Clima do Algarve, que futuro ?

Tópico em 'Climatologia' iniciado por algarvio1980 10 Out 2007 às 21:40.

  1. Aurélio

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    Cumulonimbus

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    Acho muito bem que usem essa tabela, parece estar correctissima, dei-me ao trabalho de contar e existem 10 localidades ou concelhos com 636 mm !

    Looooollll ....
     
  2. Agreste

    Agreste
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    918mm :w00t:

    Não pode ser. E também não acredito que Aljezur tenha tido 232mm num dia. Isso é um dilúvio naquela várzea. Até o edifício da câmara ia na cheia.
     
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  3. algarvio1980

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    Este relatório de Gestão e Prevenção de Secas:

    http://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/4719/1/Relatório SPGS nº 4 ALGARVE.pdf

    Fazendo uns cálculos por alto eu diria que estamos perto de ver as cheias de 1989, novamente aqui no Algarve, eu apostaria para 2015 para o ano de novas cheias. Sei que isto pode ser um disparate mas tendo em conta, que o período de retorno anda à volta de 26 anos e depois repete-se passado 6 anos.
     
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  4. algarvio1980

    algarvio1980
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    Os valores de precipitação média anual, para mim, estão completamente errados, os valores de precipitação máxima em 24 horas (atenção é em 24 horas e não diária), logo esses valores estão correctos, basta ver que o valor de Monchique está correcto, o de Faro também, o de Olhão também, esses valores são retirados das estações do IM e do INAG, portanto esse valor de 232 mm em Aljezur deve estar correcto também.

    Esta é a carta de precipitação anual no Algarve elaborada em Junho de 2012 pela ARH Algarve

    http://www.apambiente.pt/_zdata/pla...omo 1B\Cartas\1209_PrecipitacaoMediaAnual.pdf
     
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  5. AnDré

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    No separador: "Continente", no funda da tabela tem o seguinte:

    "Metodologia: Dados trabalhados a partir da foto-interpretação Sobre SIG".

    Isso explica o porquê de tantos valores semelhantes.
    Por exemplo, na região norte, dos 11 concelhos do distrito de Viseu, 10 têm como valor de precipitação máxima em 24h: 151mm.
     
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  6. Agreste

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    Mas 232mm em 24 horas é brutal. Em 1997 as pontes sobre as ribeiras de Aljezur e sobre a ribeira do Seixe na EN120 foram galgadas pela água e a precipitação foi menor embora estas ribeiras venham todas do barranco da Fóia a uns 700-800 metros de altitude.
     
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  7. Gerofil

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    No caso de Aljezur, o valor máximo diário de precipitação é de 128,5 mm, ocorrido entre as 09h00 de 27 e 28 de Outubro de 1988, segundo a base de dados do SNIRH.
     
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  8. Gerofil

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    O contexto atmosférico dos episódios de precipitações intensas no Sul de Portugal

    [​IMG]

