Seguimento Rios e Albufeiras - 2017

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Cumulus
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31 Jan 2015
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Caniçada já estará a descarregar pelo caudal que o Cávado leva antes de receber o Homem.
Infelizmente estou na zona centro e não consigo lá ir
 

guisilva5000

Super Célula
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16 Set 2014
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Belas
No último dia do mês de Janeiro de 2017 e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se um aumento do volume armazenado em 5 bacias hidrográficas e uma descida em 7.
Das 60 albufeiras monitorizadas, 15 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 17 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
Os armazenamentos de Janeiro de 2017 por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias de armazenamento de Janeiro (1990/91 a 2015/16).

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luismeteo3

Furacão
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14 Dez 2015
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Fatima (320m)
Alqueva: As comportas fecharam há 15 anos e o resultado é este
7 fev 2017 · 13:20

Após 2.400 milhões de euros de investimento, 21 anos de obras e 15 a encher, Alqueva produz energia, reforça abastecimento de água a 200.000 habitantes, rega 120.000 hectares e poderá expandir-se para beneficiar mais 47.000.



Na quarta-feira, assinalam-se 15 anos do fecho das comportas da barragem do Alqueva, que ocorreu a 8 de fevereiro de 2002 e marcou o início do enchimento da albufeira, a qual já atingiu várias vezes o pleno armazenamento de 4.150 milhões de metros cúbicos de água, à cota de 152 metros.

Atualmente, a albufeira, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, armazena 3.143 milhões de metros cúbicos de água e está à cota 147.69 metros e com 78% da capacidade máxima, segundo dados prestados hoje à agência Lusa pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

O atual volume da albufeira é "normal e compatível" com o objetivo da barragem: garantir uma reserva estratégica de água capaz de suprir todas as necessidades de água abrangidas pelo projeto durante quatro anos consecutivos de seca extrema, disse à Lusa o presidente da EDIA, José Pedro Salema.

No projeto Alqueva, que é "estruturante" e representa "um forte contributo para o desenvolvimento" do Alentejo, já foram investidos 2.400 milhões de euros, distribuídos pelas valências agrícola, energética e de abastecimento público, disse.

José Pedro Salema faz um balanço "extremamente positivo" do projeto, que teve "adequações", como o aumento da área beneficiada pelo regadio, de 110.000 para 120.000 hectares, e cuja conclusão foi antecipada e termino em 2016, nove anos antes do inicialmente previsto (2025).


Na valência agrícola, a EDIA acabou em 2016 a construção das infraestruturas necessárias para regar os 120.000 hectares previstos e que estão em exploração.

Quanto ao abastecimento público de água, a empresa concluiu, em 2010, as ligações entre a albufeira "mãe" de Alqueva e as quatro albufeiras abrangidas pelo projeto, que pode reforçar, sempre que haja necessidade, o abastecimento público de 13 concelhos do Alentejo com mais de 200.000 habitantes, incluindo os de Beja e Évora.

Na valência energética, além de ter construído as centrais de Alqueva e do Pedrógão, que começaram a funcionar em 2004 e 2006, respetivamente, e foram concessionadas à EDP, a EDIA terminou em 2011 a instalação das cinco centrais mini-hídricas do projeto.

A EDIA aposta também noutras fontes de energia renovável e já instalou pequenas centrais solares fotovoltaicas junto à barragem do Alqueva e nas estações elevatórias do Pisão e da Amoreira e um primeiro conjunto de painéis solares fotovoltaicos flutuantes para produzir energia para abastecer as operações do reservatório de água da Cegonha.

Agora, frisa José Pedro Salema, perspetivam-se "duas novas fases na vida" do Alqueva: o "amplo aproveitamento" das infraestruturas e da água e o aumento da área abrangida pelo regadio em mais 47.000 hectares.

A adesão dos agricultores ao regadio "tem vindo a fazer-se de forma exponencial nos perímetros do Alqueva", que, apesar da "juventude", "já tem uma elevada taxa de adesão", que ronda os 67% em média e que, em alguns casos, ultrapassou os 80% logo nos primeiros dois/três anos.

"Uma taxa de adesão desta ordem de grandeza só pode ser considerada um sucesso e inédito" no panorama agrícola português e transformou a zona abrangida pelo Alqueva no "centro da nova agricultura", frisou.

Atualmente, a EDIA tem 3.500 agricultores clientes que usam a água do Alqueva, dos quais 157 são estrangeiros e exploram cerca de 35.000 hectares na região e, destes, 93 são provenientes de Espanha e o olival é a principal cultura em exploração, indicou.

