Radar meteorológico da Madeira

Tópico em 'Instrumentos Meteorológicos' iniciado por Rog 10 Abr 2010 às 11:51.

  1. Knyght

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    Cumulonimbus

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    Então explique-se...
     
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  2. actioman

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    Cumulonimbus

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    Acho que já uma vez te disse noutro post e noutro tema, mas volto a repetir. Gosto de ver o teu entusiasmo e actividade a postar, mas tal como te disse o Vince e aproveitando igualmente o post do teu conterrâneo johnfx, o teu problema são as afirmações que fazes de forma leviana e sem fundamento. A Fragata Corte Real não dispõe de radar meteorológico meu caro. :rolleyes:



    E aquele pormenor do Dr., bem esse nem te respondo porque o tom iria descer e nem eu sou pessoa para tal, nem o fórum o merece. Infelizmente o nosso país é baseado nos títulos e até cansa tantos Sr. Dr.; Sr. Eng.º; etc e etc... O homem não se chama Alberto João? Então deixa lá estar que ninguém é menosprezado por não ter o título antes do nome. Aliás triste é aquele que baseia a sua vida em tal, porque certamente deve de ser alguém com uma cabeça muito limitada... :cool: ;).
     
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  3. Knyght

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    Cumulonimbus

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    [​IMG]
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    [​IMG]

    Se o Radar da Corunha não se encontra-se com anomalia técnica arisco-me a dizer através deste conjunto de imagens da AEMET como do IM que não existirá blind zone em Portugal.

    Se o que está representado nas respectiva imagem é o correcto.

    Contudo se a AEMET não tem obrigação de entregar os dados sendo que o faz por parceria creio que se existisse radar no Norte do País que pode-se cobrir parte da Corunha ficariam agradecidos. A isto chama-se colaboração.

    Quanto ao Dr. foi em jeito de provocação porque sei que muito incomoda algumas pessoas por lutar e conseguir certos objectivos que tornam a Madeira numa região que não passará jamais despercebida ou ignorada.

    Quanto ao JohnFX o que vi foi as imagens da rtp e da sala de observação meteorológica da fragata que parecia ter radar, contudo poderiam ser as imagens de satélite. Diga-se que "transpirou para a opinião publica" naqueles dias que as previsões regionais a que a Protecção Civil estava usando como base do trabalho eram as elaboradas na fragata...
    My mistake, sorry.
    BE COOL
     
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  4. rozzo

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    Então mas agora os radares conseguem "ver" através de serras e sistemas montanhosos!?
    :rolleyes:
     
  5. Vince

    Vince
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    Furacão

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    Quatro anos e meio de fórum, milhares de membros, imensas discussões e reivindicações sobre o tema (radar do norte) até que um dia chegou uma mente brilhante vinda de Marte que diz que está tudo equivocado, inventou a roda e diz que os radares espanhóis dão uma boa cobertura :)

    Sabes como funcionam os radares ? Podias perguntar primeiro antes de afirmar coisas que desconheces.
    No fórum num tópico onde já andaste, está um boa explicação de uma pessoa que percebe muito do assunto:




    Se não compreendeste, eu vou tentar explicar de outra forma recorrendo a algumas imagens.

    O radar emite ondas numa varredura radial de 360 graus e em diferentes ângulos de elevação, normalmente de 0.5º a 19.5º, para obter uma visão tridimensional da atmosfera. Primeiro faz-se um varrimento vertical dos, 0.5º a 19.5º, termina, o radar roda um pouco recomeçando novamente. O ciclo completo demora bastante, conforme os radares, 5, 6 ou 7 minutos, recomeçando de novo.
    Estes esquemas ajudam a perceber:

    Radiais

    [​IMG]

    PPI

    [​IMG]

    CAPPI
    [​IMG]




    O problema do relevo (orografia) ou outros obstáculos

    Não é difícil de compreender que estes feixes além de reflectirem no que se pretende, a precipitação, também reflectem no relevo, etc. Se existir uma montanha no caminho de um feixe, obviamente que a mesma é um obstáculo.

    [​IMG]



    O problema da distância


    Um mesmo feixe enviado com a inclinação mínima, por exemplo 0.5º, a zona da atmosfera que é analisada por exemplo a 10km é diferente do que varre a 100km. Quanto mais longe mais alto o feixe, pois além do ângulo de inclinação do feixe a Terra como saberás não é plana, temos que contar com a curvatura da terra. Além da altura do feixe, a largura deste também vai aumentando com a distância, o que na prática significa menor resolução, bem como a atenuação do próprio eco com a distância, portanto tudo isto com consequências na qualidade da informação. Quanto mais longe, pior.

