Os níveis de corrupção e incompetência nas autarquias é absolutamente fenomenal.
Ninguém quer realmente saber destes perigos. Construção em zonas inundável junto ao rio vale mais dinheiro. É mais IMI para os municípios.
Se tentarem ir contra a maré leva-se um risco em cima e é-se expulso.
Os departamentos de geologia e geografia quase não existem e quando é necessário abrir novo PDM, a palavra deles vale pouco ou nada.
Conheço um famoso caso aqui perto, que na altura até passou na TV, que após aluir uma vertente exposta, ficaram até as fundações das vivendas germinadas à mostra. Não morreram todos por milagre.
Processo para aqui e para ali e a Câmara nem estudos sobre o terreno tinham efetuado antes de atribuir a licença.
Ainda me lembro de entrevistarem um velhote que por lá andava de sachola e de ele dizer que aquando a construção ele chegou a dizer lá a uma engenheira que aquele lugar era um lameiro com muita água subterrânea e que até em fins de Agosto dava água. Era uma péssima ideia lá construir.
Mandaram o velho bugiar e a culpa acabou por morrer solteira.
Pior ainda nos leitos dos rios. Cidades inteiras foram construídas em cima deles. O exemplo mais flagrante é Albufeira, que se desenvolveu literalmente num leito seco de cheias. Canalizaram a ribeira e agora quando a água vem por ali abaixo inunda o centro da vila.
Ver anexo 30396
Aquilo que era perdoável no tempo da ignorância não o é hoje. Hoje falamos de corrupção e incompetência. Ainda estou para ver autarcas e vereadores serem criminalmente responsabilizados por novos empreendimentos serem construídos em zonas inundáveis e por isso terem morrido cidadãos.
De resto, há que reconhecer que o Tuga comum também é ignorante nestes assuntos. Se puder construir no meio do mato no patamar mais alto para olhar de cima para todos, vai fazê-lo. Se depois arder tudo a culpa é dos outros. E só não constroem em cima do rio porque a água não deixa.
A responsabilidade individual também tem de ser chamada a esta discussão.