Política e economia internacional

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As coisas vão melhorar temporariamente durante uns anos por causa de uma redução ligeira dos preços do petróleo e do gás natural.

Mas será tudo temporário.

Quando voltar a haver escassez os combustíveis fósseis serão racionados e a prioridade será a indústria e não os transportes.

O Ocidente poderá não ter tempo para reduzir o seu endividamento e uma nova crise poderá emergir. É provável que desta vez haja um assalto às contas bancárias e o FMI já o sugeriu recentemente, um corte de 10 ou 20%.

Com a desculpa da segurança surgirão novas formas de totalitarismo, como câmaras nas ruas, vigilância na internet... nada que já não esteja a ser feito.

A Fundação Rockefeller e alguns organismos públicos do Reino Unido fazem previsões a longo prazo que não são divulgadas pelos mass media mas os documentos são publicados para quem os quiser ler.

Há quem aconselhe a aproveitar os próximos anos para ganhar dinheiro e investir em terras agrícolas férteis e com água, casas baratas para arrendar em centros de grandes áreas urbanas, ouro e obras de arte.

Os próximos anos poderão levar muitos a cair na ilusão do consumismo mas devem ser tempos de forte poupança e muito trabalho, e de luta para manter as posses das famílias.

Pois no dia que o petróleo barato acabar haverá um estoiro da economia mundial e voltaremos a taxas de crescimento próximas de 1%, como havia antes da Revolução Industrial. E há quem preveja uma Nova Idade Média... tecnológica!

Apenas uma revolução tecnológica que permita a obtenção de uma fonte de energia barata alternativa aos combustíveis fósseis poderá impedir ou atenuar este cenário.

Pelo meio poderá haver guerras regionais ou mesmo uma grande guerra em áreas com recursos naturais. Um foco importante de preocupação é o Extremo Oriente, China vs Japão vs Coreias. O Médio Oriente e África são outros pontos preocupantes.

Não gosto muito de falar destes temas em Portugal porque sei que seria gozado mas no Reino Unido e nos EUA fala-se muito disto, há livros publicados, fóruns, vai gente à televisão... aqui só posso escrever neste fórum porque de certa forma é anónimo.

No processo as elites financeiras e políticas tentarão proteger-se, uma das estratégias é o assalto à água, a sua privatização, para terem mais tarde rendas garantidas.

Poderia dizer muito mais mas ficarei por aqui.
 
O Petróleo Shale só se aguenta por causa das taxas de juro baixas. Quando elas subirem vai ser falências em dominó. Fora a poluição dos aquíferos e os inúmeros furos que os governos vão ter que tapar porque as empresas não vão gastar para isso (Foi descoberta na Austrália uma enorme reserva de Shale, se bem que ainda são necessários mais alguns estudos).

Se formos aos países em desenvolvimento, só se vê agricultores sem terra (meros escravos; todos comprados por estrangeiros que arrendam a terra), as florestas da indonésia queimadas para se produzir óleo de palma, a amazónia toda a gente sabe o que é. Pessoas só têm de começar a ver a perspetiva macro. Não se ouve nem vê nem há choque nenhum dos bancos estarem a lavar o dinheiro de associações criminosas e estarem a manipular o Forex, a taxa Libor, o preço dos metais preciosos. Pagam multa e é business as usual. O Deutche Bank levou grande corte nos lucros para pagar despesas jurídicas e já suspendeu alguns traders. O JP Morgan ignorou o que o Madoff fez e mais, muito mais. A Monsanto é uma aberração, basta ver o que aconteceu com os agricultores na India, o agente laranja (o que fez e o que ainda faz), quer o monopólio da agricultura (criando frutos com sementes que se autodestroem e só se pode comprar a eles) e está quase a criar trigo geneticamente modificado (que vai contaminar as culturas não modificadas irreversivelmente). Eles nem precisam de leis, basta libertar as sementes no mundo natural como já aconteceu. Já não existe colza não modificada no Canadá. Por fim, África não se desenvolve porque muitos não querem, a caridade dos países desenvolvidos destrói as indústrias africanas, os subsídios para culturas como o algodão fazem com que a agricultura em países do centro de africa fiquem inviáveis, os empréstimos feitos pelo FMI aos ditadores atolam as economias em dívida (mas mal os Americanos chegaram ao Iraque fizeram de tudo para que a dívida deles fosse considerada odiosa e deram calote). No Afeganistão a cultura de ópio nunca foi tão grande e etc etc etc. As elites, banqueiros e políticos safam-se porque as pessoas ficam a "estupidificar-se" à frente da tv e a discutir se direita ou a esquerda é que têm a culpa.

A estratégia usada é sempre a mesma: Cria-se o problema, os peões levam com a culpa e saem de cena, e depois apresenta-se a solução. É o tal lema: Ordem do Caos.

