Astronomia e Ciências Espaciais 2020

Toby

Nimbostratus
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25 Mar 2011
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Alcobaca (160 m)
O asteróide parece que é um amontoado de rochas, aquilo que Inglês se designa por um Pile Ruble.

Boa noite,

Bennu (500m de diâmetro) é um asteróide do tipo "C", composto principalmente de carbono.
Em 2019, percebeu-se que a superfície de Bennu é mais íngreme do que a NASA previu. Graças às observações do OSIRIS-REx, os cientistas perceberam que seria mais difícil do que se esperava atingir Bennu.
A superfície do asteróide, que foi imaginado ser lisa, está coberta de grandes rochas. A descida da sonda à sua superfície exigiu grande precisão a fim de manobrar para um local de amostragem seguro.
O asteróide Bennu é o que os astrónomos chamam um "aglomerado solto" com mais de 4,5 mil milhões de anos.
Tais objectos foram criados através da agregação de pedaços de rocha juntos, que foram comprimidos juntos pela gravidade.
Os aglomerados soltos são criados a partir de um impacto, quando um corpo muito maior é quebrado. Para Bennu, pensamos que deve ter sido um asteróide com 100 km de largura.
Isto significa que o Bennu deve ser preenchido com áreas ocas no seu interior. A NASA estima que 20 a 40 por cento do volume do asteróide é na realidade espaço vazio.
Se Bennu começasse a girar mais depressa ou a interagir com um corpo planetário, provavelmente acabaria por se despedaçar.
Como Bennu é muito antigo (mais de 4,5 mil milhões de anos), pode conter materiais que contêm moléculas que estavam presentes quando a vida se formou na Terra pela primeira vez, de acordo com a NASA.
As formas de vida na Terra são baseadas em cadeias de carbono, ligadas ao oxigénio, hidrogénio, azoto e outros elementos.
No entanto, deve ter-se em mente que os elementos orgânicos que os investigadores esperam descobrir em Bennu podem não ter necessariamente uma origem biológica.
O objectivo é colher +/- 60gr! :shocking:
 

Toby

Nimbostratus
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25 Mar 2011
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Alcobaca (160 m)
A equipa OSIRIS-REx esforçar-se-á por armazenar a amostra o mais rapidamente possível para minimizar a perda de massa.
Esta imagem (publicada por Jack logo acima) captada pela câmara SamCam da OSIRIS-REx a 22 de Outubro de 2020, mostra que a cabeça do amostrador da sonda está cheia de rochas e pó do asteróide Bennu, e que algumas das partículas estão lentamente a escapar para o espaço.
A primeira operação de amostragem de asteróides da NASA aparentemente correu um pouco bem demais.
A sonda OSIRIS-REx da agência recolheu tanta sujidade e rocha da superfície do asteróide Bennu terça-feira (20 de Outubro) que o mecanismo de amostragem da nave espacial não fechou devidamente, permitindo que parte do material recolhido escapasse para o espaço, os membros da equipa da missão anunciaram sexta-feira (23 de Outubro).



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Toby

Nimbostratus
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25 Mar 2011
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Alcobaca (160 m)
Boa tarde,

Retomada da actividade solar, desde há alguns dias, um grupo de manchas solares apareceu no lado visível do sol e chama-se AR 2781, um pequeno grupo inofensivo apareceu pouco antes deste com o nome AR 2780. AR 2781 apresentou uma organização Beta-Gamma durante o dia 7 de Novembro, mas a polaridade positiva recuperou em grande parte a vantagem e AR 2781 representa agora uma organização Beta, sendo agora a zona de conflito magnético claramente reduzida.



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Uma pequena lista dos sinalizadores que AR 2781 produziu desde o seu aparecimento a 4 de Novembro de 2020:

C7.3 em 5 de Novembro
C1.8 7 de Novembro
C1.2 7 de Novembro
C2.3 8 de Novembro
C5.7 8 de Novembro


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Philippe Tosi:

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Pedro Re:
sun_LUNT152_20201107_GS3-U3-28S4M_HaX4_IMPPG-01 by Pedro Re', sur Flickr

Luz branca, módulo Ca-K, módulo H-Alpha

sun_TV101_20201107_GS3-U3-28S4M_WL_CaK_Ha_mosaic by Pedro Re', sur Flickr



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Dias Miguel

Cumulonimbus
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26 Jan 2015
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Portalegre
Uma bola de fogo atravessou o céu enquanto estava a dormir. Veja as imagens
Ao colidir com a atmosfera, esta rocha transformou-se numa bola de fogo que proporcionou um espetáculo de luz que percorreu o sudoeste da Península Ibérica a 227 mil quilómetros por hora.

@jmmadiedo/Twitter

Uma bola de fogo originou um forte clarão no céu na madrugada desta segunda-feira, 16 de novembro, possível de observar na região sul de Portugal. O fenómeno, que aconteceu às 3h49, foi registado pelos sensores do projeto SMART, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), dos observatórios astronómicos de Calar Alto (Almeria), Sevilha e La Hita (Toledo).

