Seguimento Meteorológico Livre - 2026

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O que as pessoas querem é mais presença nas redes sociais. Hoje em dia, seja em que área for, se não tens uma presença eficaz nas plataformas digitais, com comunicação adaptada ao público, gráficos simples que expliquem o essencial e vídeos claros, não tens nada. Falta proximidade com as pessoas. Se a fonte oficial não garante essa comunicação, o espaço acaba inevitavelmente por ser ocupado por páginas amadoras que vêm tapar esse vazio.
Tal e qual. Para se ter um bom exemplo, basta olhar para a maneira como a AEMET opera. Quanto a redes sociais não sei, também não é coisa a que ligue muito, mas no site deles todos os dias, várias vezes ao dia, fazem atualizações, mesmo quando se passa pouco ou nada. Quando se passa muito.. são parágrafos (edit: e vídeos tipo meteorologista de TV feitos por um estagiário qualquer com um camcorder de 50 paus - estou a brincar, claro, e até pode ser um setup mais a sério, mas mesmo que fosse servia melhor do que aquilo que temos), bem explícitos sobre aquilo que pode ser esperado, onde, como, e quando; na medida daquilo que lhes é possível precisar como é óbvio. E, é igualmente óbvio que também cometem erros, ou pronto, a análise não se concretiza como eles idealizam, isso é normal e esperado.
 
Última edição:
As pessoas também têm de saber procurar a informação. Vejo muita gente criticar que o IPMA não avisou, previu mal, etc... mas vamos a factos. Foram nomeadas várias destas depressões pelo IPMA, só aí já pressupõe impacto, severidade. Mal ou bem, mais tarde ou mais cedo, mais a norte mais a sul, avisos laranjas e vermelhos foram emitidos aos montes nas últimas semanas, há previsões descritivas diárias. Comunicados foram feitos. Se pode ser feito mais na comunicação, nas redes sociais, talvez. Mas não é justo de todo dizer que o IPMA está a dormir e não tem cumprido com as suas funções fundamentais. E muitos nem fazem a ideia da comunicação que é feita com a ANEPC e outras entidades que não passa para o exterior...

Há sempre espaço para melhorar muita coisa, mas nem 8 nem 80.
 
O que as pessoas querem é mais presença nas redes sociais. Hoje em dia, seja em que área for, se não tens uma presença eficaz nas plataformas digitais, com comunicação adaptada ao público, gráficos simples que expliquem o essencial e vídeos claros, não tens nada. Falta proximidade com as pessoas. Se a fonte oficial não garante essa comunicação, o espaço acaba inevitavelmente por ser ocupado por páginas amadoras que vêm tapar esse vazio.
Eu sigo a página do IPMA no instagram e houve uma publicação ontem sobre a Marta que tem os primeiros parágrafos com comunicação clara sobre avisos de vento e precipitação e intensidade, mesmo que o resto da publicação fosse realmente algo técnica e pouco óbvia para leigos o essencial estava lá
 
De volta ao radar, é interessante ele ter ido abaixo enquanto passava/logo a seguir a ter sido passado por uma área bastante ativa da depressão. Esperemos que não seja coisa para durar muito tempo.. vai fazer falta.

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Último sinal de vida.
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Já estava ali com uns ruídos estranhos há um bom bocado, talvez tenha sido desligado por causa disso, quando viram que o pior já tinha passado, e se calhar até estão ativamente a intervencioná-lo (duvido que estejam.. mas é possível).
 
Acerca das previsões na tv, vejam as da televisão da Galiza, são muito boas, informativas, com a participação do público (fotos) - isso também agarra o comum dos mortais, por assim dizer, capta a atenção do público-alvo.
Nota-se ali preparação para informar as pessoas, com maior ou menor "literacia".

Vejam esta previsão do fim de dia:

https://www.g24.gal/-/escampa-durante-unhas-horas-a-chuvia-volve-contra-a-tarde-do-domingo

Excelente, não? É assim que se presta serviço público.
 
As pessoas também têm de saber procurar a informação. Vejo muita gente criticar que o IPMA não avisou, previu mal, etc... mas vamos a factos. Foram nomeadas várias destas depressões pelo IPMA, só aí já pressupõe impacto, severidade. Mal ou bem, mais tarde ou mais cedo, mais a norte mais a sul, avisos laranjas e vermelhos foram emitidos aos montes nas últimas semanas. Comunicados foram feitos. Se pode ser feito mais na comunicação, nas redes sociais, talvez. Mas não é justo de todo dizer que o IPMA está a dormir e não tem cumprido com as suas funções fundamentais. E muitos nem fazem a ideia da comunicação que é feita com a ANEPC e outras entidades que não passa para o exterior...

