Cotação do Petróleo bate recordes

AnDré

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22 Nov 2007
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Caneças (300m) / Várzea da Serra (900m)
Recebi hoje um daqueles tantos e-mails de apresentações em powerpoint, mas este despertou-me um maior interesse por ter como titulo: "Veículos Eléctricos".

E após a sua leitura fiquei um pouco atordoado com o que li. Não sei até que ponto corresponde à verdade as noticias transmitidas, e por isso vou transcreve-lo para aqui e pedir a vossa opinião, uma vez que é um assunto do interesse de todos.

Então a apresentação dizia o seguinte:
Certamente já sentiu alguns efeitos do ar poluído que respiramos em cada dia que passa! (Especialmente em cidades grandes).

Em algumas cidades estrangeiras como no México e no Japão, as emissoras de rádio já alertaram:
- Atenção, hoje o nível de poluição é alto.
- Idosos e crianças não devem sair de casa.
- os que praticam desportos não o devem fazer hoje.
- Os asmáticos devem utilizar botijas portáteis de oxigénio.
- As restantes pessoas devem utilizar máscaras de protecção…

Para resolver esta situação, que começa a ser uma calamidade mundial, já existiu uma solução!
“Em 1996, as primeiras viaturas eléctricas de produção em série, os EV1 (Electric Vehicle 1), foram fabricados nos EUA pela General Motors, e circularam pelas estradas da Califórnia.

- Eram viaturas rápidas, faziam dos 0 aos 100Km/h em menos de 9 segundos.
- Silenciosas.
- Não produziam nenhum gás de combustão (nem sequer tinham tudo de escape).
- Eram facilmente recarregáveis com energia eléctrica na garagem de casa.

Dez anos mais tarde, estes carros do futuro desapareceram completamente! Como é possível?

Em primeiro lugar estas viaturas não podiam ser compradas, mas unicamente alugadas!
Os contractos de aluguer não foram, pura e simplesmente renovados.
A General Motors recuperou todos os EV1, apesar da oposição dos seus utilizadores e depois… DESTRUIU… todas as viaturas!
Em 1997, a Nissan apresentou o modelo eléctrico Hypermini no salão de Tokyo.
O município da cidade de Pasadena (Califórnia – EUA) adoptou esta viatura como veículo profissional para os seus empregados.
Essencialmente era muito apreciado pela sua facilidade de manobra e estacionamento, e ainda pela sua grande operacionalidade em se movimentar dentro da cidade.

Em Agosto de 2006, expirou o contracto de aluguer das referidas viaturas, entre o município de Pasadena e a Nissan.
O município tentou comprar as viaturas mas a Nissan recusou peremptoriamente.
A Nissan recuperou todas as viaturas para as… DESTRUIR!
Em 2003, a Toyota decide parar a produção do RAV4-EV. (EV – Veiculo Eléctrico).

Este 4x4 eléctrico, um produto de alto refinamento tecnológico, era muito apreciado pelos utilizadores.
Em 2005, os contractos de aluguer das viaturas expiraram.
A Toyota imediatamente se apressou a recuperar todos estes veículos a fim de os… DESTRUIR!

Mas entretanto alguns cidadãos americanos começaram a organizar-se:
A associação “DontCrush” entra em acção para tentar salvar a RAV4-EV.
Esta associação fez pressão sobre a Toyota durante 3 meses.
Finalmente vitória. A Toyota recuou e autorizou, os que alugaram estes veículos RAV4-EV a comprá-los.
Curiosamente enquanto os veículos eléctricos são destruídos em massa, os de combustão são bem protegidos, como se pode avaliar a seguir:
Em Junho de 2001, Jeffrey Luers, 23 anos, activista americano pela defesa da floresta, teve uma triste experiência.
Ele foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão por ter queimado 3 Hummer’s (carros americanos, iguais aos do exercito que consomem muito combustível).
Ele quis exprimir através deste gesto a ameaça que representam estes monstros ultra poluidores para o nosso planeta.

