Política e Economia internacional 2026



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O tempo passa mas a qualidade dos comentadores continua a ser miserável.

Não havendo paciência para relembrar o que muito foi e está a ser feito, acho que o seguinte resumo é suficiente...

Basicamente, só um conflito com o Egito impediu o plano inicial de expulsar todos os gazanos para o deserto. Quando isso falhou, o aparelho diplomático israelita tentou arduamente 'evacuar' todo e qualquer gazano para qualquer parte do mundo. Até recentemente (não sei como está), qualquer gazano ficaria impedido de retornar a Gaza se por qualquer motivo saísse (saúde, etc; exceção feita para procurados pela justiça). O Sócrates lá do sítio defendeu a 'desradicalização' de Gaza.

A fronteira de Gaza com Israel agora é uma linha colorida móvel. Em vigor contra o Hamas prevalece agora o banditismo patrocinado pelo estado israelita. Qualquer um que atravesse a linha - por vezes sem marcação - é obliterado.

O que na altura se criticou, algo que os israelitas nunca fizeram. Nem lá perto, claro.

The Xinjiang Uyghur Autonomous Region of the PRC is home to Turkic Uyghurs, a predominantly Muslim ethnic minority of at least 11 million people, and other Turkic minority groups. Atrocities against these groups perpetrated by the PRC have been committed under the PRC’s national counterterrorism law and the regional counter-extremism policy, or under the guise of “poverty alleviation” schemes. Those detained in internment camps in Xinjiang Uyghur Autonomous Region have described forced political indoctrination, beatings, food deprivation, and denial of medical attention. Suppression of expressions of culture and minority language use, destruction of mosques and Muslim cemeteries, and child separation policies reflect the state and Chinese Communist Party policy of forced “Sinicization” of ethnic and religious minority groups in the Xinjiang region.

A maior frustração associada a ignorantes a debitar disparates para outros ignorantes é que não há nenhuma alminha que faça valer o salário e pesquise fora da câmara de eco. Que partilhe com os restantes ignorantes o cenário completo.

Pelos mega-generais tugas que vão para a TV, os EUA só não esmagam o Irão e tiram o urânio porque não querem. Santa mãe do céu.

Não foi também uma operação militar especial que não correu como se esperava? Não! Isso só se aplica a certos estados!
 
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O que o João Marques Almeida refere é aquilo que qualquer um que não seja um chalupita anti-Israel pensa.

A referência a Pedro Sanchez é que é escusada. Pedro Sanchez não pode falar mal do chefe dele, porque quem fala mal do chefe é despedido.
 
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O João Marques Almeida realisticamente nada sabe sobre a situação de lá (câmara de eco estereotipada não é 'conhecimento'). Devia ser óbvio mas a chalupice pró-Israel não permite nem mais nem melhor. Nem a ele nem a outros tantos.

Israel não exterminou gazanos por isso não é genocídio. Mas a China também não exterminou os uigures mas isso constitui genocídio porque se acrescentou outras ações paralelas. Ações paralelas que não se pode acrescentar no que concerne a Israel. É tudo 'defesa'.

A mão pesada da China em Xinjiang deveu-se à resistência armada ('terrorismo') dos locais face ao domínio de uma entidade política vista como estrangeira. Mas a China ao longo dos séculos teve (algum) controlo político sobre Xinjiang. Uns podem dominar sobre o que é deles e outros não. Se calhar a Bíblia ainda molda o pensamentos dos muitos que diariamente menosprezam a religião.

Como dá para ver, os chalupitas pró-Israel também nada parecem saber o assunto chinês. Mas isso não os impede de debitar disparates sem qualquer tipo de vergonha ou noção.
 
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Seguir 3 ou 4 contas de cariz antissemita no X também é um conceito alargado de conhecimento.

E falando em conceitos alargados, existe claramente um conflito moral quando criamos um conceito que deve ser abrangente o suficiente para liquidarmos os nossos oponentes, mas específico o suficiente para impedirmos que nos nossos amigos caiam dentro do conceito. É o que acontece com o significado demasiado amplo que se deu a genocídio quando a nossa memória histórica remete para outro tipo de consequências.
 
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Para os idiotas que espumam da boca, relembro que o tratamento depois das câmaras serem desligadas será muito diferente.

É mesmo preciso explicar?

Ainda assim, os autores da publicação não são burros. O público-alvo é que infelizmente tende a desiludir.
 
Um bocado tarde mas cumulativamente eventualmente fará muita diferença.



Na prática, enormes acumulações de material militar como antecedeu Gaza acabaram.

