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Política e economia internacional

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por David sf 19 Dez 2011 às 21:19.

Estado do Tópico:
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  1. David sf

    David sf
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    E não acho que haja qualquer diferença de facto entre a política externa dos republicanos e dos democratas. A única diferença é de forma, os democratas tentam sempre ser mais bonzinhos, arranjam sempre uma desculpa mais bem forjada.

    A Europa é que reage de forma diferente, quando estão os republicanos no poder é pacifista e opõe-se à guerra (Iraque), quando estão os democratas é pacifista e apoia os americanos a espalharem democracia e a apoiarem os oprimidos (Jugoslávia, Líbia).

    Obama é até hoje a maior fraude do século, não cumpriu quase nenhuma das suas promessas, dá a ideia que os donos do poder nos EUA queriam pôr uma figura mais amigável e mais bem "maquilhada" depois de Bush. Ganhou um prémio Nobel da paz, e nada fez, nem para o merecer antes, nem para o respeitar depois. Também, o Nobel da paz vale o que, Henry Kissinger também tem um, e é acusado de vários crimes de guerra, desde o Chile a Timor.
     
  2. Mário Barros

    Mário Barros
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    Muito interessante.

     
    #17 Mário Barros, 20 Jan 2012 às 19:15
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  3. frederico

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    Tal como a crise na Líbia foi potenciada a partir de fora, a crise na Síria também o está a ser. A Al-Jazeera e outros meios de comunicação estão a passar uma imagem distorcidade da realidade no Ocidente para levar as massas a aceitar uma intervenção militar, idêntica à que ocorreu na Líbia.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=CchgcrWKTUE

    Na Líbia testemunhos de organizações internacionais «não controladas» negaram praticamente tudo o que foi dito sobre Kadafi: as perseguições, o descontentamento popular, as violações, a violência doméstica... Inúmeros testemunhos incómodos para a «agenda» foram silenciados.

    O mesmo está agora a suceder na Síria. Vários jornalistas «não controlados» e os meios de comunicação «não controlados» estão a noticiar que na Síria a maioria da população apoia o actual Presidente.

    Basicamente o mundo actual funciona assim. Um pequeno grupo de famílias aristocráticas, grande empresários e especuladores (Soros, por exemplo), grandes banqueiros e famílias ligadas ao poder em países europeus e nos EUA controlam directamente, via poder financeira, ou via influências e contactos, os meios de comunicação para as massas ocidentais. Assim, as massas são levadas a aceitar paulatinamente a «agenda».

    O tema não é novo e remonta pelo menos ao final do século XIX. Desde aí houve um refinamento do processo, e actualmente, quem tenta provar tal controlo é imediamente rotulado de «conspiracionista» e afastado da vida pública.

    Se olharmos para o mundo, constataremos que há inúmeras ditaduras controladas por ditadores sanguinários onde são constantemente violados os direitos humanos, especialmente em África. Porquê atacar a Líbia, que até era o país com maior IDH de África? Porquê agora, se Kadafi até se estava a «portar bem» há mais de duas décadas?
     
  4. frederico

    frederico
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  5. Agreste

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    Re: Outros Protestos

    Christine Lagarde perante os banqueiros gananciosos, os académicos patetas, o livro de cheques chinês e os fundos soberanos do golfo pérsico, todos reunidos em Davos: É preciso solucionar a crise da zona euro. Trago aqui a minha mala para angariar dinheiro para salvar a economia europeia.

    [​IMG]

    Em setembro a solução eram as reformas profundas e os pacotes de austeridade. A economia estancou, o desemprego multiplicou-se.

    Agora a solução é cortar pouco para deixar crescer a economia, o desemprego continua a multiplicar-se, ainda mais rapidamente do que antes.

