Exploração de petróleo e gás em Portugal

Agreste

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Re: O Estado do País

Não concordo. Se existem recursos eles devem ser estudados e explorados. Sobre o capítulo dos acidentes já tivemos derrames de crude na costa algarvia. Relembro o acidente do petroleiro Marão no porto de Sines de 1989 e não foi por isso que a Costa Vicentina acabou...

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Paulo H

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2 Jan 2008
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Não concordo. Se existem recursos eles devem ser estudados e explorados. Sobre o capítulo dos acidentes já tivemos derrames de crude na costa algarvia. Relembro o acidente do petroleiro Marão no porto de Sines de 1989 e não foi por isso que a Costa Vicentina acabou...

Tudo bem, mas também tens de concordar que a zona tem algum risco sismico, tornando mais provável o acontecimento de uma catástrofe. Existem projectos de construção civil que foram postos de parte precisamente por causa do risco sismico e dos ventos de levante, estou a falar da construção de um túnel entre espanha e marrocos e até mesmo de uma ponte sobre o estreito de gibraltar. Não digo que a engenharia mecânica não consiga desenvolver uma válvula instalada no furo do poço de gás natural e que corte o fluxo de gás se passar maior caudal, mas.. Eu acredito que a BP não tenha investido o necessário em matéria de segurança, sabendo que uma rotura a kms de profundidade é praticamente impossível de resolver!! Só submarinos não tripulados conseguem lá chegar. Mesmo com todas as medidas de segurança um dia algum elemento irá falhar, tudo na vida tem vida útil!
 

Vince

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23 Jan 2007
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Petróleo no Oeste só no próximo ano

Tecnologia de poços direccionais e horizontais precisa de ser adaptada. Estimativas apontam para existência de 18,2 milhões a 500 milhões de barris


A exploração de petróleo na região Oeste, cuja concretização chegou a ser avançada para este ano, foi adiada para 2011, disse ao Correio da Manhã Joe Berardo, parceiro da companhia canadiana Mohave Oil & Gas.

O atraso resulta da adaptação de tecnologia de poços direccionais e horizontais que deverão ser instalados numa primeira fase nos concelhos de Alcobaça e Torres Vedras, acrescentou o investidor.

Joe Berardo confirmou que "há petróleo em Portugal, o que falta é encontrar a solução mais económica para o extrair".

A Mohave Oil & Gas estima, numa avaliação mais optimista, a existência de reservas de 500 milhões de barris de crude no subsolo português. O valor destas reservas responde às necessidades do País ao longo de cinco anos. Na estimativa mais pessimista, serão 18,2 milhões de barris.

Segundo a Sed Strat Geoscience, o valor destas reservas oscila entre os mil milhões de euros e os 35 mil milhões de euros.

A empresa canadiana tem a concessão de quatro blocos de petróleo e gás natural em Portugal, numa área que se estende de Mafra até Alcobaça.

Após 16 anos de pesquisa em Portugal, a Mohave realizou um aumento de capital de 12,1 milhões de euros para financiar o arranque da produção comercial.

Numa primeira calendarização, a empresa previa que a perfuração dos primeiros poços, em Aljubarrota (Alcobaça) e em Torres Vedras, começasse em Maio.

Segundo as previsões da empresa, o arranque comercial da produção devia iniciar-se ainda este ano, sendo que o crude seria vendido à Galp ao abrigo de um acordo entretanto assinado.

A Mohave está em Portugal desde 1993, tendo investido mais de 40 milhões de euros na prospecção de petróleo e de gás. As quatro concessões que a empresa detém vigoram até 2015.

As prospecções efectuadas em Fevereiro de 2008 em Lapaduços, no concelho de Alenquer, indicam a existência de crude leve, ou seja, o petróleo de melhor qualidade.

APENAS UMA CONCESSÃO PARA EXPLORAR EM TERRA

De acordo com a Direcção-Geral de Energia e Geologia, estão assinados quatro contratos de concessão para exploração petrolífera em Portugal. A Mohave Oil & Gas explora a bacia Lusitânica desde o Cabo Mondego até Torres Vedras, sendo a única concessão que pode explorar recursos no mar e em terra. Já o consórcio Petrobras/Galp//Partex tem a concessão da bacia de Peniche, enquanto o consórcio Petrobras/Galp detém a licença na bacia do Alentejo. A exploração da bacia do Algarve está adjudicada à Repsol/RWE Dea.

POÇOS DIRECCIONAIS E HORIZONTAIS


Tecnologia criada em 1986 nos Estados Unidos e que representa neste país 10% dos poços instalados.

Uma vez fixado o ponto onde explorar o petróleo é introduzido no subsolo o equipamento de perfuração cuja trajectória é efectuada na horizontal.

Vantagens

- Produção é 6 a 7 vezes superior à de um poço vertical.

