Política e economia internacional

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Sabe-se agora que os mesmos nomes que financiaram Obama há cinco anos estão agora a financiar Mitt Romney. Está-se mesmo a ver quem vai ganhar as eleições nos EUA. Mitt Romney para depois se avançar... contra o Irão.

E não acho que haja qualquer diferença de facto entre a política externa dos republicanos e dos democratas. A única diferença é de forma, os democratas tentam sempre ser mais bonzinhos, arranjam sempre uma desculpa mais bem forjada.

A Europa é que reage de forma diferente, quando estão os republicanos no poder é pacifista e opõe-se à guerra (Iraque), quando estão os democratas é pacifista e apoia os americanos a espalharem democracia e a apoiarem os oprimidos (Jugoslávia, Líbia).

Obama é até hoje a maior fraude do século, não cumpriu quase nenhuma das suas promessas, dá a ideia que os donos do poder nos EUA queriam pôr uma figura mais amigável e mais bem "maquilhada" depois de Bush. Ganhou um prémio Nobel da paz, e nada fez, nem para o merecer antes, nem para o respeitar depois. Também, o Nobel da paz vale o que, Henry Kissinger também tem um, e é acusado de vários crimes de guerra, desde o Chile a Timor.
 
Tal como a crise na Líbia foi potenciada a partir de fora, a crise na Síria também o está a ser. A Al-Jazeera e outros meios de comunicação estão a passar uma imagem distorcidade da realidade no Ocidente para levar as massas a aceitar uma intervenção militar, idêntica à que ocorreu na Líbia.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=CchgcrWKTUE

Na Líbia testemunhos de organizações internacionais «não controladas» negaram praticamente tudo o que foi dito sobre Kadafi: as perseguições, o descontentamento popular, as violações, a violência doméstica... Inúmeros testemunhos incómodos para a «agenda» foram silenciados.

O mesmo está agora a suceder na Síria. Vários jornalistas «não controlados» e os meios de comunicação «não controlados» estão a noticiar que na Síria a maioria da população apoia o actual Presidente.

Basicamente o mundo actual funciona assim. Um pequeno grupo de famílias aristocráticas, grande empresários e especuladores (Soros, por exemplo), grandes banqueiros e famílias ligadas ao poder em países europeus e nos EUA controlam directamente, via poder financeira, ou via influências e contactos, os meios de comunicação para as massas ocidentais. Assim, as massas são levadas a aceitar paulatinamente a «agenda».

O tema não é novo e remonta pelo menos ao final do século XIX. Desde aí houve um refinamento do processo, e actualmente, quem tenta provar tal controlo é imediamente rotulado de «conspiracionista» e afastado da vida pública.

Se olharmos para o mundo, constataremos que há inúmeras ditaduras controladas por ditadores sanguinários onde são constantemente violados os direitos humanos, especialmente em África. Porquê atacar a Líbia, que até era o país com maior IDH de África? Porquê agora, se Kadafi até se estava a «portar bem» há mais de duas décadas?
 
Re: Outros Protestos

Christine Lagarde perante os banqueiros gananciosos, os académicos patetas, o livro de cheques chinês e os fundos soberanos do golfo pérsico, todos reunidos em Davos: É preciso solucionar a crise da zona euro. Trago aqui a minha mala para angariar dinheiro para salvar a economia europeia.

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Em setembro a solução eram as reformas profundas e os pacotes de austeridade. A economia estancou, o desemprego multiplicou-se.

Agora a solução é cortar pouco para deixar crescer a economia, o desemprego continua a multiplicar-se, ainda mais rapidamente do que antes.

Pior ainda. O governo inútil de Espanha, o nosso maior comprador, vangloria-se do seu programa de governo económico e vai responder aos mercados (cuja opinião não é para ser levada a sério) com austeridade total. Cortar e reformar em tudo o que o mercado assinale como necessário para "recuperar a credibilidade". A credibilidade, como bem sabemos pela experiência grega, nunca chegará. O mercado esse sim já está a responder. A economia real goza de uns folgados 22% de desemprego, mas neste experimentalismo neoliberal há sempre espaço para mais.