    [​IMG]


    Por exemplo, usando uma calculadora da NOAA para um radar americano WSR-88D (os nossos são os alemães METEOR 360AC sendo o de Loulé mais potente e com um processador mais evoluído) um feixe com um ângulo de elevação de a 0.5º tem este comportamento:

    [​IMG]
    Quem olhar atentamente para os valores desta última imagem vê que na inclinação mínima de 0.5º, aos 200km o radar já tem o feixe entre os 2718 e 5964 metros. Já há uma parte relevante da atmosfera abaixo disso que não é varrida.


    E quanto mais formos aumentando a inclinação, pior. Por exemplo um feixe aos 9.9º já tem este comportamento:

    [​IMG]

    Aos 50km o radar já está a recolher dados de altitudes muito elevadas, entre os 8361 e os 9159 metros. E que aos 100km já estamos com o feixe aos 17 mil metros, sem qualquer interesse prático tal altitude.

    Outros problemas

    Os cálculos são válidos para uma atmosfera padrão de acordo com um índice de refracção. Mas pode ocorrer sub ou super refracção. A temperatura por exemplo pode alterar a trajectória do feixe, quando há inversões tende a haver super refracção.


    Em relação ao raio dos radares portugueses, a área de cobertura que aparece nas imagens é de um raio de 300km, mas pelo que está explicado mais acima, aquilo que aparece aos 300km pouco ou nenhum valor tem. Penso que num radar só até aos 100 ou 150km se tira mesmo partido de todas suas potencialidades, e em detectar certos fenómenos (um mesociclone por exemplo recorrendo ao modo doppler) se calhar até bem menos. E quando se vê qualquer coisa no radar a tal distância, 300km, é preciso perceber o que se está a ver, basicamente apenas coisas acima dos 6 mil metros.

    No radar de Loulé/Cavalos do Caldeirão tem que se somar os 616 metros de altitude onde está instalado e ao de Coruche/Cruz do Leão 187 metros. Os cálculos são da tal calculadora da NOAA pelo que os radares portugueses podem ser um pouco diferentes mas deve dar uma ideia aproximada.

    [​IMG]





    Regressando aos radares espanhóis, sabendo-se que o radar da Corunha está a uns 160km de Braga ou a uns 210 do Porto, ou o radar de Palência está a 180km de Bragança, conhecendo-se as muitas serras do norte de Espanha e Portugal, explica-me como poderiam servir os radares espanhóis ?


    Dito isto tudo, e falando do assunto do tópico, quem quis perceber já viu que a Madeira também terá sempre um pequeno problema com o radar. A ser instalado num Pico da ilha fica demasiado alto (>1800m), o planalto do Paul está cheio de eólicas, a ser instalado no Porto Santo ou nas Selvagens, haverá sempre uma "fatia" mal coberta por obstáculo das serras. Por exemplo, imaginando uma instalação em Porto Santo no ponto mais alto, pico do Facho, 516m, a distância entre o radar e o Pico Areeiro na ilha da Madeira por exemplo é de aproximadamente 70km, pelo que 0.5º a essa distância significaria um feixe entre os 363 e os 1497 metros (recorrendo à calculadora da NOAA) a que somando a altitude de 516m do radar implicaria que o ângulo mínimo de 0.5º do feixe esbarraria nas montanhas da Madeira criando uma sombra, blind zone, a jusante das serras. De qualquer forma, não parece grave.

    Finalizo também dizendo que o radar é também importante para o aeroporto da Madeira. A Madeira tem um aeroporto complicado em termos de operação quando está mau tempo, um radar é bem vindo. Aeroportos internacionais movimentados como Lisboa ou Faro são servidos com link dos dois radares nacionais. Funchal e Porto não.


    Para quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre radares, há muito mais para aprender, eis alguns links:

    -> Curso de Radar meteorológico
    -> Weather radar (wikipedia)

    -> FUNDAMENTOS DO RADAR (Cap 1)
    -> FUNDAMENTOS DO RADAR (Cap 2)
    -> FUNDAMENTOS DO RADAR (Cap 3)
    -> FUNDAMENTOS DO RADAR (Cap 4)
    -> FUNDAMENTOS DO RADAR (Cap 6)


    -> Beam Property Calculator
    -> WEATHER RADAR
    -> A GUIDE FOR INTERPRETING DOPPLER VELOCITY PATTERNS
     
  6. Chingula

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    Cumulus

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    Acho que a questão da localização do radar vai ser outro problema...depois da decisão de o adquirir...
    São as situações de SW, ou de S, ou as de W, ou de NW como por exemplo a do Vince (8, 9...de Outubro de 2005 que felizmente não deu nada na Madeira)...quais os quadrantes a salvaguardar na vigilância da atmosfera em redor do Arquipelago?
     