O principal investigador do projeto SMART, José María Madiedo, do IAA-CSIC, explica que a chamada bola de fogo é, no fundo, uma rocha de um asteroide que entrou na atmosfera a 227 mil quilómetros por hora.

A velocidade é a razão para a rocha se ter transformado numa bola de fogo de enorme luminosidade que começou a uma altitude de cerca de 132 quilómetros a oeste da Andaluzia.

A forte luz da bola de fogo foi visível no sudoeste da Península Ibérica e acabou por se extinguir já a uma altitude de 60 quilómetros acima do sul de Portugal, tal como é explicado pela agência espanhola Efe e possível de observar nas imagens divulgadas pelos responsáveis do projeto SMART — cujo objetivo é monitorizar continuamente o céu de modo a registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objetos do Sistema Solar.

Devido à forte luminosidade provocada pela bola de fogo, foi possível observar o fenómeno a olho nu numa grande parte do sul e centro de Espanha.

Veja o momento inédito.

https://videos.sapo.pt/AsKtrZvUeyjLJuhPRICd?jwsource=cl

Fonte: https://magg.sapo.pt/atualidade/atu...-ceu-enquanto-estava-a-dormir-veja-as-imagens
 

Toby

Nimbostratus
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25 Mar 2011
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Alcobaca (160 m)
Uma bola de fogo atravessou o céu enquanto estava a dormir. Veja as imagens
Ao colidir com a atmosfera, esta rocha transformou-se numa bola de fogo que proporcionou um espetáculo de luz que percorreu o sudoeste da Península Ibérica a 227 mil quilómetros por hora.

@jmmadiedo/Twitter

Uma bola de fogo originou um forte clarão no céu na madrugada desta segunda-feira, 16 de novembro, possível de observar na região sul de Portugal. O fenómeno, que aconteceu às 3h49, foi registado pelos sensores do projeto SMART, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), dos observatórios astronómicos de Calar Alto (Almeria), Sevilha e La Hita (Toledo).

O principal investigador do projeto SMART, José María Madiedo, do IAA-CSIC, explica que a chamada bola de fogo é, no fundo, uma rocha de um asteroide que entrou na atmosfera a 227 mil quilómetros por hora.

A velocidade é a razão para a rocha se ter transformado numa bola de fogo de enorme luminosidade que começou a uma altitude de cerca de 132 quilómetros a oeste da Andaluzia.

A forte luz da bola de fogo foi visível no sudoeste da Península Ibérica e acabou por se extinguir já a uma altitude de 60 quilómetros acima do sul de Portugal, tal como é explicado pela agência espanhola Efe e possível de observar nas imagens divulgadas pelos responsáveis do projeto SMART — cujo objetivo é monitorizar continuamente o céu de modo a registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objetos do Sistema Solar.

Devido à forte luminosidade provocada pela bola de fogo, foi possível observar o fenómeno a olho nu numa grande parte do sul e centro de Espanha.

Veja o momento inédito.

https://videos.sapo.pt/AsKtrZvUeyjLJuhPRICd?jwsource=cl

Fonte: https://magg.sapo.pt/atualidade/atu...-ceu-enquanto-estava-a-dormir-veja-as-imagens

Várias pessoas da PMN (Portuguese Meteor Network) observaram isto.

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Albifriorento

Nimbostratus
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4 Dez 2010
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Castelo Branco
Desde há uns anos havia uma teoria crescente, que devido à elevada pressão interna de Júpiter, este poderia já não ter sequer um núcleo (silicatos/metais). Em 2011 lançou-se a sonda Juno, e uma dos objectivos principais da sonda era tentar perceber como aquela imensidão de massa gasosa se havia formado, devido ao facto de a teoria de formação de Júpiter mais aceite (acreação) requerer um núcleo sólido, e um que fosse massivo, no entanto, devido ao facto de a pressão interna de Júpiter, como já disse, ser elevadissima, este poderia nem sequer existir.
A sonda Juno chegou a Júpiter em 2016, e desde então tem orbitado Júpiter numa órbita polar, pois bem, apesar de ainda faltar um ano para o final da missão, finalmente começaram a sair os primeiros resultados.
Uma das coisas que a sonda provou foi que de facto Júpiter teve um núcleo massivo, mas neste momento não tem sequer um núcleo definido, toda a matéria que terá constituído o antigo núcleo estará distribuída de forma não muito definida, ou seja, está misturada com o Hidrogénio Metálico que constitui cerca de 70% do diâmetro de Júpiter.
Aparentemente, Júpiter terá sofrido um grande impacte, e o núcleo não se voltou a unir.
https://astronomy.com/news/2020/06/jupiter-revealed
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O artigo, fala obviamente de outras maravilhas reveladas pela sonda Juno, como furacões monstruosos do tamanho dos EUA, que normalmente se formam nos pólos... Bom, tinha mesmo que falar neles, afinal, isto ainda é um forum de meteorologia.
Aparentemente, o mesmo acontece em Saturno, não há nucleo sólido...