Política e economia internacional 2015

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Estado
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Para se ter uma ideia:

"O Governo federal vai aumentar o seu orçamento para 2016 em três mil milhões de euros para lidar com a situação dos refugiados e requerentes de asilo, e os governos regionais e autoridades locais vão disponibilizar outros três mil milhões de euros", disse a coligação alemã no poder, CDU e SPD, em comunicado.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4765172

Quantos países é que podem fazer coisas semelhantes? Poucos.
 
o partido mais votado pelos cidadãos gregos foi um partido de esquerda

Esquerda ou direita grega, na sua generalidade, deixaram de existir a partir do momento que se tornaram um protetorado. Agora só podem sugestões sem qualquer poder de maior (nesse campo a democracia morreu). São governos de gestão, é bom que se enfatize isso. Bruxelas cada vez mais se tornará um fascínio para os comuno-fascistas (conhecidos e desconhecidos) que se sentem atraídos pelo poder. Antes tinha-se que começar por um país. Agora controlando Bruxelas controla-se muitos países (o federalismo está para breve). Devem ser vistos com desconfiança aqueles que têm visões grandiosas para a Europa. Mas isso é a minha opinião.
 
Finalmente... O que os americanos não têm capacidade de fazer será feito pela aliança entre a Síria, o Irão e a Rússia...

Tropas da Rússia e Irã recebem armas de defesa na Síria



Ainda neste domingo, começaram a entrar em operação os modernos tanques de batalha russos, aerotransportados para a base de Latakia, nos maiores aviões militares do país, da classe Antonov. Segundo o diário norte-americano The New York Times (NYT), “trata-se da mais significativa movimentação de tropas no Oriente Médio, em décadas”. Os tanques formam uma das mais potentes forças terrestres em terreno arenoso, como nas frentes de luta situadas em regiões desérticas ao norte da Síria.
 
Gostem ou não gostem, o que aconteceu hoje na Grécia foi tão simplesmente o processo democrático, para muitos em Portugal uma coisa estranha e sem grande sentido.
 
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Gostem ou não gostem, o que aconteceu hoje na Grécia foi tão simplesmente o processo democrático, para muitos em Portugal uma coisa estranha e sem grande sentido.

Acho curioso.... Em Portugal temos eleições democráticas desde 1975. Não achas que isso seja democracia? Ou és daquels pessoas que acha que os governos democraticamente eleitos devem sair só porque se pensa de maneira diferente? É que a democracia pelos vistos só interessa quando nos é conveniente...
 
Finalmente... O que os americanos não têm capacidade de fazer será feito pela aliança entre a Síria, o Irão e a Rússia...

A única coisa que vai criar é mais apoio saudita e turco a terroristas :p E americanos e europeus a aplaudirem por trás das cortinas.
 
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Gostem ou não gostem, o que aconteceu hoje na Grécia foi tão simplesmente o processo democrático, para muitos em Portugal uma coisa estranha e sem grande sentido.

Alguém que prometeu um conjunto de coisas, não cumpriu nada, muda completamente de postura e de política (de forma forçada mas não demonstra o seu desagrado afastando-se como o Varoufakis por exemplo), e anda 'por aí' como se nada fosse. Se não fosse o Tsipras e se não tivesse sido na Grécia, penso que estarias a criticar a manifesta falta de carácter desta personagem. Ou estou enganado? :)

Como o paradigma esquerda vs direita é inexistente neste momento na Grécia, nem sei muito bem como enquadrar o Syriza. Não é certamente de esquerda, nem extremista e muito menos radical.
 
Tsipras disse que este domingo, dia de uma nova vitória do Syriza, se sente “vingado” dos que puseram em causa a sua estratégia: “O povo grego deu-nos um mandato claro para continuarmos a lutar dentro e fora do país, e para nos livrarmos de todas as coisas que nos mantém presos ao passado” recente.

http://expresso.sapo.pt/internacion...livrarmos-de-tudo-o-que-nos-prende-ao-passado

O coordenador de relações internacionais do Syriza, Panos Trigadis, afirmou hoje à agência Lusa esperar que a vitória do partido de esquerda na Grécia possa ser um estímulo para os movimentos progressistas em Portugal.

"Espero que a nossa vitória inspire as forças progressistas em Portugal. Temos muito em comum, desde o nível de desenvolvimento económico até aos problemas que enfrentamos, como o desemprego. Por isso, espero que o que se está a passar na Grécia, a vontade de mudança, seja uma motivação para Portugal", disse Trigadis, conselheiro próximo de Alexis Tsipras.

http://expresso.sapo.pt/legislativa...mulo-para-Portugal-diz-conselheiro-de-Tsipras

:facepalm::maluco:

E volta-se ao mesmo:

Renegociar a dívida grega é a prioridade de Alexis Tsipras, que ainda hoje será empossado primeiro-ministro da Grécia, depois da vitória eleitoral deste domingo.

Segundo uma fonte do Syriza citada pela Reuters, Tsipras irá continuar a negociar com a União Europeia "com o tema da dívida a ser o primeiro e a mais importante batalha". E sublinhou: "Pediremos a todas as forças políticas que apoiem os nossos esforços".

Alguns países europeus, nomeadamente a Alemanha, opõe-se à proposta de redução da dívida grega, mas admitem alargar o prazo de amortização.

Um porta-voz da Comissão Europeia veio recordar que "foi sob a liderança de Alexis Tsipras que a Grécia se comprometeu com um programa ambicioso de reformas", "o novo governo terá agora o mandato para realizar essas reformas".

http://economico.sapo.pt/noticias/t...ociacao-da-divida-como-prioridade_229417.html

 
Acho curioso.... Em Portugal temos eleições democráticas desde 1975. Não achas que isso seja democracia? Ou és daquels pessoas que acha que os governos democraticamente eleitos devem sair só porque se pensa de maneira diferente? É que a democracia pelos vistos só interessa quando nos é conveniente...