Tendo em conta que o Mario Draghi já foi da Goldman Sachs e as ligações cinzentas que ele tem o desmembramento do euro não vai acontecer. É mais provável que seja chipre 2.0 nas contas com mais de 100000 euros e aquele tal imposto de 10% abaixo de 100K (não acredito que só 10% de todas as contas seja o suficiente para cobrir buracos; é tolo quem acredita que os depósitos até 100 mil euros estão segurados numa falência geral). O argumento será sempre o mesmo: A preservação do euro e a manutenção do nosso bem-estar bla bla bla. Os banqueiros na irlanda sabiam que tavam na falência e em chamadas telefónicas riam-se disso e diziam que o governo nunca iria deixá-los fechar portas. Para os incautos, Wall Street e os hedge funds estão a comprar todo o imobiliário que podem (para depois alugar e terem o monopólio). A china já anunciou que vai deixar de comprar as obrigações americanas (taxas de juro vão subir inevitavelmente mesmo que a FED compre mais ainda), os cidadãos chineses compram ouro às toneladas e imobiliario para não terem os dólares US. Um pouco por todo o lado a china está a fazer acordos bilaterais para não usar o dólar. O FMI já introduziu os SDR para transações. Portanto, quando acontecer (e vai acontecer) vai ser exposto como inesperado quando já se está a preparar há muito tempo. Curioso que o mecanismo de resolução dos bancos está a ser antecipado com uma velocidade furiosa (fora que a Alemanha agora quer poder interferir com os orçamentos dos países individualmente). A médio prazo a América será como a Europa, uma união monetária (Canadá, US e México). Argumento usado? Unidos seremos mais fortes. Em condições normais canadianos e americanos nunca formariam uma união económica, portanto a melhor forma é rebentar com a economia dos três países para não se ter outra opção. Finalmente, os testes de stress do BCE são uma piada já que aparentemente o rácio vai ser baixado para 6%, portanto vão dar uma imagem errada da saúde financeira dos bancos. Ufa que já escrevi de mais :D
 
Pois no dia que o petróleo barato acabar haverá um estoiro da economia mundial e voltaremos a taxas de crescimento próximas de 1%, como havia antes da Revolução Industrial.

E temos também a questão demográfica, as elevadas taxas de crescimento económico dos últimos 200 anos foram acompanhadas por brutais taxas de crescimento demográfico. A esperada estabilização demográfica, prevista já para as próximas décadas, vai também contribuir para o abrandamento das taxas de crescimento económico.
 
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Possivelmente o futuro será voltar ao passado: usar o carvão como fonte energética. Adquirir uns cavalos, mulas e bicicletas também podem ser úteis :lmao:
 
Possivelmente o futuro será voltar ao passado: usar o carvão como fonte energética. Adquirir uns cavalos, mulas e bicicletas também podem ser úteis :lmao:

Mesmo assim o planeta não aguenta.

Há quem preveja catástrofes brutais no Terceiro Mundo. As elites migrarão para a Europa, que será o continente mais estável.

E isso já está a suceder. Angola investe em Portugal e os chineses estão a comprar apartamentos em Lisboa que já tenham inquilinos. Os árabes metem o dinheiro e os investimentos em Londres. A fuga está preparada para o futuro.

Quando os problemas começaram provavelmente a Europa vai fechar-se e não entra mais ninguém. E veremos como vai a Europa do Sul, mas o Norte não deve deixar que o Sul caia, por razões geoestratégicas.

O Bush já falava na união com o Canadá e o México. E os EUA a longo prazo querem pôr a América do Sul a ferro e fogo porque temem o Brasil. A estratégia passa por fortalecer a Argentina e estoirar a economia do Brasil. E o estoiranço brasileiro está em marcha. Depois virão as tensões entre a Argentina e o Brasil. Os EUA também temem o eixo Luanda-Lisboa-São Paulo, pois levará ao domínio do Atlântico Sul. Por isso também interesse criar problemas em Portugal e em Angola.

Outra coisa que os EUA também temem é a união Berlim-Moscovo, mas para já podem estar descansados, a Rússia está mais preocupada em fortalecer a presenção em países satélite como a Ucrânia.
 
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manter um campo de golfe custa a preços americanos entre 1,6 e 4,5 milhões de dólares... o ministério da defesa americano tem actualmente 194 campos de golfe à volta do mundo para os militares se entreterem incluindo um muito próximo da zona desmilitarizada entre as coreias... mas já chegou a ter nos anos 70 mais de 300 campos.

Estes campos são geridos por 2 dos numerosos programas militares onde desaparece o orçamento americano: o Departamento de Moral, Propaganda e Recreação e os Serviços do Pessoal da Marinha.
 





Ouro e prata físicos, imobiliário (incluindo terras agrícolas), dívidas ao mínimo e ter guito à mão. Bitcoin é logro.


Vídeo explicativo dos derivativos




Daqui a um ano voltarei a este tópico a ver se se confirma :D. Será interessante confirmar se a "profecia" se cumpre (os motivos subjacentes são diferentes mas o que interessa é a data).




Daqui a 46 anos volta-se a este tópico (meteopt já está na meia idade :D)

 
Editado por um moderador:
O outro alicerce dos libertários é a igreja e nesse campo as coisas também não andam famosas. Soube-se por estes dias que só nos 3 últimos anos de Ratzinger até à renúncia do papado foram expulsos 400 padres por serem pedófilos. Ou como se diz no idioma vaticano, os padres pediram dispensa do ofício.
 
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