Astronomia e Ciências Espaciais 2012

Gilmet

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venus-transit-2012-2004.jpg

Fonte

Prepare-se para o trânsito de Vénus

Cientistas e astrónomos amadores de todo o mundo preparam-se para observar o planeta Vénus a atravessar a face do Sol, entre 5 e 6 de junho. Um evento muito raro, que não será observado novamente em mais de 100 anos.

Pela primeira vez, estará uma nave à volta do planeta enquanto o fenómeno, denominado trânsito de Vénus, acontece. Esta nave é a Venus Express, da ESA.
A ESA irá transmitir em direto a partir da ilha do Ártico, Spitsbergen, onde a equipa de ciência da Venus Express estará a discutir os mais recentes resultados científicos da missão enquanto apreciam a vista única do trânsito de 2012, sob o ‘sol da meia-noite’.

O trânsito de Vénus acontece apenas quando Vénus passa diretamente entre o Sol e a Terra. Uma vez que o plano orbital de Vénus não está alinhado exatamente com o da Terra, os trânsitos ocorrem muito raramente, aos pares, com intervalos de oito anos, mas separados por mais de um século.

O último trânsito foi apreciado em junho de 2004, mas o próximo não será visto antes de 2117.

(...)

ESA Portugal

O fenómeno não poderá ser observado em Portugal uma vez que ocorre durante a noite.

Circunstâncias geocêntricas (hora legal):
a) 1º contacto: dia 5 às 23h 10m
b) 2º » : dia 5 às 23h 27m
c) Máximo : dia 6 às 02h 30m; distância mínima dos centros: 9’ 14,4’’
d) 3º » : dia 6 às 05h 32m
e) 4º » : dia 6 às 05h 50m

OAL

No entanto, para quem quiser observar em directo, divulgo alguns links que à partida poderão levar às transmissões de algumas instituições.

- Transmissão em directo da ESA a partir de Svalbard e Camberra

http://www.rssd.esa.int/index.php?project=VENUSEXPRESS&page=venus_transit

OAL

NASA - Live Venus Transit Webcasts

SPACE.com - Transit of Venus Webcasts

NASA Public Ustream

Mount Wilson Observatory
 

Meteo Trás-os-Montes

Cumulonimbus
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Videos como estes servem não apenas para nos maravilhar como para nos aterrorizar... percebendo a nossa insignificância! :calor::calor::calor:
 
Editado por um moderador:

Duarte Sousa

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8 Mar 2011
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Loures
Penso que no início de cada mês poderíamos ter uma espécie de calendário com os eventos interessantes desses mês, como por exemplo, alinhamentos, fases da Lua, eclipses, chuvas de meteoros, por aí. Isto se houver alguém disposto a fazê-lo :) Eu não me importo :p Fica a sugestão.
 

Duarte Sousa

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Loures
Penso que no início de cada mês poderíamos ter uma espécie de calendário com os eventos interessantes desses mês, como por exemplo, alinhamentos, fases da Lua, eclipses, chuvas de meteoros, por aí. Isto se houver alguém disposto a fazê-lo :) Eu não me importo :p Fica a sugestão.

Por exemplo :


Depois colocavam-se as informações de cada evento.
 

CptRena

Nimbostratus
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16 Fev 2011
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Gafanha da Encarnação, Aveiro
pois, nos próximos dias tentarei dedicar-me à observação, pena não viver no último andar do prédio, é um excelente spot para a observação...:D
Satélites espiões??Brutal!!alguém tem registos fotográficos disso?? :w00t:

Para nós são todos iguais, espiões ou outro qualquer, apenas um pontinho de luz a mover-se na escuridão da noite. O único registo fotográfico que se pode fazer é uma longa exposição para mostrar o ponto a transformar-se numa linha pelo céu à medida que se move.
 

Davis*

Cirrus
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12 Ago 2012
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V.N. Gaia
Para nós são todos iguais, espiões ou outro qualquer, apenas um pontinho de luz a mover-se na escuridão da noite. O único registo fotográfico que se pode fazer é uma longa exposição para mostrar o ponto a transformar-se numa linha pelo céu à medida que se move.

fantástico!! agora estarei com mais atenção!! obrigado!
 

Duarte Sousa

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Loures
Hubble eXtreme Consegue a Mais Longínqua Imagem do Céu Nocturno

Os astrónomos conseguiram a mais profunda imagem do Universo de sempre.
Denominada eXtreme Deep Field (campo profundo extremo), ou XDF, a foto foi conseguida através da combinação de 10 anos de fotografias, tiradas pelo telescópio espacial Hubble, de um pedaço de céu no centro do original Hubble Ultra Deep Field (campo ultra profundo do Hubble). O XDF representa uma pequena fracção do diâmetro angular da lua cheia.