«La idea es hacer política de oferta: el mandato de los votantes pasa por aprobar una reforma laboral dura o muy dura, y en cuanto a la banca, una nueva reforma financiera sin poner dinero público.»

A primeira condição é vergonhosamente falsa. O experimentalismo de Aznar já tinha retirado direitos substanciais aos contratos de trabalho. Essa "poupança" esgotou-se. Agora é preciso cortar de novo nos contratos de trabalho para relançar a economia.

A segunda é tão falsa como a primeira. Vai ser preciso uma enorme intervenção do Estado com muito dinheiro público para pagar a banca falida.

Não há remédio. O FMI não serve para nada. Já devíamos ter suspendido a nossa participação naquela nulidade há muito tempo.

Davos é como se sabe um antigo sanatório para tuberculosos nos alpes. Faz sentido.

 
Editado por um moderador:
Re: Outros Protestos

Sarkozy fala contra Sarkozy. Qual dos 2 vai ganhar? :lol:

"É preciso crescer e modernizar, ganhar competitividade, travar a deslocalização de empresas e a destruição de emprego."

"É necessário acudir à «perda de sangue» na industria francesa".

E como é que isso se faz?

(Provavelmente flexibilizando ainda mais) :lol:

Exonerando as empresas com mais de 250 trabalhadores de contribuirem para a receita fiscal. Em contrapartida aumentam-se os impostos sobre o consumo. O IVA passa de 19,5% para 21%.

Acredito que rapidamente a França ultrapasse os 3 milhões de desempregados. Há também um taxa de 0,1% sobre transacções financeiras em bolsa que sabemos bem que nunca será aplicada. :rain:
 
Re: Outros Protestos

Entre a Lagarde do FMI e o Cavaco Silva são tudo uma colecção de coitados pobrezinhos.

Esta gente não serve para estar nos cargos que está.
Não serve a população.


Christine Lagarde perante os banqueiros gananciosos, os académicos patetas, o livro de cheques chinês e os fundos soberanos do golfo pérsico, todos reunidos em Davos: É preciso solucionar a crise da zona euro. Trago aqui a minha mala para angariar dinheiro para salvar a economia europeia.

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Em setembro a solução eram as reformas profundas e os pacotes de austeridade. A economia estancou, o desemprego multiplicou-se.

Agora a solução é cortar pouco para deixar crescer a economia, o desemprego continua a multiplicar-se, ainda mais rapidamente do que antes.

Pior ainda. O governo inútil de Espanha, o nosso maior comprador, vangloria-se do seu programa de governo económico e vai responder aos mercados (cuja opinião não é para ser levada a sério) com austeridade total. Cortar e reformar em tudo o que o mercado assinale como necessário para "recuperar a credibilidade". A credibilidade, como bem sabemos pela experiência grega, nunca chegará. O mercado esse sim já está a responder. A economia real goza de uns folgados 22% de desemprego, mas neste experimentalismo neoliberal há sempre espaço para mais.

«La idea es hacer política de oferta: el mandato de los votantes pasa por aprobar una reforma laboral dura o muy dura, y en cuanto a la banca, una nueva reforma financiera sin poner dinero público.»

A primeira condição é vergonhosamente falsa. O experimentalismo de Aznar já tinha retirado direitos substanciais aos contratos de trabalho. Essa "poupança" esgotou-se. Agora é preciso cortar de novo nos contratos de trabalho para relançar a economia.

A segunda é tão falsa como a primeira. Vai ser preciso uma enorme intervenção do Estado com muito dinheiro público para pagar a banca falida.

Não há remédio. O FMI não serve para nada. Já devíamos ter suspendido a nossa participação naquela nulidade há muito tempo.

Davos é como se sabe um antigo sanatório para tuberculosos nos alpes. Faz sentido.

http://youtu.be/2WSyJgydTsA
 
Re: Outros Protestos

E temos mais um novo tratado económico.

Trata de medir diferentes necessidades económicas com a mesma unidade - 0,5% do PIB.

