Exploração de petróleo e gás em Portugal

algarvio1980

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Ainda por cima nem é uma zona sísmica, já andavam calados a muito tempo e pimba, vamos la ver no que dá para onde irá o dinheiro e se correr mal quem paga

O ano passado, saiu esta notícia no Público: http://www.publico.pt/mundo/noticia...r-sido-provocados-por-injeccao-de-gas-1607924

Já este mês saiu esta notícia: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014...e-terremotos-em-Oklahoma-extra-o-de-g-s-6481/

Sendo, o Algarve uma zona sísmica ainda vamos começar a abanar mais.
 
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Orion

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Estamos ricos! :lol:

A empresa britânica IONIQ Resources diz ter localizado seis jazidas (depósitos naturais de matérias minerais) de petróleo em Portugal continental, avança a revista Sábado. As jazidas terão sido encontradas através de uma tecnologia que deteta recursos naturais por satélite e devem ter uma dimensão de, pelo menos, mil milhões de barris de petróleo, mais 30% de gás natural. A empresa estima que o valor das reservas ascenda a mais de 43 mil milhões de euros brutos, ou seja, a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O gabinete do ministro confirmou que existiram reuniões com a empresa, mas que o ministro e o secretário de Estado da Energia limitaram-se a ouvir os argumentos da IONIQ e a explicar a legislação nacional. O petróleo estaria entre dois e três mil metros de profundidade e uma das jazidas foi encontrada no mar.

Observador
 

Vince

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Cheira a treta. Já ouvi falar de estudos de magnetismo usando satélites, mas se fosse minimamente credível não pediriam dinheiro de avanço, facilmente arranjariam financiadores. E negociariam royalities melhores. Que há petróleo e gás, isso já se sabe há muito. Que seja viável a sua extracção, isso já é outra história.
 
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Lousano

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Cheira a treta. Já ouvi falar de estudos de magnetismo usando satélites, mas se fosse minimamente credível não pediriam dinheiro de avanço, facilmente arranjariam financiadores. E negociariam royalities melhores. Que há petróleo e gás, isso já se sabe há muito. Que seja viável a sua extracção, isso já é outra história.

Qual treta?
Financiado tudo pode dar lucro.
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
Qual treta?
Financiado tudo pode dar lucro.

Leste o artigo completo do link do Orion?
http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/ingleses_localizaram_seis_jazidas_de_petroleo_em_portugal.html

Treta no sentido de que é uma empresa desconhecida, tecnologia desconhecida. Também pesquisei intensamente na Net e quase nada aparece.

Mas não é por aí que mais desconfio, é precisamente pelo que referes. Normalmente este tipo de prospecções de baixa probabilidade/rentabilidade são pequenas empresas que arranjam financiamento e vivem na esperança de um dia terem sorte e sai-lhes a lotaria, pois normalmente são contratos com um bom royaltie em caso de sucesso, acabam por vender depois os direitos a uma empresa maior. Tens em Portugal exemplos disso, a Mojave que andou muitos anos por cá, e acabou por desistir. Ou a Colt Resources no ouro, estes aparentemente com algum sucesso. Mas ainda falta ver se será mesmo assim ou não.

Ora, a ser verdade o que diz na notícia da Sábado, estes pedem ainda bastante dinheiro à cabeça, 7 milhões para fazer estudos detalhadas, o que é para desconfiar. Se a tecnologia fosse boa, facilmente arranjariam financiadores dispostos a partilhar o risco. Não concordas?
 
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algarvio1980

Furacão
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21 Mai 2007
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Olhão (24 m)
Exploração de gás na costa algarvia incendeia debate público

Numa altura em que se intensificam as políticas de incentivos às energias renováveis, o Algarve avança em contracorrente para a exploração do petróleo e gás natural. A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) duvida que o país e a região tenham alguma coisa a ganhar com este tipo de indústria. “Os riscos são grandes e os benefícios são reduzidos ou nulos” foi a conclusão saída de um debate realizado em Faro. A falta de informação e de “transparência” nos contratos celebrados entre o Governo e um consócio liderado pelo grupo espanhol Repsol, estão a agitar a opinião pública regional.