Há sempre espaço para melhorar muita coisa, mas nem 8 nem 80.
Desculpa, mas se a perceção generalizada é que o IPMA “anda a dormir”, mesmo que isso não seja verdade, então a responsabilidade é 100% da comunicação do próprio IPMA. Eu trabalho com comunicação, e nesta área o público tem sempre razão, para o bem e para o mal. :lol:
E nem falo apenas de redes sociais. Basta olhar para o site. Sei que é um tema mais que batido, mas a maioria das pessoas que conheço prefere consultar apps ou páginas amadoras em que confia do que ir diretamente à fonte oficial. Isso acontece porque o IPMA não tem uma presença digital eficaz. Quando digo eficaz, refiro-me a linguagem menos técnica, gráficos simples, vídeos diários sobre o estado do tempo, explicações do que está a acontecer, contexto. É um investimento, sim, mas hoje em dia é essencial. Sem isso, a comunicação simplesmente não chega às pessoas.
 
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E não houve sting jet... Há dezenas de tweets a avisar para um sting jet que nunca existiu e a criticarem o IPMA por não alertar para tal... Mas não vamos ver em lado nenhum escrito que todas estas páginas foram sensacionalistas e/ou não souberam interpretar uma imagem de radar. E que o IPMA previu tal e qual o que aconteceu, que caso não tivesse acontecido tudo o que se passou nos dias anteriores teria sido uma situação corriqueira de inverno.
 


E não houve sting jet... Há dezenas de tweets a avisar para um sting jet que nunca existiu e a criticarem o IPMA por não alertar para tal... Mas não vamos ver em lado nenhum escrito que todas estas páginas foram sensacionalistas e/ou não souberam interpretar uma imagem de radar. E que o IPMA previu tal e qual o que aconteceu, que caso não tivesse acontecido tudo o que se passou nos dias anteriores teria sido uma situação corriqueira de inverno.

As pessoas querem lá saber o que é um sting jet. O que importa é que alguém avisou atempadamente. O público procura o nowcasting que essas páginas amadoras acabam por fornecer: contacto permanente, informação em tempo real. É exatamente esse tipo de proximidade que o IPMA, a Proteção Civil e o próprio Estado deveriam garantir, mas não garantem.

E não podemos esquecer que estamos em contexto pós-Kristin. Mais do que nunca, as pessoas querem, e precisam, de informação rápida, clara e eficaz, algo que simplesmente não está a chegar por parte das entidades que deveriam assegurá-la.
 
Desculpa, mas se a perceção generalizada é que o IPMA “anda a dormir”, mesmo que isso não seja verdade, então a responsabilidade é 100% da comunicação do próprio IPMA. Eu trabalho com comunicação, e nesta área o público tem sempre razão, para o bem e para o mal. :lol:
E nem falo apenas de redes sociais. Basta olhar para o site. Sei que é um tema mais que batido, mas a maioria das pessoas que conheço prefere consultar apps ou páginas amadoras em que confia do que ir diretamente à fonte oficial. Isso acontece porque o IPMA não tem uma presença digital eficaz. Quando digo eficaz, refiro-me a linguagem menos técnica, gráficos simples, vídeos diários sobre o estado do tempo, explicações do que está a acontecer, contexto. É um investimento, sim, mas hoje em dia é essencial. Sem isso, a comunicação simplesmente não chega às pessoas.
O IPMA podia usar uma linguagem mais simples nas suas publicações e às vezes comunicar menos, ironicamente acho que às vezes passam informação a mais que as massas não entendem nem têm que entender e isso só confunde as pessoas mesmo quando a parte essencial também lá está. Dito isto...


E não houve sting jet... Há dezenas de tweets a avisar para um sting jet que nunca existiu e a criticarem o IPMA por não alertar para tal... Mas não vamos ver em lado nenhum escrito que todas estas páginas foram sensacionalistas e/ou não souberam interpretar uma imagem de radar. E que o IPMA previu tal e qual o que aconteceu, que caso não tivesse acontecido tudo o que se passou nos dias anteriores teria sido uma situação corriqueira de inverno.

...é difícil culpá-los quando eles fazem uma previsão, há páginas amadoras que dizem que não, que vai ser muito pior, e quando felizmente não acontece tragédia nenhuma, as pessoas ficam contra o IPMA na mesma
 
As pessoas também têm de saber procurar a informação. Vejo muita gente criticar que o IPMA não avisou, previu mal, etc... mas vamos a factos. Foram nomeadas várias destas depressões pelo IPMA, só aí já pressupõe impacto, severidade. Mal ou bem, mais tarde ou mais cedo, mais a norte mais a sul, avisos laranjas e vermelhos foram emitidos aos montes nas últimas semanas, há previsões descritivas diárias. Comunicados foram feitos. Se pode ser feito mais na comunicação, nas redes sociais, talvez. Mas não é justo de todo dizer que o IPMA está a dormir e não tem cumprido com as suas funções fundamentais. E muitos nem fazem a ideia da comunicação que é feita com a ANEPC e outras entidades que não passa para o exterior...

