Política e Economia internacional 2026

E eu apostaria que os Europeus vão ser burros e vão ajudar!!!

Não sei como isto vai acabar, mas continuo a achar que a estratégia (errática aos olhos de todo) do Irão está a funcionar muito bem(na lógica deles).
Depois, nós não estamos a ter verdadeiramente acesso às consequências dos ataques Iranianos a Israel...vá lá saber-se porquê.

Mas desculpem, a coisa mais animada (se é que há algo animado numa guerra) dos últimos dias são os rumores da morte do Bibi e do Gvir e daquele rabino que diz que não há inocentes em Gaza. Sinceramente, não acredito...mas deixem-me ter a ilusão que possa ser verdade. :D
 
Um rabino no Levante a falar um idioma semelhante ao hebreu (e ao árabe) só em tempos antigos poderia criar uma religião dominante no ocidente. E isto provavelmente só ocorreu porque pouco tempo depois foi traduzido para grego, língua franca na altura.



 
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Não existe absolutamente nenhuma evidência histórica ou arqueológica da existência de Moisés, David ou Salomão. Nenhuma! Percebem onde quero chegar? Nos círculos místicos estas personagens são vistas como símbolos, e os factos narrados como mitos com carga simbólica. Se assim for, e creio que assim é, vive-se uma mentira. Leiam Fernando Pessoa, está lá tudo!
 
Acho que a melhor síntese é esta:

É possível que David e Salomão tenham de facto existido mas com uma relevância real muito menor do que se propaga. Moisés foi... tradição, lenda que a dada altura alguém elaborou? O antigo Egito foi uma presença constante nos povos do Levante, variando entre aliado (subjugador) e inimigo.

A Bíblia tem alguns factos históricos mas não é um livro histórico. A Bíblia também surgiu num contexto da constante rivalidade entre Israel e Judá, tendo Judá sido a vencedora. Israel foi sempre o reino mais poderoso/rico e certos reis do norte são completamente desconsiderados na Bíblia porque não obstante a sua influência, não corresponderam bem ao ideal religioso de Judá e por vezes menosprezaram Judá. O antigo testamento é em parte um livro de propaganda política.

Há uns tempos atrás li uma biografia de David que se pode designar como não censurada que mistura arqueologia com o que é descrito na Bíblia. David é um homem do seu tempo... bandido, terrorista, mulherengo, trapaceiro, assassino... que ascende ao mais alto nível político e religioso da sua era (e não só!). Tudo porque basicamente representou o domínio de Judá sobre Israel.

Mesmo hoje em dia há terroristas bons e maus consoante o objetivo. Portanto, o tempo passa e pouco mudou.

As lendas do Salomão são - provavelmente - uma invenção muito mais tardia. No ocidente é algo que aparece na Idade Média. No antigo testamento foram escritas séculos depois da sua existência com, aparentemente, deliberados(?) erros na atribuição histórica de certos acontecimentos. Novamente, Salomão continua a representar o domínio de Judá sobre Israel.

Uma revisão histórica dos mandatos do Trump feita pelos MAGA será tendencialmente muito diferentes da realizada pelos não-MAGA. Novamente, o tempo passa e pouco mudou.

Nos profetas do antigo testamento há profecias não concretizadas, referências históricas incorretas a locais e, mais tarde, atribuição de profecias a Jesus que não se referem a Jesus (feitas ainda hoje em dia). Este tipo de conclusões até é relativamente recente. A Bíblia foi durante muito, muito tempo não sujeita a discussão e já ocorreram situações em que escavações arqueológicas se iniciaram para comprovar a Bíblia mas depararam-se com inconsistências embaraçosas.

O Cristianismo foi muito influenciado por um tipo que hoje em dia seria considerado como judeu messiânico. Só se tem algumas cartas que são lidas quase como palavra divina.
Paulo nunca conheceu Jesus e só interagiu com os apóstolos e com Tiago - o Justo - que provavelmente foi o irmão biológico de Jesus (e não primo). Tiago desapareceu da história e é compreensível porque família biológica estraga um bocado a teologia e o tipo foi sempre um judeu que (possivelmente?) nunca saiu de Israel e foi o de facto sucessor de Jesus. Tiago foi morto algumas décadas após Jesus o que sugere que não enveredou pelas mesmas atividades que o irmão.
 
