Floresta portuguesa e os incêndios

Se nem aqui a malta se entende, imagino num momento de crise no terreno.

A malta não se entende, porque infelizmente tudo isto é nada mais nada menos que puro 'confronto' Político.

Este governo não é competente, porque morreram mais de 100 pessoas em incêndios florestais. O outro é incompetente, porque autorizou a Lei do Eucalipto ou então porque a situação da Legionella não ficou esclarecida.

E assim vai Portugal. Ideias para a Floresta ? 0.
 
Dadas as características climáticas do território nacional, o fogo em mato tem de ser encarado como um risco natural, tal como as cheias rápidas ou os sismos. Como se observam variações regionais na violência deste tipo de incêndios e estas diferenças resultam da ocupação do solo, bem como do contexto climático, seria também conveniente produzir cartas de risco de fogo em mato, a partir das quais se determinasse zonas de proteção mínima em tornos das diferentes estruturas; habitações isoladas, aglomerados populacionais, áreas industriais, estradas, autoestradas, por exemplo.

Este tipo de medidas até já deve existir, mas a dimensão das zonas de proteção é manifestamente insuficiente para evitar situações muito graves como as que se observaram em várias autoestradas na tragédia de 15 de outubro. Sempre me fez confusão a existência de vegetação densa tão próxima das autoestradas, por exemplo.

Depois, seria também necessário trabalhar bem nas áreas da prevenção e do combate, muito melhor do que tem sido feito nestas últimas décadas.
 
A malta não se entende, porque infelizmente tudo isto é nada mais nada menos que puro 'confronto' Político.

Este governo não é competente, porque morreram mais de 100 pessoas em incêndios florestais. O outro é incompetente, porque autorizou a Lei do Eucalipto ou então porque a situação da Legionella não ficou esclarecida.

E assim vai Portugal. Ideias para a Floresta ? 0.
Ideias concretas é zero mesmo! Ainda não li uma linha que fosse sobre incentivos à prevenção, nem uma só ideia sobre novas espécies a introduzir, nem uma só ideia que responsabilize criminalmente os municípios que não zelam pela limpeza das suas estradas. Mas afinal, quem nada tem, que meios tem ao dispor?

O mato faz parte da nossa flora, sem ele, as terras ficariam expostas à erosão dos solos, não pode ser erradicado. Na impossibilidade dos proprietários o cortarem (doença, idade avançada, pobreza,..) quem vai cortar dezenas de milhares de km 2 de mato? Serão os tais 500 sapadores para o país inteiro (1,5 sapadores por concelho) ?

Boa sorte.. Avisem quando houver alguma noticia concreta! A mim só me cheira a cativaçoes, novas estruturas e tachos.
 
Como se observam variações regionais na violência deste tipo de incêndios e estas diferenças resultam da ocupação do solo, bem como do contexto climático, seria também conveniente produzir cartas de risco de fogo em mato, a partir das quais se determinasse zonas de proteção mínima em tornos das diferentes estruturas; habitações isoladas, aglomerados populacionais, áreas industriais, estradas, autoestradas, por exemplo.

E a malta cujo terreno de pequenas dimensões começa na porta do quintal? Acham mesmo que vai deixar a que a câmara implemente uma distância de segurança de algumas dezenas ou centenas de metros?

Boa sorte.. Avisem quando houver alguma noticia concreta! A mim só me cheira a cativaçoes, novas estruturas e tachos.

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:D
 
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Como não gosto de fazer demasiados comentários ou "juízos" sobre assuntos que não domino, vou dar apenas algumas impressões ou ideias que me parecem relativamente claras, aos olhos do comum observador exterior, em relação ao assunto da gestão/ordenamento:

Ponto 1 - sem considerar mais factores, parece-me indiscutível que florestas com mais eucaliptos estão mais susceptíveis a grandes incêndios
Ponto 2 - parece-me pelo outro lado inegável que é mais segura uma floresta com eucaliptos e com bom ordenamento, gestão e dispositivo de resposta, que uma floresta mais "nativa" sem esses outros factores

Assim sendo, há sempre aqui um limite de equilíbrio entre estes dois pontos...