Há sempre espaço para melhorar muita coisa, mas nem 8 nem 80.
Nem mais. As críticas que eu faço ao IPMA (são poucas), são em parte frustração, porque na sociedade actual a informação é/tem de ser instantânea, e como tal, quando não acontece são sujeitos a críticas. Hoje por exemplo o IPMA falhou um bocadinho nas previsões horárias no vento, mas fora isso esteve bem.
Se o IPMA no futuro conseguir corrigir algumas situações, fica tudo bem.
E verdade seja dita, na sociedade actual tudo é levado a extremos...
Eu que vou fazer 54 anos para a semana que vem, sei bem ver a diferença de previsões e informações ao cidadão comum do que acontecia nos anos 80.
Mas a sociedade de hoje vive no presente e esquece o passado, quantas e quantas depressões cavadas que trouxeram chuva a rodos e ventos cicloonicos e houve prejuízos humanos e materiais e quase ninguém fala disso...
Hoje, temos muito melhor informação para o cidadão comum do que tínhamos hà 40 anos, mas preferimos criticar. Mas ĥá sempre espaço para melhorar.
 
Mais do que nunca, as pessoas querem, e precisam, de informação rápida, clara e eficaz, algo que simplesmente não está a chegar por parte das entidades que deveriam assegurá-la.
Então é preferível desinformar de forma rápida, clara e eficaz, do que ficar calado quando não há mais nada de relevante para se dizer?

Compreendo o que é dito relativamente ao site, que é do século XX. Quanto ao resto não entendo. Não nos devemos esquecer que o IPMA é um instituto técnico, quem tem que comunicar directamente com a população são as estruturas de Protecção Civil.
 
Acerca das previsões na tv, vejam as da televisão da Galiza, são muito boas, informativas, com a participação do público (fotos) - isso também agarra o comum dos mortais, por assim dizer, capta a atenção do público-alvo.
Nota-se ali preparação para informar as pessoas, com maior ou menor "literacia".

Vejam esta previsão do fim de dia:

https://www.g24.gal/-/escampa-durante-unhas-horas-a-chuvia-volve-contra-a-tarde-do-domingo

Excelente, não? É assim que se presta serviço público.
Totalmente de acordo, é um serviço público e de interacção com o cidadão comum muito bom. Raramente vejo mas já vi vezes suficientes e adorei. Tudo o que referiste, vi e invejei não haver igual em Portugal.
Faz-me muita confusão como é tratada a meteorologia em Portugal na Tv e afins...
 
Então é preferível desinformar de forma rápida, clara e eficaz, do que ficar calado quando não há mais nada de relevante para se dizer?
Isso é um falso dilema. O problema não é “falar sem saber”, é não comunicar quando há informação relevante para contextualizar, mesmo que ainda exista incerteza. Comunicar incerteza também é comunicação.

Dizer nas redes sociais que “há potencial para agravamento”, “os modelos estão a divergir”, “estamos a monitorizar em tempo real” não é desinformar. Pelo contrário, é preparar as pessoas. Ficar em silêncio cria perceções erradas e deixa o espaço livre para especulação.

Compreendo o que é dito relativamente ao site, que é do século XX. Quanto ao resto não entendo. Não nos devemos esquecer que o IPMA é um instituto técnico, quem tem que comunicar directamente com a população são as estruturas de Protecção Civil.

Quanto ao IPMA ser um instituto técnico, isso não o isenta de comunicar com o público. Praticamente todos os serviços meteorológicos de referência (Met Office, AEMET, Météo-France, DWD) são técnicos e comunicam diretamente com a população, com linguagem adaptada. A Proteção Civil atua sobre o risco. O IPMA é a fonte primária da informação meteorológica. Se essa fonte não comunica bem, todo o sistema falha a montante.
 
As pessoas querem lá saber o que é um sting jet. O que importa é que alguém avisou atempadamente. O público procura o nowcasting que essas páginas amadoras acabam por fornecer: contacto permanente, informação em tempo real. É exatamente esse tipo de proximidade que o IPMA, a Proteção Civil e o próprio Estado deveriam garantir, mas não garantem.

E não podemos esquecer que estamos em contexto pós-Kristin. Mais do que nunca, as pessoas querem, e precisam, de informação rápida, clara e eficaz, algo que simplesmente não está a chegar por parte das entidades que deveriam assegurá-la.
Mas avisou antecipadamente do quê? É que o que o IPMA tinha para dizer era "olhem, vem aí uma tempestade forte mas normal de inverno, potencialmente com uma ou outra rajada um pouco acima dos 100 km/h, como acontece várias vezes num ano normal"