aviões russos até próximo de águas portuguesas. Falou-se de provocação gratuita. Soube-se ontem que nessa mesma altura um caça português fora interceptado por um avião russo, no Báltico, bem próximo das águas russas. Neste caso não foi provocação, foi apenas um exercício da NATO. Claro que exercícios da NATO próximos de águas russas, como também acontece no Mar Negro, não são provocações gratuitas.
 
Quando dentro de algumas horas a extrema esquerda indígena e os idiotas úteis começarem a cantar vitória com os resultados na Grécia, lembrem-se bem deste gráfico:

ppuVbn8.png
(http://www.zerohedge.com/news/2015-01-07/who-will-be-hurt-most-if-greece-defaults)

O Estado português detém cerca de 5 mil milhões de euros (3,2% do PIB de 2013) da dívida grega. Neste aspecto estamos ainda mais vulneráveis do que a Alemanha. Partindo da analogia parva que fizeram com a música do Leonard Cohen (quem ler a letra com atenção perceberá que nada tem a ver com a situação grega), antes de tomarem Berlim, os gregos tomarão Lisboa.

Por sorte, o mais provável é que venhamos nos próximos meses a assistir a uma "hollandização" de Alexis Tsipras.
 




Que confusão na Itália. Quanto aos gregos, não é novidade. Já no ano passado escrevi que a UE está a chutar a lata para a frente e resolvendo à medida que os problemas estão a surgir. Quanto ao Syriza, o mais provável é que haja coligação e renegociação da dívida. Até os finlandeses rendem-se ao inevitável.

Os problemas na união monetária com os gregos são amendoins. A Itália está pior que Portugal. A projeção para este ano é de um crescimento de 0,4%. Em 2013, o Citigroup previu que Itália, Grécia e Portugal entrariam numa espiral descendente devido à dívida. Tendo em conta que o BCE está a fazer um QE e a reduzir os juros (ainda mais) para campos negativos penso que é mais ou menos óbvio para qualquer pessoa que os juros não podem subir. E se as dívidas públicas não desceram de forma significativa e os juros implícitos não podem subir... já não foi atingido o ponto sem retorno? Por exemplo, nos EUA foram feitos 3 QE (acrescentando ainda a operação Twist). No Japão foram 4 (2010, 2011, 2013 e 2014). No Reino Unido foram também vários. Na Europa é pouco provável que 1 seja suficiente. Ainda para mais com tanto país diferente (e respetivas finanças). QE até quando? 2020?

Terminando a minha intervenção económica, dados desastrosos vêm do Brasil:

As contas externas brasileiras fecharam 2014 com o pior resultado em 13 anos, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (23). O chamado déficit em transações correntes – que engloba a balança comercial, os serviços e das rendas, um dos principais indicadores do setor externo – somou US$ 90,9 bilhões em todo ano passado, o equivalente a 4,17% do Produto Interno Bruto (PIB).

Menor consumo de matérias-primas (da depressão mundial a que se assiste) e um dólar forte (que vai continuar a subir devido à procura de um safe haven). 2015 não deverá ser um bom ano para os países emergentes.
 
Última edição:
E a notícia mais surpreendente do dia (até para mim):

O recente ataque de um drone israelita, que matou um general iraniano e cinco combatentes do Hezbollah, encorajou os "capacetes azuis" da ONU a falarem. E contaram que é sistemática a política israelita, de visar o bloco Irão-Síria- Hezbollah, e de poupar as forças da Al Qaeda e do "Estado Islâmico".

Além disso, têm-se registado episódios de auxílio activo de Israel aos combatentes da Al Qaeda. Segundo os relatórios da ONU, verificou-se pelo menos uma vez a entrega de caixotes por militares israelitas aos rebeldes sírios. E verifica-se repetidamente a vinda de rebeldes feridos para tratamento médico em Israel.

RTP

Ainda tenho esperança nos meios de comunicação. Se bem que é um bocado desconcertante. O extremismo sunita mal consiga estabelecer-se no médio oriente vai virar-se para Israel. E corre o risco de enfrentar uma frente unida ao invés de múltiplos adversários fragmentados (Hezbollah, Hamas etc). Mas na política hoje é-se amigo amanhã nem tanto.
 
Syriza deve vencer com uma percentagem entre 35% e 39%. O Samaris fica a 10 pontos de distância. A meu ver, o mais acertado e menos problemático seria a reestruturação do empréstimo para com o banco central. Mas é proibido pelos 'tratados'.
 