    Pior ainda. O governo inútil de Espanha, o nosso maior comprador, vangloria-se do seu programa de governo económico e vai responder aos mercados (cuja opinião não é para ser levada a sério) com austeridade total. Cortar e reformar em tudo o que o mercado assinale como necessário para "recuperar a credibilidade". A credibilidade, como bem sabemos pela experiência grega, nunca chegará. O mercado esse sim já está a responder. A economia real goza de uns folgados 22% de desemprego, mas neste experimentalismo neoliberal há sempre espaço para mais.

    «La idea es hacer política de oferta: el mandato de los votantes pasa por aprobar una reforma laboral dura o muy dura, y en cuanto a la banca, una nueva reforma financiera sin poner dinero público.»

    A primeira condição é vergonhosamente falsa. O experimentalismo de Aznar já tinha retirado direitos substanciais aos contratos de trabalho. Essa "poupança" esgotou-se. Agora é preciso cortar de novo nos contratos de trabalho para relançar a economia.

    A segunda é tão falsa como a primeira. Vai ser preciso uma enorme intervenção do Estado com muito dinheiro público para pagar a banca falida.

    Não há remédio. O FMI não serve para nada. Já devíamos ter suspendido a nossa participação naquela nulidade há muito tempo.

    Davos é como se sabe um antigo sanatório para tuberculosos nos alpes. Faz sentido.

     
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    #20 Agreste, 28 Jan 2012 às 11:43
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 04:01
  6. Agreste

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    Re: Outros Protestos

    Sarkozy fala contra Sarkozy. Qual dos 2 vai ganhar? :lol:

    "É preciso crescer e modernizar, ganhar competitividade, travar a deslocalização de empresas e a destruição de emprego."

    "É necessário acudir à «perda de sangue» na industria francesa".

    E como é que isso se faz?

    (Provavelmente flexibilizando ainda mais) :lol:

    Exonerando as empresas com mais de 250 trabalhadores de contribuirem para a receita fiscal. Em contrapartida aumentam-se os impostos sobre o consumo. O IVA passa de 19,5% para 21%.

    Acredito que rapidamente a França ultrapasse os 3 milhões de desempregados. Há também um taxa de 0,1% sobre transacções financeiras em bolsa que sabemos bem que nunca será aplicada. :rain:
     
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  7. irpsit

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    Re: Outros Protestos

    Entre a Lagarde do FMI e o Cavaco Silva são tudo uma colecção de coitados pobrezinhos.

    Esta gente não serve para estar nos cargos que está.
    Não serve a população.


     
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  8. Agreste

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    Re: Outros Protestos

    E temos mais um novo tratado económico.

    Trata de medir diferentes necessidades económicas com a mesma unidade - 0,5% do PIB.

    Mas com uma ardilosa vantagem: O tratado económico entra em vigor desde que 12 dos 17 estados com moeda única o aprovem o que quer dizer que haverão 5 estados que estando dentro do tratado também podiam estar fora. Uma escapatória ao escrutínio público.

    Não custa perceber que amarrar um país a 0,5% do PIB durará menos do que um fósforo. Já este ano quando a crise chegar à Alemanha.

    Mentiras atrás de mentiras embrulhadas sempre em doses maciças de moralismo - Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu:

    Reduzir a dívida é uma obrigação para com as gerações futuras. :lol:

    «Lamentamos sinceramente aquilo que o destino vos fez passar até agora mas as leis da economia e do mercado são desprovidas de piedade e é preciso que vocês se adaptem a essas leis reduzindo as protecções que ainda vos seguram. Se vocês quiserem enriquecer devem aceitar previamente uma maior precaridade. Este é o contrato social do futuro, aquele que vos fará encontrar o caminho do dinamismo. Ao mesmo tempo, nós, os ganhadores do sistema, não queremos mais participar na protecção social nem no geral, no financiamento da despesa pública pagando mais impostos. O que este novo período vos ofrece como contraponto à Belle Epoque da redistribuição de rendimentos, é uma luta entre vencedores e perdedores onde por vezes os que ganham são tão ou mais ricos que as riquezas até parecem nem ser reais. Só assim se compreende que a fortuna de um punhado de sanguessugas seja maior que o rendimento de países inteiros habitados por milhões de pessoas.»
     