- Requer a perfuração de menos poços, pois vários campos podem ser explorados do mesmo ponto.

- Atinge locais inacessiveispara a perfuração vertical como zonas habitadas, salinas, bases de uma montanha ou terrenos instáveis.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/n.../petroleo-no-oeste-so-no-proximo-ano220834073
 

Agreste

Super Célula
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29 Out 2007
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A notícia não é nova...

Algarve tem gás para 15 anos
Está no fundo do mar, a cerca de 50 quilómetros da costa. De acordo com o especialista em energia Costa Silva, as reservas de gás natural no Algarve supriam as necessidades de 15 anos para Portugal.


António Costa Silva, presidente da Partex, acredita que o "off-shore" do Algarve é rico em gás natural e que os dois blocos que foram descobertos na zona podem assegurar as necessidades do país "entre 12 a 15 anos".

"Há uma tendência geológica, que vem do sul da Espanha, do Golfo de Cádiz, e que vai para o off-shore do Algarve, onde há alguns blocos que poderão ter algum potencial e, se existir gás ai, o potencial pode chegar a 20 vezes aquele que havia no sul de espanha, no campo de Poseidon, que foi explorado pela Repsol", afirmou o responsável da Partex, em entrevista à Agência Lusa.

António Costa Silva recorda que a petrolífera espanhola Repsol "ganhou o concurso para este dois blocos no sul do Algarve", a sudoeste do Cabo de São Vicente, mas não compreende que o contrato de exploração ainda não tenha sido assinado, "por manifesta inércia das autoridades ou por alguma preocupação da indústria do turismo do Algarve".

O presidente da Partex avança com a pressão do "lobby" do turismo para explicar o atraso no projeto, garantindo não existirem razões para preocupações de âmbito ambiental.

"Essas preocupações são aceitáveis, mas elas não colhem. Não há marés negras com o desenvolvimento de projetos de gás porque ele evapora quando chega à superfície. Além disso, na Espanha houve esse desenvolvimento, numa das costas mais turísticas da Espanha, e não houve problema nenhum", explica.

Para mais, lembra, as torres de extração estariam colocadas a "50 quilómetros da costa portuguesa", fora do alcance da vista turísticas e tendo em conta que a tecnologia para estas profundidades está provada, pelo "é um projeto que deve ser apoiado".
 

algarvio1980

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21 Mai 2007
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A notícia não é nova...

Algarve tem gás para 15 anos
Está no fundo do mar, a cerca de 50 quilómetros da costa. De acordo com o especialista em energia Costa Silva, as reservas de gás natural no Algarve supriam as necessidades de 15 anos para Portugal.


António Costa Silva, presidente da Partex, acredita que o "off-shore" do Algarve é rico em gás natural e que os dois blocos que foram descobertos na zona podem assegurar as necessidades do país "entre 12 a 15 anos".

"Há uma tendência geológica, que vem do sul da Espanha, do Golfo de Cádiz, e que vai para o off-shore do Algarve, onde há alguns blocos que poderão ter algum potencial e, se existir gás ai, o potencial pode chegar a 20 vezes aquele que havia no sul de espanha, no campo de Poseidon, que foi explorado pela Repsol", afirmou o responsável da Partex, em entrevista à Agência Lusa.

António Costa Silva recorda que a petrolífera espanhola Repsol "ganhou o concurso para este dois blocos no sul do Algarve", a sudoeste do Cabo de São Vicente, mas não compreende que o contrato de exploração ainda não tenha sido assinado, "por manifesta inércia das autoridades ou por alguma preocupação da indústria do turismo do Algarve".

O presidente da Partex avança com a pressão do "lobby" do turismo para explicar o atraso no projeto, garantindo não existirem razões para preocupações de âmbito ambiental.

"Essas preocupações são aceitáveis, mas elas não colhem. Não há marés negras com o desenvolvimento de projetos de gás porque ele evapora quando chega à superfície. Além disso, na Espanha houve esse desenvolvimento, numa das costas mais turísticas da Espanha, e não houve problema nenhum", explica.

Para mais, lembra, as torres de extração estariam colocadas a "50 quilómetros da costa portuguesa", fora do alcance da vista turísticas e tendo em conta que a tecnologia para estas profundidades está provada, pelo "é um projeto que deve ser apoiado".

Que impactos têem essa exploração numa zona de actividade sísmica moderada? Todos falam do impacto do turismo e não tem impacto na sismicidade da zona.
 

Vince

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23 Jan 2007
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[ame="http://videos.sapo.pt/UN8hLvIMCASaj4tIEZf1]Prospecção de petróleo[/ame]




Petróleo ou gás sob o Mosteiro de Alcobaça

A empresa norte-americana Mohave Oil & Gas Corporation, que está a fazer prospecção de petróleo e gás natural na região de Alcobaça, já tem autorização da autarquia local para fazer testes sísmicos a 500 metros do Mosteiro, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. O avanço dos trabalhos está no entanto dependente de autorização do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).

