Tesourinhos deprimentes da Meteorologia e Clima

Tópico em 'Media' iniciado por Vince 16 Nov 2007 às 18:22.

  1. Vince

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    Furacão

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    Provavelmente apenas um lapsus-linguae ou até má transcrição jornalística, Pedro Viterbo é cientista com vasta obra publicada :p
     
  2. Zerrui

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    Cirrus

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    Olá Hotspot:

    O seu ponto de vista é curioso e coincide com o meu, ex-meteorologista do IM, que costumava dizer, quando deparava com um comentário de qualidade técnica duvidosa proferido por um especialista: quem não sabe alemão, não consegue apontar um erro num texto escrito nessa língua! Mesmo na casa-mãe da Meteorologia deixou de haver unanimidade no léxico técnico... No léxico e na interpretação.
    Hoje vi referências a um "tornado de fogo" no Brasil e a um asiático "tornado num campo de futebol". Ocorre-me dizer que não o são. Os tornados são trombas nebulosas (estão ligadas a uma nuvem convectiva), constituídas por gotas de água (são considerados hidrometeoros) que arrastam detritos desde a superfície. Nos dois vídeos, existe um claro movimento de rotação do ar que arrasta fogo e fumo de um incêndio num deles e muito pó e alguns objectos no outro, enquanto se joga à bola. No entanto, nenhum deles está ligado a uma nuvem. Serão litometeoros. São torvelinhos, remoinhos, colunas rodopiantes e ascendentes de ar, como os que frequentemente se vêem nos campos, em dias calmos de calor, designados por demónios de poeira. É o ar que sobe turbulentamente num local a isso propício e leva à convergência violenta junto ao solo.
    Zerrui
     
  3. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    Noites de bater o dente

    Versão papel.

    A vermelho "Vaga de frio".

    [​IMG]

    :maluco::maluco::maluco::maluco::maluco::maluco: :facepalm:
     
  4. Knyght

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    Cumulonimbus

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    Essas temperaturas não são normais? :lmao:
     
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  5. F_R

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    Cumulonimbus

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    As temperaturas são normais, os jornalistas é que não:lol:
     
  6. Pirata

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    Cirrus

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    :lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao: :thumbsup:
     
  7. stormy

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    Super Célula

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    Acerca do episódio de baixas temperaturas minimas que tivemos ( e antevendo uma proxima semana com noites bem frias e fortes inversões, apesar dos dias amenos), acho que os jornalistas fizeram bem em adverter as populações...é uma noticia que faz sentido pois adverte as pessoas acerca do facto e tambem lançam uma especie de curiosidade tipo.."ah e tal, as temperaturas vão baixar de um modo relativamente rapido.."bom..vocês precebem a ideia;)
    Acho muito mais util ter reportagens sobre os primeiros dias frescos de outono do que ter programas onde se perde tempo e dinheiro em discussões do arco da velha....
    Apesar disto, esta reacção das entidades de comunicação social, demonstra ( não só o sensasionalismo absurdo de quem quer ganhar dinheiro á conta das mais infimas tretas) como tambem alguma falta de conhecimento, ou vontde de fazer as coisas bem fundamentadas;)

    Quem me surpreendeu há uns tempos, por ter o assunto bem estudado, foi o Ricardo Araujo Pereira, que fez uma crónica muito gira sobre a "Meteoingenuidade" do pais em que vivemos:

    Nobody expects the portuguese winter

    Todos os anos, Portugal é surpreendido duas vezes: uma vez pelo Verão e outra pelo Inverno. Nunca estamos à espera deles. Para o resto do mundo, a natureza é cíclica, monótona e repetitiva. Para nós, é uma caixinha de surpresas. «Olha, lá vem o Verão outra vez. E não é que traz novamente muito calor, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às matas.

    Ops!, tarde de mais, já está tudo a arder.» No Inverno, a mesma coisa.

    «Olha, lá vem o Inverno outra vez. E não é que traz novamente muita chuva, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às sarjetas. Ops!, tarde de mais, já está tudo alagado.» E assim sucessivamente.

