Seguimento Meteorológico Livre - 2025

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Na China é a isoieta 400 (+ Linha Hu).

Nos EUA é o meridiano 100 O.

Tempo passa, tecnologia ajuda mas no fim do dia a disponibilidade de recursos é preponderante.



A pergunta deu-me vontade de reler o "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" de Orlando Ribeiro, o melhor livro para entender essa linha imaginária. Aliás, para muitos, dos melhores ou mesmo o melhor livro para entender Portugal.

Para quem não conhece, este podcast do Rui Ramos de 2022 evoca a importância e conteúdo dessa obra:



 
Aí vem o sistema frontal, com movimento caprichoso, as células correm ao longo da orientação da linha, mas a linha vai basculando em torno de um centro a oeste de São Vicente, o qual por seu turno também tem um movimento cuja previsão não tem sido consensual. Portanto, há uma grande parte de células fortes que se escapam rente a Sagres em direcção a WNW, quando pareciam ir mesmo entrar em terra.

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Adiante da frente quente ou oclusão propriamente dita, há ainda uma linha de instabilidade, a qual não parece entrar já em terra ali no Barlavento.
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Olhando para aquela última carta de análise, parece-me difícil que a depressão ainda vá ocupar a posição mais tarde que estava prevista, a WNW do Cabo de São Vicente.
 
Quem diria há apenas 20/25 anos atrás que se passaria de tão poucos para uma enorme quantidade de modelos disponíveis?

Agora pode-se fazer 1001 comparações.

Neste caso, há uma diferença muito relevante entre os modelos IA e os não-IA. Em teoria, a incorporação da climatologia deverá dar alguma vantagem aos AI neste período mais distante. Em teoria.

Neste período de transição com se calhar um excesso de informação, os IA podem por vezes acertar mais, os não-IA podem em outras acertar mais e ocasionalmente ainda se vai acabar com uma configuração intermédia.

A dada altura será necessária uma redução, com fusões e descontinuações.

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Última edição:
Não tivemos a prenda de Natal será que vamos ter a prenda dos Reis? O Gfs continua com algumas saídas interessantes. Ao contrário dos últimos anos Janeiro começa a desenhar-se interessante. Parece que até ao ano novo não teremos chuva. Depois teríamos uma depressão que quebrava o anticiclone por completo e depois podíamos ter algumas entradas frias interessantes. Vamos aguardar.
 
Neste caso, há uma diferença muito relevante entre os modelos IA e os não-IA. Em teoria, a incorporação da climatologia deverá dar alguma vantagem aos AI neste período mais distante. Em teoria.
Os modelos IA digerem uma quantidade astronómica de dados históricos, estatísticas (climatologia). Os modelos não-IA dependem da quantidade, densidade e qualidade de dados actuais e quase em tempo real, a história e estatística entra depois na crítica ao produto final. Estará esta ideia certa?
 
Os modelos IA digerem uma quantidade astronómica de dados históricos, estatísticas (climatologia). Os modelos não-IA dependem da quantidade, densidade e qualidade de dados actuais e quase em tempo real, a história e estatística entra depois na crítica ao produto final. Estará esta ideia certa?

Os 2 modelos dependem da quantidade, densidade e qualidade dos dados (QDQD) ao longo do dia.

No modelo não-IA a história e estatística é feita pelo meteorologista ou pelo não-profissional que se dá ao trabalho de a guardar/relembrar/revisitar. O modelo IA ao longo do tempo supostamente se auto-corrige (com muito mais eficiência que os humanos porque processa mais e melhor).

A qualidade das previsões dos modelos IA em teoria deve variar bastante consoante a região devido às enormes diferenças na QDQD ao longo das décadas. África é ainda hoje em dia um semi-deserto de observações. No Atlântico Norte é expectável que a previsão (do trajeto) dos CTs seja muito melhor que no Pacífico/Índico sudoeste porque há muito mais observações acumuladas.

Com o tempo aparecerão mais melhorias.
 
No hemisfério sul ainda hoje em dia o trajeto dos CTs por vezes não é bem previsto. Ajustes significativos a curta distância são infelizmente ocasionais.

Geralmente os Invests têm incerteza acrescida, daí que as previsões do trajeto tenham que ser vistas com alguma suspeição.

Isso faz com que desempenhos como o modelo IA da Google sejam uma bênção para os meteorologistas. Nem sempre será tão eficaz mas com o tempo certamente irá melhorar.