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Em certos cantos ainda há quem creia que é só uma questão de tempo até os russos serem expulsos -> https://www.reuters.com/business/ae...r-sees-imminent-turning-point-war-2026-05-27/

If Ukraine's military can build and maintain momentum over several months, it can gain the initiative along the frontline and push Russia to abandon its designs on the last part of the Donetsk region in eastern Ukraine that it does not yet occupy, he said.
"I believe the next six to nine months are a turning point," Biletsky said at an undisclosed underground location in the northeastern Kharkiv region.

"More precisely, I think the next six are the most critical," he said.
"We need to define those directions where we can improve our positions, take some strategic points, and then speak with the Russians from a position of strength - not weakness - about a truly stable truce," said Biletsky, a right-wing political leader who founded the battle-hardened Azov Battalion and now commands tens of thousands of troops.

"From a military point of view, this is realistic."
 
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-> https://www.noticiasaominuto.com/mu...blia-para-justificar-colonatos-na-cisjordania

No pouco tempo que procurei, não encontrei vídeo. É sempre melhor visualizar toda a intervenção.

De qualquer das formas, e como é habitual, não me parece que a vasta maioria das pessoas tenha lido a (breve) declaração. Para que não haja dúvidas para o que raramente é dito:

His Majesty's Government view with favor the establishment in Palestine of a national home for the Jewish people, and will use their best endeavors to facilitate the achievement of this object, it being clearly understood that nothing shall be done which may prejudice the civil and religious rights of existing non-Jewish communities in Palestine, or the rights and political status enjoyed by Jews in any other country.

Sempre importante relembrar que 'Israel' (atualmente um compósito de eras passadas) não foi de todo independente durante boa parte da sua existência.

Os quase 2 mil anos de não existência do estado propriamente dito rivalizam com (e provavelmente excedem) a duração da existência do aglomerado de povoações dispersas que eventualmente se uniu em 2 reinados em competição mútua.

A Bíblia define a terra prometida como tudo entre o Nilo e o Eufrates e provavelmente só em 1967 - com a conquista do Sinai - é que qualquer rei ou primeiro-ministro 'israelita' teve domínio sobre tanto território. Se os israelitas em tempos antigos tivessem tido enormes parcelas de território, estaria mencionado na Bíblia.

O que está em questão é o território que as várias entidades políticas 'israelitas' passadas conquistaram. Não o direito divino na sua plenitude.

É difícil ultrapassar a formatação de infância. Mas a Bíblia não é propriamente um livro histórico.
 
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O que está em questão é o território que as várias entidades políticas 'israelitas' passadas conquistaram. Não o direito divino na sua plenitude.

É difícil ultrapassar a formatação de infância. Mas a Bíblia não é propriamente um livro histórico.

A malta de lá explica melhor -> https://blogs.timesofisrael.com/israels-territory-in-the-bible-onwards-the-answers-border-on-crazy/

First, clearly the historical Land of Israel never had one definitive “border.” Second, the bible and commentators were quite OK with such a situation. For instance, Ezra did not lament the circumscribed borders of the Land of Israel and didn’t even try to define them. Rather, he focused on rebuilding Jewish society after the return to Zion, with the aim of preserving the Jews’ religion and national identity. That sounds quite similar to modern Zionism. Third and finally is the central lesson derived from the above two aspects: despite an original, eschatological description of Israel’s widespread “future” borders, all of Jewish history and actual descriptions were based on the practical realpolitik situation at each specific time.

No discurso interno, Israel inclui a Judeia e a Samaria. Mas a Samaria era a capital do (muito maior) reino de Israel até à sua destruição (uns séculos antes do mesmo ter acontecido à Judeia). Na Bíblia, escrita na Judeia, os Samaritanos eram ostracizados. Ainda existem mas estão em vias de extinção.

Só após a destruição de Israel é que a Judeia eventualmente teve alguma importância. A Judeia, sempre inferior, absorveu os restos do vizinho e elaboraram propaganda justificativa. No Levante antigo, os deuses decidiam o destino das nações às quais dominavam. Desagradar ao deus significava destruição e miséria.

Qualquer referência ao David - bandido, assassino, adúltero - é uma abominação. Na Bíblia está prometido que os seus descendentes reinariam para sempre. Alguém o consegue encontrar?

Se os - agora - israelitas também ignoram certas partes da lei divina quando é conveniente, porque é que o mesmo não pode ser feito pelos outros? Eles é que se auto-atribuem uma posição destacada dos demais.
 
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Fica cada vez mais evidente que o artigo 5o é para ser activado quando os EUA, Uk, França e Alemanha forem atacados. Quando drones forem contra apartamentos de outros estados membros activa-se o artigo 500°, indignação e condenação. Ainda é 6af, penso que dá tempo a reunir os líderes em Bruxelas para assinar o documento a dizer aos russos que estamos todos mesmo muito indignados!
 
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