Seguimento Rios e Albufeiras - 2026

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Vinha cá por isso.
Logo abaixo tem juzar que ainda tinha espaço, tem estado a turbinar nos últimos dias.
Basicamente enchem a barragem mais abaixo.
La Serena foi construída na Albufeira de Zujar.
Reduzindo a capacidade desta de 700 para 400hm³.
Sim, é uma descarga interna. Zujar ainda está nos 75%, portanto esta descarga não vai influenciar o caudal do Guadiana ao longo dos próximos dias.
Tendo em conta que se espera uma subida do anticiclone a partir do carnaval, parece-me que as descargas destas grandes barragens só serão preocupantes se entretanto surgir um novo período chuvoso.

É interessante notar que as descargas coincidem com períodos chuvosos no Sul da Península, contudo não descarregou em 2010 nem em 2011…
Pensei no mesmo. Também não descarregou em 2001 e foi um ano hidrológico bastante chuvoso.
 
Sim, é uma descarga interna. Zujar ainda está nos 75%, portanto esta descarga não vai influenciar o caudal do Guadiana ao longo dos próximos dias.
Tendo em conta que se espera uma subida do anticiclone a partir do carnaval, parece-me que as descargas destas grandes barragens só serão preocupantes se entretanto surgir um novo período chuvoso.


Pensei no mesmo. Também não descarregou em 2001 e foi um ano hidrológico bastante chuvoso.
Concordo. O perigo virá com um Março chuvoso.
 
As comportas da ponte tinham sido abertas no dia anterior, e entretanto voltou a encher.
Uma parte pela chuva.
Outra parte pelas nascentes. O pessoal que lá está a trabalhar, confirmou que já "rebentaram" as 3 nascentes. embora ainda com muito pouco caudal.
O nível piezométrico tem estado a subir bem.
Ver anexo 30979
O lado Leste do aquarifero está bem melhor, mas por Silves está a recuperar bem.:thumbsup:
 
Fonte Copernicus em alta resolução.

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Sim, é uma descarga interna. Zujar ainda está nos 75%, portanto esta descarga não vai influenciar o caudal do Guadiana ao longo dos próximos dias.
Tendo em conta que se espera uma subida do anticiclone a partir do carnaval, parece-me que as descargas destas grandes barragens só serão preocupantes se entretanto surgir um novo período chuvoso.


Pensei no mesmo. Também não descarregou em 2001 e foi um ano hidrológico bastante chuvoso.

Não esquecer que as cheias de 2001 foram em Março.
Com anticiclone continuaremos a ver as barragens a turbinar para baixar os níveis.
Só podem encher depois de Abril.
Até lá há necessidade de ter encaixe.
 
Cheias dos Rios Tejo, Sorraia e Almansor bem visíveis do espaço. Lagoa de Óbidos também com volume considerável.
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O que me salta a vista é como os leitos de cheia estão perfeitamente identificados a olho nu quando se vê de cima. O facto de ficarmos espantados (alguns) com estas cheias é algo que me ultrapassa.

Acontecimentos destes surgem meia dúzia de vezes na vida de uma pessoa. Uns dizem que são raríssimas as ocasiões. A escala geológica, pelo contrário, estes tornam-se rotineiros e frequentes.

O leito do rio Ave, perto de onde me encontro, diz muita coisa. O declive nas bermas fruto de erosão antiga revela bem que outrora certa cheias foram incomparavelmente superiores a qualquer coisa que imaginamos possível hoje.

É fácil identificar o leito de cheias frequente (ele mesmo vai sendo ocupado por construções pois as barragens dão um falso sentimento de segurança) e um patamar superior resultante de eventos excepcionalmente raros. Uns que só acontecem uma vez a cada milénio, mas com força destrutiva suficiente para cavar estas marcas.

Mais ainda, olhando para os sedimentos , ainda se torna mais gritante aquilo que se passou no passado.

Quando vou descendo em direção ao rio consigo apontar exatamente para o local onde começo a observar pedras mais polidas e arredondadas. Isso numa zona ainda mais alta e em locais onde os valados e terras remexidas permitem observação.

Ou seja, este é o nível mais alto onde se verificaram cheias de tal dimensão que para aí foram arrastados aluviões.

Imaginemos que temos 5 eventos como os atuais a cada século. São 50 por milénio. Desde o início do Holoceno (nossa era climática atual) após o degelo da última era glaciar, contamos mais ou menos 12 mil anos.

São 600 (!!!) eventos so nesta pequeníssima amostra Temporal. Em termos geológicos são 0.00027%.

Nestes 600 se 10% forem anormalidades aberrantes, falamos de 60 eventos de proporção épica...

O território tem marcas que contam tudo de forma descarada e óbvia. A conversa a volta das cheias extremas é não sei quê das alterações climáticas passa-me bastante ao lado.

Aliás, o sinal de frequência das tempestades quando ajustado à probabilidade de eventos não registados na era pré satélite, aponta muito claramente para uma frequência maior durante a última mini era glaciar, até ao séc 19.

O que mais nos deveria preocupar sim, é o o ordenamento do território. Mas isso está perdido e só será corrigido quando uma tragédia acontecer.

Porque garanto-vos que quando um evento destes raríssimos, 1 em mil anos, acontecer, não há barragens que aguentem seja o que for. E neste momento será tudo arrasado como foi no passado.

Evidentemente, quem estiver a viver o evento, iludido pela perspectiva insignificante da vida humana, há de afirmar que são sinais do fim do mundo e de que é culpa dos nossos pecados como sociedade etc etc...

Aliás.. Esta história não vos é familiar? Até me parece que existe um certo livro popular que conta EXATAMENTE a mesma história.
 
Última edição:

Fogo! A água é tanta que os sistemas cársicos não conseguem drenar.
O sistema hundidero-gato deve estar brutal!
Aqui um video de Benaoján muito perto dessa represa!

Sistemas cársicos a bombar:bombar: Essas zonas recebem as águas de Grazalema !
"Presa de los caballeros"...

Só uma curiosidade...foi um Geólogo Suiço radicado em Portugal que disse que essa represa não ía funcionar...
Ernest Fleury
 
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Campilhas visto de drone.

 
Estou convencido que vai acabar por chegar a 100% muito em breve, mesmo que pare de chover muita água ainda tem que escorrer até lá. :)

Mais um passo rumo ao NPA de Monte da Rocha, passou de 92,2% ontem para 94,3%. :D
 
Monte da Rocha hoje:


A Barragem dos Minutos, em Montemor-o-Novo começou a descarregar hoje. Era uma das que esteve em situação crítica na bacia do Tejo e demorou bastante a encher.
 
A Barragem dos Minutos, em Montemor-o-Novo começou a descarregar hoje. Era uma das que esteve em situação crítica na bacia do Tejo e demorou bastante a encher.

A Barragem dos Minutos tem o mesmo problema da Barragem do Monte da Rocha, a bacia hidrográfica que a alimenta é pequena para o tamanho da albufeira.
 
Forte degelo na Serra da Estrela. 8ºC nas Penhas da Saúde e 85mm acumulados hoje.
Resultado: Mais de 50m3/s a entrar (e a sair) da Lagoa Comprida.
Só para se ter noção, a Lagoa Comprida turbina a 2,5m3/s, para a produção de energia. A capacidade máxima de descarga são 92m3/s.

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O caudal do Mondego a chegar à Aguieira já disparou:

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Assim como o rio Alva na albufeira de Fronhas:

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O Vouga também está com um grande caudal. Ribeiradio já aumentou o caudal de descargas.

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