“Os “lobbies” das grandes companhias petrolíferas não querem que os veículos eléctricos sobrevivam… assim vão fazendo guerras no Médio Oriente por causa do petróleo e matando pessoas em todo o mundo com a poluição dos combustíveis!”

O que dizer sobre isto?:huh::huh:
 

Dan

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26 Ago 2005
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Parece-me um pouco a teoria da conspiração, mas não deixa de ser verdade que a poluição nas grandes cidades é um problema bastante grave.
 

iceworld

Nimbostratus
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18 Dez 2007
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coimbra ( 85m )
“Os “lobbies” das grandes companhias petrolíferas não querem que os veículos eléctricos sobrevivam… assim vão fazendo guerras no Médio Oriente por causa do petróleo e matando pessoas em todo o mundo com a poluição dos combustíveis!”

Este última frase diz bastante acerca desse problema.
Eu não tenho dúvidas de que a industria petrolífera é a mais poderosa do mundo seguida pela do armamento. E como tal utilizam todos os meios ao seu alcance para prolongar o mais possível a vida da sua galinha dos ovos de ouro.
No mundo da economia costuma-se dizer:
O melhor negócio do mundo é uma petrolífera bem gerida!
O segundo melhor negócio do mundo é uma petrolífera mal gerida!
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Na minha opinião toda esta escalada no preço do petróleo tem por trás um factor económico, que é a expansão das energias renováveis, mas é uma mera suspeita minha, já os senhores do petróleo dizem que estas subidas de preço não tem qualquer justificação, já que a produção é a mesma ou até mais, os presidentes que mexem com o petróleo são os mesmo pouca coisa mudou desde o ano passado para cá.

Será que os senhores capitalistas envergaram por um caminho verde, o qual nos querem impor á força, através da subida do preço do petróleo, tendo assim como consequência a subida do preço dos combustíveis e levando assim uma racionamento do consumo e levando também assim ás alternativas que existe como forma de obter energia ?? Será mesmo ?? Mim achar que sim :p:p
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Caneças (300m) / Várzea da Serra (900m)
Nem de propósito, uma amiga minha escreveu um post sobre este assunto no seu blog:

http://supergreenme.blogspot.com/2008/07/who-resuscitated-electric-car.html

Estou a sentir que vivemos numa era onde o ouro só é negro porque vivemos iludidos por ele. Custa-me a crer que poderiamos hoje, se tivessemos apostado desde o inicio em carros ecológicos, viver sem estarmos dominados por este escalar de preço do petróleo, sem o medo de que amanhã ou depois haja mais um bloqueio, mais uma greve, e lá corre outra vez tudo para as gasolineiras para abastecer o máximo possível.:disgust::disgust:

E isto já para não falar ao nível ambiental.

Mas se já houve carros, se há projectos, então revolucionar o mercado automobilístico não deve ser assim tão dificil. Nem deverá demorar assim tanto tempo... Ou mais uma vez, e porque quem tem petróleo é rei, as coisas serão adiadas até 2030 ou 2050, até que a guerra estoire, e o petróleo acabe definitivamente?:huh:
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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G8 quer mais petróleo e um ajuste nas taxas de câmbio das economias emergentes

O G8 apelou, esta terça-feira, a um aumento da produção de petróleo e a um ajuste nas taxas de câmbio das economias emergentes. Os líderes concordaram ainda na redução de «pelo menos 50 por cento» nas emissões de gases com efeito de estufa.
Os líderes dos países mais industrializados e da Rússia apelaram, esta terça-feira no Japão, aos países produtores de petróleo para aumentarem «a curto prazo» as capacidades de produção e refinação.

Em comunicado, os dirigentes mostraram alguma preocupação com o aumento das pressões inflacionistas na economia mundial, devido à alta nos preços das matérias-primas, alertando que colocam em perigo a estabilidade do crescimento mundial.

Os líderes dos EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Itália, Rússia e Canadá reconheceram igualmente que os países ricos deveriam contribuir para estabilizar os preços do petróleo, «fazendo esforços suplementares para melhorar a eficiência energética» e apostando na diversificação energética.