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Estranho que um regime numa guerra existencial esteja a bombardear os facilitadores sem os quais não haveria um ataque tão abrangente.

 
Cada projétil detonado nos EAU simbolicamente representa uma retribuição pelas ações genocidas da RSF, bons terroristas ignorados no ocidente por motivos geopolíticos.

O exército sudanês também não é propriamente grande santo, mas trabalha-se com o que se tem.
 
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O Podemos desapareceu de Castela e Leão, teve 0,8% dos votos. O PP ganhou com 35% mas para governar precisa do Vox. A Esquerda no total ficou com os 30% do PSOE. É mais uma região onde o Bloco de Esquerda espanhol desaparece. Quem diria…
 
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As sociedades muçulmanas ou russa estão habituadas à carência, à pobreza, ao sacrifício. Vi isso na Palestina. Ali não se discute um aumento nas pensão ou do salário mínimo pois isso nem sequer existe. Ali vive-se o dia a dia e a morte para muito é uma glória, existe a cultura do mártir. Já na Rússia a maioria da população é pobre, mas sobrevive. Não conhecem regalias ou luxos.

Na Europa é diferente. Por um aumento justo da idade da reforma Paris arde. Em Inglaterra, pela austeridade soft de Cameron que tirou o país rapidamente da crise vingaram-se com uma saída da UE e do mercado único, que agora lamentam. Os iranianos sabem que os ocidentais não tolerarão muito tempo o aumento do custo de vida, que as classes médias dos países mais ricos não aceitarão ter de cortar nas suas férias ou no carro novo. E vão jogar ao máximo com isso.
 
Certa secção dos MAGA está-se a revoltar contra a percecionada influência desmesurada dos judeus. Páscoa significa apologismo cristão, supremacia cristã e/ou antissemitismo primário. Lixo não solicitado abunda no meu X.



O consenso académico sugere que na altura os Israelitas eram um povo (semi-)nómada que eventualmente se estabeleceu nas elevações interiores de Canaã (onde era mais difícil estabelecer assentamentos). A inscrição refere-se a um povo, não um estado... contradizendo um bocadinho a ideia de que os 'judeus' são 'o povo indígena' lá do sítio. Má qualidade da informação, más opiniões.

O antigo testamento é uma narrativa de judeus para judeus.

Etnocentrismo e divindades (tendencialmente locais) que ordenam guerras ou permitem opressões do 'seu' povo por desobediência não foram de todo uma exclusividade israelita. Mas foi a que sobreviveu -> https://www.jewishencyclopedia.com/articles/10899-moabite-stone

"I am Mesha, son of Chemosh . . . (?), King of Moab, the Dibonite. My father reigned over Moab thirty years, and I became king after my father, and I made this high place for Chemosh in
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, the high place of deliverance, because he had delivered me from all that attacked me, and because he had made me see my desire upon all my enemies. Omri, King of Israel, oppressed Israel many days because Chemosh was angry with his land; and his son succeeded him, and he also said, 'I will oppress Moab.
And I fought against the city and took it, and I slew all the people from the city, a sight for the eyes of Chemosh and of Moab. . . . And Chemosh said to me, 'Go, take Nebo against Israel.' And I went by night and fought against it from the break of dawn until noon, and I took it and slew all [that were in] it, seven thousand men and boys and women and girls and maid servants; for to Ashtor-Chemosh I had devoted it. And I took from there the vessels of Yhwh and brought them before Chemosh.

Como curiosidade, arqueologicamente o rei Omri citado na inscrição liderou um reino de Israel com muita influência e poder. Mas como era do reino do norte e não encaixou bem na definição de pureza religiosa de Judá, foi menosprezado. Porque a Bíblia tem factos históricos mas não é um livro histórico. Com ocasionalmente alguns tiques de propaganda política.
 
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Porque os belgas (também) não querem acabar por ser financeiramente responsáveis por decisões de legalidade dúbia. E dependentes da solvência de um outro estado em guerra.