Seguimento - Incêndios 2016

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Ruipedroo 24 Jul 2016 às 21:24.

  1. jonas

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    Obrigado pelo esclarecimento!:thumbsup:
     
  2. kikofra

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    Como é a ocupação dos solos do Porto e Braga em relação ao resto do país? Monoculturas de eucalipto também podem ajudar muito a que hajam incendios, se bem que não sei se o país não esta cheio delas já. De resto também a vegetação tipicamente mediterrânica está adaptada ao fogo, e temos ervas, pelo menos em espanha, penso que em portugal existam as mesmas especies, que a sua germinação é induzida pelo fogo.
     
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  3. Charlie Moreira

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    Está um incêndio de algumas dimensões a norte alguém faz ideia onde seja. Trofa talvez

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  4. james

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    Nesses 2 distritos há eucaliptos a mais.
    E um incêndio num eucaliptal, tem uma capacidade de combustão e de progressão extraordinária, superior a qualquer outra espécie.
     
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  5. james

    james
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    É no concelho da Trofa, sim.
     
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  6. jonas

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    Neste momento a nivel nacional existem duas ocorrências importantes:
    -Santo Tirso
    -Trofa
    Nao sei qual deles será?
    Talvez o senhor consiga saber qual é pela visão que tem para ele...
     
  7. jonas

    jonas
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    E estes dois incêndios são exemplos desse facto.
     
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  8. jonas

    jonas
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    E o da Trofa de certeza pois o de Santo Tirso já esta dominado!:thumbsup:
     
  9. MSantos

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    O fator pluviosidade ajuda no desenvolvimento do combustível disponível para um eventual fogo que surja, mas não interfere no número exageradamente alto de ocorrências que ocorrem nos distritos do Litoral Norte. É simples, se não houver ignições não arde.
    Na minha opinião, a redução do número de ignições é o principal desafio na prevenção de fogos actualmente, já que em todos os outros fatores que contribuem para os fogos, tem havido melhorias ao longo dos últimos anos.
     
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    #39 MSantos, 28 Jul 2016 às 00:00
    Última edição: 28 Jul 2016 às 00:06
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  10. ruijacome

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    Jonas,

    Tu que reportas todo e qualquer incêndio é natural que concordes, por mais insignificante que a ocorrencia seja!!!

    Na minha opinião, nem esta informação deveria ser publica, da forma como está publicada! Até dia 11 de Julho, apenas tinham informação de hora a hora, quando o ficheiro PDF era atualizado com os incendios em curso. Neste momento todas as ocorrencias, repito TODAS as ocorrencias a nivel Nacional do SIOPS, seja incendios rurais ou uma simples doença subita, estão disponiveis no site da ANPC, o que é 300% mais do que tinham até ao dia 11 deste mês!

    Estar a publicar os incendios rurais, só vai fomentar ainda mais o crime de fogo posto, pelos piromanos, que vão querer ver o "seu trabalho" exposto na página da ANPC, nas "Ocorrencias Importantes". Continuam a ter publicados na página os incendios de grande envergadura, que verdade seja dito, ainda não houve nenhum este ano digno desse nome, pois praticamente nenhum incendio transitou de um dia para o outro, ou esteve activo mais de 12 horas. Publicar os incendios porque apenas tem 3 horas ou tem mais de 15 veiculos era um erro! Um incendio até pode ter mais de 15 veículos por ser uma area ou freguesia prioritária e isso é justificação para ir logo para as ocorrencias importantes? Claro que não!

    È natural que muitos ou quase todos vós não saibam como funciona a parte de informação publica da ANPC, mas posso, informar-vos que ao contrário do que muita gente de "bom nome" "canta por ai", as ocorrências que estão na listagem Nacional, não são escolhidas pelos operadores que estão no CNOS a trabalhar, para esconder seja o que for, mas são sim sincronizadas (de x em x minutos) da plataforma que gere as ocorrencias a nivel Nacional. Na listagem Nacional estão presentes todas as verdadeiras ocorrencias de socorro, exceptuando salvo erro, as prevenções, as deslocações oficiais etc etc. Enfim tudo o que não seja socorro não está publicado porque é "palha".

    As ocorrencias que reunam critérios de "Ocorrência Importante" ou seja, com mais de 3 horas em curso e mais de 15 veiculos, são alertadas na plataforma que deverão ser publicadas logo que possivel. Acontece que muitas vezes, essa publicação não pode ser logo feita por uma diversa panoplia de factores, desde o volume de trabalho dos Operadores do CNOS, a necessidade de confirmar se realmente a ocorrência vai continuar em curso ou vai ser dada como em resoluçãi (que neste caso já não vai para a página), pois não faz sentido publicar uma ocorrencia para 2 minutos depois a mesma passar a resolução, etc etc.

