Seguimento Rios e Albufeiras - 2026

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eu aqui ganhei um oceano, comecem apontar no mapa Oceano Sorraia (fotos câmara Coruche)

Ver anexo 30061


Ver anexo 30062
O google diz que há pelo menos 46 anos (é o limite do banco de dados) que o Sorraia não estava tão cheio. Será?
6MCMs6n.png


O mesmo serve para o Guadiana e Sado.
 
Guadiana em Alcoutim com o nível mais alto dos últimos dias / anos.

Ver anexo 30385
Praticamente todo o Sul de Portugal e Espanha tem valores superiores a 100mm previstos até domingo, ou seja, em menos de uma semana e com solos saturados. Vai ser uma situação grave porque derivado a estes últimos anos sem cheias significativas foi-se construindo junto aos cursos de água.
Um dos motivos pelo qual não queriam abrir a descarga de fundo e ainda mais as comportas de superfície da Barragem do Caia era porque havia construções e olivais junto às margens do rio, que se encontra completamente obstruído. Agora está tudo alagado e provavelmente vão ter de abrir ainda mais as comportas.

Isso que se vê nessa imagem de Alcoutim provavelmente vai tudo à vida com o que se prevê para os próximos dias. Vale a Barragem do Alqueva que sempre controla um pouco mais o Guadiana a jusante, e as barragens que estiveram em níveis críticos em Espanha nos últimos anos. Se Cijara e La Serena precisarem de descarregar vai ser mesmo muito complicado.

Esta situação não é inédita, simplesmente foi um ciclo que se quebrou. Nunca se aprende nada, constrói-se à vontade e depois mais tarde paga-se da pior maneira com milhões de prejuízos.
 
Felizmente C. Bode está nos 80%. Cabril nos 70%. Há espaço do nosso lado.
Mas é um espaço lateral, a cascata do Tejo não armazena, tudo o que vier passa adiante. Se Castelo de Bode tiver que abrir tudo então vai ser muito, mas mesmo muito complicado, a começar logo por Constância. Foi assim em 1979, que está cá bem presente na memória.
 
O google diz que há pelo menos 46 anos (é o limite do banco de dados) que o Sorraia não estava tão cheio. Será?
6MCMs6n.png


O mesmo serve para o Guadiana e Sado.

já vi pior, mas naquele dia, entretanto o rio desceu um bocado mas hoje voltou a subir muito, quando sai do trabalho em Benavente já estava tudo cheio de novo com ondulação e tudo, portanto a não ser que seja de hoje
 
Última edição:
Ereira, Montemor-o-Velho, em risco de ficar isolada. A única entrada e saída que ainda estava transitável a ficar inundada.

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Na histórica cheia de 2001, os meus pais tinham ido à Ereira jantar fora com amigos e contam que e no jantar eram só piadas de que ia inundar tudo e o dono do restaurante a brincar que lhes oferecia um quarto mas tinham que dormir juntos, quando estavam a voltar para a Figueira já a estrada estava meio inundada embora ainda desse para passar e depois passado umas horas já ninguém passava para lado nenhum
 
Esta situação não é inédita, simplesmente foi um ciclo que se quebrou. Nunca se aprende nada, constrói-se à vontade e depois mais tarde paga-se da pior maneira com milhões de prejuízos.
Os níveis de corrupção e incompetência nas autarquias é absolutamente fenomenal.

Ninguém quer realmente saber destes perigos. Construção em zonas inundável junto ao rio vale mais dinheiro. É mais IMI para os municípios.

Se tentarem ir contra a maré leva-se um risco em cima e é-se expulso.

Os departamentos de geologia e geografia quase não existem e quando é necessário abrir novo PDM, a palavra deles vale pouco ou nada.

Conheço um famoso caso aqui perto, que na altura até passou na TV, que após aluir uma vertente exposta, ficaram até as fundações das vivendas germinadas à mostra. Não morreram todos por milagre.

Processo para aqui e para ali e a Câmara nem estudos sobre o terreno tinham efetuado antes de atribuir a licença.

Ainda me lembro de entrevistarem um velhote que por lá andava de sachola e de ele dizer que aquando a construção ele chegou a dizer lá a uma engenheira que aquele lugar era um lameiro com muita água subterrânea e que até em fins de Agosto dava água. Era uma péssima ideia lá construir.

