Política e economia internacional

Estado
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Re: Outros Protestos

Gosto de ver uma teoria económica confrontada com as suas próprias limitações e as respostas que apresenta para as resolver.

No caso do Bankia há 31 mil milhões de euros de créditos incobráveis resultantes do imobiliário. Para cobrir este risco abriu-se outro que foi captar dinheiro fresco comercializando de forma fraudulenta produtos de investimento arriscados e não cobertos pelo fundo de garantia dos depósitos nem aprovados pela CMVM, junto de clientes com perfis totalmente desaconselháveis ao risco (pensionistas e aforradores com baixos rendimentos). O isco era o retorno anual de 7% no 1º ano.
 
Re: Outros Protestos

Gosto de ver uma teoria económica confrontada com as suas próprias limitações e as respostas que apresenta para as resolver.

Ok, se se tratou de um mero exercício intelectual... Está perdoado :thumbsup:

Também vi a notícia que Vince avançou dizendo que se trata de uma aglutinação de Cajas contaminadas. Incrível pensar que a nossa CP também é uma empresa, ou um conjunto de empresas, todas contaminadas, neste caso fragmentadas em outras, cheias de dívidas - umas com direitos comerciais, outras com direitos sobre as linhas, outras com a contabilização dos prejuízos, etc, etc ... :mad: Bem, ouvirão sobre isto nas notícias num futuro próximo.
O melhor é pensar no fim-de-semana que se aproxima e que vai ter pouco vento e ondas certinhas :rolleyes:
 
Re: Outros Protestos

Não devemos ir a um extremo ou ao outro.

O mundo privado funciona bem até um certo ponto, mas por vezes a intervenção do estado pode ser a única solução.

Aqui na Islândia, os bancos foram todos nacionalizados e foi o que salvou as contas de quem vive no país. E 3 anos depois, o optimismo e crescimento reinam aqui de novo.

Neste caso, as nacionalizações foram positivas.
Destruiu alguma coisa? Sim, os dirigentes desses bancos foram apanhados. É bom ter os grandes negócios privados quando estes funcionam bem, mas quando não funciona, o Estado tem que intervir.


Não chamem os aristocratas de extremistas senão colocam aqui uma bomba e a esquerda vai toda pelo ar! BUMMMM!!!:D:lol:

Nacionalizar tem muito que se lhe diga. Hoje em dia é o mesmo que destruir a indústria, a agricultura e tudo o que seja iniciativa privada.
E sem estas componentes não há país que progrida...
 
Olhando para vários dados económicos, o que fica à vista é que não há problemas económicos graves em toda a Europa, mas sim em parte da Europa, a saber o Sul e as Ilhas Britânicas.

O Reino Unido está com com uma taxa de desemprego alta e uma dívida externa altíssima, a Valónia não consegue acompanhar a Flandres, e a França poderá seguir os passos da Espanha e da Itália.

A Europa está dividida, e a queda dos latinos/católicos e gregos poderá arrastar os protestantes do Norte. Tal poderá ser desastroso para o Velho Continente, enquanto o Reino Unido e os EUA sorriem e aplaudem.

O modelo social que temos nos países latinos é insustentável, e seria óptimo que as populações percebessem que a alternativa às reformas é a ditadura, de Bruxelas ou local. Não podemos continuar a ter reformas aos 60 ou mesmo 65 anos, não podemos continuar a pagar com os impostos a formação universitária de gente que nunca trabalhará na sua área de formação, não podemos continuar a desperdiçar tanto no Serviço Nacional de Saúde. Não podemos continuar com tantos apoios e prestações sociais ou com tantos funcionários públicos, comissões, observatórios e afins. Nã podemos continuar a empregar imigrantes que vêm fazer o que os europeus do Sul rejeitam, enquanto ficam em casa a receber um subsídio de desemprego ou uma mesada da família. Esta é a realidade do Sul, e as populações não aceitarão de bom grado a mudança. Venderam-se ilusões de igualdade, de um Estado Papá que todos sustentariam, de uma sociedade onde todos poderiam ser «doutores» e viver confortavelmente sem grande esforço.
 
