Floresta portuguesa e os incêndios

No meu pequeno pomar quem pasta são as galinhas! Ajudam a controlar as ervas e ainda comem uns bicharocos que por lá andem!:D

Pois, eu no pomar onde tenho apenas 20 árvores, é o que tenho feito, a "limpeza" fica a cargo das galinhas e do patos, mas agora vou colocar árvores no resto do terreno, e são quase 6 mil metros quadrados, por isso é que as ovelhas depois irão ser uma mais valia.
 

Não entendo essa tua chacota. Isto é importante porque antigamente era assim que se mantinham limpas as floresta, quando ainda existia muito gado pelas nossas aldeias.

@luismeteo3 o @Orion só está habituado às vacas (felizes) dos Açores... Nunca teve de guardar ou meter umas "peias" às cabras, porque senão não havia árvore em que essas meninas não tentassem subir e comer os rebentos ou ramos mais tenros. :D
Locais com mato, não há melhor do que um rebanho de cabras para a desmatação. Com ou sem uniforme, pois o treino especializado está lá todo :lol:
 
@luismeteo3 o @Orion só está habituado às vacas (felizes) dos Açores... Nunca teve de guardar ou meter umas "peias" às cabras, porque senão não havia árvore em que essas meninas não tentassem subir e comer os rebentos ou ramos mais tenros. :D
Locais com mato, não há melhor do que um rebanho de cabras para a desmatação. Com ou sem uniforme, pois o treino especializado está lá todo :lol:

É isso que não entendo.. O estado lança um concurso para aquisição massiva de cabras e depois largam-nas ao abandono por esses baldios fora?
(Se não existem mais cabras/ovelhas, é porque já há poucos pastores).

É que.. Já há bastantes chatices com veados, que atacam árvores de fruto e hortas. Penso que o desfecho poderá ser: enquanto existirem hortas, as cabras não pastam mato.
 
O incêndio de 15 de outubro na Lousã, um dos maiores do ano passado em Portugal, teve origem num "acidente elétrico", disse hoje o investigador Paulo Fernandes, membro da comissão técnica nomeada para analisar os maiores fogos de 2017.

O investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), membro da comissão técnica independente que analisou os fogos de junho passado e que está a analisar os de outubro, explicou que o incêndio que se iniciou na Lousã, distrito de Coimbra, e que disse ser "o maior de sempre em Portugal, foi causado exatamente por um acidente elétrico".

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto...em-de-fogo-da-lousa-em-outubro---investigador
 
Não sei se conhecem mas os baldios de Piodão montaram uma cerca na encosta por cima de Piodão e meteram lá cabras.
Não há registo de fogos.
Aliás o de Arganil, o maior de sempre em Portugal morreu antes de Piodão.
Havia um projecto piloto no PNDI, mas não faço ideia de chegou a avançar
Essa para mim é novidade, estou fartinho de ir ao Piodão bem como a todas as suas zonas limitrofes que conheço tão bem como os dedos da minha mão, e nunca por lá vi nenhuma cabra.
Tenho que pesquisar melhor !
 
Essa para mim é novidade, estou fartinho de ir ao Piodão bem como a todas as suas zonas limitrofes que conheço tão bem como os dedos da minha mão, e nunca por lá vi nenhuma cabra.
Tenho que pesquisar melhor !

Fiz lá uma caminhada há 2 anos vindo de Casegas, é na encosta.
Na altura estava tudo vedado desde a cumeada e explicaram me isso
 
No meu pequeno pomar quem pasta são as galinhas! Ajudam a controlar as ervas e ainda comem uns bicharocos que por lá andem!:D

Têm que ser boas a pastar, e penso que não deviam utilizar só cabras, mas também vacas e cavalos (de preferência raças autóctones primitivas (como aquelas que tenho andado a estudar e a trabalhar)). ahaha

Então posso escrever que essas criaturas mencionadas são todas 'sapadoras' à sua maneira, não?

:D

Não entendo essa tua chacota. Isto é importante porque antigamente era assim que se mantinham limpas as floresta, quando ainda existia muito gado pelas nossas aldeias.

Eu trocei da especialização 'sapadora' das referidas criaturas. Não foi óbvio?

https://www.meteopt.com/forum/topico/floresta-portuguesa-e-os-incendios.4792/pagina-84#post-650605
 
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Esta imagem, algo distante e desfocada (mas penso que clara o suficiente), apresenta uma diferença notória entre uma zona onde são mantidas raças autóctones (lado direito) e onde não é mantido qualquer gado (lado esquerdo).

Na zona onde existem Maronesas e Garranos de tipo primitivo, a vegetação apresenta-se verdejante, diversificada e com um menor risco de arder no verão.
 
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Fotos que tirei a uma zona frequentada regularmente por Maronesas (no Alvão):

Atenção que nem tudo é espectacular com bovinos, os bovinos são animais de grande porte que por isso mesmo podem causar problemas de compactação do solo se o encabeçamento for exagerado.