Mandaram o velho bugiar e a culpa acabou por morrer solteira.

Pior ainda nos leitos dos rios. Cidades inteiras foram construídas em cima deles. O exemplo mais flagrante é Albufeira, que se desenvolveu literalmente num leito seco de cheias. Canalizaram a ribeira e agora quando a água vem por ali abaixo inunda o centro da vila.

Albufeira antiga cheias.webp



Aquilo que era perdoável no tempo da ignorância não o é hoje. Hoje falamos de corrupção e incompetência. Ainda estou para ver autarcas e vereadores serem criminalmente responsabilizados por novos empreendimentos serem construídos em zonas inundáveis e por isso terem morrido cidadãos.

De resto, há que reconhecer que o Tuga comum também é ignorante nestes assuntos. Se puder construir no meio do mato no patamar mais alto para olhar de cima para todos, vai fazê-lo. Se depois arder tudo a culpa é dos outros. E só não constroem em cima do rio porque a água não deixa.

A responsabilidade individual também tem de ser chamada a esta discussão.
 
Os níveis de corrupção e incompetência nas autarquias é absolutamente fenomenal.

Ninguém quer realmente saber destes perigos. Construção em zonas inundável junto ao rio vale mais dinheiro. É mais IMI para os municípios.

Se tentarem ir contra a maré leva-se um risco em cima e é-se expulso.

Os departamentos de geologia e geografia quase não existem e quando é necessário abrir novo PDM, a palavra deles vale pouco ou nada.

Conheço um famoso caso aqui perto, que na altura até passou na TV, que após aluir uma vertente exposta, ficaram até as fundações das vivendas germinadas à mostra. Não morreram todos por milagre.

Processo para aqui e para ali e a Câmara nem estudos sobre o terreno tinham efetuado antes de atribuir a licença.

Ainda me lembro de entrevistarem um velhote que por lá andava de sachola e de ele dizer que aquando a construção ele chegou a dizer lá a uma engenheira que aquele lugar era um lameiro com muita água subterrânea e que até em fins de Agosto dava água. Era uma péssima ideia lá construir.

Mandaram o velho bugiar e a culpa acabou por morrer solteira.

Pior ainda nos leitos dos rios. Cidades inteiras foram construídas em cima deles. O exemplo mais flagrante é Albufeira, que se desenvolveu literalmente num leito seco de cheias. Canalizaram a ribeira e agora quando a água vem por ali abaixo inunda o centro da vila.

Ver anexo 30396


Aquilo que era perdoável no tempo da ignorância não o é hoje. Hoje falamos de corrupção e incompetência. Ainda estou para ver autarcas e vereadores serem criminalmente responsabilizados por novos empreendimentos serem construídos em zonas inundáveis e por isso terem morrido cidadãos.

De resto, há que reconhecer que o Tuga comum também é ignorante nestes assuntos. Se puder construir no meio do mato no patamar mais alto para olhar de cima para todos, vai fazê-lo. Se depois arder tudo a culpa é dos outros. E só não constroem em cima do rio porque a água não deixa.

A responsabilidade individual também tem de ser chamada a esta discussão.

O caso da atualidade, para mim mais caricato, é ver nas reportagens das televisões dos últimos dias em Alcácer do Sal, jornalistas, políticos e os habituais comentadores da nossa praça, a falarem do problema da construção em leitos de cheia, inclusive a falarem na necessidade de "recuo" e ao mesmo tempo nas imagens de fundo, vemos um prédio novo a ser evacuado e um outro ao lado, pasme-se, em construção.

Reparem bem onde o prédio foi construído, o do lado está em construção.:disgust:

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A quantidade de recursos gastos durante dias e dias, devido à incúria de Presidentes de câmaras e governantes que ao longo de anos e anos falam muito no dia a seguir ás catástrofes, mas passados dois dias já se esqueceram ou não querem saber.

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O mais incrível disto tudo é que toda esta gente está a falar, comentar e gravitar á volta disto e ninguém é capaz de dizer:
"Eh Pá, olha, aquele prédio ali, acabou de ser construído e outro ainda está em construção!!!"
Será que só eu é que vejo???
Bolas!!! Como dizia um antigo colega meu; "Será que só eu é que tenho chefe???"

Podem ter uma ideia melhor da situação concreta neste vídeo.


Divirtam-se.