O Syriza venceu as eleições na Grécia! Teremos semanas muito animadas pela frente. :palmas:

Quando dentro de algumas horas a extrema esquerda indígena e os idiotas úteis começarem a cantar vitória com os resultados na Grécia, lembrem-se bem deste gráfico:

ppuVbn8.png
(http://www.zerohedge.com/news/2015-01-07/who-will-be-hurt-most-if-greece-defaults)

O Estado português detém cerca de 5 mil milhões de euros (3,2% do PIB de 2013) da dívida grega. Neste aspecto estamos ainda mais vulneráveis do que a Alemanha. Partindo da analogia parva que fizeram com a música do Leonard Cohen (quem ler a letra com atenção perceberá que nada tem a ver com a situação grega), antes de tomarem Berlim, os gregos tomarão Lisboa.

Por sorte, o mais provável é que venhamos nos próximos meses a assistir a uma "hollandização" de Alexis Tsipras.

Mas a Grécia não terá também dívida portuguesa e irlandesa?
 
"A afirmação de que há uma legião estrangeira na Ucrânia não tem sentido. Não há uma legião da NATO, as forças estrangeiras na Ucrânia são da Rússia", disse em conferência de imprensa Jens Stoltenberg, após uma reunião extraordinária sobre a situação na Ucrânia.

Pouco antes do encontro, que decorreu na sede da NATO em Bruxelas, Vladimir Putin tinha acusado a organização de usar o exército ucraniano como uma "legião estrangeira" para "conter" a Rússia.

NaM



Isto é uma guerra de propaganda (e mentiras). Nenhuma estação (nem governos) se safa. E o novo normal, como já mencionei várias vezes, são as guerras encobertas. De provocação em provocação vai-se acumulando até haver um confronto aberto. Depois nos livros de história haverá um culpado claro. Mas a realidade é muito mais densa do que isso.

O melhor antídoto para isso seria uma população informada com todos os lados da história. Mas isso é pedir muito.

PS: O comentador da RT afirma que no primeiro vídeo aparece um homem americano. Infelizmente aparenta ser uma mentira descarada e deliberada (em parte) para caber na narrativa (a outra parte é que não é possível negar que não há soldados estrangeiros na Ucrânia). O sotaque, a meu ver, aparenta ser britânico. O segundo é mais complicado.

Para terminar, o governo da Ucrânia criou um ministério da propag... "verdade":

Ukraine has a new government ministry. This month, the parliament voted to create a ministry of information policy that will be led by Yuriy Stets, the head of the information security department of the national guard. According to the new minister, the information war against Russia cannot be won without it. But in resorting to such measures, does Ukraine not risk losing its battle for democracy?

Guardian

Ninguém é inocente nisto por mais que digam. Este ministério é outra coisa que teve pouca atenção dos media ocidentais (portugueses incluídos). Porque propaganda e restrição da informação só os outros fazem. Mas a Ucrânia não era uma luta pela democracia e direitos humanos? Aparentemente a liberdade de expressão e da informação não cabe no novo modelo.
 
Última edição:
Entretanto o Syriza avança para a formação de governo coligado com um partido nacionalista de direita. Ouch!

Chega a ser hilariante. Uma coligação Nacional-Socialista!!
Quem diria que o salvador da Europa, grande guru das esquerdas progressistas convidaria para o governo um partido extremamente semelhante com a Frente Nacional francesa e com um programa político em que algumas partes parecem ter sido escritas pela Sarah Palin? Muita gente, eu inclusive, perguntava quanto tempo demoraria o Syriza a "hollandizar-se". Continuo a apostar que isso também será rápido, mas o que ninguém previa é que em 12 horas o governo grego se "le-penizaria".

O único ponto que ambos os partidos têm em comum é a vontade de aplicarem um calote aos credores. Essa é a parte que não vão cumprir, porque por muito que 2 milhões de gregos achem que lhes deveriam perdoar a dívida, há muitos milhões de cidadões de países credores que estão fartos de ver os seus impostos canalizados para sustentar vícios alheios. A começar pelos 18 milhões de alemães que votaram em Angela Merkel (sim, aqui também foi uma "vitória da democracia").

Estou mesmo a ver, que quando daqui a alguns meses este governo for derrubado por não ter conseguido cumprir a promessa de dar o calote, o Partido Comunista e o Aurora Dourada partirão da pole position para formarem o próximo governo, numa interessante reedição helénica do Pacto Molotov - Ribbentrop.
 
'Nós' lá fora:



Será que vamos ser catalogados como terroristas (por associação)? Essa coisa de manter trocas comerciais com países sancionados pode ser perigosa.
 
Estado
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