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  9. Agreste

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    Re: Outros Protestos

    Procusto, segundo a mitologia grega, mutilava os seus hóspedes para que coubessem na cama que lhes oferecia.

    Procusto era um salteador que vivia nos montes em redor de Eleusis. Na sua casa tinha uma cama de ferro, do seu tamanho, para a qual convidava todos os hóspedes cansados para se deitarem. Se os hóspedes fossem demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exactamente ao tamanho da cama porque Procusto, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes.

    Continuou o seu reinado de terror até que foi capturado por Teseu que na sua última aventura prendeu Procusto à sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.

    [​IMG]

    [​IMG]
     
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  10. Lousano

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    O perigo do crescente nacionalismo russo

    Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

    Já não era nenhuma novidade o crescimento do nacionalismo extremista no seio da população russa, mas está a ser aproveitada com razões eleitorais e com aparente sucesso. A razão do nacionalismo será o mau estar com alguns dos antigos estados soviéticos e parece tomar proporções assustadoras.
     
  11. frederico

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    Ponto da situação.


    - Referendo na Escócia para 2014, se a memória não me falha. Para já, a maior parte da população não deverá votar pela independência. Mas caso isso suceda, a Escócia passará a fazer parte da UE e do euro. As implicações para a Inglaterra são tremendas. Uma independência da Escócia levará ao fortalecimento da Alemanha e da França e será uma vitória histórica da Europa Continental.

    - Possível referendo na Catalunha, sobre a independência. Neste caso o sim poderá vencer. A Catalunha, sublinhe-se, é, sem contar com Madrid, a segunda região mais rica de Espanha, depois do País Basco. A desagregação da Espanha teria também um impacto tremendo na Europa, e seria mais uma vitória para a França e para a Alemanha.

    - A Bélgica corre sério risco de desagregação. Nasceriam três novos estado: Valónia, Flandres e uma cidade-estado, Bruxelas, capital da UE.

    - Risco de guerra no Próximo e Médio Oriente cada vez mais elevado. Xiitas contra sunitas, Islão política contra Israel, Turquia contra Israel, Grécia contra Turquia. O petróleo dispararia!

    - Questão das populações russas dentro dos Estados que saíram da antiga URSS. A Rússia aspira recuperar a Bielorrússia, a Crimeia e outras regiões satélite.

    - Bolha chinesa à espera da explosão.


    Em suma: Third World War?
     
  12. David sf

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    http://internacional.elpais.com/internacional/2012/02/19/actualidad/1329669169_069858.html

    Já há vários meses que muitos órgãos de comunicação social alternativos (khadafistas, anti-americanos, comunistas, aldrabões) vêm noticiando estes e outros abusos por parte dos pacíficos democratas rebeldes líbios. Os restantes acordaram agora.

    Na Síria preparava-se o mesmo caldinho, mas os russos não foram no engodo. E o Irão já fez deslocar dois barcos de guerra para a Síria.
     
  13. David sf

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    Na Catalunha nunca ganharia o Sim num referendo pela independência. Basta ver os resultados eleitorais, com o grupo pró-Espanha (PP, PSOE e CyU) a obterem regularmente perto de dois terços dos votos. No País Basco já seria algo equilibrado.

    A Turquia é neste momento o grande aliado dos ocidentais na perturbação da Síria, ainda ontem foram detidos 40 soldados turcos em território sírio. Está bem domesticada.
     
  14. Lousano

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    O norte de áfrica é um barril de pólvora, ainda pior que o médio oriente, devido à grande diversidade étnica.

    A Síria tem o grande problema do seu governante ter sido sempre um aliado do regime iraniano, ou seja, em caso de queda existe uma grande probabilidade de alastrar ao Irão.

    Se o interesse europeu e americano é o controlo do petróleo, o russo é muito diferente, será o do controlo do mercado do petróleo.
     
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