A Câmara de Alcobaça autorizou os trabalhos na cidade, com a salvaguarda de "haver uma área de protecção ao Mosteiro e ao centro histórico, autorizada pelo IGESPAR", revelou ontem o presidente, Paulo Inácio, adiantando que a operação se justifica "para bem da Nação". Os trabalhos deverão prolongar-se por uma semana e constam de "uma ‘ecografia' ao subsolo, para traçar a cartografia da sua superfície e identificar a existência de petróleo ou gás natural", explicou ao Correio da Manhã Rui Vieira, geólogo da Mohave Oil & Gas.

Actualmente, os trabalhos decorrem nas zonas de Aljubarrota e Alpedriz, que estão a ser alvo de "varrimentos" para detectar indícios de existência de petróleo ou gás natural, de forma a depois serem feitas sondagens que permitam avaliar a qualidade da jazida e a rentabilidade da sua exploração.

O projecto global da petrolífera já está cumprido a trinta por cento, e envolve a colocação, ao longo de 160 quilómetros quadrados, de 8500 estações de emissão e dez mil de recepção da informação do sinal sísmico gerado por máquinas que fazem vibrar o solo. "É uma grande agitação de máquinas", conta Américo Ribeiro, morador em Alpedriz. "Não sei se seria bom encontrarem alguma coisa. É uma localidade muito tranquila, a população não ia gostar de muito barulho com as movimentações, mas também podia ser bom para a economia."

As equipas que fazem os testes sísmicos são acompanhadas por militares da GNR, que garantem a realização dos trabalhos em segurança e sem condicionar o trânsito.

PROPRIETÁRIOS DOS TERRENOS TÊM COLABORADO

"Começámos por pedir permissão a todos os proprietários de terrenos onde temos de colocar as caixas para onde é transmitida a informação destas vibrações. Os ‘vibradores' têm placas que encostam ao chão quatro vezes, 12 segundos cada, a terra treme e a informação é recolhida. Tudo é registado, medido e monitorizado, para o caso de haver reclamações", disse ontem uma fonte ligada às operações, adiantando que tem havido boa colaboração dos proprietários, que se mostram "interessados" no projecto.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/n...o-ou-gas-sob-o-mosteiro-de-alcobaca-com-video
 

Vince

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Empresa canadiana "está a dar o máximo" para descobrir petróleo na costa portuguesa

O diretor-geral da Mohave Oil & Gas, Arlindo Alves, disse hoje que a empresa de prospeção petrolífera "está a dar o máximo" para descobrir petróleo no mar da costa portuguesa.

"Estamos a tentar dar o máximo para descobrir. Estamos à procura dos melhores dados, a aplicar a melhor tecnologia que existe, mas ninguém pode garantir se vamos descobrir ou não", disse aos jornalistas Arlindo Alves.

A Mohave Oil & Gas, de capitais canadianos, opera em Portugal há 18 anos e dispõe atualmente de cinco concessões de prospeção, três ''onshore'' (em terra), em Aljubarrota, Rio Maior e Torres Vedras e duas ''offshore'' (no mar), estas designadas São Pedro de Muel e Cabo Mondego.

Arlindo Alves diz que a costa portuguesa “é similar à costa do Canadá, onde houve descobertas”, mas também à costa norte de África, onde existe produção de gás.



O responsável considerou que a chamada Bacia Lusitânica “ainda não foi explorada na sua totalidade” e que, nos últimos anos, as operações da Mohave Oil & Gas em Portugal envolveram investimentos de 60 milhões de dólares (42 milhões de euros).



“Só nos últimos dois anos foram 23 milhões de dólares [16 milhões de euros]”, disse.



A operação que está a decorrer no mar (São Pedro de Muel e Cabo Mondego) até meados de setembro envolve uma embarcação que reboca dez cabos submergidos com seis quilómetros de comprimento e cem metros de distância entre cada um deles (um quilómetro de largura total).



Os cabos integram sensores responsáveis pela leitura do choque de ondas sonoras com a superfície do oceano, previamente “enviadas” com recurso a canhões de ar, tecnologia conhecida como prospeção sísmica a três dimensões (3D).



Os dados recolhidos permitem perceber quais as formações rochosas no subsolo do leito marítimo e são depois interpretados por geólogos e geofísicos “que dizem onde [futuramente] perfurar”, explicou.



“A hipótese de acertar é de 10 por cento”, estimou.



