Política e economia internacional 2015

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Ireland is no model for Greece

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Over €30bn (£21bn) in austerity measures were introduced – public spending cuts and tax increases (mostly the former), over 15% of GDP. But for every €3 of austerity measures, the deficit was reduced by only €1. Two-thirds of austerity went to destroy Irish social and economic life, with unemployment, poverty, liquidations, suicides …

More than 30% of Irish people live in deprivation, according to the government’s own statistical agency, not far below Greece’s 37%. Over 40% of children suffer deprivation experiences. One in 10 people is at risk of food poverty – hunger.

A falling unemployment rate would normally be a signal of things coming right. But in Ireland, this disguises another social blackspot: emigration. For each person taking up a job in the last three years, two people of working age emigrated. One in seven young people has left the country.

What about growth? Irish headline growth rates are highly suspect given the impact of foreign multinationals. The Irish Fiscal Advisory Council recently estimated that half of Ireland’s strong GDP growth in 2014 was a statistical fiction, while Ireland’s Central Bank said a substantial proportion of growth was due to our low-tax financial services centre, which scarcely touches the domestic economy.

Alternative measurements of the Irish economy – which seek to remove the impact of foreign multinational accountancy practices (that is, aggressive tax avoidance) – show the recession to have been much deeper and the recovery more muted. It also shows that Ireland has a considerable debt crisis: public debt, largely driven by the property and speculation crash, is 125% of GDP.

There’s another trick hidden in Ireland’s numbers. Alone of all EU countries, Ireland is the beneficiary of a fairly secret but very real policy of monetary financing. While potentially illegal and certainly opposed by ECB and EU policy, Ireland is actually paying off a substantial part of its debt to itself: Ireland’s Central Bank took over the debt of the infamous Anglo Irish Bank, whose speculative excesses cost the Irish economy nearly 20% of GDP when it became insolvent.

http://www.theguardian.com/world/economics-blog/2015/jul/10/ireland-no-model-greece-troika-austerity
 
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- Fica patente o fascismo da Europa. Todo o governo que sair da narrativa é forçado a demitir-se ou a demitir os elementos mais opositores. A narrativa do bem comum paradoxalmente irá ser utilizada contra ele. A perspetiva do 'os de fora são mais inteligentes do que os de cá' apenas perpetua a mediocridade interna. Vendo com o mínimo de atenção o percurso dos de lá de fora, chega-se à conclusão de que não são muito diferentes 'dos de cá'. Como têm cargos meramente burocráticos dão-se ao luxo, sem sofrer qualquer tipo de questionamento ou consequência, de regurgitar utopias e ameaças.

Fascismo da Europa, porquê? Não compreendo como é que a união europeia, sendo composta de países governados por diferentes ideologias, o que é que tem a ver com fascismo.. É por causa da demissão do Varoufakis? Ou seria mais democrático referendar os cidadãos da UE, para decidir sobre um eventual perdão da dívida grega?

E no governo grego, podemos considerar que existe fascismo de esquerda?

"Visados pronunciam-se. Dimitris Kotaridis, jornalista da ANT1 e tesoureiro do sindicato, denunciou entretanto que o comité de ética deste sindicato foi tomado por afiliados do Syriza, falando numa lista de até 300 jornalistas em investigação, todos de meios privados. "É totalmente estúpido porque só estão a investigar os que favoreciam o 'Sim'... Mesmo que só tenhas dito qualquer coisa menos politicamente correcta ou simplesmente criticado Varoufakis também serás chamado. Isto é puramente político", referiu."
Fonte: http://ionline.pt/401355?source=social

"Vários jornalistas gregos que têm sido críticos do governo de Alexis Tsipras e que defenderam publicamente a sua opção pelo “Sim” no referendo estão sob investigação por parte de três entidades, desde o Ministério Público até ao regulador estatal da imprensa, passando pelo sindicato dos jornais de Atenas. “Queixas feitas por telespectadores” estão na origem desta tripla investigação, que faz com que nove jornalistas – todos empregados por órgãos privados –tenham de responder às acusações de terem dado menos atenção ao “Não” do que ao “Sim”."
Fonte: http://observador.pt/2015/07/08/jornalistas-pelo-sim-chamados-a-comissao-de-etica/
 
Fascismo da Europa, porquê? Não compreendo como é que a união europeia, sendo composta de países governados por diferentes ideologias, o que é que tem a ver com fascismo..

