Temporal trágico na Madeira - 20 de Fevereiro 2010

AnDré

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22 Nov 2007
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Há um ano atrás

(Animação satélite - Vapor de água na atmosfera 05h00-13h30 / 20 Fevereiro 2010)
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Um ano depois
Alguns artigos e reportagens na imprensa de hoje


- Um ano após a tragédia, geólogo defende instrução da população (RR)
- A recuperação de uma ilha (Público)
- Um ano depois da enxurrada (JN)
- Um ano depois, Madeira está mais limpa mas por requalificar (Público)
- Houve 48 mortos e não há responsabilização criminal (Público)
- Um ano depois, a Madeira tenta recuperar da tragédia de 20 de Fevereiro de 2010 (DN)
- Na Madeira há cicatrizes que tardam mais a sarar (DN)
- As diferenças entre o Funchal do dia do temporal e o de hoje (CM)
- Madeira perdeu 100 mil turistas (Sabado)
- Madeira: Um ano depois da catástrofe (Expresso)
- Tragédia na Madeira foi há um ano: Recorde as imagens (Caras)
- Igreja da Ribeira Brava homenageou vítimas da catástrofe (DN Madeira)
- Igreja do Monte invoca memória das vítimas (DN Madeira)
- Governantes não aprenderam com o 20 de Fevereiro (DN Madeira)
- PS-Madeira acusa Governo Regional de beneficiar "patos bravos (Expresso)
- Câmara do Funchal ainda só recebeu 915 mil euros para a reconstrução (LUSA)
- Quercus alerta que continuam a ser cometidos erros na Madeira (TSF)
- Igreja madeirense já ajudou cerca de 500 famílias (Jornal Madeira)
- Prefiro pensar no presente e não no passado ou no futuro (Jornal Madeira)
- PCP vai propor debate de urgência sobre reconstrução da Madeira (Público)
- Nas zonas altas do Funchal morreram seis pessoas da mesma família (RTP)
- Madeira, um ano depois: em Tabua casas e estradas esperam reconstrução (RTP)
- Madeira, um ano depois: Ribeira Brava tenta reerguer-se (RTP)
- Madeira, um ano depois: elevadores e parques de estacionamento submersos (RTP)
- Madeira, um ano depois: missa na igreja do Monte (RTP)
- Entrevista com o presidente da Câmara do Funchal (RTP)
- Inundações da Madeira recordadas um ano depois (RTP)
- Turismo dá sinais de recuperação na Madeira (RTP)
- Madeira, depois da tragédia (TVI)
- Madeira, um ano depois (TVI)


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No fórum

-> Seguimento Açores e Madeira - Fevereiro 2010 (Página 19)
-> Temporal trágico na Madeira - 20 de Fevereiro 2010
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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A primeira notícia merece ser destacada:

Madeira: Um ano após a tragédia, geólogo defende instrução da população

Não adianta ter tecnologia se as pessoas não souberem o que fazer em caso de alerta, diz Domingos Rodrigues.

Passado um ano da pior tragédia na Madeira de que há memória, o geólogo Domingos Rodrigues apela à instrução da população de todo o país para situações de risco.

As pessoas têm que ser instruídas desde que entram nas escolas e todos os anos têm que abordar estas temáticas referentes ao local onde vivem”, afirma, em declarações à Renascença.

As chuvas intensas de 20 de Fevereiro de 2010 devastaram populações inteiras na ilha da Madeira e 48 pessoas morreram. Durante este ano que passou, foram tomadas medidas preventivas, cujos resultados, de acordo com o também professor catedrático da Universidade da Madeira, especialista em desastres naturais no arquipélago, vão ainda levar algum tempo a aparecer.

“Podemos ter toda a tecnologia, todos os sistemas de monitorização, mas se a população não souber quais as atitudes correctas a tomar face a um aviso ou a um alerta ou até dentro da sua própria habitação, isso pode ser a diferença entre a vida e a morte”, sublinha ainda.

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=143022
 

Chingula

Cumulus
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16 Abr 2009
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E esta ?

:lmao:

"(...) A propósito de ataques à Região, o presidente do Governo deu o exemplo dos alertas «coloridos» da meteorologia, que acabam por dar má imagem da Madeira, lesando o seu turismo."

Jornal da Madeira

Lamentável vindo de onde vem...mas é muito comum em Portugal infelizmente.
Ao menos devia ser informado que os tais "coloridos", são sistemas que estão a ser implementados e adoptados em todos os Países.
 

Knyght

Cumulonimbus
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10 Mai 2009
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Lamentável vindo de onde vem...mas é muito comum em Portugal infelizmente.
Ao menos devia ser informado que os tais "coloridos", são sistemas que estão a ser implementados e adoptados em todos os Países.

