Política e economia internacional 2020

Julgo que já seremos todos adultos: a violência é errada a não ser que se trate de legítima defesa. Dito isto, actos de violência são geralmente individuais e assim devem ser tratados. Quando não são e partem de um movimento, de uma força de segurança, de um estado/país e são recorrentes, os problemas são consideravelmente maiores. A violência em todas as suas formas sempre foi mais condenada ou desculpada de acordo com a ideologia política. Ou com a religião. Talvez até mais com a religião.
 
Não compreender a gravidade da situação em Hong Kong e do impacte que vai ter a medo e longo prazo nas nossas vidas é estar alheado do mundo.

Aqui em Inglaterra há muitos imigrantes de lá, o que dizem é que a cidade quer ser independente como Singapura e nunca aceitará a integração na China.

Acho extraordinária, por outro lado, a passividade da população de Macau. Há já quem considere que estas diferenças se devem ao colonizador. Os ingleses deixaram uma cultura democrática, de respeito pelas liberdades individuais e pela liberdade de expressão. Os portugueses deixaram uma cultura de censura, repressão, monopólios, ausência de liberdades.
 
Por exemplo, em Macau o negócio do jogo, casinos e apostas era monopólio de um só homem, Stanley-Ho. O monopólio foi-lhe concedido no Estado Novo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_Ho

Quando o monopólio acabou deu-se um crescimento brutal do sector na cidade. A questão que se coloca é esta: por que carga de água Portugal sacrificou durante décadas o crescimento económico de Macau para enriquecer uma pessoa com um monopólio?
 
Aqui em Inglaterra há muitos imigrantes de lá, o que dizem é que a cidade quer ser independente como Singapura e nunca aceitará a integração na China.

Acho extraordinária, por outro lado, a passividade da população de Macau. Há já quem considere que estas diferenças se devem ao colonizador. Os ingleses deixaram uma cultura democrática, de respeito pelas liberdades individuais e pela liberdade de expressão. Os portugueses deixaram uma cultura de censura, repressão, monopólios, ausência de liberdades.
Já havia protestos contra a presença portuguesa antes dos anos 70, alguns bem intensos e que levaram até a mediação da China Continental para serenar as hostes. A população macaense era maioritariamente da China continental desde muito cedo, e por isso a transição para a soberania chinesa foi pouco mais que uma formalidade. Em 99 Macau já era China ainda antes de o ser
 
@4ESTAÇÕES
Espero que desprezes movimentos independentistas na Catalunha porque são altamente violentos apesar de viverem num estado de direito em democracia liberal. Espero que desprezes a causa ambiental pela forma irracional como algumas pessoas protestam, inclusive de forma violenta. Espero que desprezes movimentos cívicos no geral porque um palmo de gente é canalha

Partidos esses que são dos mais xenófobo que se possa imaginar contra as pessoas das outras regiões de Espanha, especialmente da Andaluzia.
 
@4ESTAÇÕES
Espero que desprezes movimentos independentistas na Catalunha porque são altamente violentos apesar de viverem num estado de direito em democracia liberal. Espero que desprezes a causa ambiental pela forma irracional como algumas pessoas protestam, inclusive de forma violenta. Espero que desprezes movimentos cívicos no geral porque um palmo de gente é canalha

Ecofascismo não é ambientalismo.
Nacional-fascismo e xenofobia não é independentismo.
 
Ninguém tem pessoas próximas em Macau, pois não? O motivo pelo qual não protestam é porque vivem em liberdade, infelizmente ao contrário de outros. Todas as semanas falo com dois amigos que estão em Macau. Como? Via Facebook/WhatsApp. Comento(ava) o que publicam e publicam o que querem e bem lhes apetece. Sigo páginas sobre Macau (agora não tenho lido nada porque com a Covid o FB tornou-se ainda mais um pardieiro de gente doida e estúpida) que escrevem de forma crítica sobre os problemas Macaenses, sem qualquer problema o que, no início, tenho de confessar, também me surpreendeu. Uma é professora universitária e outro é médico. Nenhum precisa efectivamente de estar em Macau. Estão porque aceitaram propostas financeiramente muito interessantes e no momento em que sentirem a sua liberdade em causa, põem-se na alheta em três tempos. A principal queixa é a poluição e a humidade elevada. E aquelas tempestades malucas que por lá são bastante comuns.
 