    Nunca cansa. E, no entanto, imagino que os jornalistas usem sempre a mesma notícia. Há dois ou três pormenores que mudam, como a marca dos helicópteros que combatem o fogo ou o número de viaturas que são arrastadas pela enxurrada, mas o resto é igual: «Violento incêndio ali», «Fortes chuvas acolá». Até os adjectivos que qualificam as catástrofes são previsíveis: os incêndios são quase todos violentos e é raro as chuvas serem outra coisa que não fortes. Não há memória de fortes incêndios e violentas chuvas, por exemplo. Mas não é por isso que deixamos de receber as notícias com renovada surpresa. Temos dificuldade em acreditar que ainda não foi desta que a chuva deixou de causar os estragos próprios da chuva. É verdade que, este ano, a chuva deu novamente cabo das estradas e voltou a fazer vítimas, mas pode ser que, para o ano, chova mais civilizadamente. Todos os anos damos uma oportunidade à chuva. E, por um lado, ainda bem.

    Não sei se consigo imaginar Portugal sem as calamidades. As calamidades ajudam-nos a organizar a vida. São pontos de referência. «Quando é que mudámos de casa? Foi depois dos incêndios de 91, porque eu já tinha o Citroën que foi levado pelas cheias de 94, mas ainda não tinha ficado sem a perna esquerda, que foi ao ar nos incêndios de 92.» Se as autoridades competentes começam a varrer as matas e a limpar as sarjetas, deixamos de ter a noção da passagem do tempo. Ainda vamos ter de comprar uma agenda. Com as calamidades, é dinheiro que se poupa.

    E não só. Há gente cuja vida tem sido salva pelas calamidades. Gente que sobreviveu às cheias de 87 porque ainda estava no hospital a recuperar dos incêndios de 86. Gente que se salvou dos incêndios de 99 porque ainda tinha a casa alagada pelas cheias de 98 e usou a água para combater as chamas.

    Enfim, gosto da esfera armilar, na nossa bandeira. Mas uma sarjeta entupida, entre o vermelho e o verde, também não ficava mal.


    Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira

    In, http://my-nepenthe.blogspot.com

    :p:D
     
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  8. Mário Barros

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    Furacão

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    Esse texto está aqui representado. Embora um pouco diferente, mas muito engraçado.

    [ame="http://www.youtube.com/watch?v=8mbppLt-TLw&feature=related"]YouTube - Broadcast Yourself.[/ame]
     
  9. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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  10. Mário Barros

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    Furacão

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    Tudo bem que os estragos foram avultados mas calma lá senhores, não foi nenhum furacão.

    [​IMG]
     
  11. 1337

    1337
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    Nimbostratus

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    eles nem devem saber distinguir tornado de furacão mario
    tens de perceber isso :lmao:
     
  12. Paulo H

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    Cumulonimbus

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    No jornal correio da manhã de hoje, um meteorologista refere que os tornados em portugal, não têm a mesma natureza daqueles que ocorrem nos E.U.A.! Ok, até podem ser diferentes, ser possível fazer storm tracking e com sorte apanhar um tornado em formação. Mas duvido muito que na américa não ocorram tornados como o que ocorreu ontem, após desenvolvimento de uma supercélula com passagem a tornado a 100km da costa. O que mais não falta nos estados unidos é linha costeira onde supercélulas possam entrar continente adentro! À semelhança de portugal, têm também linha costeira a oeste, à nossa latitude.
     
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  13. Pixie

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    Cumulus

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    Hoje na Sic falavam no "mini-tornado" do ano passado, e do "grande-tornado" deste feriado!!!!
    É uma nova escala... mini e grande... lol!
     
  14. SpiderVV

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    É preciso editar a imagem que o HotSpot fez há uns tempos :D

    [​IMG]
     
  15. Pixie

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    Cumulus

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    LOOOOOOOOOOOOOOLLLLL!!!!:lmao::lmao::lmao::lmao::lmao:
     

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