Tornado em Castelo Branco 25 de Outubro 2012

vitamos

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Tornado atinge zona industrial de Castelo Branco



Um tornado atingiu a zona industrial de Castelo Branco, avança a RTP1. O tornado atingiu várias viaturas que ficaram destruídas. Um carro terá sido mesmo projectado para uma ravina.

Não há vítimas a registar.

(Notícia em actualização).

Fonte: IONLINE



Tornado fez estragos em instalações industriais de Castelo Branco



(em atualização) Um tornado provocou estragos muito sérios em diversas estruturas industriais e cerca de 32 veículos de Castelo Branco, ao início da tarde desta quinta-feira. A Protecção Civil está no local, mas garante que o fenómeno atmosférico não fez feridos.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco afirmou que, cerca das 14,40 horas, receberam relatos de uma "situação atmosférica adversa" na zona industrial da cidade.

"Não sabemos se foi ou não um tornado, mas os relatos feitos dão a entender isso", disse a mesma fonte.

A tormenta terá produzido estragos muito sérios em estruturas industriais, com telhados a serem arrancados pelos ventos fortes, que "varreram" um extensão de aproximadamente três quilómetros.

De igual forma, os ventos causaram danos em 32 viaturas. Uma delas terá mesmo "voado" e caído para o fundo de uma ribanceira.

Fonte: JN


JDCCt.gif
 

Paulo H

Cumulonimbus
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2 Jan 2008
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Pois é.. Foi mesmo de raspão e seguiu para fora da cidade.

Se passasse pelo centro da cidade seria o caos, as árvores ainda estão cobertas de folhagem, muitas tombariam, com estragos e perigo para as pessoas.
 

manganao

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MSantos

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3 Out 2007
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Já sabíamos que havia algumas condições propicias para haver tornados, infelizmente houve estragos em Castelo Branco mas felizmente sem vitimas.

Em Arraiolos também é possível ter sido um tornado.
 

Paulo H

Cumulonimbus
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2 Jan 2008
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teria sido um F1?

Não sabemos que força teria o tornado. Eu e o albimeteo nem nos apercebemos do tornado.. A estação meteorológica está na outra ponta da cidade.

Se alguém do IM quiser aferir a força do tornado a partir dos efeitos que causou, que avance.. A nível de mediatismo se o tornado tivesse ocorrido numa faixa que passasse por inteiro na cidade, isso teria outro resultado e interesse científico/mediático.
A estação do IM está na ponta NE e o tornado acorreu na ponta SW da cidade!

O mesmo se passa com o tornado de arraiolos, se houver alguém interessado em medir (aferir) a força de ter arrancado n sobreiros..

Ainda bem que não aconteceu nada de mais grave, porque se alguém tivesse sido ferido ou pior, tinha tudo mais estudo.

Mas tenho reparado que esta faixa do Tejo, é sempre um local propício a estas incursões convectivas.. Até reparei nas imagens de radar que meia-hora antes, nada faria prever o pior, mas se a convectividade vem ao longo da linha do Tejo, parece que ao subir a plataforma da beira baixa, ganha algum alento orográfico de subida (serra do fratel, serra de olelas) e fica logo mais atiçada toda a convectividade.

Estranho que hoje nem me apercebi de trovoada.
 

SpiderVV

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26 Ago 2010
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VENTO FORTE EM IGREJINHA E CASTELO BRANCO
2012-10-26 (IPMA)
No dia 25 de Outubro de 2012 o território do continente (em particular as regiões centro e sul) encontrava-se sob a influência de uma depressão localizada a Oeste da Península Ibérica, transportando na sua circulação uma massa de ar extremamente húmida e instável. Atendendo a estas condições e ao tipo de perfil vertical do vento existente na troposfera, em especial numa camada baixa, esta perturbação sustentou, em alguns locais, a formação de aglomerados convectivos relativamente organizados. Cada um destes aglomerados convectivos, designado por Supercélula (SC), carateriza-se pela existência de um movimento de rotação persistente, de eixo vertical, designado por mesociclone. Esclarece-se que este não corresponde a um tornado, mas antes a um movimento de rotação imposto à corrente de ar ascendente que alimenta e organiza a respectiva célula convectiva e se mantém em altitude. A este tipo de perturbações de pequena escala espacial podem estar, entretanto, associadas diversas formas de tempo severo, entre as quais se contam a queda de granizo, a chuva forte e a ocorrência de vento forte. Os episódios de vento forte em associação a SC podem dever se mais frequentemente a fenómenos do tipo downburst e/ou gustnado ou, por vezes, a tornado (menos de 20% de todas as SC observadas). Entre os critérios inequívocos para qualificar o fenómeno numa das categorias apontadas contam-se relatos precisos ou fotos/filmes em que sejam observáveis caraterísticas visuais de cada um deles. Na sua ausência, resta a observação local dos danos que, no entanto, nem sempre possibilita uma classificação inequívoca.


