Política e economia internacional

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Só ficarei satisfeito quando uma notícia destas trouxer o Kim sentado à mesa a comer alguém com batatas cozidas e vinho tinto de borba.
 
Pelo menos que o regue bem regado com bom vinho português...

Já agora, e porque parece que somos nós que andamos errados:

Jogos Suécia desiste de Olímpicos de 2022 porque não tem dinheiro
A Suécia decidiu retirar-se da corrida para receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 para não mexer no dinheiro dos contribuintes, noticia a BBC.
...
Estocolmo estava na corrida para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 mas retirou a sua candidatura devido a questões financeiras, de acordo com o noticiado pela BBC.


“Concorrer aos Jogos Olímpicos na situação atual iria significar uma grande aposta com o dinheiro dos contribuintes”, afirmaram os responsáveis políticos à mesma publicação.

A Suécia já tinha sido anfitriã da competição no verão de 1912 e tentava agora tornar-se na primeira cidade a receber os jogos nas duas estações (verão e inverno).

A decisão da capital sueca deixa ainda na corrida as cidades de Almaty (Cazaquistão), Beijing (China), Cracóvia (Polónia), Lviv (Ucrânia) e Oslo (Noruega).

Ver no Notícias ao minuto (aqui)

Não percebo. Se eles são ricos e não querem gastar o seu rico dinheirinho, deixem pelo menos os mais pobres gozar a vida com euro, mundiais e olímpicos. Podiam propor o nosso país para receber os olímpicos, quem sabe uma cidade como Bragança, Guarda, Portalegre, Beja (com magnífico aeroporto) ou mesmo Faro sejam excelentes opções.
 
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Há uma nova Fiat. Não tem o nome no logótipo. E não tem sede em Turim

A Fiat começou a mudar. O nome da marca saiu do logótipo. Deu lugar ao acrónimo FCA: Fiat Chrysler Automobiles. É este o novo nome da Fiat. Porque esta é a nova empresa.

Tudo está relacionado com a aquisição da norte-americana Chrysler. Depois de adquirir a participação de 41,5% da fabricante do Jeep que ainda não estava nas suas mãos, ficou o caminho livre para a criação de uma empresa a nível global. E ela aí está. O conselho de administração da Fiat aprovou a reorganização societária e a criação da Fiat Chrysler Automobiles "como uma fabricante automóvel completamente integrada a nível global".

"Começa um novo capítulo da nossa história com a criação da Fiat Chrysler Automobiles. Um caminho que se iniciou há mais de uma década (…) e que juntou duas organizações com história na indústria automóvel e com forças geográficas diferentes mas também complementares", indica o presidente do conselho de administração da Fiat, John Elkann, no comunicado publicado pela companhia. Separadas, as duas empresas viviam estranguladas - a Fiat, por exemplo, se ficasse virada apenas para o mercado europeu, estagnava. Já estavam em parceria. Depois, passaram a estar juntas, Agora, são uma.

A Fiat tinha sede em Turim, Itália. Agora, com a criação da FCA, há uma nova empresa acima dela, a "holding". E essa estará sedeada nos Países Baixos, "de modo a estabelecer uma congénere dos maiores grupos automóveis globais, tanto em termos de escala como de recurso ao mercado de capitais". A FCA terá sede fiscal no Reino Unido. O processo de reestruturação deverá estar concluído até ao final do ano, antecipou o presidente executivo da Fiat Sérgio Marchionne, em declarações transmitidas pelo "Financial Times". Aí, o objectivo é que comecem a ter forças para combater as líderes como a Toyota, Volkswagen e General Motors.

Nova Iorque em Outubro

Actualmente cotada em Milão como mercado principal, a Fiat vai mudar de continente no que diz respeito ao mercado de capitais. Pelo menos, na sua cotação principal. Embora mantenham presença no centro financeiro italiano, as acções da FCA serão negociadas em Nova Iorque. A expectativa é que tal ocorra a 1 de Outubro. Para esta nova empresa, todos os accionistas da Fiat vão receber uma acção da nova "holding". A empresa Fiat, ainda existente, apresentou esta quarta-feira os resultados relativos a 2013 e reduziu as estimativas para o presente ano. Neste dia de revelação de resultados e de apresentação da reestruturação, os títulos em bolsa perderam 4,11% e fecharam nos 7,325 euros.

