Mesmo que isso resultasse, o que duvido, reduzir a natalidade a uma questão de incentivos fiscais agressivos é própria de utopias comunistas ou equivalentes, em que se obriga/ incentiva a população a abdicar da sua vontade individual em prol de algum objectivo colectivista. Quem não quer ter filhos, tem todo o direito de não os ter, sem ser penalizado por isso. E quem quer tê-los, tem todo o direito também, devendo ter alguns benefícios, proporcionais à maior dificuldade de ter de alimentar mais bocas que não ajudam nas despesas.
Adicionalmente, financiar certas pessoas que não têm condições psicológicas/ mentais para criar um filho, é um incentivo pernicioso, perigoso e imbecil. Há muita gente que não deveria ter filhos, e que mesmo assim decide trazer crianças ao mundo sem necessitar de qualquer incentivo, e que os deixa a crescer sozinhos, a olhar para um ecrã, porque dá muito trabalho educar um miúdo, e é preferível que eles estejam calados a olhar para o telemóvel. Nem quero imaginar quando estes indivíduos começarem a receber um forte incentivo financeiro para colocarem mais miúdos a olhar para telemóveis.
O problema da natalidade, olhando para a globalidade do mundo, não existe. Pelo contrário, se existe algum problema é a falta de recursos do planeta, que só graças a um enorme avanço científico nas passadas décadas pôde suportar um aumento de 35% de habitantes em cerca de 25 anos.
Se a população mundial está mal distribuída, podemos também discutir uma idiotice do género, financiar estrangeiros para virem viver para Portugal, para combater a baixa natalidade. Resolveria o problema. Mas não preciso de explicar porque razão isso também seria uma idiotice.