Pelas 10:50 UTC (11:50, hora local) daquele dia, a observação radar evidenciava a presença de uma SC sobre a zona de estragos reportados em Igrejinha, localidade situada nas vizinhanças de Arraiolos (ver figura). Esta perturbação foi acompanhada por precipitação forte. De acordo com relatos disponíveis produziu-se um rasto de destruição numa extensão aproximada de 3 km com uma largura não superior a 200 m. Estes indícios e a natureza dos relatos sugerem um fenómeno de tipo gustnado ou tornado.

Mais tarde, pelas 13:40 UTC (14:40, hora local) a observação radar evidenciava a presença de uma SC sobre uma outra área de estragos reportados, na zona industrial de Castelo Branco. Os inúmeros relatos disponíveis incluem referências a destruições verificadas em coberturas de armazéns, viaturas (incluindo arrastamento de um automóvel por cerca de 100 m) e mobiliário urbano. Os danos observados indiciavam um fenómeno de tipo downburst. Esta classificação foi, entretanto, confirmada por observação visual de um técnico de meteorologia presente na área.
A análise das observações radar mostra que a SC que afetou os arredores de Castelo Branco se desenvolveu na mesma linha de instabilidade em que se formou a SC que afetou Igrejinha umas horas antes, não se colocando de parte ter-se tratado da mesma estrutura convectiva.


Ressalva-se, uma vez mais, o facto de só em face de uma identificação documental (filme, foto ou relato preciso) ser possível sustentar uma classificação inequívoca deste tipo de fenómenos.
http://www.meteo.pt/pt/media/notici.../media/noticias/textos/ventoforte_261012.html

O IM (aliás IPMA) não considera tornado por falta de provas mais concretas.
 

Paulo H

Cumulonimbus
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VENTO FORTE EM IGREJINHA E CASTELO BRANCO

http://www.meteo.pt/pt/media/notici.../media/noticias/textos/ventoforte_261012.html

O IM (aliás IPMA) não considera tornado por falta de provas mais concretas.

É sempre um pouco subjetiva a classificação de um fenómeno atmosférico sem fotos..

Mas gostava que o IM indicasse quais são as descrições visuais de que fala, e que nos permitem distinguir os fenómentos entre Tornado / Downburst / Gustnado!

Talvez seja porque ninguém descreveu a existência de um fuso em rotação, não sei.. Mas gostava de saber!


Uma descrição que me chamou a atenção nas notícias das 13H da RTP1, foi mais ou menos a seguinte:

"Estavamos a trabalhar na fábrica e chovia forte, de repente parou de chover e logo pouco depois, começamos a ouvir um ruído enorme. Algo estranho se passava, com medo abrigamo-nos como pudemos nos locais mais seguros, enquanto o telhado se arrancava com o vento."

Desta descrição, retiro os seguintes momentos:
1) Chovia bastante
2) Parou de chover de repente
3) Começa um vento tão forte, que arrasta todo o tipo de detritos, arranca telhados, e consegue levantar um carro 20m de altura caindo a quase 100m de distância.

Penso que é importante frisar o momento em que deixa de chover e logo depois começa o vento destruidor. Esse intervalo de tempo em que deixa de chover de repente, para mim significa que por cima (na nuvem) o sentido do vento obrigava a que a precipitação em vez de cair, se dirigisse para o eixo vertical da Super Célula, e depois foi uma questão de pouco tempo até ficarem sob a ação do vento.

Mas se fosse um downburst, também poderia acontecer ao contrário, deixando de chover porque o vento propagando-se para fora, afasta a precipitação por instantes naquele preciso local.