Só tenho pena da esquerda grega não conseguir fazer governo, pagava para assistir a isso, a sério, já cansa o paleio de tantos anos, gostava de os ver no poder (à distância claro). Mas pelos vistos nem à esquerda se entendem, nem entre o SYRIZA (o BE lá do sítio) e o KKE (Partido comunista).

Os gregos cada vez me surpreendem mais, desconhecia totalmente a lei eleitoral deles que dá 50 deputados como bónus a quem vence as eleições, que absurdo anti-democrático. E um país que passa a vida a chamar nazis aos alemães elege 21 deputados dum partido fascista. Surreal.

Enfim, é assim neste caos que estas coisas acabam, esperemos que nunca nos aconteça o mesmo.

Com o sistema eleitoral grego, que dá 50 deputados extra (num parlamento de 300) ao partido mais votado, para facilitar a construção de maiorias, tornou-se quase impossível formar um governo. A esquerda, que estaria em maioria sem este bónus para a Nova Democracia (teria 138 deputados em 250) não consegue formar governo. A direita, que não pode enfiar os neonazis no executivo, também não. Os partidos prótroika, com apenas 32%, não têm, mesmo com o bónus, deputados que cheguem (falta-lhes um). Os partidos antitroika, divididos entre a esquerda e a direita, podem concordar na economia mas discordam em tudo o resto. Entre eles não há governo. Ou seja, a engenharia eleitoral para garantir a "estabilidade", que por cá também tem adeptos, impediu a estabilidade e pode obrigar a novas eleições.



Se acontecerem, as novas eleições ocorrerão num cenário completamente diferente. Feito o voto de protesto e compreendida a situação de ingovernabilidade em que a Grécia ficou, será a vez dos gregos votarem a favor de qualquer coisa.



O Syriza (o Bloco lá do burgo), que ficou em segundo lugar, começa já a pensar nos entendimentos pré-eleitorais, tentando juntar à sua volta partidos de esquerda que não conseguiram ultrapassar a barreira dos 3% para serem eleitos e a Esquerda Democrática, resultado de uma cisão europeísta do próprio Syriza e de uma cisão do PASOK contra o memorando. De fora ficarão os comunistas ultraortodoxos do KKE, que nem para participarem num governo de esquerda se mostraram disponíveis. Pagaram nas eleições o preço do seu sectarismo histórico (numa votação onde a derrocada do PASOK distribui votos por quase toda a gente, nem 1% subiram) e, caso haja nova votação, podem sofrer um castigo de quem quer ver aplicada na prática uma alternativa ao memorando.



Se houver novas eleições, elas não serão fáceis para os partidos que se opõem à austeridade. São de esperar todas as chantagens externas. Basta recordar como o primeiro-ministro do PASOK caiu, quando, num súbito ataque de espírito democrático, quis ouvir os gregos. Foi imediatamente substituído, a mando da troika, por um tecnocrata. Neste domingo tiveram a resposta. Mas se pelo menos parte da esquerda se conseguir juntar, pode sonhar com um primeiro lugar, para ficar ela com o bónus de 50 deputados e, com os socialistas, poder formar governo. Mas mesmo isso não será fácil. Alguém terá já descoberto uma forma de o impedir: o bónus de 50 deputados apenas pode ser dado a partidos e não a coligações.



Com uma situação económica e social deplorável, um ambiente político degradado e a Europa determinada a não deixar os gregos sobreviver, não se espera que o seu espaço de manobra seja animador. Mas seria, se acontecesse, um interessante teste para a esquerda. Na Grécia, transformada pela austeridade num Estado quase falhado, é difícil que fique pior.

http://arrastao.org/2526625.html

Este post do Daniel Oliveira, mostra bem a estratégia da extrema esquerda na Grécia. Repetir eleições e apostar no bónus dos 50 deputados, conseguidos com uma vitória de uma coligação pré-eleitoral entre os partidos de esquerda.
 