Na Faia Brava, que é uma pequena área protegida privada gerida pela ATN no vale do Côa as maronesas causavam bastantes impactos nas árvores (partiam bastantes) e complicavam a regeneração natural, para mim enquanto antigo técnico florestal da ATN foram uma dor de cabeça! :D

Com as maronesas havia outros problemas de ordem prática como foi o seu rápido assilvestramento, ficaram muito selvagens, escondiam-se e por vezes era muito difícil encontra-las na reserva para fazer as vistorias anuais e marcação de vitelos. Parecia surreal como se podia perder trinta e tal vacas numa propriedade de 1000h, por vezes era preciso fazer um safari para as ver e às vezes só com binóculos as víamos à distância. Uns verdadeiros auroques! :D

Os garranos eram mais fáceis, alguns deles já com anos a viver no mato e ainda se aproximavam para lhes fazer-mos festas! :D

O objectivo dos grandes herbívoros na Faia Brava era o controlo de matos e a redução do risco de incêndio e eram muito eficazes nessa tarefa!
 
Atenção que nem tudo é espectacular com bovinos, os bovinos são animais de grande porte que por isso mesmo podem causar problemas de compactação do solo se o encabeçamento for exagerado.

Sim, isso só acontece se houver excesso de gado no mesmo local (normalmente áreas limitadas e fechadas).

Na Faia Brava, que é uma pequena área protegida privada gerida pela ATN no vale do Côa as maronesas causavam bastantes impactos nas árvores (partiam bastantes) e complicavam a regeneração natural, para mim enquanto antigo técnico florestal da ATN foram uma dor de cabeça!

Pois isso depende de muita coisa, a área que mostrei acima é frequentada durante anos, pelas vacas Maronesas de um agricultor (se bem que elas não passam ali o tempo inteiro, mas também são livres de lá ir sempre que querem).
Ele quando as leva para o monte, vai com elas, depois deixa-as sozinhas e elas depois voltam por elas e esperam por ele, junto a uns muros de pedra (perto de um portão).
Acontece, que em vez do dono fui eu que apareci (lá dentro) e elas após alguns momentos de tensão, lá decidiram dar umas tréguas e a curiosidade foi lhes vencendo o medo... Algumas eram bem grandes e facilmente me podiam atirar ao ar (e eu não sou pequeno).
Após uma meia hora, já me queriam seguir, como se fosse o seu dono, sempre que eu percorria o caminho normal de regresso a casa. Nunca me senti ameaçado, mas respeitei-as, não fazia movimentos bruscos, nem barulho e preocupava-me em não lhes barrar o caminho.


Com as maronesas havia outros problemas de ordem prática como foi o seu rápido assilvestramento, ficaram muito selvagens, escondiam-se e por vezes era muito difícil encontra-las na reserva para fazer as vistorias anuais e marcação de vitelos. Parecia surreal como se podia perder trinta e tal vacas numa propriedade de 1000h, por vezes era preciso fazer um safari para as ver e às vezes só com binóculos as víamos à distância. Uns verdadeiros auroques! :D

Pois, eu conheço as Maronesas da Faia Brava (afinal fui eu que seleccionei a maior parte das vacas Maronesas fundadoras para vocês (além de um touro espectacular)) e é uma reserva que já visitei pessoalmente... Antes de irem para a Faia Brava, tinham um comportamento normal, como o das outras vacas Maronesas, mas o assilvestramento rápido é uma consequência normal, se estudarmos as suas origens, as suas características físicas, o seu comportamento, etc...
Se vocês as deixarem no campo, sem qualquer tipo de manuseamento, elas tornam-se bravas...
Mas fica aqui uma curiosidade: há raças (como a Jersey, algumas leiteiras da Europa Central, etc...), que são por vezes bem agressivas contra as pessoas (sobretudo os touros), já as Maronesas não tenho observado isso (as Maronesas têm antes o hábito de fugir das pessoas e só em casos muito extremos se podem tornar defensivas (e tentam avisar várias vezes, antes de investir) e no entanto, estão muito mais perto do auroque.
Isto também vem mais de encontro, ao comportamento observado em animais selvagens.


Os garranos eram mais fáceis, alguns deles já com anos a viver no mato e ainda se aproximavam para lhes fazer-mos festas! :D

O objectivo dos grandes herbívoros na Faia Brava era o controlo de matos e a redução do risco de incêndio e eram muito eficazes nessa tarefa!

Os últimos Garranos que entraram na Faia Brava, foram todos selecionados por mim (excepto um que tinha uma estrela branca na cabeça, que foi selecionado pela ACERG e que a meu ver não devia ter ido (depois têm que ser selecionados os Garranos que fogem do padrão original, que é para serem vendidos)).

E sim, apesar de tudo os grandes herbívoros têm feito um excelente trabalho na Faia Brava (as imagens e vídeos provam-no).
Ainda que para certas situações, as cabras eventualmente, sejam a melhor solução.
 
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