Para a sondagem obter resultados o navio tem de navegar a uma velocidade constante – não pode parar – e há que contar com impedimentos vários que decorrem do vento ou problemas com ruídos exteriores, como, por exemplo, motores de outras embarcações nas proximidades.
http://www1.ionline.pt/conteudo/142...maximo-descobrir-petroleo-na-costa-portuguesa
 

Vince

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[ame="http://videos.sapo.pt/RkszzEDcTDzbpeZZ9Bty"]Exploração de petróleo em Peniche - SIC Notícias - SAPO Vídeos[/ame]

Exploração de petróleo em Peniche vai mesmo avançar
A Petrobras e a Galp vão mesmo avançar com a exploração de petróleo em águas portuguesas. As avaliações feitas ao largo de Peniche revelaram fortes indícios da existência de crude. O primeiro poço deve avançar já em 2012.
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article780386.ece


Petrobras e Galp iniciam exploração em Peniche

Nuno Miguel Silva e Ana Maria Gonçalves
03/10/11 00:05

Petrolífera brasileira, em parceria com Galp, liderada por Ferreira de Oliveira, avança com o primeiro poço já em 2012.

A Petrobras, em parceria com a Galp, vai mesmo avançar com a perfuração petrolífera em águas portuguesas, num sinal claro de que há fortes expectativas da existência de crude. O consórcio arrancará, já em 2012, com o primeiro poço ao largo de Peniche, cuja concessão, composta por quatro blocos, conta também com a participação da Partex. Alguns meses mais tarde será a vez da costa alentejana, onde os três blocos são partilhados apenas pela Petrobras e pela Galp, afirmou ao Diário Económico fonte do grupo brasileiro.

Estes trabalhos são cruciais para determinar a viabilidade comercial das concessões e reflectem, pelo investimento envolvido, a forte aposta da Petrobras em território nacional, numa altura em que o grupo centra a maioria dos seus esforços no pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil, e tem em marcha um plano de desinvestimento de activos, sobretudo internacionais, de 13.600 milhões de dólares (10 mil milhões de euros). Cada perfuração no ‘off-shore' nacional custará entre 80 a 100 milhões de dólares (58,8 milhões de euros a 73,5 milhões de euros), refere a mesma fonte.

O próprio responsável pelo negócio da Petrobras em Portugal já tinha avançado, em entrevista ao Diário Económico no final do ano passado, que "mesmo sendo um projecto de alto risco" há 10% a 12% de probabilidades de encontrar o tão desejado ouro negro na costa portuguesa. Previsões que não assustam José de Freitas. Com um optimismo moderado, o gestor explicou então que "estes são os números da indústria de petróleo".

http://economico.sapo.pt/noticias/petrobras-e-galp-iniciam-exploracao-em-peniche_128092.html
 

Vince

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Repsol com luz verde para explorar petróleo e gás natural no mar algarvio

Os blocos petrolíferos localizados em águas profundas da costa algarvia, licitados pelo consórcio da espanhola Repsol e dos alemães da RWE, vão começar a ser explorados

O Governo vai finalmente assinar o contrato de pesquisa e exploração petrolífera com a Repsol e com a RWE para extração de petróleo e gás natural na costa algarvia. O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, manteve este projeto na "gaveta" desde 2007.

Especialistas em geologia como o presidente da Partex, Costa Silva, admitem que o potencial das reservas de gás natural da costa algarvia deve assegurar as necessidades de consumo do mercado português por mais de 10 anos.

http://aeiou.expresso.pt/repsol-com...natural-no-mar-algarvio=f680614#ixzz1b3AUx99q
 

Agreste

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29 Out 2007
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Campo "Ovo estrelado"...

«A chaminé hidrotermal do campo Moytirra a expelir metais: a zona da mina de Neves-Corvo, no Alentejo, já terá sido assim há milhões de anos
Tanto mar e, daqui a seis anos, mais mar ainda tornará Portugal um imenso país - tão grande que o mapa da terra fora de água e do espaço marítimo sob jurisdição portuguesa terá quase quatro milhões de quilómetros quadrados. Que riquezas se esconderão debaixo deste azul? O que já sabemos sobre elas? Quanto valerá um quilómetro quadrado do fundo do mar?
"Em termos mundiais, Portugal ficará no top 20 dos países com maior território. Costuma dizer-se que corresponderá à dimensão actual da Índia", frisa Manuel Pinto de Abreu, secretário de Estado do Mar e que, antes de assumir esta pasta, chefiou os trabalhos técnico-científicos na base do alargamento do espaço marítimo português. "Portugal será dos países com maior relação entre a área imersa e a parte continental: a razão será cerca de 40 unidades de área imersa para uma unidade de área continental."

Mas se não arredondarmos as contas, essa relação sobe para mais de 41 vezes. Aos 92.000 quilómetros quadrados de território emerso - Portugal Continental e Açores e Madeira - e aos 1,6 milhões de quilómetros quadrados da zona económica exclusiva (ZEE) em redor destes três conjuntos de terra, o país espera juntar mais 2,15 milhões. E então o espaço total com jurisdição portuguesa ultrapassará os 3,8 milhões de quilómetros quadrados, o que é mais de 41 vezes a área do território emerso.