O G8 defendeu também um ajuste nas taxas de câmbio das economias emergentes, num apelo que está a ser interpretado como um sinal para o governo de Pequim, motor de um crescimento económico que tem colocado alta pressão nas matérias-primas.

Os líderes defenderam ainda que um «acordo ambicioso, equilibrado e exaustivo no âmbito das negociações de Doha», que visam diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, «é essencial para o crescimento económico e para o desenvolvimento».

No comunicado, os dirigentes dos oito países afirmam-se contra tentativas proteccionistas no sector do comércio e do investimento internacional e congratularam-se com a convocação de uma reunião ministerial da OMC a partir de 21 de Julho, em Genebra, para tentar desbloquear as negociações.

Quanto às alterações climáticas, os parceiros do G8 concordaram na redução de «pelo menos 50 por cento» nas emissões de gases com efeito de estufa até 2050.

No entanto, o primeiro-ministro do Japão fez saber que este objectivo necessita da colaboração de outras grandes economias, como a China e a Índia.

A cimeira do G8, que teve início segunda-feira num hotel de luxo isolado nas montanhas do norte do Japão, prossegue com discussões sobre o ambiente e o desenvolvimento africano, concluindo quarta-feira.

In:TSF

Mais petróleo :confused:...isto não me está a cheirar bem :rolleyes:
 

Paulo H

Cumulonimbus
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2 Jan 2008
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Castelo Branco 386m(489/366m)
Lembro-me perfeitamente de ter recebido por mail, acerca dos veículos eléctricos e a teoria da conspiração.

Acredito que possa haver alguma conspiração, levantando-se barreiras à comercialização generalizada deste tipo de veículos. Talvez seja necessário esperar que sejam estes grandes lobbies a investir e adaptar-se para o comércio deste tipo de veículos.

Motores movidos a hidrogénio já existem há muitas décadas, e penso que os inventores são portugueses (posso estar enganado). Mas nunca conseguiram apoio suficiente..

Mas, sejamos realistas, o hidrogénio pode ser obtido de multiplas formas: como subproduto de muitas reações químicas que ocorrem na industria, mas também podendo ser obtido da hidrólise da água.

É tudo uma questão de sabermos que quantidade de hidrogénio precisamos para substituir a gasolina e o gasóleo. Mas duvido que a indústria produza tanto subproduto de hidrogénio, sendo este também usado na industria em vários processos de hidrogenação.

Também podemos hidrolisar a água, é um processo bastante simples: é preciso uma fonte de corrente eléctrica, um ânodo e um cátodo (um de grafite e outro de cobre, prata ou platina) e já está, de um lado libertam-se bolhas de hidrogénio e do outro bolhas de oxigénio! A questão, é que todos nós sabemos que em Portugal a energia eléctrica que nos chega a casa não provem somente de energias limpas:

0-5%____ Éolica e outras energias renováveis excepto hídrica
20-25%__ Hídrica
25-35%__ Térmica, através da queima de combustíveis fósseis e outros
25-35%__ Energia importada, tendo as mesmas fontes anteriores acrescentando também a energia nuclear.

Portanto, quero com isto dizer que ficariamos todos felizes por conduzirmos veículos movidos a hidrogénio desde que a energia eléctrica não fosse também ela produzida à custa de energias fósseis (+/-40%). De nada nos adianta passar de consumir gasolina ou gasóleo, se para andarmos a hidrogénio tivermos de gastar ainda mais petróleo para o conseguirmos!

O que há a fazer é criarmos condições para que tal aconteça, e isso significa que não podemos depender em nada do petróleo para produzirmos energia eléctrica!
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Eu também já tinha visto o documentário e a minha opinião sempre foi a de que são apenas teorias da conspiração para entretenimento.

