Previsões segundo os modelos (até 2 semanas) - Janeiro 2026

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Mais dois modelos... A situação poderá ser complicada. As rajadas, mesmo que andem apenas pelos 120km/h ou que não passem muito dos 140km/h, já vão causar muitos estragos. Solos saturados, árvores caem mais facilmente. Se for acima dos 150 a 160km/h, então aí será critico mesmo. veremos o que se concretizará.
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Lusa
Há 46 minutos

Em declarações à agência Lusa, a meteorologista Cristina Simões, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou que o continente continua sob a influência da depressão Joseph que vai trazendo sucessivos agravamentos do estado do tempo.

"Tivemos esta noite chuva forte, vento bastante forte em todo o território à passagem da frente. Agora estamos com uma ligeira melhoria do estado do tempo, embora com ocorrência de aguaceiros e vento", disse.

No entanto, a previsão para a próxima noite é de novo agravamento do estado tempo.
"Há uma depressão na circulação da depressão Joseph. É uma depressão secundária, forma-se a oeste do continente (...). Vai-nos trazer muito vento, chuva, neve e agitação marítima", adiantou.
De acordo com Cristina Simões, esta depressão secundária vai estar centrada às 00:00 de quarta-feira a oeste do Porto.

"É uma situação que passa rápido, será tudo entre as 00:00 e as 06:00 de dia 28 [quarta-feira] (...). Vai passar pelas regiões de Coimbra, Porto e Aveiro em direção a Espanha, de oeste para leste", referiu.


Entretanto o aviso vermelho por possíveis rajadas de 140 Km/h foi alargado a Braga, Viseu e Guarda.

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Veremos o que acontece, o nowcasting será bem mais útil do que qualquer modelo.

Como o IPMA indica, será uma situação que passa rápido, mesmo assim estragos serão de esperar nas zonas afetadas pelo vento muito forte, isto para não falar também da precipitação, que se prevê forte.:unsure:
 
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Ainda incerteza por parte do IPMA segundo esta notícia do JN.


Não se trata bem de análise dos modelos, mas como tem previsões do IPMA cá fica neste tópico:

"Ciclogénese explosiva": nova depressão de alta intensidade atinge Portugal nas próximas horas


27 de janeiro, 2026 às 13:56

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como "ciclogénese explosiva", termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

A situação foi transmitida à comunicação social na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras (distrito de Lisboa), pelo presidente desta entidade, José Manuel Moura, por José Ribeiro, segundo-comandante nacional da Proteção Civil, e Nuno Lopes, meteorologista da Divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do IPMA.

O estado de prontidão de nível 4 mobiliza os dispositivos de resposta até 100%, "num prazo de 12 horas", adiantaram, reconhecendo que aguardam um "fenómeno complexo" e "com potencial destrutivo muito significativo".

A nova depressão "vai ter forte impacto no nosso território", resumiu o presidente da ANEPC, depois de se ter realizado uma reunião extraordinária do Centro de Coordenação Operacional Nacional, esta manhã.

Na sequência da depressão Joseph foi detetada uma "ciclogénese explosiva", que "vai intensificar-se rapidamente em 24 horas" e passará por Portugal na próxima madrugada, - com maior impacto entre as três e as seis da manhã, com "vento muito intenso", podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros hora, adiantou Nuno Lopes, não excluindo que "localmente elas possam ser superiores".

O IPMA não consegue identificar o local exato que sofrerá o maior impacto, mas estima que as zonas mais afetadas pela "Kristin" serão o Norte e o Centro e sobretudo o litoral.

Ainda assim, o IPMA vai "afinando o local do embate" à medida que a depressão se aproximar, mas "o problema" é que já restará pouco tempo quando esta estiver próxima, porque passará "rapidamente" pelo território.


"Não podemos excluir que haja [tornados ou fenómenos semelhantes]", admitiu Nuno Lopes, em resposta aos jornalistas, centrando a atenção no vento.

Perante este cenário, a Proteção Civil decidiu estender o estado de prontidão elevado a toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.

A Proteção Civil está em contacto com as entidades que gerem redes e infraestruturas, tendo sugerido que reforcem os operacionais e elevem o seu estado de prontidão.

O presidente da ANEPC antecipa que a passagem da nova depressão "vai afetar sobretudo a vulnerabilidade das redes" de transportes, elétrica, etc., apelando à população que garanta "adequada fixação de estruturas soltas".

Em contacto com terra, a ciclogénese explosiva "tem um potencial de estrago, de dano muito significativo, num curto espaço de tempo", alertou.

Durante a tarde, a Proteção Civil vai trabalhar "de forma mais próxima com um conjunto de agentes e entidades, nomeadamente na área do apoio social", para tentar "antecipar eventuais necessidades de alojamento de emergência de pessoas".


 
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Em Torres Vedras mandaram os miúdos para casa à hora de almoço e amanhã as escolas, pelo menos na cidade, estarão encerradas. Ordem da Protecção Civil local e da CMTVedras. Muita dificuldade de acesso à cidade pelo lado Oeste devido ao Sizandro que galgou as margens.
 