"O [novo] mapa de Portugal ocupará cerca de um terço do Atlântico Norte", nota Pinto de Abreu. "Atravessará quase o Atlântico Norte, desde o extremo da Península Ibérica até perto das costas do Canadá e Estados Unidos. Será um mapa imenso."

Por coincidência, a área alargada de 2,15 milhões de quilómetros quadrados deste novo mapa é idêntica à de um outro, que ficou famoso, com o título "Portugal não é um país pequeno" e que traduzia a visão ideológica do Estado Novo: profusamente divulgado a partir de 1934 para propaganda política, sobrepunha a área das colónias portuguesas sobre a Europa, para mostrar que a superfície total de 2,16 milhões de quilómetros quadrados controlada pelo país era superior à de Espanha continental, França, Inglaterra, Itália e Alemanha juntas.

O projecto que fará crescer geograficamente Portugal tem um nome: extensão da plataforma continental. Para se perceber o que é o alargamento da plataforma, há que dizer que ela é a crosta terrestre que se prolonga, desde o território que está fora de água, mar adentro. Depois, a certa altura, a crosta terrestre por baixo dos oceanos adquire características geológicas e morfológicas diferentes da crosta emersa. Onde ocorre essa transição entre a crosta emersa da plataforma continental e a oceânica é o grande desafio que nem sempre tem resposta fácil.

Ora é fulcral para os países costeiros determinar onde a crosta terrestre nos oceanos deixa de ser igual à que está fora de água e ver até onde vai a sua continuidade geológica, caso queiram aumentar, de forma pacífica, as suas jurisdições para lá das 200 milhas náuticas da ZEE e até a um limite de 350 milhas da costa.

Mas enquanto até ao limite da ZEE, os países podem explorar tanto o que se encontra na água como o solo e subsolo marinhos, para lá das 200 milhas apenas o chão marinho ficará debaixo da sua alçada. Terão assim diferentes graus de jurisdição, que vão desde as fronteiras territoriais efectivas, o mar territorial até às 12 milhas da costa, até à possibilidade de exploração dos recursos na água e no fundo do mar da ZEE e, para lá disso, acesso aos recursos somente do solo e subsolo marinhos.

Esta oportunidade de alargar a plataforma continental é conferida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ou Lei do Mar como também é conhecida, em vigor desde 1994. Os países que ratificaram esta convenção, como Portugal, têm um prazo para apresentar na ONU as suas propostas de extensão da plataforma. Portugal fê-lo em Maio de 2009 e aguarda que o processo siga aí os seus trâmites na Comissão de Limites da Plataforma Continental.

A expectativa é que o grupo que nessa comissão irá apreciar a proposta portuguesa de extensão da plataforma continental seja nomeado em 2016 ou até mais cedo, em 2015, e que a partir daí os seus trabalhos demorem cerca de dois anos. Depois, esse grupo fará recomendações e levantará dúvidas, a que o país procurará responder com a entrega de mais informação. Pinto de Abreu considera que a preparação da documentação que vier a ser pedida é para levar depois pelo menos um ano: "Quer isto dizer que pensamos ter todo o processo concluído em 2018."

E não se espera que, daqui a seis anos, entre a proposta de mapa entregue na ONU e aquele que vir a ser aceite haja grandes diferenças. "Este é já o novo mapa de Portugal. A nova configuração, pensamos nós, nunca será muito diferente", diz o geólogo Pedro Madureira, que colabora com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), o grupo que desde 2005 leva por diante este projecto e que Pinto de Abreu chefiou até ir para o Governo. "A comissão pode ter algumas dúvidas num ou outro local muito específico e pedir para o justificar melhor com mais dados", explica Pedro Madureira.

"Muita gente pergunta: "Para que queremos mais território, se está debaixo do mar?" Historicamente, as pessoas alargaram o território porque pretendiam terras aráveis ou recursos para aproveitamento económico. A importância desta extensão diz respeito à possibilidade de existirem recursos marinhos que podem ser aproveitados actualmente e no futuro", sublinha o geólogo.

Para esta conquista pacífica do mar, foi necessário recolher montanhas de dados. Além de coligir informação científica já publicada, o grupo da EMEPC foi para o mar em diversas campanhas. Alugou navios estrangeiros, utilizou navios da Marinha portuguesa, o Almirante Gago Coutinho e o D. Carlos I, e comprou um robô submarino, o Luso, que, operado à distância por um cabo, mergulha até seis mil metros.