Vamos lá ver, o exemplo de terrenos cheios de eucaliptos geridos por empresas com negócio de madeira, onde pouco arde, e tudo é muito bem gerido, prova precisamente o ponto 2. O problema é... Esse tipo de gestão/cuidado exemplarmente realizado por empresas privadas, é muito provavelmente melhor que o comparável em terrenos estatais, e naturalmente incomparável (noutra galáxia) ao de terrenos de particulares, do "pequeno agricultor/proprietário". Ou seja...
Esse grau de eficiência na gestão/prevenção é virtualmente impossível de implementar num curto prazo a uma escala da floresta nacional, e mesmo no longo prazo.. Não sei, aí deixo a opinião para entendidos, mas eu como leigo tenho as minhas dúvidas, a não ser que seja mesmo uma política e medidas muito eficientes e realmente "duras".

Em relação à nova nomeação, vai no sentido do que digo atrás, e na verdade é um bom tira-teimas a algumas destas questões... Quer dizer, pelo menos na teoria...
Acredito plenamente que a pessoa seja competente e pretenda implementar a uma escala nacional gestão e ordenamento das florestas num modelo semelhante ao existente em empresas como a que geriu. Na teoria, tudo fantástico!
Na prática vamos ver, as dificuldades que encontrará pela frente, as barreiras que lhe serão impostas, e a real possibilidade de num prazo razoável conseguir ter alguns resultados positivos.

Isto leva a outra coisa para mim MUITO relevante. Estamos a falar de incêndios catastróficos, que ocorrem a uma escala temporal de décadas, em termos de período de retorno.
Ou seja, é óbvio que sem políticas CONSISTENTES durante DÉCADAS, de nada servirá. E pior, mesmo algum "método científico" para avaliar resultados não terá qualquer real significado durante bastantes anos, passo a explicar:

Cenário 1 - Vários anos sem grandes fogos - Este cenário nos próximos anos em nada verifica ou comprova boas políticas (mesmo que sejam implementadas). Primeiro, anos como este são raros e excepcionais; segundo, muito do que havia para arder ardeu e vai demorar muitos anos a estar "pronto a arder" de novo; terceiro, só por desonestidade se poderia associar anos "bons" já de seguida à implementação de políticas que demoram muitos anos a obter resultados ao nível florestal;

Cenário 2 - Mesmo apesar disto arde já muito nos próximos anos - Aqui aplica-se o raciocínio oposto, também será má-fé culpabilizar já as novas políticas de gestão florestal sem ter a noção que nunca poderão ter resultado a curto-prazo.

Ou seja, daqui a umas boas décadas, quando se repetirem condições teoricamente tão más como estas, e realmente por uma, duas, três vezes, se provar que ainda assim pouco ardeu e quase ninguém morreu, aí sim, podemos falar em políticas de protecção e gestão da floresta eficazes! Até lá...

Até lá...
...na verdade, no curto-prazo, que é o preocupa as pessoas, e que é o que os sucessivos governos têm falhado, ora porque desleixam quando há vários "anos bons", ora porque agem apenas por reacção quando há "anos maus" sem pensar muito mais à frente, quem realmente manda... (obviamente no actual estado da nossa floresta e da nossa prevencão/combate) é a Meteorologia! Não estou a dizer que é a Meteorologia que acende fogos, estou a dizer que nós humanos vamos sempre fazer asneira e ser negligentes e provocar ignições, e que portanto com o actual estado da floresta, infelizmente estamos basicamente à mercê da Meteorologia...

Ainda assim, e ainda neste curto-prazo, não como solução de fundo e de longo-prazo (esperemos que seja desta), obviamente o dispositivo de combate, e organização da Protecção Civil serão a ferramenta mais eficaz que temos para "minimizar os danos". Não evitá-los, mas sim que sejam menos dramáticos.
Mais uma vez, é um assunto que não domino os meandros, mas sendo simplista, e por mais "ineficiente" que seja o dispositivo de resposta aos incêndios (não estou a dizer que é ou que não é), o facto de estar o mais alerta possível e com o maior número de meios disponíveis claro que é uma ajuda essencial. Fazendo um cenário exagerado (que obviamente não acredito ser real), e com números aleatórios obviamente:

- Mais vale ter 10.000 pessoas integrantes de uma estrutura pouco eficiente a dar tudo o que têm para apagar fogos, do que ter apenas 1.000 pessoas integrantes da mesma estrutura pouco eficiente. Acho que é óbvio não é...?

