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Todos os caças dos EUA necessitariam de abastecimento aéreo para atravessarem o Atlântico, sendo esta a principal utilidade diária das Lajes.
Os EUA têm várias centenas de abastecedores aéreos mas não é conveniente dedicar muitos para o Atlântico dada a presença global.
Mas aí volta-se ao mesmo. É um conflito em que se está em completa desvantagem, sendo a derrota certa.
) e, segundo, porque parece que a maioria da população se esquece de que a União Europeia também tem uma cláusula de defesa (artigo 42º, n.º 7, TUE), em vigor desde 2009, e que já foi acionada uma vez em 2015 por França aquando dos ataques terroristas do Estado Islâmico. A Gronelândia não é território da UE mas está também incluída nesta cláusula de defesa por ser território do Reino de Dinamarca, país membro da UE e que decidiu ratificar a cláusula de defesa mútua em 2022 sob referendo.
Ultimamente tenho visto o argumento de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, será uma invasão de poucas horas e os europeus não têm qualquer hipótese. Primeiro toda esta conversa dá-me um enorme dejà vu porque era exatamente o mesmo argumento que existia por aí relativamente à invasão a larga escala da Rússia na Ucrânia antes de esta acontecer (e também o argumento de que Zelensky era um líder fraco que se acobardaria assim que a guerra começasse, e depois viu-se o que se viu) e, segundo, porque parece que a maioria da população se esquece de que a União Europeia também tem uma cláusula de defesa (artigo 42º, n.º 7, TUE), em vigor desde 2009, e que já foi acionada uma vez em 2015 por França aquando dos ataques terroristas do Estado Islâmico. A Gronelândia não é território da UE mas está também incluída nesta cláusula de defesa por ser território do Reino de Dinamarca, país membro da UE e que decidiu ratificar a cláusula de defesa mútua em 2022 sob referendo.
Já nem vou falar de outras questões, como a questão geográfica problemática para qualquer tipo de invasões, da quase certa guerra comercial que se seguirá, ou do fim da NATO, que seria um enorme problema para os EUA a longo prazo.![]()
A invasão inicial foi literalmente a maior derrota da Rússia na guerra da Ucrânia, e a grande razão pela qual a Ucrânia sobrevive ainda hoje. E não foi só uma derrota porque "as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis", foi uma derrota porque o cálculo inicial russo da situação da Ucrânia falhou completamente: os ucranianos não se renderam, Zelensky não fugiu e ganhou popularidade pela coragem que apresentou, muitíssima gente que antes era contra defender a pátria de um dia para o outro juntou-se às forças armadas ucranianas de forma voluntária e o plano de usar Hostomel falhou logo no dia 1, quando a Ucrânia bombardeou toda a pista, o que obrigou os russos a usarem caravanas de tanques que ficaram expostos a emboscadas (ao mesmo tempo que eliminou a possibilidade de domínio aéreo russo desde o começo). Toda esta situação e a falta de um plano B, devido à arrogância russa fizeram com que, a certa altura, no início de abril de 2022, tiveram que se retirar para o leste e sul. A Rússia ainda hoje ocupa menos território do que aquele que ocupava em março de 2022, e hoje o exército russo na Ucrânia já não é composto por militares profissionais.Para todos os devido efeitos, a invasão russa inicial foi um sucesso. Hostomel foi rapidamente tomada, o sul irreversivelmente conquistado e as tropas chegaram às portas de Kiev. Só que na altura não houve a provável submissão venezuelana e as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis a emboscadas. Relembro que a força aérea russa, por motivos alheios, continua a não ser utilizada na sua máxima capacidade.

Neste momento há mais hipóteses de uma derrota russa do que em 2022, já que a Ucrânia tem financiamento garantido até 2027 (pelo menos) e a Rússia neste momento não está na melhor situação económica (devido aos preços cada vez mais baixos do petróleo a nível internacional e a um aumento das despesas militares). Não é por acaso que a Rússia está a pressionar tanto para que haja uma capitulação sob o pretexto de "negociações". Portanto não, o teu sonho de a Rússia conquistar a Ucrânia infelizmente não vai acontecer - e digo "teu" porque toda a gente sabe de que lado estás. Não precisas de vir com esse teu discurso aparentemente "neutral", que já não enganas ninguém há muito tempo...A Ucrânia continua a perder território e população (tem menos que a Rússia) mas continua-se a achar que lá por causa que não se submeteu em 2022 vai de alguma forma ganhar. Não vai e só resta saber o que vai perder.

Exceto que o artigo 42.7º funciona como o artigo 5º da NATO. Não se trata de "prioridades", mas sim de compromissos que os países são obrigados a cumprir estando nas organizações que estão. Não tenho a menor dúvida de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, vai haver uma resposta militar conjunta, e mesmo que os EUA consigam conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países.Cada país tem a suas prioridades, daí a fraqueza europeia.

A invasão inicial foi literalmente a maior derrota da Rússia na guerra da Ucrânia, e a grande razão pela qual a Ucrânia sobrevive ainda hoje. E não foi só uma derrota porque "as tropas russas estavam demasiado esticadas e vulneráveis", foi uma derrota porque o cálculo inicial russo da situação da Ucrânia falhou completamente: os ucranianos não se renderam, Zelensky não fugiu e ganhou popularidade pela coragem que apresentou, muitíssima gente que antes era contra defender a pátria de um dia para o outro juntou-se às forças armadas ucranianas de forma voluntária e o plano de usar Hostomel falhou logo no dia 1, quando a Ucrânia bombardeou toda a pista, o que obrigou os russos a usarem caravanas de tanques que ficaram expostos a emboscadas (ao mesmo tempo que eliminou a possibilidade de domínio aéreo russo desde o começo). Toda esta situação e a falta de um plano B, devido à arrogância russa fizeram com que, a certa altura, no início de abril de 2022, tiveram que se retirar para o leste e sul. A Rússia ainda hoje ocupa menos território do que aquele que ocupava em março de 2022, e hoje o exército russo na Ucrânia já não é composto por militares profissionais.![]()
Exceto que o artigo 42.7º funciona como o artigo 5º da NATO. Não se trata de "prioridades", mas sim de compromissos que os países são obrigados a cumprir estando nas organizações que estão. Não tenho a menor dúvida de que, se os EUA invadirem a Gronelândia, vai haver uma resposta militar conjunta, e mesmo que os EUA consigam conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países.![]()

conquistar toda a Gronelândia (o que não é fácil, dada a geografia complicada) seguir-se-á uma guerra comercial e anos de guerrilha financiada pela Dinamarca e outros países.