Com estes meios, apanhou do fundo do mar rochas (que analisaram e compararam) e fez um levantamento exaustivo da morfologia do fundo do mar, tudo para determinar a tal continuidade geológica da crosta terrestre emersa para o domínio marinho. As rochas eram apanhadas com cestos metálicos e, depois, pelos braços do robô Luso, enquanto os dados do relevo marinho eram obtidos recorrendo a feixes acústicos enviados para o fundo do mar, para se construírem mapas de grande resolução.

Acaba de terminar mais uma campanha, com os navios da Marinha, para reforçar a proposta de extensão da plataforma. Até ela começar a ser analisada na ONU, os países podem recolher mais dados, pelo que o Almirante Gago Coutinho esteve agora, com o Luso, no limite sul da extensão da plataforma na área dos Açores e o D. Carlos I no limite noroeste.

Mas em todos estes anos de levantamentos para a extensão da plataforma, os cientistas também reuniram informação sobre a ocorrência de recursos energéticos (como gás metano), minerais (ouro, prata, cobre ou cobalto) e biológicos, tanto na ZEE como na plataforma alargada.

Por vezes, ficaram intrigados com algumas estruturas geológicas, sem terem ainda explicação para a sua natureza - é o caso do Ovo Estrelado, encontrado por acaso na ZEE, 150 quilómetros a sul da Terceira, e que teve direito a notícia na BBC online.

Os levantamentos do relevo marinho na zona em 2008, com os sondadores multifeixe, quando os navios iam a caminho das campanhas, revelaram uma estrutura em forma de ovo estrelado, com uma elevação no centro, como a gema, e uma parte à volta mais funda, como a clara. A dois quilómetros de profundidade, estende-se por seis de diâmetro e os cientistas só deram com ele quando, em 2009, olharam para os dados que não tinham directamente a ver com a extensão da plataforma.

Ainda hoje se perguntam se é um vulcão de lama, carregado de metano, fonte energética não convencional que pode ser uma alternativa no futuro. Ou se, por exemplo, é a cratera de um meteorito. Nenhuma destas hipóteses os convence, porque as dimensões da "gema" e da "clara" nas crateras de meteoritos são geralmente diferentes e porque os vulcões de lama conhecidos formam-se em zonas mais perto do continente, que têm uma camada espessa de sedimentos capaz de reter os fluidos vindos do interior da Terra. E, por outro lado, na zona do Ovo Estrelado também não ocorre a compressão de placas tectónicas, que força o metano em profundidade a subir até à superfície do fundo do mar.

"O Ovo Estrelado é um exemplo de que conhecemos pouco este território", lembra Pedro Madureira. "Seria muito interessante que fosse um vulcão de lama, mas face ao conhecimento actual é difícil explicá-lo dessa forma", diz o geólogo.

"O contexto geológico do Ovo Estrelado não é favorável para que seja um vulcão de lama, mas não é impossível", diz também Pinto de Abreu. "Se for um vulcão de lama, podemos ter lá hidratos de metano, que hoje são objecto de grandes projectos de desenvolvimento para que o aproveitamento como fonte de energia seja rapidamente conseguido", acrescenta o secretário de Estado do Mar. "Na sequência do acidente [da central nuclear] de Fukushima, o Japão acelerou o aproveitamento de hidratos de metano. O objectivo do Japão é que a partir 2016 seja possível fazer o aproveitamento comercial dessas fontes de energia. Ora 2016 é já amanhã", diz Pinto de Abreu. "Vamos ver se identificamos os bons vulcões de lama na nossa área."

Mas se dificilmente o Ovo Estrelado é um vulcão de lama, ao largo do Algarve este fenómeno é conhecido desde 2000 e no golfo de Cádis desde 1999. E aqui, sim, há muitos sedimentos e compressão entre a placa africana e a euroasiática, que origina vulcões a expelirem materiais argilosos. Aí, as moléculas de água congelada nos sedimentos não só aprisionam o metano, como outros hidrocarbonetos, como os gases butano e propano. A exploração dos hidratos de todos estes gases, que por ora ninguém faz, levanta muitas questões técnicas e ambientais. Só que a presença destes gases nos vulcões de lama pode ainda indiciar algo valioso em profundidade, no subsolo marinho: mais hidrocarbonetos, como butano, propano e até petróleo. Aliás, a empresa Repsol já explora gás natural, em profundidade, no golfo de Cádis.

"Quando falamos de [encontrar] petróleo, estamos a falar de ambientes mais próximos de Portugal Continental", explica Pedro Madureira. "Há muitos anos que têm sido feitas pesquisas na tentativa de encontrar petróleo ao longo da nossa costa. É uma hipótese que não está de todo afastada. O valor do petróleo torna possível investimentos mais avultados e permite pesquisar a maiores profundidades."

Outros recursos já identificados no domínio marítimo português estão associados às fontes hidrotermais, que são emanações de água quente vinda do interior da Terra, carregada muitas vezes de metais, como ouro, cobre, prata e zinco.