Segundo um estudo sobre os impactos do projeto, encomendado pela EDIA, os 120 mil hectares beneficiados pelo Alqueva, quando se atingir a planeada adesão ao regadio de 80 a 85%, deverão gerar mais 7.500 postos de trabalho e aumentos de 340 milhões de euros no valor bruto e de 254 milhões de euros no valor acrescentado bruto da produção anual do setor agrícola na região, disse.

Segundo José Pedro Salema, a EDIA tem vindo a desenvolver o projeto para aumentar em 47.000 hectares a área abrangida pelo regadio do Alqueva, que vai implicar um investimento de 220 milhões de euros e cujo financiamento através do Plano Junker está em análise, "aguardando-se para breve uma decisão final".

A expansão do regadio terá impactos diretos e "no ano de cruzeiro" poderá gerar mais 2.630 postos de trabalho e aumentos de 119 milhões de euros no valor bruto e de 89 milhões de euros no valor acrescentado bruto da produção anual do setor agrícola na região.

O projeto global de Alqueva obrigou à construção de uma nova povoação para alojar os cerca de 400 habitantes da "velha" aldeia da Luz, submersa pelas águas da albufeira, num investimento total de cerca de 39 milhões de euros.

Alqueva, na sua capacidade total de armazenamento, é o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.
http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alqueva-as-comportas-fecharam-ha-15-anos-e-o-resultado-e-este
 

Pedro1993

Super Célula
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7 Jan 2014
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Torres Novas(75m)
Maior complexo de barragens do país nasce no Tâmega

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Iberdrola vai investir 1500 milhões de euros para construir três barragens na região Norte. O projeto começou com a entrega de um “cheque” de 303 milhões de euros ao Governo de Sócrates, em 2008

Foi há já nove anos que o Governo do então primeiro-ministro José Sócrates lançou aquele que seria um dos projetos estruturantes da sua política energética de fomento das fontes renováveis. O programa nacional de barragens avançou, em dezembro de 2007, com um lote de uma dezena de projetos que, concessionados por concurso, ampliariam o aproveitamento de energia hídrica no país. No ano seguinte, a espanhola Iberdrola marcaria a sua posição, assegurando quatro dessas novas barragens, mais do que qualquer outra elétrica, incluindo a portuguesa EDP, líder incontestável na produção de eletricidade no país.



A barragem do Tua não tirou o Amieiro do isolamento


A infra-estrutura já está a funcionar em pleno. A população ainda não sente benefícios da obra, mas já tem queixas a fazer.

Cerca de dez anos depois de ter sido anunciada, a barragem do Tua já está a funcionar em pleno, com a quota máxima de 170 metros. A população de Amieiro, concelho de Alijó, ainda não sente benefícios da obra, mas já tem queixas: mais humidade e mais nevoeiro, prejudicial para a agricultura, o principal meio de subsistência.

Os cerca de 70 habitantes de Amieiro, aldeia onde, em meados do século passado, viviam mais de três centenas de pessoas, contestam o isolamento a que estão votados. Para irem a Alijó, sede de concelho, gastam mais de 30 euros de táxi. Não têm alternativa: foi-se a ponte, foi-se o teleférico, foi-se a linha ferroviária e a estação de Santa Luzia.

Do passado restam a paisagem, os sons da natureza e uma vida que continua ser a dedicada à agricultura. Alguns ainda têm as hortas à porta de casa, mas muitos foram despojados dos seus terrenos.

É o caso de Alcino Meireles, 81 anos, nascido e criado no Amieiro. “Se fosse agora, não os vendia. Foram 70 oliveiras e outros tantos sobreiros. O dinheiro gasta-se e ficamos sem propriedades, com a barragem veio a humidade, vai acabar com o vinho daqui, é prejudicial para a agricultura, além de que não podemos passar para os outros terrenos do lado de lá da margem do rio”, lamenta o agricultor.

http://rr.sapo.pt/artigo/75464/a_barragem_do_tua_nao_tirou_o_amieiro_do_isolamento?utm_medium=rss
 

Gil_Algarvio

Nimbostratus
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23 Mar 2009
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Manta Rota - Algarve
Tenho andado à procura de confirmação, pois também já desconfiava que estes últimos dias de chuva seriam o suficiente para atestar as barragens do Sotavento Algarvio.

Na verdade nem é os pomares que me preocupam em anos prolongados de seca, os campos de golf gastam muito mais agua que os pomares que até tem sistema de rega gota a gota ou em certos casos recorrem a furos.

Aqui segue o video de inicio de descarga da Barragem de Odeleite (a barragem de Odeleite tem sistema de alerta por sirene devido à proximidade de habitações imediatamente a jusante do descarregador.

Ter em conta que este túnel é a saída do descarregador de superfície.