E não tenho grandes dúvidas que em condições exatamente tão más como as de 17 de Junho ou de 15 de Outubro, mas a ocorrer em pleno "calendário burocrático de fogos", a tragédia não seria nem metade, pelo menos ao nível de perdas humanas.
Não seria fácil, iria haver muita área ardida, pois os meios iriam estar focados em defender populações, e por isso mesmo, e ainda que certamente se contabilizassem algumas mortes, tenho 99% certeza que não acabaria desta forma. Em que nada deu para fazer senão basicamente deixar arder ao sabor do vento...
Parece-me demasiado óbvio...


Há um pequeno pormenor que toda a gente se esquece e que faz toda a diferença nos terrenos da portucel, é que a empresa tem corporações para não deixar o fogo chegar aos seus terrenos inclusivamente meios aereos, enquanto os bombeiros estão a salvar casas estes ficam na linha dos seus terrenos para que o fogo não passe. Independentemente das competências e intenções de Tiago Oliveira esta escolha é muito polémica, parece que António Costa um político que sempre admirei está a cometer erros muito infantis, por isso esta escolha para mim é suspeita.

No que respeita a mono culturas de pinheiros e eucaliptos que eu tanto critico, a questão não é estes arderem mais ou menos, todas as arvores que conheça são combustiveis, o ponto crucial para mim está no facto de estas monoculturas tornarem os fogos absolutamente incontroláveis como toda a gente sabe mas ignora tal facto,
 
Este governo não é competente, porque morreram mais de 100 pessoas em incêndios florestais. O outro é incompetente, porque autorizou a Lei do Eucalipto ou então porque a situação da Legionella não ficou esclarecida.

Nada pessoal contra ti, claro, mas é interessante.

Puxas dos galões de ex-militar para rejeitares todas as acusações de inoperacionalidade da FAP no que concerne ao combate aos incêndios mas paralelamente também apoias teorias sem grande fundamento como exagerar a importância do Eucalipto e dos incendiários.

Enquanto que no primeiro caso o 'argumento da autoridade' até pode ser útil nos últimos 2 casos (eucalipto e incendiários) não tens informações que te diferenciem dos restantes. És, à semelhança de muitos outros, um leigo, correto?.

Como já escreveste aqui...

E sim, se houver vontade e sobretudo "cheta", vais com certeza ver meios aéreos da FAP a combater incêndios.

... não há guito e, aparentemente, sai mais barato ao governo contratar civis do que expandir a FAP. Alguém vê alguma mudança no horizonte?

De resto e de 2010:

Portugueses desempregados ou com rendimento mínimo vão juntar-se aos reclusos e militares na limpeza das florestas. A notícia foi avançada em entrevista ao «i» pelo secretário de Estado das Florestas, Rui Barreiro.

A malta continua com pensamento de rico. Se não se fez no tempo das vacas gordas do Sócas muito dificilmente acontecerá agora. Não é só mandar os (muitos) desempregados que por aí há limpar a mata. Quem paga combustíveis, veículos, ferramentas, portagens...? Tenho a certeza que não serão os desempregados :D

Isso de limpar a mata é um trabalho precário. A restante esquerda nunca permitirá :D
 
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FUTURO estreia intervenção em Valongo

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O ano passado iniciou-se o estudo para a integração de uma nova área no FUTURO. É uma área de 30 hectares, no coração do Parque das Serras do Porto, propriedade da Junta de Freguesia de Valongo.

A área esteve até junho de 2017 exclusivamente dedicada à produção intensiva de eucalipto. Neste momento o eucalipto foi cortado (de acordo com o contrato que estava em vigor) e temos um novo e grande desafio em mãos. Ao longo dos últimos meses temos auscultado vários especialistas e procurado financiamento para as operações necessárias de reabilitação ecológica, que são muitas. Já temos um completo guião de trabalhos, embora continuemos à procura de recursos para o implementar na sua totalidade.