    Resumo

    Os episódios muito chuvosos, em especial os eventos de precipitação intensa, constituem um dos mais graves riscos naturais existentes em Portugal. Os eventos de precipitações torrenciais ocorridos no Alentejo e no Algarve, nos Outonos de 1997 e 2001, são exemplos, relativamente recentes, que evocam a elevada perigosidade que estas situações meteorológicas podem representar, no caso particular das regiões meridionais de Portugal. O estudo sistemático destas situações meteorológicas extremas assume, deste modo, a maior importância, revelando-se um tema de investigação que tem atraído um número crescente de especialistas de diferentes áreas científicas, entre os quais os geógrafos físicos.
    Neste relatório divulgam-se algumas das principais aquisições atingidas numa investigação mais desenvolvida, e que se consubstanciou na tese de doutoramento intitulada "Climatologia das precipitações intensas no Sul de Portugal (FRAGOSO, 2003). Trata-se de uma abordagem climatológica deste tema, envolvendo quer a análise estatística de dados com vista à verificação da incidência espacial e temporal dos episódios de chuva intensa no Sul de Portugal, quer o diagnóstico das condições atmosféricas responsáveis pela sua ocorrência neste domínio geográfico. Os limites da região estudada são os do território de Portugal Continental que se estende para Sul do Rio Tejo. O conjunto de resultados que se seleccionou no âmbito da organização deste trabalho de divulgação diz respeito, essencialmente, ao estudo do contexto atmosférico que se revela favorável ao desencadeamento dos episódios de precipitações intensas no Sul de Portugal.
    Em relação à diversidade espacial dos episódios de precipitação intensa, o conjunto das análises realizadas (FRAGOSO, 2003), permitiu consolidar alguns elementos do conhecimento das características pluviométricas do Sul de Portugal que, pelo menos em certa medida, já haviam sido adquiridos (VENTURA, 1994; l996). Os resultados alcançados confirmaram e reforçaram uma ideia já solidamente estabelecida: a de que, no contexto do Sul de Portugal, o Algarve constitui uma região com um comportamento particular no que toca à frequência de ocorrência de episódios de chuvas abundantes.
    Este traço de singularidade marcante do clima do Algarve revela-se na análise de diferentes parâmetros, desde logo, no estudo das séries de precipitação máxima diária (período 193 1/32-1994/95), em relação às quais, as estações do Algarve, de um modo geral, se destacam em relação às do Alentejo e do Ribatejo. Em primeiro lugar, as suas séries de precipitações máximas diárias compreendem valores, de um modo geral, mais elevados; Por outro lado, nas estações algarvias regista-se uma mais forte variabilidade interanual das precipitações máximas diárias. Por outro lado, ainda, os episódios extremos de precipitação têm, no Algarve, um período de retorno mais curto.
    O estudo estatístico das precipitações diárias de um período de quinze anos hidrológicos (l983/84-1997/98) permite concretizar alguns aspectos da diversidade espacial deste parâmetro. Da base de dados constituída, foram subtraídos dois inventários, com o objectivo de constituir amostras representativas de dias de “precipitaçõo abundante» (P ³ 40mm) e «muito abundante» (P ³ 100m).
    No período analisado, as ocorrências de dias de precipitação «muito abundante» (P ³ 100mm) concentraram-se, sobretudo, na região algarvia, e de modo especial nas suas áreas mais montanhosas, tendo-se observado uma frequência máxima de casos (10 dias em l5 anos) em estações situadas nas Serras de Monchique e do Caldeirão. Comparativamente, verificou-se uma maior incidência de episódios de precipitação muito abundante no Algarve Central e Oriental que nas áreas do Barlavento.
    A importância relativa (%) dos dias de precipitação «abundante» (P ³ 40mm) em relação ao conjunto dos dias chuvosos é muito variável de região para região. Esta proporção é muito reduzida nas áreas mais deprimidas da Bacia do Sado e em grande parte do Baixo Alentejo, onde representa apenas uma percentagem entre 0,5 a 1% dos dias chuvosos. É no Algarve que se regista uma maior importância relativa destes episódios no regime pluviométrico, observando-se uma percentagem que varia entre os 5 e 9% (com máximo no Algarve Oriental).
    A maioria dos dias de precipitação «abundante» observados (1983-1998) ocorreu no Outono e no começo do Inverno, mas esta preponderância manifesta-se com variações entre as regiões. No Ribatejo e no Alentejo veriticou-se um maior número de casos no Outono. enquanto no Algarve, nomeadamente nas serras do seu interior, a maior frequência de dias de precipitação «abundante» foi atingida no Inverno (trimestre Dezembro-Fevereiro).
    A determinação dos principais padrões pluviométricos associados aos dias de chuvas abundantes (P-40mm) constituiu outra abordagem levada a cabo no âmbito do tratamento dos dados das precipitações à escala diária. A metodologia adoptada levou à identificação de quatro padrões fundamentais, nos quais as áreas onde se concentram os máximos de precipitação poder5o corresponder, consoante os tipos definidos, ao Ribatejo, ao Maciço de Monchique, ao Algarve Oriental, ou ainda, ao Conjunto dos relevos que constituem a designada «Serra Algarvia». Mais uma vez, este estudo permitiu contirmar a maior incidência dos episódios de chuva abundante na região algarvia, com particular destaque para o seu interior montanhoso.
    A caracterização do contexto atmosférico associado à ocorrência dos episódios de precipitações intensas envolveu diferentes abordagens, tendo em vista a obtenção de elementos úteis em relação a aspectos como a identificação das condições de circulação de larga-escala, ou o reconhecimento das estruturas de meso-escala (sistemas convectivos), passando pela análise da estrutura vertical da troposfera, que podem fomentar a convecção e, consequentemente as chuvadas torrenciais no Sul de Portugal.