Chingula há uma razão para se dizer isso, porque a gravidade reside em:

1º A população não sabe o que fazer em relação a cada grau de aviso. A instrução que por exemplo deveriam ser os técnicos do IM e da Protecção Civil a disponibilizar nas escolas com palestras e não em simples panfletos (coisa que também não existe... mas é irrelevante o que é relevante é existir conhecimento)

2º É publicitado então aqui na Madeira avisos amarelos como se fossem os fim do mundo, se até os jornalistas tivessem o discernimento que um aviso amarelo as pessoas podem viajar, que devem ir trabalhar mas deixar as sarjetas e saídas de casa limpas, e devem ter particular cuidado de seguir as previsões a conversa era muito mais anema.
Laranja que as pessoas devem tomar medidas e evitar deslocações desnecessárias, etc.

3º Chegamos a ter engarrafamentos de pais a ir buscar filhos as escolas em avisos laranjas que é a situação mais perigosa possível.

4º Tem sido prejudicial porque o turismo poderá pensar que encontrará um caos constante que não é verdade. E o outro caos é que os serviços não tem funcionado de forma correcta.

Tempo e se for feita devida formação o aviso será natural e as pessoas deixarem de estar em pânico. Mas tem ficado por isso tais palavras...

Por exemplo no meu serviço já esta tudo coordenado que em aviso laranja ninguém tira folgas, no vermelho se tiver mesmo de férias mas que esteja na Madeira deverá se possível apresentar-se no serviço.
 

Dan

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E esta ?

:lmao:

"(...) A propósito de ataques à Região, o presidente do Governo deu o exemplo dos alertas «coloridos» da meteorologia, que acabam por dar má imagem da Madeira, lesando o seu turismo."

Jornal da Madeira

Este tipo de frases é que acabam por lesar o turismo. O presidente do Governo da Madeira deve achar os potenciais turistas são uns atrasados mentais.
 
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Chingula

Cumulus
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16 Abr 2009
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Chingula há uma razão para se dizer isso, porque a gravidade reside em:

1º A população não sabe o que fazer em relação a cada grau de aviso. A instrução que por exemplo deveriam ser os técnicos do IM e da Protecção Civil a disponibilizar nas escolas com palestras e não em simples panfletos (coisa que também não existe... mas é irrelevante o que é relevante é existir conhecimento)

2º É publicitado então aqui na Madeira avisos amarelos como se fossem os fim do mundo, se até os jornalistas tivessem o discernimento que um aviso amarelo as pessoas podem viajar, que devem ir trabalhar mas deixar as sarjetas e saídas de casa limpas, e devem ter particular cuidado de seguir as previsões a conversa era muito mais anema.
Laranja que as pessoas devem tomar medidas e evitar deslocações desnecessárias, etc.

3º Chegamos a ter engarrafamentos de pais a ir buscar filhos as escolas em avisos laranjas que é a situação mais perigosa possível.

4º Tem sido prejudicial porque o turismo poderá pensar que encontrará um caos constante que não é verdade. E o outro caos é que os serviços não tem funcionado de forma correcta.

Tempo e se for feita devida formação o aviso será natural e as pessoas deixarem de estar em pânico. Mas tem ficado por isso tais palavras...

Por exemplo no meu serviço já esta tudo coordenado que em aviso laranja ninguém tira folgas, no vermelho se tiver mesmo de férias mas que esteja na Madeira deverá se possível apresentar-se no serviço.

Penso que se houver bom senso e sentido da responsabilidade, a sociedade, seja em que parte do Mundo for, perceberá que certas atitudes e avisos são de interesse geral...ou seja, também do seu interesse.
O que se passa...é que certos protagonistas gostam de tirar partido de determinados acontecimentos, achincalhando muito trabalho sério e que não pode (nem nunca poderá) ser exacto por razões óbvias, já muitas vezes explicadas, com elevação, aqui neste fórum.
Sucede que o I.M. (visado neste caso) faz o que pode, com os meios técnicos e tecnológicos que os sucessivos governos deste País lhe disponibilizam...
Quanto ao turismo não tenho a opinião expressa no ponto 4, mas não sou técnico da área...mas o argumento faz-me lembrar o "apertar do cinto Nacional...para os mercados lá fora verem..." o resultado há-de se ver...
 