Minas hidrotermais
Em contacto com a água fria do mar, os metais precipitam-se e parece estar a libertar-se fumo negro. Esses metais vão-se acumulando em depósitos no fundo do mar - os sulfuretos maciços polimetálicos, com ouro, cobre, prata e zinco - e vão também surgindo estruturas em forma de chaminé, tão emblemáticas destes ambientes extremos em calor, toxicidade e sem luz solar, à volta das quais a vida mesmo assim pulula. Não faltam aí mexilhões, camarões e microorganismos, que podem ter novas moléculas para aplicações farmacêuticas e industriais, entre outras (embora possa haver recursos genéticos em muitas outras paragens). Aliás, associadas ao projecto de extensão da plataforma houve várias campanhas de biologia, com recolha de inúmeros exemplares nos Açores, nas Selvagens, nas Berlengas, para inventariar as espécies em Portugal.

Voltando às fontes, a mina de Neves-Corvo, no Alentejo, rica em cobre, formou-se assim há milhões de anos. Os seus depósitos de sulfuretos maciços polimetálicos, hospedados em rochas vulcânicas, são um caso de estudo mundial, pela grandeza e pelos teores de cobre.

Ora ao largo dos Açores têm sido descobertos vários campos hidrotermais no mar profundo. Uns, como o Lucky Strike, o Menez Gwen e Saldanha ficam na ZEE; outros como o Rainbow e o Moytirra na plataforma continental alargada. Todas estas fontes estão associadas à cadeia montanhosa que corta o Atlântico - a Dorsal-Médio Atlântica, onde nasce crosta oceânica e as placas tectónicas se afastam.

Podia pensar-se que a mineração dos campos hidrotermais é ficção científica, mas essa realidade pode não estar tão longe. Na Papuásia-Nova Guiné, uma empresa quer começar, talvez em 2013, a explorar a primeira mina no mar profundo, num campo hidrotermal, a 1600 metros. Na sua mira, ouro e cobre, e os equipamentos, como robôs para operar lá em baixo, estão em construção.

Essa mesma empresa, a canadiana Nautilus Minerals, apresentou à Direcção-Geral de Energia e Geologia, em 2008, um pedido de prospecção de sulfuretos maciços polimetálicos nos campos Lucky Strike, Menez Gwen e Saldanha. O processo não teve seguimento até que, no fim de 2011, foi pedido à Nautilus que reformulasse a proposta, tendo em conta que o Lucky Strike e o Menez Gwen, entre outros campos, tinham acabado de ser classificados como áreas protegidas e incluídos no Parque Marinho dos Açores. O novo pedido da Nautilus não teve ainda resposta.

Que indícios temos de mais recursos no imenso mar português? Têm também sido identificadas crostas ferromanganesíferas - películas que, além de ferro e manganês, têm cobalto e níquel e se depositam nas rochas, sobretudo nos montes submarinos, formando aí crostas que parecem tapetes. Ou os nódulos polimetálicos, "batatas" ricas também em manganês, níquel e cobalto.

Mas uma coisa é saber que existem estes recursos, outra é saber a quantidade e extensão. "Falar de recursos não é falar de reservas. Não conhecemos a quantidade de cada um dos recursos no nosso domínio imerso. É prematuro dizer qualquer coisa relativamente a reservas", frisa Pedro Madureira. "Agora importa pensar como vamos reverter esse potencial em valor efectivo e na melhor maneira de o fazer." Também Pinto de Abreu deixa clara essa diferença: "Temos algumas indicações, mas de facto não sabemos o que lá está. Se hoje quisesse aconselhar alguém sobre o talhão que deve comprar no fundo do mar, por ter realmente valor, não podia aconselhar ninguém", diz o secretário de Estado. "Dizer que há recursos não é só detectar uma pepita de algo valioso. É demonstrar que existem numa área grande e em quantidade suficiente para uma extracção rentável. Teremos de confirmar que as amostras que recolhemos não são apenas manifestações pontuais."

Mesmo assim, tem havido exercícios teóricos, ainda que especulativos, sobre as potenciais riquezas escondidas no fundo do mar. A geóloga Raquel Costa, da EMEPC, pegou em amostras de crostas recolhidas em mais de dez montes submarinos e calculou quanto valeria um quilómetro quadrado do fundo do mar. Viu, por um lado, os teores médios de cobalto, níquel e cobre para crostas com cinco centímetros de espessura média e, por outro, as áreas no espaço marítimo português em que potencialmente há crostas (só a profundidades entre 1500 e 2000 metros). Concluiu que um monte típico, com 1600 quilómetros quadrados, podia ter metais que atingissem 217 milhões de euros de lucro por ano, um valor citado amiúde por Pinto de Abreu. Um quilómetro quadrado deste tipo de fundo do mar valeria assim algo como 135 mil euros. As contas são de 2008 e, desde então, o valor dos metais continua a subir.