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Ninguém tem pessoas próximas em Macau, pois não? O motivo pelo qual não protestam é porque vivem em liberdade, infelizmente ao contrário de outros. Todas as semanas falo com dois amigos que estão em Macau. Como? Via Facebook/WhatsApp. Comento(ava) o que publicam e publicam o que querem e bem lhes apetece. Sigo páginas sobre Macau (agora não tenho lido nada porque com a Covid o FB tornou-se ainda mais um pardieiro de gente doida e estúpida) que escrevem de forma crítica sobre os problemas Macaenses, sem qualquer problema o que, no início, tenho de confessar, também me surpreendeu. Uma é professora universitária e outro é médico. Nenhum precisa efectivamente de estar em Macau. Estão porque aceitaram propostas financeiramente muito interessantes e no momento em que sentirem a sua liberdade em causa, põem-se na alheta em três tempos. A principal queixa é a poluição e a humidade elevada. E aquelas tempestades malucas que por lá são bastante comuns.

Dentro de alguns anos Macau e Honk Kong serão integradas na China. Os dois sistemas vão acabar, será tudo unificado.
 
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Dentro de alguns anos Macau e Honk Kong serão integradas na China. Os dois sistemas vão acabar, será tudo unificado.

Ao contrário de alguns, eu não sou de grandes previsões muito menos de coisas que não estão ao meu alcance. Falei de factos. As pessoas que conheço em Macau vivem em total liberdade. Fazem o que querem, dizem o que querem, utilizam as redes sociais livremente, antes da porcaria da pandemia entravam e saíam do país quando queriam, as páginas de Facebook criticam as coisas que correm menos bem sem qualquer problema e até publicam notícias sobre Hong Kong, vejam lá. Eu já sabia que a vida em Macau não era um suplício porque conhecia pessoas que lá tinham nascido e/ou trabalhado muitos anos mas não estava a par de grandes detalhes da actualidade para além de a parcialidade poder ser um problema. A situação é diferente com estes meus amigos dado que saíram ambos por volta de 2014/2015, se bem me lembro, e se quiserem voltam amanhã (quer dizer, se o corona não atrapalhar). A verdade é esta.
 
Macau não vive necessariamente em liberdade, vive em paz. A representatividade democrática é muito menor que em Hong Kong - onde também já deixou muito a desejar - e por enquanto mantêm as liberdades típicas duma sociedade ocidental porque não criaram problemas ao Partido Comunista Chinês. E é provável que assim se mantenha até 2050, ao contrário de Hong Kong.

Ao contrário do quem vive lá por decisão própria, quando Xi (ou quem vier a seguir) quiser os que lá lá residem perdem as liberdades que ainda têm enquanto os outros escapam. Isto nunca foi uma questão de quem pode escapar.
 
Macau não vive necessariamente em liberdade

Quando fazes o que queres, dizes o que queres, lês e publicas o que queres, criticas quem queres como queres e não sofres represálias, vives em liberdade. Se conheces alguém que lá viva e que sinta que não é livre, gostava muito de ser posta em contacto com essa pessoa porque é a experiência oposta ao que me chega todos os dias.
 
Quando fazes o que queres, dizes o que queres, lês e publicas o que queres, criticas quem queres como queres e não sofres represálias, vives em liberdade. Se conheces alguém que lá viva e que sinta que não é livre, gostava muito de ser posta em contacto com essa pessoa porque é a experiência oposta ao que me chega todos os dias.

Hipoteticamente até podem viver em liberdade, até ao dia em que alguém decida pôr em causa o governo de Pequim. Por exemplo, no dia que exijam democracia nas ruas de Macau. Nesse dia ver-se-á que liberdades têm.