Mas com uma ardilosa vantagem: O tratado económico entra em vigor desde que 12 dos 17 estados com moeda única o aprovem o que quer dizer que haverão 5 estados que estando dentro do tratado também podiam estar fora. Uma escapatória ao escrutínio público.

Não custa perceber que amarrar um país a 0,5% do PIB durará menos do que um fósforo. Já este ano quando a crise chegar à Alemanha.

Mentiras atrás de mentiras embrulhadas sempre em doses maciças de moralismo - Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu:

Reduzir a dívida é uma obrigação para com as gerações futuras. :lol:

«Lamentamos sinceramente aquilo que o destino vos fez passar até agora mas as leis da economia e do mercado são desprovidas de piedade e é preciso que vocês se adaptem a essas leis reduzindo as protecções que ainda vos seguram. Se vocês quiserem enriquecer devem aceitar previamente uma maior precaridade. Este é o contrato social do futuro, aquele que vos fará encontrar o caminho do dinamismo. Ao mesmo tempo, nós, os ganhadores do sistema, não queremos mais participar na protecção social nem no geral, no financiamento da despesa pública pagando mais impostos. O que este novo período vos ofrece como contraponto à Belle Epoque da redistribuição de rendimentos, é uma luta entre vencedores e perdedores onde por vezes os que ganham são tão ou mais ricos que as riquezas até parecem nem ser reais. Só assim se compreende que a fortuna de um punhado de sanguessugas seja maior que o rendimento de países inteiros habitados por milhões de pessoas.»
 
Re: Outros Protestos

Procusto, segundo a mitologia grega, mutilava os seus hóspedes para que coubessem na cama que lhes oferecia.

Procusto era um salteador que vivia nos montes em redor de Eleusis. Na sua casa tinha uma cama de ferro, do seu tamanho, para a qual convidava todos os hóspedes cansados para se deitarem. Se os hóspedes fossem demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exactamente ao tamanho da cama porque Procusto, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes.

Continuou o seu reinado de terror até que foi capturado por Teseu que na sua última aventura prendeu Procusto à sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.

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O perigo do crescente nacionalismo russo

Faltam apenas duas semanas para as eleições presidenciais da Rússia. Esta segunda-feira, um dos jornais russos publicou mais um artigo de Vladimir Putin. Desta vez, o primeiro-ministro e candidato presidencial escreve sobre a segurança nacional e o futuro das Forças Armadas.

O sexto artigo programático de Vladimir Putin é intitulado “Ser Fortes: Garantias de Segurança Nacional para a Rússia”. Dando tom à discussão, Putin destaca que “o mundo está mudando e, em condições de abalos econômicos e outras perturbações mundiais, há sempre a tentação de se resolver os problemas à custa dos outros, através da pressão militar. Tal significa que não devemos induzir ninguém em tentação com a nossa fraqueza”. No seu artigo, Putin responde a numerosas críticas em relação ao vasto programa de modernização das Forças Armadas e do complexo militar-industrial, no qual está previsto investir cerca de 23 triliões de rublos. Lembre-se que estes planos provocaram discussões acesas e custaram o posto ao ministro das Finanças Aleksei Kudrin. Vladimir Putin tem a certeza de que os objetivos colocados são “adequados às potencialidades e aos recursos do país” e que não se trata, ao mesmo tempo, de militarização do Orçamento da Rússia.

O chefe do gabinete de ministros e candidato presidencial faz lembrar no artigo que as autoridades conseguiram nos doze anos passados superar a crise nas Forças Armadas e começar a reforma militar. Desde 1 de dezembro de 2011, a Rússia passou a ter um novo tipo de tropas – as Tropas de Defesa Aeroespacial. Foi reforçado também o sistema de aviso de ataques de mísseis. Foram postos em exploração sistemas de radares nas regiões de Leninegrado, Kalininegrado e em Armavir. Está a ser testado um sistema análogo em Irkutsk. Foi desdobrado na íntegra o agrupamento espacial do sistema GLONASS.

