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O petróleo dá a sensação de ter por ali um "milagre económico", mas a realidade é muito diferente. Chama-se DINHEIRO FÁCIL...
O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu hoje para a necessidade de a Venezuela fazer algumas correções a crescentes "desequilíbrios", que fazem com que a atual situação económica "não seja sustentável".
A advertência foi feita por Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, sublinhando que aquele organismo "partilha a visão generalizada entre os observadores internacionais de que a situação é cada dia mais complicada".
"Vemos que os desequilíbrios macroeconómicos na Venezuela são cada vez maiores, a inflação subiu muito, as diferenças entre o tipo de câmbio (cotação oficial e paralela do dólar) são muito altas e os indicadores de escassez são muito relevantes e agudizaram-se", descreveu.
Durante uma conferência de imprensa, o economista defendeu que "será necessário um ajuste significativo" nas políticas económicas da Venezuela, frisando que o que "tem sido feito não é suficiente", nomeadamente a desvalorização do bolívar (a moeda venezuelana) levada a cabo em janeiro último e a implementação de leilões de dólares.
O FMI recomenda às autoridades venezuelanas centrar-se em conter e reduzir o gasto público, reforçar o âmbito monetário e fiscal para dar mais credibilidade às políticas praticadas.
A instituição financeira sugere também que se reduzam as distorções criadas por controlos administrativos e regulações como o controlo cambial, de modo a aliviar as restrições na oferta de produtos e evitar a escassez de bens.
Projeções de crescimento divulgadas pelo FMI dão conta que a Venezuela deverá crescer 1,7% em 2014 e também que terá a inflação mais alta da América Latina, 46% em 2013 e 25% em 2014, e 9,2% de desemprego, a segunda taxa mais elevada do hemisfério, atrás dos 10,3% projetados para a Colômbia.
Alejandro Werner recordou que o FMI não tem "um diálogo" com as autoridades venezuelanas, desde 2007, na sequência da decisão do falecido Presidente Hugo Chávez de tirar o país daquele organismo e do Banco Mundial.
Na Venezuela está vigente, desde 2003, um sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país.
O dólar americano tem localmente uma cotação de 6,30 bolívares, mas supera até sete vezes o valor oficial no mercado paralelo.
O petróleo dá a sensação de ter por ali um "milagre económico", mas a realidade é muito diferente. Chama-se DINHEIRO FÁCIL...