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, afirmou que não importa se a sede da fabricante da Alfa Romeo ou da Ferrari não é em Itália. "Tendo em conta que é uma empresa global, penso que a questão da localização da sede legal é completamente secundária", afirmou numa conferência em Bruxelas, citado pela Bloomberg. O que é importante, sublinhou, é onde a empresa produz, investe e cria empregos. O novo plano de negócios da empresa será apresentado no início de Maio.

Ao "Financial Times", um especialista da Universidade de Parma reforçou a ideia de que Turim está a perder a sua fabricante, acrescentando que esta alteração de sede obriga à reformulação de um lema transalpino: "O que é bom para a Fiat é bom para Itália".

"Isto acontece porque a Fiat é, agora, um elemento global quando, antes, era nacional", justifica o primeiro-ministro italiano.

Um novo logo
“Depois de uma fase inicial em que os logótipos das duas empresas apareciam lado a lado – simbolizando o desejo de respeitar a história, cultura e raízes industriais dos dois grupos –, tanto a Fiat como a Chrysler precisam agora de uma nova identidade empresarial representativa de uma organização que é muito mais do que a soma das duas partes”.

É com esta afirmação que a Fiat explica a necessidade de criar um novo logótipo, que será adoptado ainda antes do fim da reorganização do grupo. Um novo símbolo que usa as siglas da nova empresa a criar. Fiat Chrysler Automobiles. FCA. “Fácil de perceber, de pronunciar e de relembrar, é um nome bem adaptado ao mercado moderno e internacional”.

“O F, que deriva de um quadrado, simboliza a concretude e a solidez”
“O C, que deriva de um círculo, representando as rodas e o movimento, simboliza a harmonia e a continuidade”.
“O A, que deriva de um triângulo, indica energia e o estado de evolução permanente”.

Fonte: Jornal de Negócios

Uma mudança de logo para um possível melhoramento de imagem e uma nova política fiscal.
 
Há uma nova Fiat. Não tem o nome no logótipo. E não tem sede em Turim



Fonte: Jornal de Negócios

Uma mudança de logo para um possível melhoramento de imagem e uma nova política fiscal.


Pois, uma empresa que foi salva pelos contribuintes americanos e agora vendida. Pior foram os milhares de milhões perdidos. Para os pobres é capitalismo liberal, já para os ricos tem que ser socialismo...

http://news.investors.com/ibd-edito...lizes-chrysler-acquisition-taxpayers-lose.htm
 
Pois, uma empresa que foi salva pelos contribuintes americanos e agora vendida. Pior foram os milhares de milhões perdidos. Para os pobres é capitalismo liberal, já para os ricos tem que ser socialismo...

http://news.investors.com/ibd-edito...lizes-chrysler-acquisition-taxpayers-lose.htm

Do lado italiano não foi melhor. Muitos milhões perdidos.

De capitalismo vejo esta fuga a impostos, de socialismo vejo os muitos milhões injectados para manutenção de postos de trabalho (não encerramento de cerca de uma dezena fábricas).
 
Do lado italiano não foi melhor. Muitos milhões perdidos.

De capitalismo vejo esta fuga a impostos, de socialismo vejo os muitos milhões injectados para manutenção de postos de trabalho (não encerramento de cerca de uma dezena fábricas).

O capitalismo saudável implica que quando uma empresa grande falha, outras pequenas surgirão para tomar o seu lugar (e eventualmente crescerão). Aparecerão novas pessoas, novas ideias. O problema é que se for um pequeno industrial, ele que se afogue com as dívidas. Já se for um grande, não se pode. Princípio de concorrência torna-se inexistente. Monopólios perpetuam-se e destroem concorrência.
 
O capitalismo saudável implica que quando uma empresa grande falha, outras pequenas surgirão para tomar o seu lugar (e eventualmente crescerão). Aparecerão novas pessoas, novas ideias. O problema é que se for um pequeno industrial, ele que se afogue com as dívidas. Já se for um grande, não se pode. Princípio de concorrência torna-se inexistente. Monopólios perpetuam-se e destroem concorrência.

Isto não é uma tese de universidade.

Os EUA e a Itália tinham dois grandes problemas, injectaram milhões para manterem as empresas sem um enorme corte na sua mão-de-obra.

Agora é formada uma nova marca, com possibilidade de renovar a sua aceitação no mercado e com muito melhor agradabilidade fiscal a investidores.
 