  7. Knyght

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    Cumulonimbus

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    Vince desculpa mas tu como terráqueo deves saber que vai uma enorme diferença entre ter uma má cobertura de radar e não ter nenhuma cobertura de radar. E não vou discutir sobre isso.

    É o mesmo que teres um velho carro, e não teres carro nenhum. E não vou discutir isso mais contigo!

    E se querer igualdade entre as regiões penso que o vosso primeiro grande passo será aceitar a regionalização, mas primeira tem de votar num partido que apoie a mesma e que na realização do referendo que vaiam votar em massa. Mas como vocês pouco ligam não tenho nada mais a dizer!
     
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  8. Vince

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    Furacão

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    Eu corrigi duas falsas afirmações que proferiste:

    «categoricamente que a zona norte não tem cobertura quanto muito uma zona cega de alguns kilometros»

    «Se o Radar da Corunha não se encontra-se com anomalia técnica arisco-me a dizer através deste conjunto de imagens da AEMET como do IM que não existirá blind zone em Portugal»



    Mas como sempre és incapaz de admitir que estavas errado. Mesmo com radar no norte haverá blind zones, basta olhar para uma qualquer carta hipsométrica. Mas tentar discutir um assunto de forma séria contigo é como discutir com paredes.
     
  9. Knyght

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    Cumulonimbus

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    Essa carta está disponível onde?

    Estarei errado ou está mal a informação disponível que o IM /AEMET colocam a cobertura de radar de forma completa no território? Se é fraca não me importa, sinceramente não me importa se o norte tem o não tem cobertura de radar decente, o que sei que nem fraca nem imaginária a Ilhas povoadas da Madeira e Porto Santo e turísticas não tem cobertura de forma alguma.

    As vossas apreciações conjugadas se o Norte não tem, porque irá os Madeirenses terem é revoltante... Não me agrada embora já tive uma namorada do Porto e sei bem a discriminação que desde a republica portuguesa de Lisboa contra o Norte é gritante mas não é só na meteorologia mas é em tudo. Se o GR, entidades e instituições estão empenhados para que seja colocado o radar na Madeira só gostava que a apreciação do lugar tivesse sido feito de forma séria e de forma a ajudar...

    Tenho pena
     
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  10. Vince

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    Furacão

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    Knyght, dei-me ao trabalho, repito, de corrigir duas falsas afirmações tuas, explicando em pormenor porquê. De resto a lista já vai grande, dois meses de disparates da tua parte, um dia destes compilo e publico a lista. Quanto ao resto de que falas, dispenso argumentos que estão ao nível de telenovela mexicana de 3ª categoria que nem a uma solitária dona de casa fazem chorar. Ou estás a simplesmente a gozar com as pessoas, ou tens um sério problema. Num caso ou noutro, desejo-te as melhoras.
     
  11. Rog

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    Radar Meteorológico a instalar no Pico do Areeiro

    fonte DN-Madeira
     
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  12. ]ToRnAdO[

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    Boas,

    Já não era sem tempo a decisão no radar madeirense... Todavia seria importante 1ou2 nos Açores visto que tambem é uma zona perigosa meteorologicamente (furacões)... Claro que isto discutir quais as zonas onde deveria haver radar é subjectivo. Um maximo de abragencia seria optimo! (Norte/Açores/Madeira) e malta ficava toda feliz, mas isto tem de ser a pouco e pouco, pois nesta altura os euros estão caros!!:)
     
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  13. Rog

    Rog
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    Cumulonimbus

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    6 Set 2006
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    Radar meteorológico vai ficar no Areeiro

    As negociações tendo em vista a instalação de um radar meteorológico na Madeira estão avançadas. Segundo o JM conseguiu apurar, ontem, junto de Mariano Gago, há já uma espécie de concordância para a colocação da infra-estrutura junto de uma outra que se encontra em fase de montagem no Pico do Areeiro, esta última de carácter militar. Os estudos militares que foram solicitados dão como possível essa localização, contando desde já com a aprovação da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.


