Política e economia internacional 2020

A Twitch e os double standards. Já é o habitual. Já vi e ouvi coisas piores lá e os streamers não acabaram banidos por isso.

Faz queixa. Nem sequer sei o que é isso e também não tenho pena. Mas se chateia os Bolsonojos por mim está bem.
 
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:lol:



Por outro lado, Moro foi a capa da (esgotada) revista Veja desta semana afirmando que não é mentiroso e que apresentará mais provas das tais interferências de Bolsonaro. Segundo a revista Época, por sua vez, o ex-ministro da justiça preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias contra o seu "ex-chefe".

Em tempos de confinamento, sempre ajuda a distrair...
 
Começo a convencer-me que isto tudo é só para me fazer rir à gargalhada. Malta pró Bolsonojo e pró Moro, ex-aliado actual inimigo figadal, às turras. Que maravilha.

 
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Em Espanha já se fala de uma possibilidade de resgate. E essa possibilidade é ainda mais alta para Itália. No caso espanhol, um resgate implicaria a queda do Governo, pois traria condições que o Podemos rejeitará. Provavelmente haveria eleições com um resultado imprevisível. Neste momento as sondagens dão uma maioria de Direita, mas se isso se traduziria numa maioria parlamentar já é outra história, uma vez que os partidos regionais baralham as contas.

https://www.abc.es/economia/abci-go...edir-rescate-europa-202005022330_noticia.html

Em Espanha o Podemos anda a esticar a corda. Recentemente quis introduzir um rendimento básico universal. Não explica é onde vai buscar o dinheiro. Além disso o conceito é estúpido. Para quê cobrar impostos exorbitantes a quem cria riqueza para depois dar dinheiro a todos, mesmo aos que têm rendimentos acima da média?

Um resgate em Espanha poderia ser uma bomba política devido às reformas que poderão ser exigidas. Em Espanha os Governos regionais são um Estado dentro do Estado. Por exemplo, na Catalunha existe uma polícia regional própria, os Mossos, e os professores catalães ganham muito mais que nas outras regiões de Espanha. Na Andaluzia o número de funcionários do Governo Regional é quase idêntico ao número de funcionários públicos que há em Portugal. Esta realidade não existe, por exemplo, em França. Qualquer estrangeiro que veja Espanha de fora, na hora de pensar em Reformas, sugeriria logo uma redução do tamanho dos Governos regionais...
 
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Em Espanha a dívida externa em percentagem do PIB teve um crescimento explosivo com o PSOE no poder. Esse crescimento já era notável bem antes da crise internacional em 2008.

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Em termos absolutos, a dívida não parou de crescer desde 2005.

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Pelos gráficos que pus no post anterior, pode-se ver que Zapatero, do PSOE, começou a estoirar Espanha bem antes da crise internacional. Fez semelhante ao seu colega socialista português, José Sócrates. Rajoy, por sua vez, limitou-se a estancar o crescimento da dívida, sem reduzir, enquanto a razão da dívida em percentagem do PIB caía, graças ao aumento do PIB, mas não à redução da dívida absoluta. O que mostra isto? Que a simples redução da dívida em percentagem do PIB é uma estratégia perigosa, em países com dívidas altas, como é o caso dos países do Sul da Europa. Basta uma crise internacional mais profunda para a dívida em percentagem do PIB disparar para valores perigosos. A dívida deveria ser reduzida em termos absolutos, e para isso os países deveriam ter superávites anos consecutivos, em períodos de crescimento económico.

Muito provavelmente a crise gerada pelo covid-19 e as políticas despesistas irresponsáveis do PSOE e do Podemos vão arrastar a dívida espanhola para perto de 120% do PIB.
 
