Seguimento Meteorológico Livre - 2026

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-> https://sicnoticias.pt/meteorologia...o-em-que-a-casa-voou-a-meio-da-noite-56b1f843 + https://sicnoticias.pt/meteorologia...ade-que-a-tempestade-virou-do-avesso-4b4fb029

Como escrevo há anos... é tudo meteomaluco até ver os seus pertences a serem destruídos.

Às vezes é uma questão de horas até o pior surgir.

xQWlj4P.png
 
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A recuperação daquela zona vai durar meses ou até mais de um ano e mesmo assim, nunca mais voltará a ser a mesma. Já vi outras imagens com os bares da Praia da Vieira completamente destruídos e em Leiria, nas imagens que vi, não havia um único telhado que não tivesse telhas arrancadas. Cidades e concelhos completamente devastados, é uma tristeza.

Não consigo mesmo imaginar a noite de aflição que as pessoas passaram, sem saber o que lhes esperava e o que é acordar com um cenário de tamanha destruição. Através das imagens não conseguimos perceber o cenário real que se vive por lá. Entretanto, os próximos dias com a continuação da chuva e do vento, com telhados destruídos não serão fáceis.

Não conseguimos enfrentar estas forças da natureza, mas temos de nos preparar da melhor forma para elas, pois parece que se estão a tornar mais frequentes. Em menos de 1 ano duas depressões com caraterísticas semelhantes colocaram várias regiões em sobressalto e com grande escala de destruição.

Impressionante também o caminho que percorreu e o impacto que teve mesmo já no Interior. Rajada de 137km/h em Castelo Branco é surreal.

A imprevisibilidade deste tipo de situações também assusta, qualquer zona está vulnerável. Como já foi referido aqui, apesar de tudo, temos tido a sorte por ocorrerem de noite.
É mesmo. Aquela zona que me viu crescer. É muito triste. Já tinha sido com o fogo em 2017 e agora isto. Sao Pedro de Moel está irreconhecível, e o resto das praias pela costa fora. Ainda nao consegui falar com os meus pais. Só a minha irma que durante o dia trabalha num zona com net. A sensacao é que ainda nao conseguem acreditar no que se passou. Sao situacoes que ficam marcadas para sempre.
 
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Como escrevo há anos... é tudo meteomaluco até ver os seus pertences a serem destruídos.

Às vezes é uma questão de horas até o pior surgir.

xQWlj4P.png
Como é que num momento de perigo/pânico, em que o instinto de sobrevivência deve estar no máximo a ativar os meios de defesa, se consegue manter um telemóvel na mão a filmar a bala que te vai matar???
Por mais voltas que dê, o meu pobre e provavelmente fraco cérebro, não consegue entender!!!
 
Quando não se guarda registos e não há quem se sacrifique, é sempre uma chatice relembrar:

RoIGX0a.png

O3BQ1ko.png


4:12 UTC; 31.3 m/s max intensidade -> 112qph
nJlysPJ.png


15:12 UTC, vento máximo nos 28m/s
1RJ4Z0a.png


Se ciclogéneses explosivas são pouco frequentes, esta é ainda menos. Perdeu muita velocidade no movimento e acabou por estagnar na intensidade.

Podia ter sido muito pior.
 
Última edição:
Como é que num momento de perigo/pânico, em que o instinto de sobrevivência deve estar no máximo a ativar os meios de defesa, se consegue manter um telemóvel na mão a filmar a bala que te vai matar???
Por mais voltas que dê, o meu pobre e provavelmente fraco cérebro, não consegue entender!!!
Pelo que parece no inicio do video ela estava a usar como luz, e a luz é uma coisa que dá uma sensação de segurança daí não me admirar que se segure naquilo com toda a força
 
No medo o corpo tende a encolher e a rigidificar.

Além do mais, segurar com força no telemóvel é um comportamento tão comum que fica instintivo.
Espero bem que esse "comportamento comum" não me contagie...:D
 
Essa zona de Pero Negro ainda estava sem electricidade hoje, bem como outras zonas do Sobral e Torres Vedras. Há cada vez mais casas pré-fabricadas pela zona...não é de admirar face às dificuldades do imobiliário. Nestes eventos, não resistem...
 
As mentes iluminadas que nos governam acordaram hoje para a real dimensão da tragédia. E quase 48 horas depois, vão a caminho muitos meios, que serão minúsculos, perante uma devastação tão maciça e numa tão vasta área geográfica. Algumas horas de viagem, mais umas tantas para se reorganizarem e serem distribuídas as missões. São milhares de casas onde a água que vai cair nos próximos dias vai juntar mais destruição aos bens de quem já sofre tanto. Mesmo aqui às portas de Lisboa há pessoas que continuam sem o básico, que pensar das minúsculas aldeias onde só vivem meia dúzia de idosos por esse centro fora tão abandonado.

Estes banhos de realidade servem para nos relembrar do quanto pobres somos. Resta a resiliência e a bravura das gentes que trabalham tão duro e por tão pouco. E que, tal como nos grandes incêndios, sem eles iria tudo, mas mesmo tudo, num ápice, pelos ares.
 
Já disse isso várias vezes, uma vez mais tivemos muita sorte.

Leslie, Martinho, Kristin... Tudo de noite.

Com a quantidade de coisas que voaram, árvores que caíram, inclusive em autoestradas, se isto tivesse sido de dia o número de vítimas teria sido muito maior.

No meio desta desgraça toda, tivemos muita sorte, exceto aqueles que de facto acabaram por sofrer na mesma.
O temporal de Fevereiro de 1941 começou pela hora de almoço. Isto contado pela boca de dois senhores que ainda hoje estão vivos e que têm o evento cristalizado nas suas memórias desde a adolescência.
 
Constato que continuamos a não aprender nada com as situações extremas, sejam incêndios, apagão, e situações como esta que ocorreu na zona centro.
Resido em Braga e amarrei tudo que tinha solto no terraço, desmontei mesa e cadeira de jardim, carreguei o carro durante o dia, o outro carro tinha combustível, carreguei pilhas recarregáveis. Dentro dos possíveis preparei-me para algo que me podia tocar.
Olho à minha volta e vejo estendais nas varandas como se fosse um dia normal, vasos, sofás, etc, carros estacionados por debaixo de árvores de grande porte (com lugares vagos em locais sem árvores).
Falei disto no meu trabalho e ficam todos olhar para mim como um louco, por isso não me admira tamanha impreparação para estas situações.
 
Anda tudo à procura da praia de Monchique :D