Paulo H
Cumulonimbus
Eu nunca disse que o pinheiro bravo não era utilizado tb para a resina, ambos o são, tem razão quando diz que ambos são autóctones mas o pinheiro manso que tem a sua origem apenas no litoral alentejano e Algarve tem uma expressão muito maior nos dias de hoje pelo país todo, ao contrário do pinheiro bravo que a sua origem se estendia praticamente por todo o país, portanto é também natural que a sua extensão plantada seja maior.
Relativamente ao pinheiro bravo e a sua extensão pelo país..
Lembro-me perfeitamente dos meus avós maternos (Oleiros) e paternos (Proença-a-Nova) me dizerem que antes dos anos 40, praticamente não se viam pinheiros. E eu perguntava-lhes "Então que árvores havia?", ao que respondiam "Havia muito mato, era perigoso por causa dos lobos. Mas vivia-se dos castanheiros (vender castanha seca), sobreiros (cortiça), medronheiros (água-ardente) e carvalhos".
"HISTÓRIA E UTILIZAÇÕES
Fazendo parte da história natural da Península Ibérica, a área de distribuição do Pinheiro-bravo começou a aumentar por intervenção humana a partir dos séculos XII e XIII, principalmente devido à sua utilização na contenção das dunas litorais. A partir do final do século XIX, e principalmente a partir da década de 40 do século XX, a área de pinheiro-bravo aumentou através da expansão para regiões serranas do interior do país."
Fonte: http://naturlink.pt/article.aspx?menuid=55&cid=3631&bl=1
Ou seja, o pinheiro bravo é uma espécie autóctone, mas a sua expansão deveu-se sobretudo à intervenção humana. Nunca os meus antepassados, semearam ou plantaram pinheiros. O pinheiro é uma árvore que a pouco e pouco se impõe às restantes espécies, com exceção do eucalipto (crescimento rápido = ensombramento) e das mimosas, por razões distintas.
Por exemplo, na vertente norte da serra da gardunha, há 40 anos atrás era composta apenas de castanheiros mansos e bravos, hoje restam uns 30% devido à propagação natural do pinheiro.
