Floresta portuguesa e os incêndios

Sim a ideia em sim não me parece má de todo, tendo em conta a forte capacidade regenerativa do eucalipto, e com esta espécie de fungo, que pelo que li, causa o seu total apodreciemento em cerca de 3 anos, e por consequencia, a devolução dos nutrientes de volta á natureza.
Mas como tudo tem um "se não", este fungo terá de ser importado de outros países, pois pelo que conheço em Portugal não existe nenhum fungo com essa capacidade, e depois claro será preciso fazer muitos estudo sobre o tema, pois não convém ter mais espécies invasoras no nosso país.

Na altura quando o escaravelho da palmeira começou a dizimar as palmeiras, recordo-me que também se falou nessa ideia, que era, de um predador para o dito escaravelho.

Vou tentar saber mais sobre isso.

Sobre as estradas ou terrenos seguros de volta de casas o que me faz muita impressão é que é quando arde é que se deve aproveitar para agir, de imediato, uma máquina arranca a sapata, se deixam crescer 2 ou 3 anos a logística torna-se praticamente impossível, depois são muitas toneladas para remover com custos enormes que ninguém quer pagar. No pinhal interior também está tudo a crescer à beira das estradas como se não tivesse acontecido nada.

Ao próprio dono da propriedade é mais fácil de encaixar arrancarem-lhe as raízes dos eucaliptos logo depois dum incêndio, ainda para mais com esta realidade fúnebre.

Mas não espero que façam grande coisa, se calhar nem existe devido enquadramento legal, daqui a meses está tudo esquecido.
Penso que foi PauloH que falou de uma coisa importante, as autarquias não querem colidir com os proprietários que geram dinheiro e empregos na fileira florestal nos seus concelhos, terá que haver outra entidade neutra a fiscalizar e impor mínimos de forma equilibrada sem fundamentalismos.
 
Estado sem explicação para um terço dos incêndios
Revista de Imprensa JE
08:24
Comportamentos negligentes são os mais ocorrentes. No ano passado, cerca de 45% dos fogos teve origem humana, mas não intencional.

Cerca de 20% (2500) dos incêndios foram postos por mão criminosa, e 34% (4372) deflagraram devido a comportamentos negligentes – queimadas, fogueiras, uso de maquinaria agrícola, etc -, no entanto, 34% (4358) das investigações não apuraram as causas, escreve esta manhã o Jornal de Notícias, que teve acesso a dados da GNR.

A origem em causas naturais, como o de Pedrógão Grande, que começou por causa de um raio, representa apenas 1% (116 fogos). Ocorreram ainda 1306 (10%) de casos de reacendimento.

O ano em que se registaram mais casos de fogo posto foi em 2009, com 27% (3553).

O JN escreve ainda que todos os anos, uma grande parte dos incêndios ficam com as causas por apurar. Desde janeiro e até 18 de outubro, 34% dos incêndios ficaram sem as causas apuradas, um número que chegou aos 52% do total em 2007.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/estado-sem-explicacao-para-um-terco-dos-incendios-225169
 
Protecção Civil responde. Relatório da comissão independente tem erros e omissões graves
26 out, 2017 - 08:05

Alguns comandantes da ANPC questionam isenção e intenções dos peritos da comissão.
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) recusa as críticas do relatório elaborado pela comissão técnica independente sobre os incêndios de Junho (Pedrógão Grande) e aponta-lhe omissões graves, erros e contradições.

Segundo um documento da ANPC, divulgado na edição desta quinta-feira do jornal “i” e que terá sido enviado ao Ministério da Administração Interna, ninguém de topo do comando nacional da Protecção Civil foi ouvido ou contactado pelos peritos daquela comissão.

O documento das ANPC contesta quase 30 pontos do relatório da comissão técnica independente e diz que "as falhas apontadas, ou não existiram na prática ou se traduzem em situações decorrentes da complexidade" do fogo de Pedrógão, que fez 64 mortos e mais de 250 feridos.

O documento acusa ainda a comissão independente de não ter chamado a prestar depoimento nem o comandante operacional nacional, que entretanto se demitiu, nem outros "elementos absolutamente cruciais" naquele fogo.

relatório dos peritos da comissão independente.

A ANPC nega tal conclusão e diz que a decisão de Albino Tavares foi "transferir para o posto de comando todas as informações inseridas na fita do tempo, deixando de ser registadas a partir de Leiria, onde é o comando distrital, devido às dificuldades de comunicações", escreve o “I”.

"Isto porque, caso as decisões fossem introduzidas na fita do tempo a partir de Leiria, 'eram suscetíveis de originar erros ou omissões de localização/missão e/ou constituição das forças efetivamente empenhadas no terreno'", acrescenta o jornal, citando o documento de resposta da ANPC.

Ainda de acordo com a mesma resposta, "esta terá sido a explicação que Albino Tavares deu aos peritos, não sendo a justificação de 'excesso de informação' que se lê no documento dos peritos".

