Política e economia internacional 2020

...e tiveram 0 resultados práticos com isso, porque o sistema nos EUA é ridiculamente pouco proporcional e está feito para serem eleitos sempre os mesmos. É ridículo o partido Libertário ter tido 3,28% dos votos nas últimas eleições e ter elegido 0 delegados em 538... Para além de que é dificílimo entrar no boletim de voto, há imensa burocracia e diferentes estados têm diferentes regras, na última eleição só os 3 maiores partidos estavam em todos os estados, nem o partido Verde conseguiu, e o resto dos partidos menores tinham acesso a menos de metade dos delegados. Portanto, se o Brasil com dezenas de partidos não é um grande exemplo, os Estados Unidos também têm falhas graves

O sistema eleitoral tem uma falha, na minha opinião, que é o sistema "The winner takes it all" em todos os Estados excepto 2. Isso dificulta muito que alguém de fora dos 2 principais partidos possa ter alguma hipótese. No entanto, toda a gente pode concorrer às primárias dos dois grandes partidos. Este ano o candidato a VP pelo partido Libertário em 2016 está nas primárias republicanas contra o Trump.
E mesmo com estes condicionamentos todos, em 1992, Ross Perot, concorrendo como independente, chegou perto dos 20%, o suficiente para tirar a vitória ao Bush pai contra o Clinton. E durante algum tempo liderou as sondagens...
 
É muito mais fácil o Brasil virar comunista, fascista ou liberal de um momento para o outro que os EUA, que tem o individualismo enraizado e “imutável”.
A dinâmica política é muito maior, não há uma tradição bipartidária secular e enraizada. Nos EUA há socialistas democratas mas estão marginalizados , só a vitória do Bernie pode mudar tudo.
 
É muito mais fácil o Brasil virar comunista, fascista ou liberal de um momento para o outro que os EUA.
A dinâmica política é muito maior, não há uma tradição bipartidária secular e enraizada. Nos EUA há socialistas democratas mas estão marginalizados , só a vitória do Bernie pode mudar tudo.

Os EUA têm uma Constituição concisa, clara e muito respeitada. Isso permite que pessoas como o Trump sejam eleitas e o sistema não caia (e ainda há a influência forte do deep state). A Democracia nos EUA tem mais de dois séculos e para o bem e para o mal tem uma grande inércia para se virar para os extremos. Já no Brasil a Democracia é muito recente e está extremamente corrupta. É muito fácil qualquer extremo aproveitar-se disso. Tanto que o Brasil virou de quase comunista a quase fascista de uma eleição para a outra.
 
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...e tiveram 0 resultados práticos com isso, porque o sistema nos EUA é ridiculamente pouco proporcional e está feito para serem eleitos sempre os mesmos.

Em termos práticos é um sistema binário. A representatividade/diversidade que temos fora dos dois grandes partidos em Portugal, existem dentro dos dois grandes partidos nos EUA, com particular incidência no Democrata.
 
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Em termos práticos é um sistema binário. A representatividade/diversidade que temos fora dos dois grandes partidos em Portugal, existem dentro dos dois grandes partidos nos EUA, com particular incidência no Democrata.

No Republicano tens também uma grande diversidade, desde a direita beata até ao extremismo libertário, passando pelos falcões da guerra e aventureiros como o Trump. Há de tudo em ambos os partidos e, por exemplo, há mais semelhança política entre Hillary Clinton (D) e o falecido John McCain (R) do que entre Clinton e Sanders ou McCain e Ron Paul.
 
No Republicano tens também uma grande diversidade

Sei disso. Daí ter dito 'com particular incidência' porque, ainda assim, acho que há ainda mais diversidade no PD do que no PR. Ambos são, no entanto, uma enorme e estranha caldeirada.
 
O sistema eleitoral tem uma falha, na minha opinião, que é o sistema "The winner takes it all" em todos os Estados excepto 2. Isso dificulta muito que alguém de fora dos 2 principais partidos possa ter alguma hipótese. No entanto, toda a gente pode concorrer às primárias dos dois grandes partidos. Este ano o candidato a VP pelo partido Libertário em 2016 está nas primárias republicanas contra o Trump.
E mesmo com estes condicionamentos todos, em 1992, Ross Perot, concorrendo como independente, chegou perto dos 20%, o suficiente para tirar a vitória ao Bush pai contra o Clinton. E durante algum tempo liderou as sondagens...
Isso que disseste é tudo verdade, mas a falha que referiste não é só um pormenor. Nas últimas eleições, contei 15 estados onde o partido vencedor nem 50% dos votos obteve, mas depois obtém 100% dos delegados, nalguns estados correspondendo a 20 delegados que vão para um só partido!
 
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Isso que disseste é tudo verdade, mas a falha que referiste não é só um pormenor. Nas últimas eleições, contei 15 estados onde o partido vencedor nem 50% dos votos obteve, mas depois obtém 100% dos delegados, nalguns estados correspondendo a 20 delegados que vão para um só partido!

Na Florida foram 29, e o Trump não teve 50%. Em 2000 nem se sabe bem quem ganhou por lá, mas os 25 delegados na altura foram para o Bush.. É uma falha na minha opinião, mas os americanos aceitam essas regras e se a quiserem mudar têm um Congresso e um Senado para o fazerem.