Uma coisa é certa, realmente as descrições minuciosas são importantes para o apuramento dos factos! Tenho pena de não ter presenciado o fenómeno local..:sad:
 

Vince

Furacão
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Numa árvore de decisão deste género de tudo o que li parece que há vários problemas que complicam a identificação correcta do que aconteceu em Castelo Branco.

- Não há testemunhos de alguém ter avistado o Tornado (cone nebuloso turbulento em rotação em contacto com o chão).

- Não há registos fotográficos/vídeo.

- Parece que não existe um trilho de destruição (no de Arraiolos existe, de 2km) que habitualmente os tornados deixam e que os estragos neste caso se limitam a uma área bastante pequena.

- Mesmo sem trilho, pode ter sido um tornado de curta duração que tenha tocado no solo apenas por breves instantes, em Portugal não deve ser nada invulgar isso. Também pode ter sido um Tornado ocultado pela chuva (os perigosos rain wrapped tornado) e ninguém o ter visto por isso.

- Chegados aqui, só sobra a assinatura dos estragos, avaliados por um técnico experiente em avaliar a assinatura de um tornado ou downburst pelo tipo de estragos. Ambos os fenómenos causam destruição pelo vento mas deixam algumas marcas diferentes. Os downburst causam geralmente estragos lineares, os tornados tendem a espalhar os detritos em espiral. Tornados tendem por exemplo a torcer peças de metal (um poste por exemplo), tendem a "despir" árvores para além das derrubar ou arrancar, etc,etc, são inúmeros os pormenores que podem ajudar. Downburst geralmente apenas derrubam as árvores, os Tornados (mas apenas os mais fortes) tendem a arrancar algumas pelas raízes (não confundir com árvores tombadas que ficam com parte das raízes à mostra, uma confusão frequente na avaliação)

Pelos vistos não conseguiram no local descobrir um sinal conclusivo de um Tornado. Mas acrescento que se o tornado for de muito curta duração poucas "pistas" deixou para descobrir e tudo se torna assim bastante difícil.

Eu pessoalmente acho que foi um Tornado de curta duração dado que até há desconfianças de poder ter sido a mesma supercélula/mesociclone em Arraiolos e Castelo Branco, e do Nuno ter também fotografado uma funnel na mesma tarde em Coruche. Mas isto não prova nada pois a mesma supercélula com mesociclone pode gerar tornados e downburst's, até é bastante frequente e o técnico do IM que escreveu esse texto sabe do que fala e como cientista não pode dar palpites como eu, tem que se limitar a avaliar os dados que lhe chegaram sem deixar de referir a possibilidade de ter sido uma coisa ou outra como fez.

Paulo, quanto ao carro que falaste, se ele tivesse sido levantado 20 metros acima do solo seria um Tornado. Fiquei com a ideia de que o carro foi arrastado/empurrado para fora da estrada caindo na ravina, e um downburst também consegue fazer isso. O carro não parece ostentar estragos de ter sido levantado 20 metros no ar. Se isso tivesse mesmo ocorrido seria indício mais do que suficiente para ser considerado um Tornado. Um downburst tomba/capota/arrasta as viaturas, não as levanta muito pelo ar.
 

Agreste

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Paulo H

Cumulonimbus
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Numa árvore de decisão deste género de tudo o que li parece que há vários problemas que complicam a identificação correcta do que aconteceu em Castelo Branco.

- Não há testemunhos de alguém ter avistado o Tornado (cone nebuloso turbulento em rotação em contacto com o chão).

- Não há registos fotográficos/vídeo.

- Parece que não existe um trilho de destruição (no de Arraiolos existe, de 2km) que habitualmente os tornados deixam e que os estragos neste caso se limitam a uma área bastante pequena.

- Mesmo sem trilho, pode ter sido um tornado de curta duração que tenha tocado no solo apenas por breves instantes, em Portugal não deve ser nada invulgar isso. Também pode ter sido um Tornado ocultado pela chuva (os perigosos rain wrapped tornado) e ninguém o ter visto por isso.