A imposição da união fiscal é para beneficiar o norte da europa. E para controlar os orçamentos dos vizinhos. Não vi essa preocupação toda quando o norte da europa usufruía das balanças comerciais positivas e quando a Grécia tinha 100% de dívida ao PIB durante muitos anos. Os alemães há muito que querem expulsar os gregos. Não são eles extremistas e anti-europa? Pois, são apenas credores indignados. Os que querem sair do euro, incluindo a Le Pen, e têm alguma oportunidade de sobreviverem com as finanças minimamente seguras é que são perigosos e não devem ser eleitos. A Le Pen defende a saída do euro e o controlo de fronteiras. Os alemães querem a Grécia fora e a Europa 'rica' aperta as fronteiras. A Le Pen quer ligações mais próximas com a Rússia. A Merkel já faz isso. De que forma é que a Le Pen destoa da atual realidade e é extremista?

Fascismo europeu é fazer pressão para que as eleições sejam guiadas de certa forma. Porque é que a UE se meteu na questão da Escócia? Meteu-se para não ter problemas com o resto do RU. O mesmo RU que faz birras e chantagem para ter concessões e benesses. Qual é a diferença entre britânicos e gregos? É por causa das finanças? É tudo uma questão de tempo.

A preservação da união implica a eliminação dos movimentos de independência. Não é este o maior sinal de democracia e direitos humanos?

Os países do sul da Europa vão continuar a não se dar bem no Euro. Estás a ver a indústria sair do norte da europa (ou China) para se instalar no sul? Eu não. Quando souberem como é que todos os países podem ter excedentes comerciais ao mesmo tempo, mostrem-me. Eu quero saber.

E no governo grego, podemos considerar que existe fascismo de esquerda?

Os partidos portugueses também queriam, e ainda devem querer, regular/supervisionar a cobertura das eleições. Portando, nem os 'moderados' escapam.
 
Fascismo europeu é fazer pressão para que as eleições sejam guiadas de certa forma. Porque é que a UE se meteu na questão da Escócia? Meteu-se para não ter problemas com o resto do RU. O mesmo RU que faz birras e chantagem para ter concessões e benesses. Qual é a diferença entre britânicos e gregos? É por causa das finanças?

Exatamente! A Grécia usa e abusa do mesmo fascismo europeu (esquerda / direita) para pressionar os verdadeiros decisores e não apenas eleitores!

"O Sr. Tsipras gosta de tomar os restantes países intervencionados e atrofiados pela mesma troika que esteve na Grécia por parvos. Já todos percebemos que o governo do Syriza joga com a geoestratégia da mesma forma capciosa que, digamos, a Alemanha. Não fosse assim, e a sua primeira visita de Estado não teria sido ao Sr. Putin, com quem fez acordos para "pipelines" construídos com a mão-de-obra barata de uma Grécia à míngua, para lá do razoável. Desde Janeiro que não sei o que quer o Sr. Tsipras: uma nova e reluzente Cuba na Grécia, que, de prato vazio, sirva de modelo de virtudes ao Mundo?"
Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/opin...mpre_um_tuga_para_fazer_a_pergunta_chata.html
 
- Fica patente o fascismo da Europa. Todo o governo que sair da narrativa é forçado a demitir-se ou a demitir os elementos mais opositores. A narrativa do bem comum paradoxalmente irá ser utilizada contra ele. A perspetiva do 'os de fora são mais inteligentes do que os de cá' apenas perpetua a mediocridade interna. Vendo com o mínimo de atenção o percurso dos de lá de fora, chega-se à conclusão de que não são muito diferentes 'dos de cá'. Como têm cargos meramente burocráticos dão-se ao luxo, sem sofrer qualquer tipo de questionamento ou consequência, de regurgitar utopias e ameaças.

61% votaram não. Disseram-lhes que a austeridade seria aliviada. São 3,558,450 pessoas que se sentem, no mínimo, enganadas.

A democracia numa Europa federal é, e continuará a ser, uma farsa. Aos países (províncias) apenas será permitido legislar sobre matérias irrelevantes (as migalhas para manter os povos contentes e com a ilusão de que mandam nos seus destinos).

