Astronomia e Ciências Espaciais 2020

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Esta noite há um eclipse penumbral da lua. E é visível em Portugal

Por Simone Silva 12:03, 5 Jun 2020

Se é amante de fenómenos astronómicos esta sexta-feira temos boas notícias para si. Vem aí mais um eclipse penumbral da lua, que poderá ser visto em Portugal Continental, a partir das 20h52, de acordo com o ‘Observatório Astronómico de Lisboa’ (OAL).

A lua já nasce em eclipse às 20h52 (hora de Portugal Continental) e o fenómeno terá a duração de 1h18, pelo que vai poder observá-lo, aproximadamente até às 22h06, hora em que a lua sai da penumbra e o eclipse chega assim ao fim.

No fim do eclipse a lua estará muito baixa no horizonte, com uma altura de apenas 11 graus e o azimute de 130 graus, contado de Norte para Este. Nesta fase, segundo o OAL, a lua vai estar perto da estrela Antares, na constelação de Escorpião, na direcção sudeste.

Este fenómeno surge quando «a Lua entra na região da penumbra da Terra, e resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada», em situações normais. «Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade», explica o OAL no seu site.

Os horários de inicio e fim do eclipse variam consoante a região do país. Desta forma em Lisboa, em Coimbra e no Porto mantêm-se os mencionados em cima. No Funchal a lua nasce às 21h08 e sai da penumbra às 22h06; em Ponta Delgada o nascimento do astro será às 20h59, terminando às 21h06; em Faro, a lua nasce ás 20h42 e sai da penumbra às 22h06, avança o OAL.

O eclipse penumbral da lua vai poder ainda ser observado a partir da Austrália, Antártida, Ásia, Europa, África, leste da América do Sul, do sul do Oceano Atlântico, Oceano Índico e Oceano Pacífico Ocidental.
 

Toby

Nimbostratus
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Bom dia,

Um pequeno módulo de cálculo de efemérides (lamentamos que seja em francês).
Usamo-lo principalmente para apontar a nossa montagem astro, mas se "jogarmos" com as coordenadas, veremos as diferenças.

http://xjubier.free.fr/site_pages/astronomy/ephemerides.html

2020-06-19_08-39-38.jpg
 

Albifriorento

Nimbostratus
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Desde há uns anos havia uma teoria crescente, que devido à elevada pressão interna de Júpiter, este poderia já não ter sequer um núcleo (silicatos/metais). Em 2011 lançou-se a sonda Juno, e uma dos objectivos principais da sonda era tentar perceber como aquela imensidão de massa gasosa se havia formado, devido ao facto de a teoria de formação de Júpiter mais aceite (acreação) requerer um núcleo sólido, e um que fosse massivo, no entanto, devido ao facto de a pressão interna de Júpiter, como já disse, ser elevadissima, este poderia nem sequer existir.
A sonda Juno chegou a Júpiter em 2016, e desde então tem orbitado Júpiter numa órbita polar, pois bem, apesar de ainda faltar um ano para o final da missão, finalmente começaram a sair os primeiros resultados.
Uma das coisas que a sonda provou foi que de facto Júpiter teve um núcleo massivo, mas neste momento não tem sequer um núcleo definido, toda a matéria que terá constituído o antigo núcleo estará distribuída de forma não muito definida, ou seja, está misturada com o Hidrogénio Metálico que constitui cerca de 70% do diâmetro de Júpiter.
Aparentemente, Júpiter terá sofrido um grande impacte, e o núcleo não se voltou a unir.
https://astronomy.com/news/2020/06/jupiter-revealed
Gjupitercorealt.png


O artigo, fala obviamente de outras maravilhas reveladas pela sonda Juno, como furacões monstruosos do tamanho dos EUA, que normalmente se formam nos pólos... Bom, tinha mesmo que falar neles, afinal, isto ainda é um forum de meteorologia.