Knyght

Cumulonimbus
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10 Mai 2009
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O ponto 4 é mais sobre o turista nacional, mesmo aqui no fórum mesmo sem algum dia cá virem dizeram que a construção na Madeira era X e Y, algo que não é rigosamente verdade...
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Mortes no temporal da Madeira sem responsáveis

O Ministério Público ordenou o arquivamento da investigação ao temporal que atingiu a Madeira em Fevereiro do ano passado. O procurador entendeu que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas da tragédia. Os familiares já estão a ser informados.
A 20 de Fevereiro do ano passado, a água invadiu Santo António, junto ao Funchal. A enxurrada arrastou toneladas de lama e uma grua que estava a ser usada na construção de um viaduto. Várias pessoas morreram.
No mesmo dia trágico, o temporal deitou abaixo a Capela das Babosas, junto a um aterro ilegal. A população chorou a morte de nove moradores. O Ministério Público quis saber se nestas, como em outras situações, houve responsabilidades de âmbito criminal já que, na altura da tragédia, vários ambientalistas e políticos tinham apontado o dedo à infracção de uma série de regras urbanas. Mais de um ano depois da tragédia, o Ministério Público entende que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas do temporal.
De acordo com o jornal Público, a investigação concluiu que todas as mortes foram acidentais e resultaram de causas naturais. Não houve, segundo os investigadores, indícios de actos humanos, voluntários ou negligentes, que tenham provocado ou feito aumentar o número de vítimas. O processo termina, assim, sem qualquer acusação. Os familiares das 48 vítimas estão já a ser informados.
Para o secretário regional dos Assuntos Sociais da Madeira, o arquivamento do inquérito "é o culminar de um processo doloroso para as famílias". "É o culminar de um processo de um período de muito sofrimento e o Ministério Público trabalhou célere para bem das famílias que perderam os seus familiares", disse à agência Lusa Francisco Ramos. O secretário regional adiantou que com o encerramento do inquérito, as famílias vão poder resolver "partilhas, receber os dividendos e as pensões" a que têm direito.

Fonte: Sic on line
 
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Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Oposição contra desvio de verbas do temporal na Madeira

Festas do Natal e Carnaval e parceria com a Vialitoral

O desvio de verbas atribuídas à reconstrução do temporal para despesas de funcionamento, nomeadamente as festas do Natal e Carnaval e para a parceria público-privada com a Vialitoral, está a ser repudiada pelos partidos de oposição na Madeira.
Sem justificar a ilegalidade confirmada pelo Tribunal de Contas, o presidente do governo regional ameaçou reagir "em legítima defesa" contra a auditoria que considera uma "perseguição". "Sempre que estamos neste período próximo de eleições, aparecem umas entidades que são da República prontas a nos fazer da vida um inferno", queixou-se Alberto João Jardim que ontem, em "esclarecimento" distribuído pelo seu gabinete, veio alegar que "a lei de meios não se esgota no processo da reconstrução". "Quem inferniza os madeirenses é o próprio presidente do governo", reagiu o grupo parlamentar do PS, que considera o desvio "um descarado roubo aos madeirenses, sobretudo às vítimas da tragédia". Os socialistas acusam também o governo de ter mentido no parlamento, ao negar o desvio quando foi interpelado sobre uma anterior auditoria do TC, segundo a qual o governo madeirense tinha utilizado na reconstrução apenas 29,5 por cento dos 191,3 milhões de euros recebidos, no ano passado, no âmbito da referida lei criada por Sócrates para auxiliar a Madeira.
Ao manifestar o seu "mais vivo repúdio" pela "utilização indevida e criminosa dessas verbas, que deveriam ser para ajudar quem mais necessita", o BE diz que a confirmação pelo TC ocorre "numa altura em que a ajuda não chegou a muitas pessoas atingidas pela intempérie" de 20 de Fevereiro de 2010. Roberto Almada lembra ainda que o Bloco "foi o único partido na Assembleia da República que não votou a favor desta lei de meios, exactamente por entender que esta abria portas para a aplicação de verbas em situações que nada tinham a ver com o temporal".
Em sede de contraditório, o governo regional alegou ao TC que as verbas dos empréstimos contraídos ao abrigo da lei de meios não se encontram consignadas ao programa de reconstrução, podendo ser utilizadas em qualquer outra finalidade, desde que seja salvaguardada a execução desse programa. Mas o tribunal rebateu, esclarecendo que "a flexibilização dos empréstimos contratados ao abrigo" daquele diploma "não significa que a administração regional pode, na aplicação das correspondentes verbas, desviar-se das finalidades legalmente prescritas para os empréstimos de médio e longo prazo".

Tolentino de Nóbrega

Fonte: PÚBLICO

:lmao:

Realmente já não entendo até onde vai a fronteira entre o legal e a corrupção. Alberto João Jardim tem consciência limpa quando apoia a realização de festas com o dinheiro dos impostos de quem trabalha, esquecendo-se do temporal ocorrido?
Este devia-se juntar a outros que levaram o país ao fundo.
Gerofil :calor:
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
CRR_LOOP.GIF


A convective system passes over the Portuguese island of Madeira, where heavy rains caused flash floods and landslides. Multiple casualties were reported as a consequence of this severe event. The loop (left) of the Convective Rainfall Rate (CRR) instantaneous rain rates shows the event from 00:00 to 17:30 UTC

Fonte: Eumetsat
 
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