Sinceramente não compreendo, depois do anterior referendo, como é possível que este acordo possa ser assinado sem referendo. É um total "baixar de calças" por parte do governo grego, e reforça a minha ideia de que o objectivo do Syriza era que o "Sim" vencesse o referendo e legitimasse mais "austeridade".

Não percebo onde vês o fascismo na Europa. O governo grego tem sempre a opção de não pedir mais dinheiro às instituições europeias. Preferiu sujeitar-se às suas regras e pedir um terceiro resgate, foi a opção do governo grego e a isso não foi obrigado por ninguém.
 
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Ora, a sorte do Sr. Tsipras é que os burocratas eleitos pela Alemanha para o Parlamento Europeu são uns nabos. É que a pergunta que se impunha, perante tal matreirice deselegante, é se a Grécia e Tsipras estão, ou estariam, interessados em claudicar às mesmas condições que a Alemanha teve de claudicar, para que lhe fosse perdoada a dívida nos tais moldes dos acordos de Londres de 1953. Ou seja, e entre outras:

- A entrega incondicional de toda a soberania grega: a Alemanha era, de facto, um país ocupado há oito anos na altura, e assim teve de continuar; acabava-se, assim, o governo Syriza, e referendos, nem vê-los;

- A perda total de autonomia para negociar com outros agentes que não os representantes do Plano Marshall: a Alemanha viu-se obrigada a reduzir toda a sua actividade económica àquilo que os Aliados quiseram dela fazer; acabavam-se assim os negócios com o Sr. Putin;

- A inscrição de medidas constitucionais que proibiram a existência de partidos extremistas; acabaria, assim, sei lá, o Syriza…

Se o Sr. Tsipras está disponível para aceitar este pacote de medidas, então eu, cidadão europeu, aceito o perdão. Mas não é de 63% como tem sido evocado, mas de 13%, já que 50% já estão debitados na conta de todos os contribuintes da Zona Euro. O Sr. Tsipras mentiu, dizendo aos gregos que depois do referendo tinha um acordo "em 24 horas"; o Sr. Varoufakis mentiu quando disse que tinha "reservas para aguentar seis meses em caso de bloqueio económico". Já não há remédios nas farmácias, mas, claro, é fácil negociar com a fome dos outros. Entretanto, a miséria cresce e cresce, desmentindo o axioma de que "não há pior do que a austeridade". Há pois; por exemplo, ser alemão em 1946 sem ter tido nada que ver com os assuntos do III Reich.

http://www.jornaldenegocios.pt/opin...mpre_um_tuga_para_fazer_a_pergunta_chata.html
 
Não percebo onde vês o fascismo na Europa.

Por acaso já vem de trás:

Former Italian prime minister Silvio Berlusconi repeated accusations on Wednesday that he had been forced out of office at the height of the euro zone crisis in 2011 as the result of a plot by European Union officials.

Berlusconi's comments followed the publication of a book by former U.S. treasury secretary Timothy Geithner which suggested that the U.S. government had been asked to help force Berlusconi to resign as the crisis escalated in late 2011.

"At one point that fall, a few European officials approached us with a scheme to try to force Italian Prime Minister Silvio Berlusconi out of power; they wanted us to refuse to support IMF loans to Italy until he was gone," Geithner wrote in his book, "Stress Test: Reflections on Financial Crises", extracts from which appeared in the Italian press this week.

"We told the President about this surprising invitation, but as helpful as it would have been to have better leadership in Europe, we couldn't get involved in a scheme like that," he wrote. "'We can't have his blood on our hands,' I said."

http://www.reuters.com/article/2014/05/14/us-italy-berlusconi-idUSBREA4D0N720140514

Uma coisa é o Berlusconi dizer (não é uma personagem recomendável). Já quando outros 'notáveis' dizem o mesmo...

De uma forma ou de outra quem não se submete não dura muito. Agora foi o Varoufakis. Não foi o primeiro nem será o último. Caminhos diferentes, igual destino.
 
O governo grego tem sempre a opção de não pedir mais dinheiro às instituições europeias. Preferiu sujeitar-se às suas regras e pedir um terceiro resgate, foi a opção do governo grego e a isso não foi obrigado por ninguém.

E já de vez...

The European Central Bank said it can’t release files showing how Greece may have used derivatives to hide its borrowings because disclosure could still inflame the crisis threatening the future of the single currency.