O diretor-geral do Centro de Informações Políticas, Aleksei Mukhin, destaca que neste artigo Vladimir Putin se dirige tanto ao auditório russo, como estrangeiro:

"Este artigo é o mais importante de entre todos os já publicados. Vladimir Putin dá a entender que também participou na recuperação do potencial defensivo do país. O artigo é dirigido também à comunidade ocidental que acompanhou com grande atenção a reforma militar e, no fim de contas, foi obrigada a reconhecer em conversas privadas que esta reforma foi eficaz. A Rússia conseguiu superar a crise prolongada em que fora lançada pelos anos 90. Especial atenção suscita a parte do artigo que descreve os resultados alcançados e refere os sistemas de armamentos que já existem nas Forças Armadas da Rússia. O artigo não tem por objetivo intimidar a sociedade ocidental, visando apenas mostrar que as iniciativas políticas externas da Rússia se apoiam numa força que deve ser considerada na construção das relações com a Federação Russa".

Vladimir Putin escreve também sobre a resposta de Moscou aos planos dos Estados Unidos e da OTAN de desenvolver um sistema de DAM. A resposta técnico-militar da Rússia será eficaz e assimétrica. Na opinião do primeiro-ministro, uma variante ótima será “a capacidade de superar qualquer sistema de defesa antimíssil e de proteger o potencial de resposta russo”. Ao mesmo tempo, Vladimir Putin reconhece que na época das tecnologias digitais é necessário alterar a estratégia de segurança nacional. O primeiro-ministro aponta que se tornam especialmente importantes as novas possibilidades dos países no Espaço e na esfera da contraposição informativa, em primeiro lugar no ciberespaço. A longo prazo, trata-se de elaboração de armamentos com base em novos princípios (de raios, geofísicos, ondulares, genéticos). Para resolver estas tarefas, o Estado tenciona aproveitar ao máximo o potencial científico da indústria militar e civil.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

Já não era nenhuma novidade o crescimento do nacionalismo extremista no seio da população russa, mas está a ser aproveitada com razões eleitorais e com aparente sucesso. A razão do nacionalismo será o mau estar com alguns dos antigos estados soviéticos e parece tomar proporções assustadoras.
 
Ponto da situação.


- Referendo na Escócia para 2014, se a memória não me falha. Para já, a maior parte da população não deverá votar pela independência. Mas caso isso suceda, a Escócia passará a fazer parte da UE e do euro. As implicações para a Inglaterra são tremendas. Uma independência da Escócia levará ao fortalecimento da Alemanha e da França e será uma vitória histórica da Europa Continental.

- Possível referendo na Catalunha, sobre a independência. Neste caso o sim poderá vencer. A Catalunha, sublinhe-se, é, sem contar com Madrid, a segunda região mais rica de Espanha, depois do País Basco. A desagregação da Espanha teria também um impacto tremendo na Europa, e seria mais uma vitória para a França e para a Alemanha.

- A Bélgica corre sério risco de desagregação. Nasceriam três novos estado: Valónia, Flandres e uma cidade-estado, Bruxelas, capital da UE.

- Risco de guerra no Próximo e Médio Oriente cada vez mais elevado. Xiitas contra sunitas, Islão política contra Israel, Turquia contra Israel, Grécia contra Turquia. O petróleo dispararia!

- Questão das populações russas dentro dos Estados que saíram da antiga URSS. A Rússia aspira recuperar a Bielorrússia, a Crimeia e outras regiões satélite.

- Bolha chinesa à espera da explosão.


Em suma: Third World War?
 
Limpieza étnica en la nueva Libia
Las milicias de Misrata han expulsado a sus vecinos negros por haber apoyado a Gadafi
Los 35.000 habitantes de Tauerga viven en campos de refugiados




La guerra acabó en Libia en octubre, pero Tauerga sigue siendo una ciudad fantasma. Casas saqueadas y quemadas. Calles destruidas. Cascotes, cristales, hierros retorcidos. Y silencio. No queda un alma en esta población del Occidente libio, sometida a la venganza inclemente de sus vecinos de Misrata. Los de Tauerga, dicen, ayudaron a las tropas de Muamar el Gadafi en sus tropelías. Por eso han arrasado la ciudad y por eso nunca permitirán el retorno de sus 35.000 habitantes, hoy desperdigados en campos de refugiados dentro de su propio país. En esta revancha sangrienta, el odio político se mezcla con un racismo soterrado. Además de gadafistas, los habitantes de Tauerga son negros.