Atualização do IPMA:


Assunto: Vento, chuva, neve e agitação marítima - Depressão KRISTIN - continente - Comunicado

KRISTIN é o nome atribuído pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera a uma depressão, que se prevê que esteja centrada em 41.5°N e 27.2°W às 15UTC de dia 27 de janeiro, com uma pressão atmosférica no seu centro de 994hPa, aproximadamente.

Esta depressão deverá ter um cavamento explosivo, mais de 24 hPa em 24 horas, deslocando-se rapidamente para leste com uma velocidade estimada de 110 km/h, em direção à costa ocidental de Portugal continental, com um sistema frontal associado.

Os modelos numéricos de previsão do tempo, apontam para que a entrada desta depressão em terra, seja algures entre a Figueira da Foz e Vila do Conde, no período compreendido entre as 03 e as 06UTC de dia 28, existindo, no entanto, incerteza considerável no local exato. A partir do início da manhã de dia 28 a referida depressão, na sua progressão para leste, já deverá ter atravessado todo território, pelo que está prevista uma melhoria significativa das condições meteorológicas.

Devido à pressão muito baixa no centro desta depressão quando atingir a costa de Portugal continental, prevê-se um forte impacto do vento, de uma forma geral sobre a costa ocidental e terras altas de Portugal continental, com rajadas entre 100 e 120 km/h, mas que localmente poderão superar 140/160 km/h, embora a incerteza no local onde a depressão entra em terra, se traduza na incerteza do local ou locais onde o impacto é maior, tal significando que tanto poderá ocorrer um impacto de grande intensidade em determinadas áreas ou, no limite oposto, um impacto menor nessas mesmas áreas.

Adicionalmente, a precipitação será por vezes forte até ao início da manhã na generalidade do território, e sob a forma de neve acima de 600/800 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para os 1200/1400 metros a partir do meio da manhã.

A agitação marítima na costa ocidental continuará a ser forte, devido à corrente perturbada de oeste, com ondas de noroeste com 5,5 a 8 metros de altura significativa na costa ocidental até dia 30, podendo atingir 14 metros de altura máxima.

Devido a esta situação já foram emitidos avisos VERMELHO e LARANJA de Rajada que irão ser atualizados ao longo das próximos horas, aconselhando-se o seu acompanhamento.

Devido à continuação da corrente perturbada de oeste, estão igualmente emitidos avisos VERMELHO e LARANJA de Agitação Marítima e de Neve, e AMARELO de Precipitação.

As atualizações oficiais das previsões e dos avisos meteorológicos poderão ser acompanhadas em www.ipma.pt, através das redes sociais do IPMA ou dos Órgãos de Comunicação Social.

Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica e para os próximos dias consultar:


Para mais detalhes sobre os avisos meteorológicos emitidos consultar:
 
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SMS de aviso da proteção civil recebido agora mesmo nestes termos:

Depressao Kristin: Vento intenso ate 140 km/h nas proximas horas na sua regiao. Fique atento. Siga recomendacoes autoridades. Info:800246246 / www.prociv.gov.pt
 
Bom dia,

Rajadas muito fortes previstas para quarta-feira, podem atingir os 140 Km/h no litoral a norte do Cabo Mondego, não é brincadeira nenhuma, e mesmo os 120 Km/h nas terras altas.


Ver anexo 29699

Aparentemente a depressão vai entrar pela região do Grande Porto, segundo o ECMWF.

A esta distância também não interessa muito, será mais o nowcast e satélite para ver onde realmente entra, até porque os modelos, e a tão poucas horas do evento, ainda não se entendem quanto à intensidade e localização da depressão.

Situação a acompanhar.

Ver anexo 29700

Ver anexo 29701
Parece ter uma formação do tipo sting jet, aquilo que levou a Figueira da Foz aos 176 km/h. Tendo em conta que não se trata de um sistema em fase de morte, pelo contrário, é um sistema em intensificação, não me admirava que tivéssemos novo recorde de vento. Só resta saber onde, mas parece que vai para o sul do Douro. Infelizmente entre a Serra do Pilar e Aveiro não há uma única estação ativa.

Tendo em conta a discrepância atual entre modelos, metia Lisboa e Leiria em alerta vermelho também.
 
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Atualização da descritiva do IPMA para amanhã, mantém as rajadas de 140 Km/h no litoral a norte do Cabo Mondego e nas terras altas.

Não me recordo da última vez em que esteve previsto tanto vento aqui no Grande Porto, sobretudo rajadas de 140 km/h.

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O AROME da AEMET, na atualização desta tarde coloca a zona com rajadas mais intensas entre a Figueira da Foz e Aveiro. Praticamente toda a faixa costeira com rajadas a rondar os 100km/h ou até a ultrapassar.

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Em termos de precipitação costuma ser certeiro, veremos no que diz respeito ao vento.
 
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