    Imaginem como no domingo passado, que depois das 17 horas, a zona norte do Pais, foi fustigada por diversos incendios com alguma violencia, que levaram a que os Operacionais no terreno solicitassem o apoio de meios aereos pesados e que levou a que TODOS os meios aereos pesados (com excepção do Kamov estacionado em Ferreira do Zezere) tivessem que ir para o ar.. Voces imaginam o trabalho que isto dá?

    Só para um canadair ou uma parelha de Fireboss's poderem atuar em segurança é necessário:

    • Confirmar as coordenadas do teatro de operações
    • Analisar quais os pontos de scooping a atribuir (isto no caso dos fireboss e Canadair);
    • Contactar o Centro de Meios Aereos para dar missão às parelhas
    • Os pilotos avaliarem as condições da missão e os pontos de scooping indicados
    • Planear o voo e respectiva coordenação com os meios que já lá estão
      • Até este ponto, passam no máximo 15 minutos incluindo por os motores em marcha e descolar
    • o Comando Nacional, em algumas situações contactar a DGAM e as Capitanias, para garantir a segurança nos pontos de scooping;
    • O Comando Nacional, contactar em alguns casos a Força Aerea Portuguesa, para coordenar abastecimentos nas bases da FAP
    • Monitorizar as frequencies rádio SIRESP e aerea para poder ajudar em qualquer solicitaçãoq que surja das parelhas.
    Isto tudo enquanto em 10 teatros de operações se for possivel, todos estão a pedir meios aereos pesados para ajudar ao combate, e infelizmente não há para todos, tal como nao existe uma VMER para cada cidadão infelizmente.. Enquanto isso, no CNOS também estão a ser mobilizados Grupos de Ataque Ampliado ou Grupos de Incendios florestais, para ir ajudar os Teatros de Operações que necessitam, é natural que algo fique para trás com menos prioridade, e se o que ficar para trás for o publicar a ocorrencia importante, que basicamente só vai passa-la de um separador no site, para outro local, que seja! E não se esqueçam que em Portugal, não ha só incendios florestais... Há outras centenas de ocorrencias que também tem que ser analisadas e monitorizadas, desde incendios urbanos, acidentes de viação, afogamentos, suicidios, buscas e resgate, bla bla bla.

    Acreditem que o trabalho que é feito na ANPC, em termos de informação publica é unico e tem alguma complexidade em termos de fluxo de trabalho e carga de trabalho, e por isso tiro o meu chapeu aos operadores e a todos os que trabalham no Comando Nacional. Esses artigos de opinião? Para mim é só palha e servem para o que servem nesta altura do ano! Ou seja.. PARA NADA!
     
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  11. jonas

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    Concordo com isso tudo!
    Quando eu disse concordo foi pela diferença desta plataforma em comparação com as outras!Nao para discutir...!;)
     
  12. Paulo H

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    Na minha opinião, relativamente ao portal da proteção civil, a informação quer em conteúdo quer pela forma como é prestada, piorou bastante. Já nem consigo aceder com este telemóvel (dados em pdf). O portal devia estar melhor adaptado para telemóveis, pouca gente anda com portátil às costas!

    Sim, concordo que a informação acrescida pode motivar os incendiarios, mas eu como contribuinte e produtor florestal tenho direito a usufruir de toda a informação, qualquer que seja a relevância da ocorrência.

    Li no jornal que ontem dia 28, ocorreu um incêndio já dominado em oleiros (cbranco). Como é que eu posso aceder à informação com este telemóvel, nomeadamente:
    - data/hora e seguimento
    - freguesia/ lugar com coordenadas gps
    - extensão ardida
    - estradas interrompidas.

    Considerar relevante apenas ocorrências de no mínimo 3h, não é aceitável! Em 3h podem arder uns 10-20ha, ora em oleiros as propriedades estão muito dívidas, raramente passam de 1ha, sendo em média 0.2-0.3ha.

    De que me serve a informação prestada no postal? É só palha atualmente.. A única coisa que tinha de bom era algum tratamento estatístico e as tabelas com o seguimento dos incêndios (>2horas).
     
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  13. ruijacome

    ruijacome
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    O portal da ANPC nunca, mas NUNCA poderá ser usado para saber se a propriedade Y ou X está em risco ou não!
     
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  14. dahon

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    Para aceder à informação dos incêndios existe a aplicação fogos.pt
     

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