Uma vez concluída a extensão da plataforma em 2018 - 13 anos após ter começado e gastos previsivelmente de 40 milhões de euros, incluindo equipamentos e projectos associados -, o país tem a oportunidade de repetir a história marítima. Volta a ter um grande domínio de mar, falta saber o que vai fazer com ele, cinco séculos depois dos Descobrimentos.»
 

Knyght

Cumulonimbus
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Alguém reparou a importância das ilhas?!

Quanto ao Algarve ser explorado ou não apenas digo uma coisa... É isso e as centrais nucleares, mania de ambientalistas não temos qualquer hipótese de ter energia mais barata e termos a balança energética permanentemente importadora...
 

algarvio1980

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Exploração de petróleo no Algarve poderá colocar em risco o património natural e o futuro do turismo algarvio

A Quercus mostra-se muito preocupada com as notícias vindas a público de que estará iminente a exploração de gás natural e de petróleo no Algarve, prevista já para 2014, a apenas 8 quilómetros da costa portuguesa.

Segundo a imprensa, os estudos de prospeção realizados ao longo de 2012 apontam fortes possibilidades de existência de reservas de gás natural e de petróleo passíveis de serem exploradas comercialmente.

A 21 de Outubro de 2011, foi assinado um contrato para a concessão de direitos de prospeção, pesquisa e produção de petróleo nas áreas designadas por “Lagosta” e “Lagostim”, áreas marinhas em alto mar em frente ao Parque Natural da Ria Formosa e à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim.

Esta situação é ainda mais preocupante quando se sabe que não foi realizado qualquer estudo de impacte ambiental, nem ponderadas quaisquer medidas de minimização dos impactes ou medidas de atuação em caso de eventuais desastres ambientais (p. ex., derrame acidental de petróleo no mar). É importante salientar que o impacte de um eventual acidente que ocorra numa exploração deste género, mesmo que pontual, afetaria irreversivelmente ecossistemas únicos e frágeis, bem como diversas espécies, incluindo aves marinhas, baleias e golfinhos.

De salientar que a costa algarvia não está suficientemente protegida em caso de derrame petrolífero e, em caso de ocorrência de uma maré negra semelhante à que aconteceu em 2010 no Golfo do México, as consequências seriam catastróficas para milhões de pessoas e para o futuro do Algarve, pois toda a costa algarvia seria afetada durante muitos anos.

É importante não esquecer que o Algarve é o destino turístico mais importante do país, tendo-se verificado, a título de exemplo, em 2012, 10,8 milhões das 39,8 milhões dormidas registadas em Portugal, de acordo com dados do Turismo de Portugal. Mais ainda, esta atividade económica é responsável por 8% das exportações nacionais de bens e serviços e por 60% do emprego a nível regional.

Um eventual derrame traria, inevitavelmente, não só perdas económicas incalculáveis para esta indústria (em particular para a atividade hoteleira e todos os serviços conexos, como os desportos marítimos), mas também mancharia para sempre a imagem da região como destino turístico de referência mundial. A pesca é uma atividade igualmente importante no Algarve, estando hoje intimamente ligada à indústria turística, pelo que um derrame acidental de hidrocarbonetos iria também causar inúmeras perdas de recursos e de postos de trabalho.

A Quercus considera que um projeto desta natureza deve ser muito bem justificado do ponto de vista económico e se os ganhos imediatos daí derivados são relevantes para o país, compensando potenciais riscos que podem existir, não só do ponto de vista económico, mas também ambiental e social, em caso de acidente. Para além disso, a Quercus exige que sejam cumpridas todas as normas legais de proteção ambiental, nomeadamente em sede de avaliação de impacte ambiental.

Mesmo assumindo que, caso se torne realidade, a exploração de combustíveis fósseis em Portugal possa contribuir em pequena parte para reduzir as importações – sobretudo no setor dos transportes, fortemente dependente do petróleo - é fundamental que exista respeito pela transparência e salvaguarda dos recursos naturais e paisagísticos, o que não parece verificar-se até esta altura.

Ressalve-se que, caso este projeto avance no Algarve, será um ponto claramente desfavorável e contraditório ao modelo de desenvolvimento seguido nas últimas décadas para a região, assente essencialmente num turismo de qualidade, com valores naturais e paisagísticos de relevo.

A confirmação da futura exploração de petróleo no Algarve seria um péssimo “cartão de visita” para a região e para todo o país, com reflexos negativos a médio e a longo prazo, que poderiam colocar em causa o Algarve como destino turístico de referência.

Fonte: Quercus

Ui, que bom, a 8 kms da costa, está um gajo na praia a ver as plataformas, genial pá.