Política e economia internacional 2020

Interessante o resultado do recente referendo na Suíça. Dois terços da população votaram contra o fim da livre circulação com o resto da EEA. O fim da livre circulação teria consequências desastrosas. Muitos milhares de suíços, alemães, franceses ou italianos vivem num lado da fronteira e trabalham no outro. Milhares de camionistas europeus cruzam a fronteira diariamente. O país tem um acordo de acesso praticamente total ao mercado único da EEA que depende da manutenção da livre circulação. A saída do mercado único teria consequências imediatas e muito negativas na economia. No entanto, a Direita populista insiste neste ponto há cerca de 30 anos, mesmo sabendo das consequências negativas para a Economia. Provavelmente dentro de 2 ou 3 anos pedirá outro referendo.
 
Quatro anos depois do referendo no Reino Unido, ainda não há acordo final sobre a futura relação com a UE e a EEA nas mais diversas matérias. A maioria dos estudos económicos referem que o impacto de uma saída sem qualquer acordo comercial terá um impacto muito negativo no crescimento do PIB nas próximas duas décadas. E agora temos uma gravíssima e imprevisível crise global à porta causada pela pandemia. Apesar disso, os defensores mais acérrimos do Brexit, o ERG e os acólitos de Nigel Farage dizem que a ausência de acordo irá correr muito bem. A larga maioria dos economistas discorda. A ala política do Brexit, que compreende os acólitos de Nigel Farage, Cummings, o ERG e parte dos Tories (com David Cameron os leavers eram até uma minoria dentro do partido mas com Boris passaram a ser a maioria) estava fiada num acordo comercial rápido com a América de Trump para compensar o corte com Bruxelas. Ora parece que Biden vai vencer. E Biden, com ascendência irlandesa, não simpatiza absolutamente nada com a Alt Right de Londres. Assim, dentro de pouco mais de dois meses algo totalmente contrário ao que foi prometido pelos brexiteers poderá acontecer: o Reino Unido poderá encontrar-se sem acordo com a UE e com os EUA. O impacto económico nas empresas e famílias, em plena crise do Covid, será desastroso. Nigel Farage e a Alt Right continuam a insistir no isolamento. O que fará Boris? Recentemente, a Casa dos Lordes voltou a falar na manutenção do país no Mercado Único. Mas a Alt Right jamais admitira esta hipótese. Cameron, Osborne, Blair ou Theresa May é que se devem estar a rir disto tudo...
 
Acho que essas amizades sao passado. A politica de Biden, se ganhar, vai seguir a mesma lógica de Trump em relacao a China. Apenas com a diferenca que irá ser mais pragmática e aliada da Europa.

Penso o mesmo. O deep state recuperara o seu poder, e regressará a política dos Clinton e de Bush em relação à política externa. Um dos objectivos da Alt Right foi sempre promover o fim do euro, o desmembramento da UE e o chamado disaster capitalism. Daí as simpatias e amizades com a Rússia de Putin.
 
Quatro anos depois do referendo no Reino Unido, ainda não há acordo final sobre a futura relação com a UE e a EEA nas mais diversas matérias. A maioria dos estudos económicos referem que o impacto de uma saída sem qualquer acordo comercial terá um impacto muito negativo no crescimento do PIB nas próximas duas décadas. E agora temos uma gravíssima e imprevisível crise global à porta causada pela pandemia. Apesar disso, os defensores mais acérrimos do Brexit, o ERG e os acólitos de Nigel Farage dizem que a ausência de acordo irá correr muito bem. A larga maioria dos economistas discorda. A ala política do Brexit, que compreende os acólitos de Nigel Farage, Cummings, o ERG e parte dos Tories (com David Cameron os leavers eram até uma minoria dentro do partido mas com Boris passaram a ser a maioria) estava fiada num acordo comercial rápido com a América de Trump para compensar o corte com Bruxelas. Ora parece que Biden vai vencer. E Biden, com ascendência irlandesa, não simpatiza absolutamente nada com a Alt Right de Londres. Assim, dentro de pouco mais de dois meses algo totalmente contrário ao que foi prometido pelos brexiteers poderá acontecer: o Reino Unido poderá encontrar-se sem acordo com a UE e com os EUA. O impacto económico nas empresas e famílias, em plena crise do Covid, será desastroso. Nigel Farage e a Alt Right continuam a insistir no isolamento. O que fará Boris? Recentemente, a Casa dos Lordes voltou a falar na manutenção do país no Mercado Único. Mas a Alt Right jamais admitira esta hipótese. Cameron, Osborne, Blair ou Theresa May é que se devem estar a rir disto tudo...