    A utilização de um método automático de classificação de padrões de circulação sinóptica permitiu consolidar o conhecimento de alguns aspectos que caracterizam o contexto atmosférico favorável à ocorrência de precipitações abundantes no sul de Portugal. Um dado comum aos cinco padrões identiticados nesta classificação diz respeito ao facto de, em todos eles, o bordo meridional das depressões atingir latitudes subtropicais (ou mesmo tropicais), determinando a advecção de massas de ar marítimo, quentes e húmidas, que atingem o Sul de Portugal, nomeadamente através da fachada algarvia. Um outro aspecto comum aos padrões sinópticos identificados, igualmente importante para o desenvolvimento da convecção na troposfera, diz respeito às invasões de ar frio na média e alta troposfera, que se materializam através de profundos vales depressionários que se estabelecem sobre a fachada ocidental da Península ibérica (cujos talvegues chegam a atingir a costa marroquina e as Ilhas Canárias) ou na presença de células de ar frio, isoladas por uma circulação bloqueada.
    A utilização de uma metodologia subjectiva de classificação de situações sinópticas permitiu pôr em evidência que o contexto atmosférico deste tipo de fenómenos se caracteriza por uma apreciável diversidade. A aplicação desta metodologia teve como propósito comparar as causas meteorológicos dos eventos de precipitação abundante que ocorreram em dois locais diferentes do Sul do país – Évora e Faro – no período 1962-1992. Os resultados da classificação demonstram que os tipos de situações sinópticas que, predominantemente, estão na origem de precipitações abundantes em Évora, são diferentes dos de Faro. Cerca de dois terços (67.5%) dos eventos de chuva abundante registados em Évora estiveram associados à passagem de perturbações frontais muito activas, na dependência estreita da circulação zonal dos ventos de Oeste ou das suas ondulações. Este contexto atmosférico de escala sinóptica tem uma importância relativa muito menor na génese dos eventos muito chuvosos que se registaram em Faro. Nesta estação sobressai, de um modo flagrante, a frequência de situações sinópticas dominadas pela influência de depressões de carácter estacionário, relacionadas com um tipo de circulação meridiana lenta (ou bloqueada) nos níveis médios e altos da troposfera. As depressões estacionárias associadas a células frias de bloqueio estiveram na origem de cerca de metade (49%) dos eventos de precipitação abundante registados em Faro. Neste contexto sinóptico particular, foram as situações marcadas por uma posição mais meridional dos centros depressionários (a Sul do Algarve ou entre o Algarve e a ilha da Madeira) que foram responsáveis por um maior número de episódios de precipitação muito abundante (P>50mm) em Faro.
    Estas condicionantes do contexto atmosférico de escala sinóptica conduzem a uma estrutura termodinâmica muito instável na troposfera. O tratamento de dados de sondagens aerológicas permitiu proceder a uma tentativa de avaliação do grau de instabilidade convectiva que se encontra associado à ocorrência de precipitações torrenciais (eventos com precipitações máximas superiores a 100 nim em 24 horas, verificados entre 1983 e 1998) no Sul de Portugal. A análise realizada proporcionou a obtenção de alguns resultados úteis à caracterização da estrutura instável da atmosfera, deduzida das sondagens de Lisboa, que se revela favorável à ao desencadeamento dos episódios torrenciais. O forte gradiente térmico vertical da troposfera, o perfil vertical da humidade e o elevado teor de vapor de água das massas de ar em presença foram os principais aspectos que se procurou quantificar no âmbito da avaliação da magnitude da instabilidade.
    Por fim, no último capítulo, sintetizam-se os aspectos mais importantes de um estudo mais alargado (FRAGOSO, 2003), e que visou caracterizar o ambiente atmosférico em que se desencadearam alguns dos eventos torrenciais, ocorridos durante os outonos de 1997 e 2001, e que atingiram, de modo especial, a região do Algarve. Apesar de amostra compreender um restrito número de casos, a escolha dos eventos procurou ser criteriosa, designadamente no sentido de permitir a exemplificação de distintos modos de organização espacial dos sistemas nebulosos convectivos ("focalizada", constituindo "bandas ou alinhamentos” ou “generalizada”). No conjunto da análise dos eventos torrenciais ressaltou a importância de três aspectos do seu contexto atmosférico de formação, os quais poderão ser considerados como elementos essenciais para o desencadeamento das precipitações intensas:
    – Circulação depressionária das baixas camadas condicionada por núcleo de baixas pressões centrados na bacia atlântica ibero-marroquina (ou nas suas proximidades);
    - Presença de uma massa de ar quente e húmida nas baixas camadas da troposfera;
    – Forte instabilidade convectiva (no período antecedente dos eventos torrenciais).
    As condições que acima se destacam podem ser observadas em contextos muito diversos, nomeadamente, no que se refere à dinâmica atmosférica na média e alta troposfera. Outros aspectos do contexto atmosférico poderão também assumir, em situações particulares, uma importância decisiva como factores favoráveis ao desenvolvimento dos fenómenos convectivos no Sudoeste da Península Ibérica e nas suas margens, podendo salientar-se os seguintes:
    – Presença de células depressionárias de bloqueio em altitude, isolando gotas ele ar frio;
    – Influência de profundos talvegues na corrente de Oeste;
    – Acção das correntes ele jacto (polar e subtropical;
    – Fenómenos de oclusão;
    – Evoluções ciclogenéticas de tipo explosivo;
    Com as perspectivas de abordagem e os métodos utilizados nesta investigação procurou-se seguir algumas novas linhas de pesquisa no estudo das situações atmosféricas responsáveis pelos episódios de precipitação intensa. Espera-se que a continuidade destas vias de pesquisa, e uma mais extensa utilização de dados - por exemplo, dados das radiossondagens, das imagens e dados obtidos por satélites, das imagens de radar meteorológico – proporcionada por novos meios de análise e processamento automático da informação, possam contribuir para melhorar, num futuro próximo, o conhecimento neste domínio científico.