Quanto a mim o que matou o carro eléctrico EV1 foi outra coisa mais simples de perceber. Peguei num gráfico e destaquei os anos do EV1:

ev1yy7.gif


O petróleo nesses anos descia de preço. Se mesmo hoje com o petróleo quase a $150 a massificação de carros eléctricos não será nada fácil, como acreditar que com o petróleo a cair até aos $17/barril e num país com impostos baixos na gasolina um carro eléctrico pudesse ser bem sucedido ?
Além do mais parece que houve muito interesse inicial, mas depois quando chegou a hora de o ter a maioria dos interessados desapareceu, algo que não me surpreende mesmo nada. De boas intenções está o inferno cheio.
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Produtores de petróleo sem «margem» para aumentar produção, diz especialista

José Caleia Rodrigues alertou que os produtores de petróleo não «têm margem de manobra» para aumentar a produção, como solicitado pelo G8. Para o especialista, os líderes dos oito países deveriam ter sugerido a diminuição do consumo.

José Caleia Rodrigues diz que os produtores de petróleo não têm margem de manobra para aumentar a produção

José Caleia Rodrigues, consultor e analista na área do petróleo, alertou, esta terça-feira, que «aparentemente» os produtores de petróleo não «têm margem de manobra» para aumentar a produção de petróleo, como solicitado pelos países do G8.

Em declarações à TSF, o especialista alertou que «qualquer aumento de extracção de petróleo corresponde a investimentos astronómicos», sendo que se o caminho for esse «todos teremos de pagar».

«O petróleo das grandes bolsas que estão a ser extraídas há mais de 50 anos estão com taxas de esgotamento enormes, daí que qualquer aumento de extracção corresponde a investimentos astronómicos», reforçou.

O analista adiantou que apenas a Rússia tem aumentado «um pouco» a produção, porque «parece que tem uma técnica que ainda não é utilizada por outros na extracção de grande profundidade».

José Caleia Rodrigues defendeu que o apelo dos países do G8 deveria ser sido para um «menor consumo» dos recursos petrolíferos.

In:TSF

Acho que estas noticias vão fazer o preço do petróleo subir uma vez mais :angry:
 

José M. Sousa

Cumulus
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16 Mai 2008
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Eu também já tinha visto o documentário e a minha opinião sempre foi a de que são apenas teorias da conspiração para entretenimento.

Quanto a mim o que matou o carro eléctrico EV1 foi outra coisa mais simples de perceber. Peguei num gráfico e destaquei os anos do EV1:

ev1yy7.gif


O petróleo nesses anos descia de preço. Se mesmo hoje com o petróleo quase a $150 a massificação de carros eléctricos não será nada fácil, como acreditar que com o petróleo a cair até aos $17/barril e num país com impostos baixos na gasolina um carro eléctrico pudesse ser bem sucedido ?
Além do mais parece que houve muito interesse inicial, mas depois quando chegou a hora de o ter a maioria dos interessados desapareceu, algo que não me surpreende mesmo nada. De boas intenções está o inferno cheio.

Eu não afirmo nada de conclusivo sobre isto, mas você está a menosprezar um aspecto: a regulação que cabe ao Estado, criando leis e regulamentos Os impostos são baixos, mas podiam ser altos, como na Europa. Não se esqueça que ainda há pouco tempo, algumas empresas pretenderam processar o Estado da Califórnia por querer implementar no seu estado regras mais exigentes para a performance energética dos automóveis. Quando não é o interesse geral que prevalece e se atribuem às empresas o mesmo tipo de direitos que se atribuem às pessoas, algo está muito errado.

ver: http://climateprogress.org/2008/06/26/the-cafe-we-could-have-had/

Sabe-se que nos EUA - sobretudo com Bush II - tudo funciona mais ou menos conforme os lobbies que têm mais poder - não são teorias da conspiração - são factos: há um exemplo escandaloso passado no 60 minutes sobre legislação relativa a comparticipação de medicamentos que foi escrita pelo lobby da respectiva indústria.

mais sobre o automóvel eléctrico e a regulação
http://climateprogress.org/2008/03/13/killing-the-electric-car-again-part-1/
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Ambiente: Promotor da refinaria de Badajoz está a levar em conta indicações das autoridades portuguesas - Ministério