Bloomberg News is suing the ECB to provide the documents under European Union freedom-of-information rules. The papers may help show the role EU authorities played in allowing Greece to mask its deficit for almost a decade before the nation’s troubled finances necessitated a 240 billion-euro ($301 billion) bailout and the biggest debt restructuring in history.

Disclosing the files when Bloomberg News first sought them in 2010 would have “fueled negative perceptions about Greece’s ability to honor its debt,” ECB lawyer Marta Lopez Torres said at a hearing of the European Union’s General Court in Luxembourg today. “It’s the same now with Spain” which “isn’t able to borrow money,” she said. “Markets are reacting in very volatile ways. It’s affecting the euro economy.”

(...)

Bloomberg’s lawsuit, filed in December 2010, requested access to two internal papers drafted for the central bank’s six-member Executive Board. They show how Greece used swaps to hide its borrowings, according to a March 3, 2010, note attached to the papers and obtained by Bloomberg News.

(...)

In the largest derivative transaction disclosed so far, Greece borrowed 2.8 billion euros from Goldman Sachs Group Inc. in 2001 through a derivative that swapped dollar- and yen-denominated debt issued by the nation for euros using a historical exchange rate, a move that generated an implied reduction in total borrowings.

“The Greek authorities had never informed Eurostat about this complex issue, and no opinion on the accounting treatment had been requested,” Eurostat, the Luxembourg-based statistics agency, said in a statement. The watchdog had only “general” discussions with financial institutions over its debt and deficit guidelines when the swap was executed in 2001.

http://www.bloomberg.com/news/artic...easing-greek-swap-files-would-inflame-markets

Duvido que os registos tenham sido tornados públicos desde então. Interessante seria saber o nome de todos os envolvidos. De gregos e estrangeiros.
 


O Euro (ramo económico/político) e a OTAN (ramo militar) têm mais semelhanças do que diferenças. Diferem nos pormenores mas são idênticas na generalidade. E ambas as instituições têm de ser preservadas. Custe o que custar.
 


Enquanto as negociações continuam na Grécia, a partir deste ano o BCE vai monotorizar a avalancagem dos bancos:

http://www.eba.europa.eu/regulation-and-policy/leverage-ratio

Fazendo um resumo:

2013: São cortados os depositantes de Chipre. É por causa do dinheiro sujo dos russos. Os depósitos acima dos 100 mil euros estão salvaguardados. Esta medida nunca mais iria ser repetida. Poucos meses depois faz parte das novas medidas para salvar bancos;

2015: A Grécia é ameaçada com a mesma medida. Alegadamente os depósitos acima de 8000 euros (!) seriam confiscados devido à pouca solvência dos bancos.

Que conclusões se pode tirar? Que o seguro dos depósitos é uma mentira pegada e que a quantia confiscada dependerá da gravidade da crise. Infelizmente na Europa é mais difícil arranjar estatísticas do que nos EUA. Não sei se já publiquei isto (provavelmente sim):

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http://www.voxeu.org/article/eu-bank-deleveraging

Até há dois anos a avalancagem dos bancos (25x) e a dívida continuava brutal. Porque não há choradeira a dizer que os bancos vivem acima das suas possibilidades? E a austeridade?

São dados de 2010. O contágio é facilmente percetível:

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Enquanto o estado tiver solvência , os depósitos estão garantidos , se o Estado entrar em insolvencia , os depósitos deixam de estar garantidos , e tao simples quanto isso , não ha nenhum segredo obscuro . Mais vale meter o dinheiro debaixo do colchão , mas se a moeda mudar , por exemplo , nem isso salva o que se tiver .

Mudando de assunto , em Sbrenica , na Bósnia , o o primeiro ministro sérvio foi apedrejado , tendo uma pedra lhe acertado na cabeca e partido os óculos , tendo sido retirado a pressa do local .

Como já tenho dito , o conflito nos Bálcãs foi mal resolvido e , como todos os conflitos mal resolvidos , um dia estoura novamente ( basta aparecer , por exemplo , algum governo mais nacionalista na zona ) .
 
A Servia pede a condenação internacional do ataque , dizendo que foi uma tentativa de assassinato . Por menos começaram algumas guerras .

Muitos grupos dos vários paises dos Bálcãs anseiam retomar a guerra , a situação só não tem degenerado mais devido as forcas da ONU e NATO estacionadas por la , mas aquilo continua um barril de pólvora , muito maior que na Ucrânia .
 
Estado
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