- Chegados aqui, só sobra a assinatura dos estragos, avaliados por um técnico experiente em avaliar a assinatura de um tornado ou downburst pelo tipo de estragos. Ambos os fenómenos causam destruição pelo vento mas deixam algumas marcas diferentes. Os downburst causam geralmente estragos lineares, os tornados tendem a espalhar os detritos em espiral. Tornados tendem por exemplo a torcer peças de metal (um poste por exemplo), tendem a "despir" árvores para além das derrubar ou arrancar, etc,etc, são inúmeros os pormenores que podem ajudar. Downburst geralmente apenas derrubam as árvores, os Tornados (mas apenas os mais fortes) tendem a arrancar algumas pelas raízes (não confundir com árvores tombadas que ficam com parte das raízes à mostra, uma confusão frequente na avaliação)

Pelos vistos não conseguiram no local descobrir um sinal conclusivo de um Tornado. Mas acrescento que se o tornado for de muito curta duração poucas "pistas" deixou para descobrir e tudo se torna assim bastante difícil.

Eu pessoalmente acho que foi um Tornado de curta duração dado que até há desconfianças de poder ter sido a mesma supercélula/mesociclone em Arraiolos e Castelo Branco, e do Nuno ter também fotografado uma funnel na mesma tarde em Coruche. Mas isto não prova nada pois a mesma supercélula com mesociclone pode gerar tornados e downburst's, até é bastante frequente e o técnico do IM que escreveu esse texto sabe do que fala e como cientista não pode dar palpites como eu, tem que se limitar a avaliar os dados que lhe chegaram sem deixar de referir a possibilidade de ter sido uma coisa ou outra como fez.

Paulo, quanto ao carro que falaste, se ele tivesse sido levantado 20 metros acima do solo seria um Tornado. Fiquei com a ideia de que o carro foi arrastado/empurrado para fora da estrada caindo na ravina, e um downburst também consegue fazer isso. O carro não parece ostentar estragos de ter sido levantado 20 metros no ar. Se isso tivesse mesmo ocorrido seria indício mais do que suficiente para ser considerado um Tornado. Um downburst tomba/capota/arrasta as viaturas, não as levanta muito pelo ar.

Vince, eu acredito sinceramente que até pudesse ser um downburst, mas nunca um gustnado ou microburst. Nessa tarde, até havia algum vento alternando entre nulo/fraco/moderado. Além do mais desde a zona industrial até 1/3 da zona sul da cidade, é bastante propicia a redemoinhos (em especial no verão quando se vê a poeira), talvez pela geometria do terreno aplanada mas em rampa até um cume.

Mas nessa tarde não tive noção de quaisquer rajadas de vento!

Relativamente à posição do carro, e passei hoje por lá ao meio-dia (estrada interrompida no local), verifiquei que realmente trata-se da zona no limite da zona industrial.

Características do terreno que importam considerar:
- Plano (+/- 10%), depende enfim, imaginem que passa a estrada por cima, e fica uma descida não ocupada por construção.
- Sem árvores ao redor de 500m.
- Onde caiu o carro: desde a beira da rua H são 45 graus de desnível, o carro ficou a uns 20 metros na horizontal para além da estrada.

Questões:
1. Dizem que o carro subiu 20m altura e caiu na ravina. Sensionalismos à parte, vamos reduzir para 10m de altura.
E se nem sequer levantou vôo? Então o carro estacionado teria de galgar o passeio de 10cm de altura e ir pela ravina abaixo (também é possível..).
2. Qual era o sentido do vento em relação à super célula? Esta é a questão que vale ouro! É a diferença entre um tornado ou um downburst!

Para mim, é 75% downburst, 25% hipótes de tornado. Sendo que era muito importante conhecer o sentido do vento no instante em que ocorreram os factos!

Mas também digo que é estranho ser um downburst, pois a atmosfera estava mais que saturada de ar quente e humido (mesmo que a temperatura fosse à volta de 14graus), pelo que se exclui à partida um golpe de ar frio em descida (a temperatura desceu 1 grau se tanto), ou de ar seco.

Ou seja, não chego a nenhuma conclusão (embora exclua o gustnado). Poderei estar redondamente enganado, pois trata-se de fenómenos muito localizados, tipo numa faixa de 1km ou menos.

Se eu lá estivesse, decerto saberia o sentido do vento e saberia se houve rajadas de vento antes.. A observação da destruição das árvores não faz sentido, dado que por lá não existem, é mato apenas de estevas.