Um dos desafios de curto prazo passa por tentar eliminar os eucaliptos presentes (que após o corte rebentaram com grande vigor, como habitual). Um dos métodos ecologicamente adequados para atingir este objetivo é a inoculação de fungos saprófitos nas touças do eucalipto. E foi precisamente esse método que começamos a testar no passado 13 de outubro, com a colaboração da Mycotrend, de vários Voluntários já veteranos do FUTURO e ainda com o apoio dos Voluntário participantes no GIRO 2017. Nas próximas semanas continuaremos a dar corpo a este investimento que esperamos nos ofereça resultados (decomposição das touças dos eucaliptos) dentro de três anos.

http://www.100milarvores.pt/2017/10/futuro-estreia-intervencao-em-valongo.html
 
No Domingo dia 15 arderam algumas grandes propriedades que sei que são geridas directamente pelas Celuloses, também devem ter sofrido um valente rombo agora, também eles vão ter que refletir sobre o futuro disto tudo.

Mas de ficarem na linha dos seus terrenos não é verdade, há anos que via as equipas deles a socorrer incêndios nesta região, mas mesmo muitas vezes, estavam sempre em todo o lado, algumas vezes até eram os primeiros a chegar aos focos de incêndio e sabem como é importante chegar cedo. E também nunca me apercebi de meios aéreos dedicados a eles, antes houvesse.
 
Nada pessoal contra ti, claro, mas é interessante.

Puxas dos galões de ex-militar para rejeitares todas as acusações de inoperacionalidade da FAP no que concerne ao combate aos incêndios mas paralelamente também apoias teorias sem grande fundamento como exagerar a importância do Eucalipto e dos incendiários.

Enquanto que no primeiro caso o 'argumento da autoridade' até pode ser útil nos últimos 2 casos (eucalipto e incendiários) não tens informações que te diferenciem dos restantes. És, à semelhança de muitos outros, um leigo, correto?.

Como já escreveste aqui...



... não há guito e, aparentemente, sai mais barato ao governo contratar civis do que expandir a FAP. Alguém vê alguma mudança no horizonte?

De resto e de 2010:



A malta continua com pensamento de rico. Se não se fez no tempo das vacas gordas do Sócas muito dificilmente acontecerá agora. Não é só mandar os (muitos) desempregados que por aí há limpar a mata. Quem paga combustíveis, veículos, ferramentas, portagens...? Tenho a certeza que não serão os desempregados :D

Isso de limpar a mata é um trabalho precário. A restante esquerda nunca permitirá :D

Citando a colega @ClaudiaRM , 'tudologia'. É do que sofres. Mas a tua tudologia é de outro calibre, é mais que VIP. Sabes tudo e um par de botas mas no fundo quando alguém te chama à razão és uma completa nulidade. E já estou francamente a fartar-me desta conversa, não vou descer ao teu patamar porque pelos vistos já percebi que é isso que desejas. Tentas influenciar a opinião geral com as barbaridades que vais proferindo,mas não passam disso mesmo barbarides. Não são todos que caiem na história do Pseudo Intelectualismo.

@Orion antes de mais nada, isto é diálogo para privado. Já todos percebemos que és acérrimo de Direita, não tem mal nenhum ainda bem que o és, só que já começas a chegar a um ponto em que a Política deixa de fazer sentido. Eu conheço mais pessoas como tu que sofrem desse síndroma. Mas como sempre mantive uma postura correcta e digna vou manter-me calado. Gosto muito deste Fórum, é a minha 2ª casa e não estou para me prejudicar por existirem pessoas como tu.

Aproveito para pedir desculpa à moderação pelos off-topic que possa eventualmente ter feito.
 
FUTURO estreia intervenção em Valongo

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O ano passado iniciou-se o estudo para a integração de uma nova área no FUTURO. É uma área de 30 hectares, no coração do Parque das Serras do Porto, propriedade da Junta de Freguesia de Valongo.