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Qualquer estrangeiro que veja Espanha de fora, na hora de pensar em Reformas, sugeriria logo uma redução do tamanho dos Governos regionais...
Isso não seria aceite por muitas regiões e acabaria por levar à desintegração do país vizinho. Há que salientar que Espanha é uma união do género da Jugoslávia, embora mais antiga: muitas regiões e culturas unidas à força mas que têm diferenças enormes devido à geografia e ao clima. Há 6 nações dentro de Espanha, cada uma com as suas características peculiares. Se nós contarmos todas as variantes dialeticais como línguas, temos então 12 línguas na Península: português, galego, mirandês, leonês, asturiano, estremenho, castelhano, basco, aragonês, catalão, occitano e xalimego. :shocking:

Há uma coisa em que Espanha e França diferem: relevo. Espanha tem um relevo bem mais complicado que França. Em França, o sul do país foi rapidamente ocupado e foi imposta a cultura e os costumes do Norte de forma muito mais extrema que em Espanha, e uma das razões pelas quais foi tão diferente de Espanha foi o facto de França ser um país relativamente plano. Para além disso, a cultura do Sul de França é bem mais tolerante que a cultura catalã ou basca, e mais tolerante até que a portuguesa, o que influenciou também a "invasão" do Norte para o Sul. ;)
 
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Isso não seria aceite por muitas regiões e acabaria por levar à desintegração do país vizinho. Há que salientar que Espanha é uma união do género da Jugoslávia, embora mais antiga: muitas regiões e culturas unidas à força mas que têm diferenças enormes devido à geografia e ao clima. Há 6 nações dentro de Espanha, cada uma com as suas características peculiares. Se nós contarmos todas as variantes dialeticais como línguas, temos então 12 línguas na Península: português, galego, mirandês, leonês, asturiano, estremenho, castelhano, basco, aragonês, catalão, occitano e xalimego. :shocking:

Há uma coisa em que Espanha e França diferem: relevo. Espanha tem um relevo bem mais complicado que França. Em França, o sul do país foi rapidamente ocupado e foi imposta a cultura e os costumes do Norte de forma muito mais extrema que em Espanha, e uma das razões pelas quais foi tão diferente de Espanha foi o facto de França ser um país relativamente plano. Para além disso, a cultura do Sul de França é bem mais tolerante que a cultura catalã ou basca, e mais tolerante até que a portuguesa, o que influenciou também a "invasão" do Norte para o Sul. ;)

Em França ao longo dos séculos houve políticas muito mais repressivas que nunca foram assumidas em Espanha para forçar a homogeneização. Uma delas foi a cruzada contra os cátaros, que matou parte das elites nobres da Provença, e deixou povoações inteiras quase sem habitantes. A região afectada era a mais rica e culturalmente mais avançada. Depois disso houve ainda a proibição dos dialectos e línguas locais, penso que pelo cardeal Richelieu, e a língua que se estabeleceu como padrão foi o dialecto da Langue d'Oil da região de Paris, que tem muitas influências de uma língua germância, o franco. Por isso, por exemplo, os franceses dizem Oui e não Sim ou Sí. França teve depois um Absolutismo fortíssimo, e depois da Revolução, um Estado centralizador forte.

Em Espanha as regiões são uma grande pedra do sapato, pegando novamente no caso dos professores, os docentes das outras regiões estão revoltados com as regalias dos docentes da Catalunha. A classe profissional que mais defende o nacionalismo catalão são precisamente os professores, o impacto é brutal pois há um enorme doutrinamento de crianças e adolescentes nas escolas da Catalunha, com promoção de xenofobia interna contra as outras regiões de Espanha e ensino de uma visão distorcida da História, e discriminação e bullying dos alunos que estudam e falam castelhano. O Estado catalão comprou o seu funcionalismo para a causa independentista com salários altos e regalias, mas também é uma região autónoma que nas agências de rating é classificada como lixo, é uma região quase falida dentro do Estado espanhol.

A aplicação de um plano de ajuste em Espanha não terá o sossego que houve em Portugal, mesmo que esse plano seja muito mais suave, por causa dos Governos Regionais.
 
Um dos problemas graves de Espanha partilhados com outros países europeus, nomeadamente do Sul da Europa, Itália e Grécia, é a taxa de desemprego jovem e o número elevadíssimo de jovens desocupados. Qualquer reforma estrutural de Espanha tem de atacar este problema.

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