Só tenho pena da esquerda grega não conseguir fazer governo, pagava para assistir a isso, a sério, já cansa o paleio de tantos anos, gostava de os ver no poder (à distância claro). Mas pelos vistos nem à esquerda se entendem, nem entre o SYRIZA (o BE lá do sítio) e o KKE (Partido comunista).

Os gregos cada vez me surpreendem mais, desconhecia totalmente a lei eleitoral deles que dá 50 deputados como bónus a quem vence as eleições, que absurdo anti-democrático. E um país que passa a vida a chamar nazis aos alemães elege 21 deputados dum partido fascista. Surreal.

Enfim, é assim neste caos que estas coisas acabam, esperemos que nunca nos aconteça o mesmo.

Eu pago para ver, é uma experiência política sem igual! Aqueles que apregoam que não é preciso troika, leia-se "não precisamos de dinheiro" que se entendam agora!! :)

uma coisa é certa.. Se não formarem governo, novas eleições virão, as reformas param e os mercados dão-lhes a estocada final. Daqui a poucos meses, sem dinheiro para subsídios, função pública e pensões, o povo grego abrirá a pestana, mas aí será tarde demais, pois está mais que certo que as ruas irão virar caos, depois adivinhem.. Exército a controlar as ruas e o país, e por fim ditadura militar! Não há um caminho de salvação da grécia, todas as soluções me parecem caos e fogo nas ruas, muita miséria!
 
200px-Henry_Kissinger.jpg



The Greek people are anarchic and difficult to tame. For this reason we must strike deep into their cultural roots: Perhaps then we can force them to conform. I mean, of course, to strike at their language, their religion, their cultural and historical reserves, so that we can neutralize their ability to develop, to distinguish themselves, or to prevail; thereby removing them as an obstacle to our strategically vital plans in the Balkans, the Mediterranean, and the Middle East.

But for those to whom these arguments do not persuade we offer the following: Father Yiorgos Mettalinos was one of the guests on...TV program Me Apopsi (Μέ ΄Αποψι) which aired on the 30th of June '03. Father Mettalinos is one of the most widely respected individuals in Greece, right up there with Archbishop Christodoulos. He also happens to be a professor of Ecclesiastical History at Athens University (he holds five university degrees, including two doctorates). A man beloved and admired by even those who may disagree with him, his words are not ever taken lightly nor are they uttered frivolously. When Father Mettalinos speaks, most Greeks pay attention. And you can be sure that one of our staff members was paying enough attention to turn on the video recorder when Father Yiorgos mentioned Kissinger during the discussion. Here he is in his own words:


I was studying in Germany when Kissinger made this speech. It
was in 1974, and I was listening to the late Pavlo Bakoyianni's Greek
program out of Munich. The speech was in the English language with
a Greek overvoice translation. I know English and can tell you with
absolute certainty that he made those comments because I heard him
make them.

(As reported in the popular Greek magazine, Oikonomikos Tachydromos on 14 Aug. 1997, Henry Kissinger, while addressing a group of Washington, D.C. businessmen in Sept.1974)


_______________________________________________

A Grécia entrou inicialmente na CEE não por razões económicas, mas sim por razões geoestratégicas, para não cair na esfera de influência da então URSS. Com a queda da URSS e da Jugoslávia, e com novos pontos de apoio naquela região, a Grécia perdeu algum interesse para as grandes potências do Ocidente. Se se tornar um fardo muito pesado não se admirem com a sua queda. Os gregos andam a brincar com o fogo...
 
A Argentina resolveu optar pelo proteccionismo e proibiu as importações de presunto. Dizem eles que é para estimular a produção nacional. Imaginem que fariam o mesmo aqui? Lamento mas não enveredo por estas políticas. Deveremos sim preocupar-nos em fazer melhor que os outros. Se os argentinos preferem um pata negra espanhol a uma presunto argentino será provavelmente pela qualidade do primeiro. Isto abre um precedente que poderá ser adoptado por outros países...
 
Espero que as 2ª eleições aumentem a votação do syriza para avançar um governo de esquerda. Há muito trabalho a fazer para restaurar o país.
 
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