É de facto incrivel e completamente irracional a insistencia do Bojo num acordo CETA. O Canada é incomparavelmente diferente do RU e comercializa muito menos com a UE do que o RU. Será que nao existe qualquer racionalidade naquela administracao?
 
É de facto incrivel e completamente irracional a insistencia do Bojo num acordo CETA. O Canada é incomparavelmente diferente do RU e comercializa muito menos com a UE do que o RU. Será que nao existe qualquer racionalidade naquela administracao?

A maior exportação são os serviços e com um acordo tipo CETA os serviços ficarão de fora. A área em que o Reino Unido é de longe mais competitivo que a Alemanha e a França é a dos serviços financeiros e digitais. É óbvio que a fuga para Dublin, Amsterdão ou Paris e Frankfurt deixará um buraco nas contas e afectará bastante o crescimento do PIB. Contudo para manter total acesso do sector dos serviços ao Mercado Único só com a presença na EEA, como a Noruega, ou um conjunto extenso de acordos, como tem a Suíça. A Alt Right rejeitara qualquer um dos cenários.

Neste momento o Labour está à frente nas sondagens e se o referendo se repetisse o Remain deveria vencer. Uma possível saída de todo este imbróglio será mesmo um novo referendo sobre o Mercado Único para um acordo idêntico ao da Suíça ou da Noruega mas para já o Labour ainda não se atreve a tocar no assunto.
 
A maior exportação são os serviços e com um acordo tipo CETA os serviços ficarão de fora. A área em que o Reino Unido é de longe mais competitivo que a Alemanha e a França é a dos serviços financeiros e digitais. É óbvio que a fuga para Dublin, Amsterdão ou Paris e Frankfurt deixará um buraco nas contas e afectará bastante o crescimento do PIB. Contudo para manter total acesso do sector dos serviços ao Mercado Único só com a presença na EEA, como a Noruega, ou um conjunto extenso de acordos, como tem a Suíça. A Alt Right rejeitara qualquer um dos cenários.

Neste momento o Labour está à frente nas sondagens e se o referendo se repetisse o Remain deveria vencer. Uma possível saída de todo este imbróglio será mesmo um novo referendo sobre o Mercado Único para um acordo idêntico ao da Suíça ou da Noruega mas para já o Labour ainda não se atreve a tocar no assunto.

Exatamente. Nem Labour nem os Liberais falam em novos referendos e querem virar a página do debate do Brexit. No entanto, parece-me que a estrategia do Starmer é a mais indicada, colocar o onus na administracao do Bojo e depois preparar-se para atacar quando o momento chegar. E já existem rumores que o Bojo nao deverá durar para lá de Janeiro.
 
Dívida, divida, divida.

A política de Trump de aumentar despesas e cortar impostos nunca me pareceu muito sustentável. O Covid apenas veio acelarar a coisa.

Portanto o próximo Presidente terá de aumentar os impostos e fazer reformas sociais. Caso contrário os EUA poderão ser mesmo o novo Japão. Ou a nova Grécia.

https://www.reuters.com/article/usa-fiscal-cbo-idUSKCN26D0CW

Entretanto com os EUA, o Japão, a Europa Ocidental e o Terceiro Mundo afogados em dívidas o futuro das democracias entra em risco. Basta ver o que sucedeu na Primeira metade do século XX.
 
eleições na bolívia...

que se confirme o fim anunciado da ditadura...

todos contra Evo Morales.

anunciado como vencedor em eleições contra um candidato corrupto ao qual a presidente golpista em exercício se aliou por ter menos de 10% das intenções de voto e um terceiro candidato racista a favor da população branca contra os índios.
 
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