Isto não é uma tese de universidade.

Os EUA e a Itália tinham dois grandes problemas, injectaram milhões para manterem as empresas sem um enorme corte na sua mão-de-obra.

Agora é formada uma nova marca, com possibilidade de renovar a sua aceitação no mercado e com muito melhor agradabilidade fiscal a investidores.

Exato, não é tese de universidade. Contribuintes foram roubados contra a sua vontade e não vão ver os eventuais lucros da nova empresa. Em relação a novos empregos derivados de falências:

http://www.ft.com/cms/s/0/eff8477e-09a9-11e3-8b32-00144feabdc0.html

"He notes that Finland is today witnessing an upsurge in start-up activity in part because Nokia, so long the country’s dominant corporation, is in the midst of shedding tens of thousands of high-quality jobs.

(...)

"The flourishing of smaller companies in the shadow of big business failure is one of the “deep dark secrets” of entrepreneurship in start-up hotspots from Denmark to Colorado, Mr Isenberg claims.

It is not only big business failure that helps small companies, he adds. Government cutbacks can form a similar positive side-effect."

Resgates é premiar má gestão. Porque é que esses direitos aplicam-se a uns mas não a outros?
 
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Exato, não é tese de universidade. Contribuintes foram roubados contra a sua vontade e não vão ver os eventuais lucros da nova empresa. Em relação a novos empregos derivados de falências:

Não entendeste.

Não foram um actos de gestão. Foram actos políticos.

Num acto de gestão, além de uma injecção de dinheiro seria necessária uma redimensão das empresas.
Isso iria implicar milhares de desempregados, algo que não ajudaria a imagem política dos governos desses países.
O dinheiro dos contribuintes forma injectado com uma falsa promessa de tornarem as empresas solventes e ajudarem na manutenção de grande parte dos posto de trabalho.
Com é óbvio, foi apenas um analgésico, e finalmente agora começam a surgir os contornos de uma possível fuga à decadência de duas construtoras de automóveis.
 
Não entendeste.

Não foram um actos de gestão. Foram actos políticos.

Num acto de gestão, além de uma injecção de dinheiro seria necessária uma redimensão das empresas.
Isso iria implicar milhares de desempregados, algo que não ajudaria a imagem política dos governos desses países.
O dinheiro dos contribuintes forma injectado com uma falsa promessa de tornarem as empresas solventes e ajudarem na manutenção de grande parte dos posto de trabalho.
Com é óbvio, foi apenas um analgésico, e finalmente agora começam a surgir os contornos de uma possível fuga à decadência de duas construtoras de automóveis.

É esse mesmo o problema, política. Resgaste num negócio tão saturado como os automóveis é dinheiro desperdiçado. Lá, para os EUA, os carros estão a ser vendidos ao desbarato (vendem a qualquer um, até desempregados, sem verem histórico de cumprimento) ao sabor das taxas de juro a 0%. Como isto é visto como "recuperação" o PIB sobe. O "bust" a curto prazo virá.

E novamente, para Detroit não há guito (estão a tirar das pensões para pagar calote), mas para bail-outs há sempre. Business as usual...
 
É esse mesmo o problema, política. Resgaste num negócio tão saturado como os automóveis é dinheiro desperdiçado. Lá, para os EUA, os carros estão a ser vendidos ao desbarato (vendem a qualquer um, até desempregados, sem verem histórico de cumprimento) ao sabor das taxas de juro a 0%. Como isto é visto como "recuperação" o PIB sobe. O "bust" a curto prazo virá.

E novamente, para Detroit não há guito (estão a tirar das pensões para pagar calote), mas para bail-outs há sempre. Business as usual...

São chamados incentivos ao sector automóvel (mais uns aumentos na dívida pública dos EUA).

Política solialista no seu melhor (ou pior para a geração mais jovem dos EUA - a pagadora)
 
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Os ingleses deveriam estar mais preocupados com a sua própria situação. Caso se confirme este ano no referendo a independência da Escócia, deixam de ter soberania para explorar os recursos petrolíferos, e ainda ficam sujeitos a uma avaliação especulativa de rating...

O não vai vencer.

Depois, o Reino Unido tem os serviços financeiros da City e a Escócia depende muito do dinheiro proveniente de Inglaterra. Está presa aos subsídios de Londres.
 
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