    Fonte: Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
     
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  9. algarvio1980

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    Para não colocar estes dados no seguimento sul que fica um pouco off-topic, aqui deixo a precipitação ocorrida em Huelva e Cádiz deste ano hidrológico:

    Cádiz:

    Outubro 2012: 71.4 mm
    Novembro 2012: 150.8 mm
    Dezembro 2012: 29.7 mm
    Janeiro 2013: 58.4 mm
    Fevereiro 2013: 68.2 mm
    Março 2013: 221.9 mm

    Total: 600.4 mm


    Huelva:

    Outubro 2012: 86.6 mm
    Novembro 2012: 119.8 mm
    Dezembro 2012: 24.4 mm
    Janeiro 2013: 37.3 mm
    Fevereiro 2013: 36.6 mm
    Março 2013: 158.1 mm

    Total: 462.2 mm

    Em Cádiz choveu tanto no mês de Março como choveu em Alte e Messines que são zonas de serra, isto diz tudo quando nós dizemos que vai tudo para a Andalucia. então se juntarmos a precipitação de Setembro, Cádiz fica com uns impressionantes 712.8 mm. Agora comparem e chegam a uma conclusão. :rolleyes:
     
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  10. Aurélio

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    E qual é a média nesses locais (média anual) ?
     
  11. algarvio1980

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    Em Cádiz a média é de 587 mm , já em Huelva a média é de 490 mm.
     
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  12. Gerofil

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    Precipitação Acumulada desde 1 de Janeiro até 31 de Março

    Alcantarilha 272 mm
    Alte 342 mm
    Arrochela 300 mm
    Cacela 205 mm
    Maragota 274 mm
    Messines 351 mm
    Norinha 302 mm
    Patacão 307 mm
    Portimão 319 mm
    Tavira 207 mm

    Fonte: SAGRAL

    Só mês de Março:

    [​IMG]

    Fonte: IPMA

    Em Março, o valor de precipitação foi, no Algarve, 3 a 5 vezes superior ao que é normal num mês de Março.
     
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  13. Aurélio

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    Cumulonimbus

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    São bons valores de precipitação acumulados, mas que são muito mais devido ao numero de dias com precipitação do que aos valores acumulados diariamente, apesar de achar este valor do Patacão algo alto :huh:
    Muito alto mesmo, pois por exemplo em comparação com Portimão, tivemos nessa cidade Janeiro e Fevereiro bem mais chuvoso em Janeiro e Fevereiro do que aqui por estas bandas ... humm ...
     
  14. frederico

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    Algarvio1980,

    sugiro que consultes as novas normais climatológicas 1981-2010 para a Andaluzia. Tinha uma vaga ideia que na passada década houve muitas fugas de chuva para a Andaluzia, mas fiquei surpreendido porque a média anual de Cádis teve uma redução brutal para cerca de 522 mm anuais. Já Huelva subiu para 524.7 mm e ultrapassou portanto Faro.
     
  15. frederico

    frederico
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    Cacela está com perto de 500 mm acumulados, um valor dentro do normal para a época e a estação. Visitei há dias a ribeira de Cacela no local da Fonte Santa, onde se situam várias fontes e algares que alimentam a ribeira, e achei que estava tudo dentro do normal para este mês. Num ano chuvoso aquilo estaria a bombar água!
     

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