A área esteve até junho de 2017 exclusivamente dedicada à produção intensiva de eucalipto. Neste momento o eucalipto foi cortado (de acordo com o contrato que estava em vigor) e temos um novo e grande desafio em mãos. Ao longo dos últimos meses temos auscultado vários especialistas e procurado financiamento para as operações necessárias de reabilitação ecológica, que são muitas. Já temos um completo guião de trabalhos, embora continuemos à procura de recursos para o implementar na sua totalidade.

Um dos desafios de curto prazo passa por tentar eliminar os eucaliptos presentes (que após o corte rebentaram com grande vigor, como habitual). Um dos métodos ecologicamente adequados para atingir este objetivo é a inoculação de fungos saprófitos nas touças do eucalipto. E foi precisamente esse método que começamos a testar no passado 13 de outubro, com a colaboração da Mycotrend, de vários Voluntários já veteranos do FUTURO e ainda com o apoio dos Voluntário participantes no GIRO 2017. Nas próximas semanas continuaremos a dar corpo a este investimento que esperamos nos ofereça resultados (decomposição das touças dos eucaliptos) dentro de três anos.

http://www.100milarvores.pt/2017/10/futuro-estreia-intervencao-em-valongo.html

Desconhecia essa forma, será que resulta? O link nem refere o que vão plantar depois.
Vou dar um exemplo do ano passado em que houve um incêndio na zona de Anadia, Mealhada, Luso e Mortágua. Os eucaliptos queimados e entretanto cortados explodem literalmente, crescem de forma efusiva, é uma árvore que gosta mesmo do fogo.
Pois na linha de comboios da Beira Alta vê-se os eucaliptos a crescer a 2 ou 3 metros da linha e ninguém pensa que se calhar era boa ideia acabar com isso depois do incêndio. Nada, cresce tudo como sempre cresceu.
Se nem numa linha de comboios fazem nada imaginem nas centenas de estradas que há por Portugal.
 

É precisamente por haver tudólogos em lugares de relevo que tanta coisa corre mal. Quando têm poder e/ou estão em áreas muito técnicas, o potencial para o desastre aumenta. Mas Portugal orgulha-se imenso do típico desenrascanço nacional a que, noutras paragens, se chama incompetência.
 
Desconhecia essa forma, será que resulta? O link nem refere o que vão plantar depois.
Vou dar um exemplo do ano passado em que houve um incêndio na zona de Anadia, Mealhada, Luso e Mortágua. Os eucaliptos queimados e entretanto cortados explodem literalmente, crescem de forma efusiva, é uma árvore que gosta mesmo do fogo.
Pois na linha de comboios da Beira Alta vê-se os eucaliptos a crescer a 2 ou 3 metros da linha e ninguém pensa que se calhar era boa ideia acabar com isso depois do incêndio. Nada, cresce tudo como sempre cresceu.
Se nem numa linha de comboios fazem nada imaginem nas centenas de estradas que há por Portugal.

Sim a ideia em sim não me parece má de todo, tendo em conta a forte capacidade regenerativa do eucalipto, e com esta espécie de fungo, que pelo que li, causa o seu total apodreciemento em cerca de 3 anos, e por consequencia, a devolução dos nutrientes de volta á natureza.
Mas como tudo tem um "se não", este fungo terá de ser importado de outros países, pois pelo que conheço em Portugal não existe nenhum fungo com essa capacidade, e depois claro será preciso fazer muitos estudo sobre o tema, pois não convém ter mais espécies invasoras no nosso país.

Na altura quando o escaravelho da palmeira começou a dizimar as palmeiras, recordo-me que também se falou nessa ideia, que era, de um predador para o dito escaravelho.
 
passo a passo vão aparecendo as causas dos incêndios de dia 15... queimadas agrícolas ou simples queima de lixo.

A mim não me admira nada que tivesse sido essa a cauda do foco de incendio, até porque agora estamos em na época, das queimadas, ou melhor dizendo, costuma ser sempre a partir do dia 15 de Outubro, se não fosse a seca que se tem prolongado, e que parece nunca mais ter fim á vista.
Eu como sou do meio rural, e tenho algum conhecimento em queimadas, e já queimadas a "fugir" mesmo com os terrenos gradados, e já com os terrenos verdejantes, por vezes basta uns restos de palha mesmo já em decomposição para ele alastrar, e nunca mais parar.