"Tuvimos que dejar nuestras casas por la brutalidad de las milicias de Misrata", cuenta Atiya al Mayub. "El día que me fui, conté cuarenta cadáveres en mi barrio". Cuando, en septiembre, llegó al campamento de refugiados instalado en la antigua academia naval de Trípoli, a unos 250 kilómetros de Tauerga, Atiya, militar jubilado, pensó que lo peor había quedado atrás. Se equivocaba.

El pasado 6 de febrero, una de las milicias de Misrata que controlan la capital irrumpió en las instalaciones para hacer una redada. No era la primera vez. De otro campamento se habían llevado a 85 varones de 14 a 60 años. "Salimos a protestar. Fue entonces cuando abrieron fuego". Siete refugiados murieron. Dos eran mujeres y tres, niños. Entre ellos Mohamed, de 13 años, hijo de Atiya, que muestra tembloroso el acta de defunción y una foto del crío. "Es un desastre. No hay Estado. No hay ley".

Poco más de 30 kilómetros y varias décadas de desconfianza separan a Misrata y Tauerga. "Convivíamos, pero las relaciones nunca fueron buenas", señala Ali Noj, radiólogo del Policlínico de Misrata y hoy también refugiado. "Nos han tratado mal desde siempre".

Los misratíes, comerciantes orgullosos y levantiscos, detestaban a Gadafi. Sus vecinos de Tauerga, descendientes de los esclavos llevados a Libia desde el siglo XVIII, le estaban agradecidos. El dictador mejoró sus condiciones de vida, les dio acceso a la educación y, en su estrategia de usar a unas tribus contra otras, les ubicó en altos puestos en el Ejército y en la función pública.

No es de extrañar, pues, que combatieran junto al régimen. O que Tauerga fuera una de las bases de los misiles Grad que durante cinco meses martirizaron a diario a Misrata, puerto comercial y tercera ciudad del país. En agosto, cuando lograron librarse del cerco gadafista con un coraje ya legendario, las brigadas misratíes volcaron su odio con sus vecinos. Si Misrata fue la ciudad mártir de Libia, le tocaba ahora a Tauerga serlo también.
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"Después de bombardearnos, empezaron los saqueos, los asesinatos, las desapariciones", cuenta Ali Noj. Las imágenes de hombres torturados y colgados por los pies dan una idea de los métodos. "En el fondo, es un problema histórico de discriminación. Nos acusan de gadafistas. Pero también Zliten [otra población cercana a Misrata] apoyaba a Gadafi. Y a ellos no les han tocado", revela.

En efecto, los jefes tribales de Misrata han llegado a un acuerdo con los de Zliten, árabes como ellos. ¿Cómo explicar este doble rasero? Porque los combatientes de Tauerga, dicen, violaron a mujeres de Misrata. Pueden perdonarlo todo, menos eso.

El de las violaciones es un asunto controvertido que empieza a adquirir un cariz preocupante: el de bulo convenientemente utilizado para justificar el ensañamiento contra la población negra. Porque solo los negros, supuestamente, han violado. Primero fueron los mercenarios gadafistas, extranjeros e infieles. Y ahora las acusaciones se extienden contra los de Tauerga, libios y musulmanes. Sin descartar que se haya dado algún caso, las organizaciones de derechos humanos no han encontrado pruebas que sustenten las denuncias. Tampoco las ha hallado la ONU.

La mitad de los habitantes de Tauerga se han refugiado con parientes o amigos. El resto se reparte en varios campamentos en Bengasi y Trípoli. Unos 2.500 están en la antigua academia naval, vedada a la prensa. "Lo único que ha hecho el Gobierno es impedir que los medios se nos acerquen", ironiza Nurdin Ramada en el exterior de las instalaciones. Con su chilaba y el anorak raído, cuesta imaginar al geólogo Ramada como consultor de las principales petroleras, entre ellas Repsol.