Segundo a Protecção Civil, naquela tarde de 17 de Junho era "impossível ao Comando percepcionar a evolução extrema do incêndio", algo que, defende, também é assumido noutras partes do relatório da comissão independente.

"A resposta inicial não foi lenta nem rápida, mas a possível e aconselhável no momento em que a mesma foi desencadeada", defende a ANPC.
http://rr.sapo.pt/noticia/96739/pro...te-tem-erros-e-omissoes-graves?utm_source=rss
 
Estado sem explicação para um terço dos incêndios
Revista de Imprensa JE
08:24
Comportamentos negligentes são os mais ocorrentes. No ano passado, cerca de 45% dos fogos teve origem humana, mas não intencional.

Um bocado enviesada a notícia deste jornal, primeiro porque, todos os anos apanham incendiários, e em 2º lugar porque até já a PJ admitiu que de facto o incêndio de Pedrogão não teve origem num raio.
 
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Esta frase dá para tudo, é infalível.

Nem lenta nem rápida, a possível, como seria o desfecho da tragédia se a resposta inicial não fosse a possível e aconselhada no momento.. :unsure:

Mais um pouco e dizem que afinal não houve incêndios nem mortes... que é tudo invenção do relatório..
 
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É efectivamente estranho que um relatório que é gabado por toda a gente e levou 4 meses a ser publicado, não tenha ouvido os principais intervenientes da ANPC?

Poderiam ter sido detectadas falhas conjunturais ainda mais graves do que as que foram publicadas! O facto do primeiro-ministro tanto gabar este relatório agora parece-me mais um "ufa!" por não terem esgravatado muito na incompetência da ANPC.
 
É óbvio que a culpa agora vai morrer solteira, é típico deste País e não é de todo único. E nos próximos tempos vai ser o "passar" do testemunho. 1º A descoordenação do comando 2º Afinal a EDP já tinha a sua quota parte 3º É tudo obra de incendiarismo/negligência 4º Agora já é o relatório que não é coerente. Aceitam-se apostas para o 5º posto.
 
É falso que os responsáveis da ANPC não tenham sido ouvidos pela CTI. Como é falso que o sr . Marta Soares da liga dos bombeiros não tenha sido ouvido!
Relativamente ao incêndio florestal de Pedrogão, a causa esta perfeitamente identificada, que foi uma descarga de uma linha eletrica, descarga essa proveniente de um raio!
Relativamente a muitas das causas de incendios...sim a culpa vai morrer solteira não por não se saberem os culpados, mas sim para não bekiscar uma classe!
Refiro me concretamente à causa "reacendimentos", que atesta incompetência do 3º pilar, o combate!
Refiro me ao incêndio florestal, por exemplo, do Pinhal de Leiria, como ao incendio de Castro Daire que vitimou um piloto de um heli...incompetencia do combate! E nessas fases, a do rescaldo, quem comandava não era a ANPC...daí que a culpa morra solteira!!
 
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Nenhum dos meus comentarios aqui tem um cariz politico, apenas técnico, até porque esta incompetencia é transversal a vários governos e provem da decada de 80...
 
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Estado sem explicação para um terço dos incêndios
Revista de Imprensa JE
08:24
Comportamentos negligentes são os mais ocorrentes. No ano passado, cerca de 45% dos fogos teve origem humana, mas não intencional.

Relativamente ao incêndio florestal de Pedrogão, a causa esta perfeitamente identificada, que foi uma descarga de uma linha eletrica, descarga essa proveniente de um raio!

Mas foi um raio de trovoada, ou foi um raio provocado pela linha eléctrica, que com o vento roçou nas copas das árvores? A diferença está no natureza do incidente: natural ou falta de manutenção da rede eléctrica que devia manter uma faixa sob a linha, limpa de árvores e mato.
 
Mas foi um raio de trovoada, ou foi um raio provocado pela linha eléctrica, que com o vento roçou nas copas das árvores? A diferença está no natureza do incidente: natural ou falta de manutenção da rede eléctrica que devia manter uma faixa sob a linha, limpa de árvores e mato.
Vou te apenas contar uma coisa, um aparte!
Trabalhei 10 anos num Gabinete Técnico Florestal de uma Câmara Municipal. Nesses 10 anos elaborei 2 Planos Municipais de DFCI (PMDFCI) e 10 Planos Operacionais (POM).
De todas as entidades que legalmente devem executar faixas de gestão de combustiveis apenas a EDP/REN cumpriam escrupulosamente o planeado. Agora, apenas cumprem o que esta previsto no PMDFCI, se o PMDFCI estiver caducado não podem cumprir. O PMDFCI de Pedrogao estava/está caducado.
http://www.icnf.pt/portal/florestas/dfci/ni

Quanto a causa, o que me apercebi é que a linha electrica conduziu um raio (natural) e fez a descarga naquele local. No entanto nesse mesmo dia ha uma serie de ignições provocadas por raios (naturais). O incendio de Gois é disso um claro exemplo!