O Ministério do Ambiente acredita que o promotor da refinaria de petróleo projectada para Badajoz está a ter em conta as indicações das autoridades portuguesas no estudo que está a desenvolver sobre os impactos transfronteiriços da infraestrutura. "O promotor da central está a desenvolver o estudo dos impactos transfronteiriços de acordo com as indicações de Portugal", declarou à agência Lusa o Director-Geral da Agência Portuguesa de Ambiente, António Gonçalves Henriques.
Em Maio, a Agência Portuguesa do Ambiente alertou Espanha para a necessidade de avaliar os riscos de contaminação dos solos e recursos hídricos do território português no projecto de construção de uma refinaria de petróleo em Badajoz. No relatório de consulta pública do projecto espanhol, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considerou ainda "escassa" a informação das autoridades espanholas sobre a gestão de resíduos do projecto.
Depois de terminado o estudo do promotor espanhol, previsto para final de Agosto, será enviada uma cópia para as autoridades portuguesas, que depois lançarão uma consulta pública. "Será depois lançada uma consulta pública, no mínimo 30 dias úteis, como em qualquer processo de avaliação de impacto ambiental (AIA)", especificou Gonçalves Henriques.
O responsável desdramatizou o facto de o processo de consulta pública estar já a decorrer em Espanha, reafirmarndo que "em Portugal será também conduzido".
As declarações do Director-geral da APA surgem após uma conferência de imprensa de vários grupos ambientalistas portugueses e espanhóis que hoje apelaram aos governos dos dois países para impedirem a construção da refinaria. No decorrer da conferência de imprensa, Francisco Ferreira, da Quercus, afirmou que a fase de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental da refinaria tem decorrido de "forma irregular", já que "o relatório geral só pode ser consultado em Espanha e em certos sítios e com horários de consulta limitados".
Por outro lado, disse, "não está disponível na Internet, logo, pouco acessível a Portugal, que, como provável receptor dos impactos transfronteiriços, tem o direito de participar". Além de "um problema de falta de transparência e de respeito pela consulta pública", trata-se de uma "clara violação de directivas comunitárias", denunciou Francisco Ferreira, referindo que as associações ambientalistas portuguesas "ponderam associar-se à queixa que os ambientalistas espanhóis já apresentaram à Comissão Europeia".
Depois de realizada a consulta pública em Portugal, uma comissão de avaliação fará o seu relatório para seguir posteriormente para as autoridades espanholas. Gonçalves Henriques considerou ainda que o processo tem sido seguido de perto por Portugal, adiantando que na última semana decorreram duas reuniões entre responsáveis dos dois países, uma delas na passada sexta-feira (dia 11 de Julho) e outra na segunda-feira.
A refinaria Balboa, que poderá tornar-se a décima refinaria de petróleo em Espanha, é um projecto liderado pelo grupo industrial espanhol Alfonso Gallardo e que conta com o apoio da Junta da Extremadura. A instalação da refinaria prevê um investimento total de 1,2 milhões de euros para produzir mais de cinco milhões de toneladas de produtos petrolíferos, metade dos quais gasóleo, estando a facturação anual estimada em mais de 5.700 milhões de euros.
O grupo promotor já entregou o projecto ao ministério espanhol do Ambiente, estando actualmente a decorrer a fase de consulta pública da Avaliação de Impacte Ambiental. Só depois o Governo espanhol irá emitir um parecer onde consta a Declaração de Impacte Ambiental, favorável ou desfavorável à concretização do projecto.

© 2008 LUSA
 

rbsmr

Nimbostratus
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6 Ago 2007
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Cabeça Gorda, Torres Vedras (140m)
Ao menos alguma boa notícia:

"Petróleo ao nível mais baixo das últimas sete semanas
24.07.2008 - 11h47 AFP
O preço do petróleo “light” cotado na bolsa electrónica de Nova Iorque recuou até aos 123,62 dólares (78,48 euros) o barril, o valor mais baixo das últimas sete semanas, decorrente dos preços elevados dos combustíveis e do abrandamento do consumo na maior economia mundial, os EUA."

Agora vamos ver qual é a reacção das gasolineiras portuguesas :lmao: