Política e Economia internacional 2026

De quase vitoriosos a derrotados em poucos dias.

Amarelo = separatistas amarelos apoiados pelos EAU
Verde = governo reconhecido internacionalmente (apoiado pela AS)
Vermelho = Houthis



 
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Em nada apoiados pelos EUA.



A Síria continua muito instável, não só devido à interferência externa (Israel & Druzes) mas também devido à desconfiança interna ('governo' vs curdos).
 
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Todos os caças dos EUA necessitariam de abastecimento aéreo para atravessarem o Atlântico, sendo esta a principal utilidade diária das Lajes.

Os EUA têm várias centenas de abastecedores aéreos mas não é conveniente dedicar muitos para o Atlântico dada a presença global.



Mas aí volta-se ao mesmo. É um conflito em que se está em completa desvantagem, sendo a derrota certa.


Ultimamente tenho visto o argumento de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, será uma invasão de poucas horas e os europeus não têm qualquer hipótese. Primeiro toda esta conversa dá-me um enorme dejà vu porque era exatamente o mesmo argumento que existia por aí relativamente à invasão a larga escala da Rússia na Ucrânia antes de esta acontecer (e também o argumento de que Zelensky era um líder fraco que se acobardaria assim que a guerra começasse, e depois viu-se o que se viu :rolleyes:) e, segundo, porque parece que a maioria da população se esquece de que a União Europeia também tem uma cláusula de defesa (artigo 42º, n.º 7, TUE), em vigor desde 2009, e que já foi acionada uma vez em 2015 por França aquando dos ataques terroristas do Estado Islâmico. A Gronelândia não é território da UE mas está também incluída nesta cláusula de defesa por ser território do Reino de Dinamarca, país membro da UE e que decidiu ratificar a cláusula de defesa mútua em 2022 sob referendo.
Já nem vou falar de outras questões, como a questão geográfica problemática para qualquer tipo de invasões, da quase certa guerra comercial que se seguirá, ou do fim da NATO, que seria um enorme problema para os EUA a longo prazo. ->
 
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Ultimamente tenho visto o argumento de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, será uma invasão de poucas horas e os europeus não têm qualquer hipótese. Primeiro toda esta conversa dá-me um enorme dejà vu porque era exatamente o mesmo argumento que existia por aí relativamente à invasão a larga escala da Rússia na Ucrânia antes de esta acontecer (e também o argumento de que Zelensky era um líder fraco que se acobardaria assim que a guerra começasse, e depois viu-se o que se viu :rolleyes:) e, segundo, porque parece que a maioria da população se esquece de que a União Europeia também tem uma cláusula de defesa (artigo 42º, n.º 7, TUE), em vigor desde 2009, e que já foi acionada uma vez em 2015 por França aquando dos ataques terroristas do Estado Islâmico. A Gronelândia não é território da UE mas está também incluída nesta cláusula de defesa por ser território do Reino de Dinamarca, país membro da UE e que decidiu ratificar a cláusula de defesa mútua em 2022 sob referendo.
Já nem vou falar de outras questões, como a questão geográfica problemática para qualquer tipo de invasões, da quase certa guerra comercial que se seguirá, ou do fim da NATO, que seria um enorme problema para os EUA a longo prazo. ->

Não é preciso muito para invadir a Gronelândia devido à dimensão e concentração da população.

Ainda assim, seria preciso acumular algumas tropas e equipamento e isto seria um sinal de alarme.

Tende-se a esticar as comparações com a Ucrânia até ao ponto do irrealismo. A Ucrânia é um colossal país, que antes de 2022 estava num conflito congelado com a Rússia. Teve avisos que seria invadida e foi recebendo algum armamento inicialmente decisivo (ex: Javelins).

Para todos os devido efeitos, a invasão russa inicial foi um sucesso. Hostomel foi rapidamente tomada, o sul irreversivelmente conquistado e as tropas chegaram às portas de Kiev. Só que na altura não houve a provável submissão venezuelana e as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis a emboscadas. Relembro que a força aérea russa, por motivos alheios, continua a não ser utilizada na sua máxima capacidade.

Comparar solidariedade de ataques do Estado Islâmico com combater com as maiores e mais avançadas forças armadas que alguma vez existiram é como eu dizer que quando Portugal receber novos navios se poderá conquistar o Porto do Texas.

A OTAN pode acabar e certas coisas não mudariam. Novamente, os EUA estão a expandir as suas instalações na Grécia e toda a Dinamarca poderia ser conquistada que nada iria interferir nisso. Cada país tem a suas prioridades, daí a fraqueza europeia.

A Ucrânia continua a perder território e população (tem menos que a Rússia) mas continua-se a achar que lá por causa que não se submeteu em 2022 vai de alguma forma ganhar. Não vai e só resta saber o que vai perder.

Moralidade não ganha guerras. Tática e armamento sim.
 
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Para todos os devido efeitos, a invasão russa inicial foi um sucesso. Hostomel foi rapidamente tomada, o sul irreversivelmente conquistado e as tropas chegaram às portas de Kiev. Só que na altura não houve a provável submissão venezuelana e as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis a emboscadas. Relembro que a força aérea russa, por motivos alheios, continua a não ser utilizada na sua máxima capacidade.
A invasão inicial foi literalmente a maior derrota da Rússia na guerra da Ucrânia, e a grande razão pela qual a Ucrânia sobrevive ainda hoje. E não foi só uma derrota porque "as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis", foi uma derrota porque o cálculo inicial russo da situação da Ucrânia falhou completamente: os ucranianos não se renderam, Zelensky não fugiu e ganhou popularidade pela coragem que apresentou, muitíssima gente que antes era contra defender a pátria de um dia para o outro juntou-se às forças armadas ucranianas de forma voluntária e o plano de usar Hostomel falhou logo no dia 1, quando a Ucrânia bombardeou toda a pista, o que obrigou os russos a usarem caravanas de tanques que ficaram expostos a emboscadas (ao mesmo tempo que eliminou a possibilidade de domínio aéreo russo desde o começo). Toda esta situação e a falta de um plano B, devido à arrogância russa fizeram com que, a certa altura, no início de abril de 2022, tiveram que se retirar para o leste e sul. A Rússia ainda hoje ocupa menos território do que aquele que ocupava em março de 2022, e hoje o exército russo na Ucrânia já não é composto por militares profissionais. :unsure:

A Ucrânia continua a perder território e população (tem menos que a Rússia) mas continua-se a achar que lá por causa que não se submeteu em 2022 vai de alguma forma ganhar. Não vai e só resta saber o que vai perder.
Neste momento há mais hipóteses de uma derrota russa do que em 2022, já que a Ucrânia tem financiamento garantido até 2027 (pelo menos) e a Rússia neste momento não está na melhor situação económica (devido aos preços cada vez mais baixos do petróleo a nível internacional e a um aumento das despesas militares). Não é por acaso que a Rússia está a pressionar tanto para que haja uma capitulação sob o pretexto de "negociações". Portanto não, o teu sonho de a Rússia conquistar a Ucrânia infelizmente não vai acontecer - e digo "teu" porque toda a gente sabe de que lado estás. Não precisas de vir com esse teu discurso aparentemente "neutral", que já não enganas ninguém há muito tempo... :rolleyes:

Cada país tem a suas prioridades, daí a fraqueza europeia.
Exceto que o artigo 42.7º funciona como o artigo 5º da NATO. Não se trata de "prioridades", mas sim de compromissos que os países são obrigados a cumprir estando nas organizações que estão. Não tenho a menor dúvida de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, vai haver uma resposta militar conjunta, e mesmo que os EUA consigam conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países. ->
 
A invasão inicial foi literalmente a maior derrota da Rússia na guerra da Ucrânia, e a grande razão pela qual a Ucrânia sobrevive ainda hoje. E não foi só uma derrota porque "as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis", foi uma derrota porque o cálculo inicial russo da situação da Ucrânia falhou completamente: os ucranianos não se renderam, Zelensky não fugiu e ganhou popularidade pela coragem que apresentou, muitíssima gente que antes era contra defender a pátria de um dia para o outro juntou-se às forças armadas ucranianas de forma voluntária e o plano de usar Hostomel falhou logo no dia 1, quando a Ucrânia bombardeou toda a pista, o que obrigou os russos a usarem caravanas de tanques que ficaram expostos a emboscadas (ao mesmo tempo que eliminou a possibilidade de domínio aéreo russo desde o começo). Toda esta situação e a falta de um plano B, devido à arrogância russa fizeram com que, a certa altura, no início de abril de 2022, tiveram que se retirar para o leste e sul. A Rússia ainda hoje ocupa menos território do que aquele que ocupava em março de 2022, e hoje o exército russo na Ucrânia já não é composto por militares profissionais.
:unsure:

Para além de uma certa arrogância, os russos ao longo dos anos tiveram muito ucraniano na lista de despesa que acabaram por os trair. Não estão esquecidos.

As tropas aerotransportadas de Hostomel nunca poderiam resistir muito tempo sem apoio aéreo adicional e/ou chegada das tropas terrestres. Os tanques teriam que chegar na mesma e aí volto ao que anteriormente escrevi. Os ucranianos não estavam completamente indefesos, tendo a defesa da capital a prioridade máxima.

Os avanços russos são lentos em parte por culpa própria. Estão a deliberadamente combater nas zonas mais fortificadas da frente.

O terreno ucraniano é plano e de estepe. Qualquer avanço, mesmo o ucraniano, será rapidamente detetado e atacado com drones. Daí que mesmo longas trincheiras ucranianas com poucos militares sejam capazes de destruir desproporcionalmente mais russos.

A Rússia ocupa menos território mas o que ocupa não será recuperado. É tão óbvio que o Z já admitiu. Não têm, nem terão, meios para qualquer contraofensiva. Malta continua fixada em 2022 ou num colapso ao estilo URSS. Há mesmo que acordar.

Exceto que o artigo 42.7º funciona como o artigo 5º da NATO. Não se trata de "prioridades", mas sim de compromissos que os países são obrigados a cumprir estando nas organizações que estão. Não tenho a menor dúvida de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, vai haver uma resposta militar conjunta, e mesmo que os EUA consigam conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países. ->

Usando o equipamento dos EUA contra eles?



Está-se mesmo a ver o Reino Unido a atacar os EUA. Ou os Rafale franceses a tentarem afundar os porta-aviões dos EUA. Ou os alemões a prenderem as dezenas de milhares de militares dos EUA estacionados no país.

Pá, não é realista e quem pensar que é... :lmao:
 
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conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países.

A Gronelândia é basicamente um bloco de gelo com pouquíssimas horas de luz durante o inverno. A população localiza-se na costa e é muito concentrada.

Achas mesmo que vai haver uma insurgência prolongada nas elevações de leste com temperaturas por vezes dezenas de graus abaixo de 0? Com abastecimentos aéreos esporádicos devido ao recorrente mau tempo que seriam precocemente detetados? :D

Se as forças de elite, devido às circunstâncias, mais parecem trabalhadores do Pai Natal, que sucesso teriam os outros? Pá...

 
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