Neste caso, se o Ocidente não fizesse nada (em 2011), teria sido muito mais produtivo. Khadafi estava "domesticado", até já financiava campanhas eleitorais no Ocidente, e era importantíssimo no controlo da imigração ilegal no Mediterrâneo. A revolta seria esmagada em pouco tempo. Morreriam uns milhares, muitos seriam presos, hoje já ninguém se lembrava disso, como já ninguém se lembra da revolta no Bahrein e no Egipto. Não haveria mercenários turcos nem russos.
Mas o Ocidente preferiu interceder na guerra a favor dos islamistas radicais contra o ditador domesticado. E só lixou tudo. As usual...
O 'ocidente' nunca prestou atenção particular ao Bahrein e ao Egito. Foram inseridos na 'primavera árabe'.
Falo do que conheço:
As forças armadas egípcias derrubaram um regime democraticamente eleito. Continua a ser uma ditadura.
As forças armadas egípcias são parcialmente financiadas pelo ocidente.
A revolução do Egito teve a passividade do ocidente. Se as forças armadas do Egípcio não fossem tão sólidas, quem sabe o que poderia ter acontecido?
No caso da Líbia, falar do passado não serve de muito. O que interessa é o presente e o futuro.
Como no fim do dia é a Europa que vai continuar a pagar a extorsão e a receber os imigrantes, é recomendável haver uma atitude mais realista e interventiva.
Termino, escrevendo que as sanções económicas nem sempre mudam a estratégia do comportamento dos inimigos (isso só é mais eficiente em países ricos e liberais que dependem do comércio para manterem os elevados níveis de vida).
Venezuela, Irão, Síria, Líbia.
Turquia e China também podem ser incluídas. Em certas coisas pode haver ligeiras concessões (acordo migrantes por exemplo), mas globalmente nada mudou em termos expansionistas.
As sanções prejudicam sempre os pobres de uma qualquer sociedade.
Se as sanções porem em questão a viabilidade económica de um estado com armas modernas, guerra é inevitável.
As sanções económicas de pouco servem para o que mais interessa.
Não, este foi o ataque desfasado no tempo (a esmagadora maioria terão ocorrido em 2013 e 2014 quando o governo sírio estava em situação muito delicada, este ocorreu em 2018, já sob a coordenação russa e com a guerra ganha), e foi este ataque que originou o inócuo "ataque" de Trump à Síria.
Consequências desse ataque? Zero.