O Hubble Ultra Deep Field é uma imagem de uma pequena área do espaço na constelação de Fornax, criada usando dados do Telescópio Espacial Hubble, entre 2003 e 2004. Capturando luz fraca durante muitas horas de observação, o telescópio revelou milhares de galáxias, tanto próximas como muito distantes, conseguindo a mais profunda imagem do Universo até esse momento.

A nova imagem XDF a cores é ainda mais sensível e contém cerca de 5500 galáxias, mesmo dentro do seu menor campo de visão. As galáxias menos luminosas têm 1/10 da milésima milionésima parte do brilho que o olho humano pode ver.

Magníficas galáxias espirais similares em forma à nossa Via Láctea e à vizinha Andrómeda surgem nesta imagem, tal como as grandes e distorcidas galáxias vermelhas onde a formação de novas estrelas terminou. Estas galáxias vermelhas são os restos de dramáticas colisões entre galáxias e encontram-se em fase de declínio. Salpicando todo o campo estão as pequenas, ténues e jovens galáxias mais distantes. A história das galáxias - desde logo após o nascimento das primeiras até às grandes galáxias de hoje, como a nossa Via Láctea – está representada nesta imagem notável.

O Hubble apontou para um pequeno pedaço de céu do sul, repetidas vezes, durante a última década, num total de 50 dias, com um tempo total de exposição de 2 milhões de segundos. Mais de 2000 imagens do mesmo campo foram tiradas com as duas câmaras principais do Hubble: a Advanced Camera for Surveys e a Wide Field Camera 3, que estende a visão do Hubble para a luz infravermelha.

“O XDF é a mais profunda imagem do céu obtida e revela as galáxias mais ténues e mais distante alguma vez vistas. O XDF permite-nos explorar mais atrás no tempo do que nunca", disse Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, investigador principal do programa Hubble Ultra Deep Field 2009 (HUDF09).

O Universo tem 13,7 mil milhões de anos, e o XDF revela galáxias que se estendem no tempo por 13,2 mil milhões de anos. As galáxias no XDF surgem, na sua maioria, como quando eram jovens, pequenas e em crescimento, muitas vezes de uma forma violenta em resultado de colisões e fusões. O Universo primitivo era uma época dramática para o nascimento de galáxias contendo estrelas azuis brilhantes, extraordinariamente mais brilhantes do que o nosso sol. A luz de tais eventos passados está agora a chegar à Terra e, por isso, o XDF é uma espécie de "túnel do tempo para o passado distante." A mais jovem galáxia encontrada no XDF existiu apenas 450 milhões de anos depois do Big Bang.

Antes de o Hubble ter sido lançado, em 1990, os astrónomos mal podiam observar as galáxias normais a 7 mil milhões de anos-luz de distância, a cerca de meio caminho ao longo do Universo. As observações com telescópios no solo não foram capazes de determinar de que modo as galáxias se formaram e evoluíram no início do Universo.

O Hubble deu aos astrónomos as primeiras imagens das configurações reais das galáxias quando estas eram jovens, fornecendo a prova directa e convincente, de que o Universo está realmente a mudar à medida que envelhece. Tal como quando se observam os planos individuais de um filme, as imagens profundas do Hubble revelam o aparecimento de estruturas no Universo muito jovem e as fases dinâmicas subsequentes da evolução das galáxias.

A visão no infravermelho do Telescópio Espacial, em projecto, James Webb, da Nasa, será destinado ao XDF. O telescópio Webb irá encontrar galáxias ainda mais ténues que existiram quando o Universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos. Devido à expansão do Universo, a luz do passado distante é esticada para comprimentos de onda mais longos, do infravermelho. O telescópio Webb será, assim, ideal para levar o XDF até zonas ainda mais profundas, até à época em que as primeiras estrelas e galáxias se formaram preenchendo com a luz a remota "Idade das Trevas" do Universo.

690957main1_p1237a1-673.jpg

Fonte(s):
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=825
http://www.nasa.gov/mission_pages/hubble/science/xdf.html
 

Gil_Algarvio

Nimbostratus
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23 Mar 2009
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Manta Rota - Algarve
Não sei se está no tópico correcto, se se justificar peço aos administradores que criem tópico novo ou movam o post.

Para seguir em directo o salto estratosférico de Felix Baumgartner, com a intenção de bater o recorde do som em queda livre de um humano.

Link (em directo):
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MrIxH6DToXQ
 

Gilmet

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Cacém (180 m) / Mira-Sintra (188 m)
Evento muito interessante!

A cápsula acabou de descolar, em direcção à estratosfera! :)

Estou a acompanhar directamente pelo canal da Redbull, onde se podem visualizar também alguns parâmetros actualizados permanentemente.