    O radar meteorológico da Madeira deverá ficar localizado junto à infra-estrutura que, actualmente, se encontra em fase de construção no Pico do Areeiro, esta última de carácter militar. Isto mesmo avançou, ontem, ao JM, Mariano Gago, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à margem da cerimónia de abertura do ano lectivo de 2010/2011 no Ensino Superior universitário público, realizada ontem na Universidade da Madeira.
    Segundo explicou o governante, foram solicitados alguns pareceres militares que acabaram por comprovar a possibilidade de o referido radar poder ficar acoplado à infra-estrutura que está em montagem naquele Pico, minimizando assim o impacto de uma nova construção noutro local. Contudo, recusou especificar prazos para o início da obra, nem tão pouco os valores que estão em causa.
    Entretanto, fonte da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais também confirmou esta possibilidade ao JM, tendo adiantado mesmo que as conversações encontram-se já muito avançadas.
    Ora, com esta situação, fica assim descartada a possibilidade de o radar ficar localizado no Porto santo, como chegou a ser pretensão do director do Observatório de Meteorologia do Funchal, Vítor Prior. Uma posição que acabou por ser suportada em alguns estudos.
    Ainda assim, este não tem sido um processo fácil. Ainda em Abril, Vítor Prior referia que os estudos decorriam a bom ritmo, sendo que o Porto Santo, uma das hipóteses iniciais, estava colocada fora das opções. Vítor Prior esclareceu que os estudos teóricos de simulação da instalação do radar decorriam na zona do Areeiro, Paul da Serra e Porto Santo, para ver quais os picos mais favoráveis à instalação do radar, sendo que «tudo indica que a opção vai recair na Madeira e não no Porto Santo como inicialmente se admitia»,concluiu.
    A verdade é que o ministro não quis adiantar mais pormenores, remetendo para breve mais explicações sobre o assunto. Quanto a Vítor Prior, está fora da Região, em férias.

    Fonte: Jornal da Madeira
     
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  14. Rog

    Rog
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    Cumulonimbus

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    6 Set 2006
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    Sistema de prevenção e alerta falhou por falta do radar

    Workshop que juntou as Forças Armadas, Protecção Civil e serviços de segurança, diagnostica falhas e reforça a importância de um radar meteorológico na Madeira

    Operação Zarco 10 que decorrerá de 15 a 19 de Novembro, será a prova de fogo ao novo conceito operacional cooperativo para a actuação na RAM

    O sistema de prevenção e alerta de tempestades falhou na intempérie de 20 de Fevereiro muito devido à falta de um radar meteorológico. Esta é uma de inúmeras conclusões do workshop subordinado ao tema ‘Bases para um Conceito Operacional Cooperativo para a Actuação da Região Autónoma da Madeira’ que juntou ontem e hoje, forças e serviços de segurança, Protecção Civil e Forças Armadas.

    “Revelou não ser suficientemente eficaz, uma vez que não existem meios que permitam detectar a tempestade a uma distância que possibitasse uma reacção mais atempada e adequada”, transmitiu o coronel Ramos Vieira, Chefe do Estado Maior do Comando Operacional da Madeira, instituição que acolheu o encontro que visa afinar a estratégia de prevenção e a intervenção conjunta em casos de extrema ameaça natural.

    “Esta vulnerabilidade poderia ser reduzida se fosse instalado um radar meteorológico de grande alcance no sentido de proporcionar alertas mais rápidos e precisos sobre o tipo de alterações atmosféricas que se aproximam da Madeira, ganhando-se nesse caso, tempo de reacção”, apontou o coronel.

    As entidades militares e civis concluíram que o alerta laranja ajudou à activação de alguns meios para um estado de preparação mais elevado, mas não todos, pois “ninguém poderia estar preparado para a chuva que se seguiu”, na manhã daquele fatídico dia.

    As autoridades reconhecem ainda grande utilidade de outros dos instrumentos como o sistema de informação geográfica, que permitiu a localização das ocorrências e a intervenção imediata, de que são exemplo os 284 deslizamentos inventariados no Funchal.

    Os corte das telecomunicações foi outro dos problemas diagnosticados, levando o Comando Operacional das Forças Armadas a ponderar uma organização de acesso mais restrito de forma a evitar a sobrelotação dos pedidos de ajuda e o descontrolo das ligações.

    Nesta "oportunidade amarga para ver os pontos fracos” e corrigir aspectos como as falhas de comunicações, o major-general Tiago Vasconcelos, comandante operacional na Madeira, lembrou os progressos do SIRESP – Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal - já está em pleno funcionamento na Madeira, garantindo “fiabilidade técnológica, maior eficácia e robustez de comunicação”.

    A reorganização das forças civis e militares ligadas à emergência e protecção civil terá o seu primeiro grande teste no terreno, com a operação Zarco 10, que decorrerá na semana de 15 a 19 de Novembro.

    A conferência de planeamento está marcada para a segunda quinzena de Outubro, altura em que ficará definida a lista dos principais incidentes e ameaças que justificarão o empenho de forças e meios de vários organismos civis e militares no simulacro.

    Fonte: Diário de Notícias - Madeira
     
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  15. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    18 Nov 2006
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    Cavaleira (Sintra)
    OE prevê dois milhões para radar meteorológico
    Nem tudo é mau em 2011.
     

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