Mas o que é que o dito tem a ver com as calças? Eu referi-me a Portugal, por acaso? Disse que em Portugal não havia processo democrático? Estava a falar da Grécia e do grande melão que a democracia a funcionar noutro país causa a alguns. Nada que um anti-ácido não possa ajudar a resolver.
 
Alguém que prometeu um conjunto de coisas, não cumpriu nada, muda completamente de postura e de política (de forma forçada mas não demonstra o seu desagrado afastando-se como o Varoufakis por exemplo), e anda 'por aí' como se nada fosse. Se não fosse o Tsipras e se não tivesse sido na Grécia, penso que estarias a criticar a manifesta falta de carácter desta personagem. Ou estou enganado? :)

Como o paradigma esquerda vs direita é inexistente neste momento na Grécia, nem sei muito bem como enquadrar o Syriza. Não é certamente de esquerda, nem extremista e muito menos radical.

Muito pelo contrário, Orion. Sim, estás totalmente enganado. É precisamente por ter prometido e não cumprido, ter mudado de política e de postura que tem a obrigação de perguntar a quem o elegeu se ainda o quer ou não, uma vez que da primeira vez foi eleito tendo em conta premissas erradas. E é aí mesmo que reside o verdadeiro processo democrático. Claro, pode parecer-te estranho porque tal coisa seria impossível neste país onde uma elevadíssima percentagem dos eleitores é politicamente encornada pelos mesmos do costume e acha isso normal. Aliás, não só acha normal como ainda arranja desculpas para o comportamento. Costuma dizer-se que cada povo tem o governo que merece. Às vezes sou tentada a acreditar que em Portugal é esse o caso.
 
É mais "se não fosse de esquerda", a quem tudo se perdoa por mais mentiras que digam, acções por mais desastrosas que tomem, promessas irresponsáveis que façam, ou mais cambalhotas que dêem. À esquerda tudo se perdoa, há sempre uma qualquer desculpa de que o problema não é nosso, se correu mal é culpa dos outros, no limite, acabe-se mesmo com o sistema.
Já se for de direita, é escumalha, é uma corja de ladrões e aldrabões. Simples.

Não perdoo a mentirosos comprovados. Isso é para gente limitada ou masoquista. Não me considero nem uma coisa nem outra e por isso é que ando a votar em branco há um tempo razoável ou em quem ainda não provou se mente ou não, e se mente muito ou pouco. Quanto à tua última frase, apesar de ser uma generalização e, portanto injusta à partida, não estará totalmente errada. Pelo menos no que diz respeito à corja que agora será julgada, como manda a democracia, no próximo dia 4 de Outubro.
 
Uma palavra sobre as sondagens nos últimos tempos: na Inglaterra foi a miséria que foi, na Grécia foi a bodega que ontem se comprovou e aqui no dia 4 de Outubro se verá. Como se explica tanta asneira?
 
Muito pelo contrário, Orion. Sim, estás totalmente enganado. É precisamente por ter prometido e não cumprido, ter mudado de política e de postura que tem a obrigação de perguntar a quem o elegeu se ainda o quer ou não, uma vez que da primeira vez foi eleito tendo em conta premissas erradas. E é aí mesmo que reside o verdadeiro processo democrático.

Tal como o referendo as novas eleições apenas serviram para o Tsipras se salvar. As eleições serviram para afugentar a base radical do partido. Nesse campo não foram eleições totalmente 'sinceras' mas sim mais uma elaborada manobra política. Os gregos estão a ser encornados por um político igual aos que o antecederam. Se a dissidência não fosse tão grande o Tsipras teria implementando as políticas sem eleições. Mas indo à minha publicação anterior:

Tsipras disse que este domingo, dia de uma nova vitória do Syriza, se sente “vingado” dos que puseram em causa a sua estratégia: “O povo grego deu-nos um mandato claro para continuarmos a lutar dentro e fora do país, e para nos livrarmos de todas as coisas que nos mantém presos ao passado” recente.

Vai livrar-se de quê? Ele esteve envolvido num acordo ainda mais duro do que os anteriores (que eu acredito que viria inevitavelmente mas ele estava no local errado à hora errada e acelerou o processo). O Tsipras continua a encantar o povo com mentiras descaradas. A situação não vai melhorar a curto-prazo.

Em conclusão o Tsipras conseguiu algo notável. Pegou num partido desconhecido e radical, trouxe-o para a ribalta e destruiu completamente tudo o que defendia tornando-o no que é atualmente, um partido democrático de esquerda, pró-europeu e gestor de um programa de austeridade. Não são as pessoas que ele afugentou que estavam mal inseridas no partido. Ele é que está mal no Syriza. Se o Syriza é um partido de extrema-esquerda e o Tsipras é, agora, moderado, o que é que ele está fazendo na liderança do partido?

Algo análogo a isto seria ver o Jerónimo do PCP a defender a iniciativa privada.
 
Uma palavra sobre as sondagens nos últimos tempos: na Inglaterra foi a miséria que foi, na Grécia foi a bodega que ontem se comprovou e aqui no dia 4 de Outubro se verá. Como se explica tanta asneira?

Sinais dos tempos, nada que seja surpreendente:

Um grupo de skinheads neonazis agrediu, este domingo, pelo menos quatro pessoas na zona do Rossio, em Lisboa. As agressões ocorreram por volta das 18.30 horas, poucos minutos após o final do comício da CDU no Coliseu dos Recreios.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Justica/Interior.aspx?content_id=4789147
 
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