A sus combatientes se les acusa de haber violado a mujeres en Misrata

No han logrado tener, dice Ramada, un contacto directo con el Gobierno. Saben que el Consejo Nacional de Transición encargó un estudio de viabilidad para construir una nueva ciudad “provisional” en el oasis de Yalu, en pleno desierto, o bien en Sirte, ciudad natal de Gadafi y también represaliada. "Nunca lo aceptaremos", dice el geólogo. "Queremos volver a Tauerga".

Pero eso es muy difícil. "La ciudad está destruida, y no hay condiciones de seguridad. Los ánimos están aún calientes", señala el finlandés Georg Charpentier, coordinador humanitario de Naciones Unidas para Libia.

La ONU media en este conflicto junto a la recién creada agencia humanitaria libia (LibAid). El problema es que el resentimiento nacional contra Tauerga está tan extendido, que nadie osa mover un dedo por ellos. "Es materia sensible. Cualquier dirigente que se pronuncie públicamente a favor de esta gente se quema, y las elecciones legislativas están a la vuelta de la esquina", explica Charpentier.

Lo fundamental es poner a Tauerga en la agenda política nacional, recalca el funcionario. Son ciudadanos libios y es inaceptable que vivan como refugiados en su propio país. "Deben integrarse en Trípoli o Bengasi, votar en las elecciones y que los niños vayan a las mismas escuelas en tanto se soluciona su regreso". Para ello se mantienen conversaciones con las autoridades de Misrata, Bengasi y Trípoli, y se intenta implicar además a los jefes tribales. El proceso llevará tiempo. Y los habitantes de Tauerga se desesperan en los campamentos.

http://internacional.elpais.com/internacional/2012/02/19/actualidad/1329669169_069858.html

Já há vários meses que muitos órgãos de comunicação social alternativos (khadafistas, anti-americanos, comunistas, aldrabões) vêm noticiando estes e outros abusos por parte dos pacíficos democratas rebeldes líbios. Os restantes acordaram agora.

Na Síria preparava-se o mesmo caldinho, mas os russos não foram no engodo. E o Irão já fez deslocar dois barcos de guerra para a Síria.
 
- Possível referendo na Catalunha, sobre a independência. Neste caso o sim poderá vencer. A Catalunha, sublinhe-se, é, sem contar com Madrid, a segunda região mais rica de Espanha, depois do País Basco. A desagregação da Espanha teria também um impacto tremendo na Europa, e seria mais uma vitória para a França e para a Alemanha.

Na Catalunha nunca ganharia o Sim num referendo pela independência. Basta ver os resultados eleitorais, com o grupo pró-Espanha (PP, PSOE e CyU) a obterem regularmente perto de dois terços dos votos. No País Basco já seria algo equilibrado.

- Risco de guerra no Próximo e Médio Oriente cada vez mais elevado. Xiitas contra sunitas, Islão política contra Israel, Turquia contra Israel, Grécia contra Turquia. O petróleo dispararia!

A Turquia é neste momento o grande aliado dos ocidentais na perturbação da Síria, ainda ontem foram detidos 40 soldados turcos em território sírio. Está bem domesticada.
 
http://internacional.elpais.com/internacional/2012/02/19/actualidad/1329669169_069858.html

Já há vários meses que muitos órgãos de comunicação social alternativos (khadafistas, anti-americanos, comunistas, aldrabões) vêm noticiando estes e outros abusos por parte dos pacíficos democratas rebeldes líbios. Os restantes acordaram agora.

Na Síria preparava-se o mesmo caldinho, mas os russos não foram no engodo. E o Irão já fez deslocar dois barcos de guerra para a Síria.

O norte de áfrica é um barril de pólvora, ainda pior que o médio oriente, devido à grande diversidade étnica.

A Síria tem o grande problema do seu governante ter sido sempre um aliado do regime iraniano, ou seja, em caso de queda existe uma grande probabilidade de alastrar ao Irão.

Se o interesse europeu e americano é o controlo do petróleo, o russo é muito diferente, será o do controlo do mercado do petróleo.
 
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