O início da exploração do petróleo no mar algarvio está previsto para Outubro, mas há muitas reservas e dúvidas quanto às consequências que esta actividade possa vir a ter no sector turístico. “Não acredito nos estudos de impacto ambiental, encomendados pelas empresas que fazem os furos”, disse Fernando Pessoa, dirigente da Liga para a Protecção da Natureza, na quinta-feira à noite num jantar/debate, promovido pela “Tertúlia Farense”. A assistência, constituída por mais de 60 pessoas, corroborou esta tese, mas também houve quem afirmasse que se está a fazer “propaganda” negativa, sem fundamento.

O antigo director-geral do Terminal de Gás Natural Liquefeito do porto de Silves, Carlos Azevedo, disse que a “forma diabólica” como o assunto está a ser tratado não o surpreende. No passado, disse, ouviu idênticas críticas em relação ao “projecto do gás natural e hoje já ninguém se lembra disso”. Por falar em riscos, denunciou, “ninguém fala nas dezenas, centenas de petroleiros que passam pela costa do Algarve e qualquer um tem um risco muito superior a este pequeno projecto que está a ser apresentado”. A exploração que está prevista “não é sobre petróleo, mas sobre gás natural, que tem características muito diferentes”, desdramatizou. Numa coisa disse estar de acordo com os dirigentes da PALP – plataforma que reúne 11 entidades, entre as quais as associações ambientalistas Quercus, LPN e Almargem: “Nós, enquanto grupo de intervenção, no que devemos apostar é em saber quais são as características do contrato [de exploração], porque não sabemos rigorosamente nada”.

O sociólogo João Martins, professor da Universidade do Algarve (dirigente da PALP) reclamou o direito à informação e à participação dos cidadãos. “O processo de decisão tem sido tratado nos bastidores da política, de forma oculta”, denunciou. De resto, acrescentou, “não deixa de ser espantoso que das 16 câmaras municipais, só uma, a câmara de Silves [CDU], tenha respondido a um pedido de reunião para discutir o assunto”. O que pretende, afirmou, é que o assunto seja retirado do “secretismo dos bastidores da economia da política”. Nesse sentido, a plataforma promove o seu primeiro encontro regional no próximo dia 30. Por outro lado, o vereador da câmara de Faro, Paulo Neves (PS), observou: “A Comunidade Intermunicipal do Algarve- Amal não se pode demitir desta discussão”. Em relação aos eventuais benefícios, previstos nas contrapartidas do contrato de exploração, advertiu, “não ficarão na região nem no país”. Segundo este antigo deputado, só haveria direito a pagamentos “se houvesse petróleo e, pelos vistos, o que vai ser explorado é gás”. Por sua vez, Luciano Abelheira, professor do ensino primário, perguntou: “O que será que vai acontecer à boa sardinha do Algarve, com a poluição das águas?” Em jeito de conclusão, atirou: “O nosso ouro negro é o turismo, não é o petróleo”. Já o médico Mário Lázaro entende que este projecto destina-se a “satisfazer o ego de Portugal”, insuflado pela ideia de que a exploração de gás ou petróleo, a oito quilómetros da costa, faz de um país, em dificuldades, “um potentado” na Europa.

Fonte: Publico

Esta treta da exploração de gás e petróleo ao largo do Algarve e apenas 8 quilómetros da costa, se algo correr mal vai ser a morte do Algarve turístico, mesmo assim a 8 quilómetros da costa estás na praia e vês as plataformas, para dar 3 garrafas de gás e 3 barris de petróleo.

Portugal, tem o Baixo Alentejo, dezenas de terrenos abandonados sem qualquer investimento, sendo a região com mais sol de toda a Europa, bem podiam aproveitar esses terrenos para instalarem grandes centrais fotovoltaicas, sempre dão mais rendimento e tem impacto ambiental residual, em vez de irem para uma exploração que ao menos descuido vem tudo dar às praias.