Aqui fica um das tradições, que seria muito bom, que voltassem ao activo, e em força, antigamente cada pessoa tinha um forno em casa, todas as semanas se cozia o pão, e era um dia de convivio, passado em família, e ao mesmo tempo, muitas ramagens principalmente de oliveiras, eram aproveitadas, agora já ningém faz isto, juntam toda a lenha, e queimam logo no terreno, para além de causar poluição, está-se a desperdiçar um óptimo recurso.
A minha avó era capaz de ir a pé, buscar um molho de lenha, por vezes a mais de 2 quilómetros de casa, e regressava com ele á cabeça, colocado em cima de uma redilha.
Eu já meti de lado as queimadas, agora trituro todas as ramagens, quer dos meus terrenos, quer de outras pessoas que me oferecem, e ainda lhes poupo umas horas de trabalho, pois vou-lhes recolher as ramagens aos terrenos.
E dentro de pouco tempo, vou construir um forno, também na minha casa, nem que seja para recordar os velhos tempos, em casa da minha avó, em que a melhor parte era sempre a de comer uma bela fatia, ainda quente, acompanhada de manteiga ou de um fio de azeite.
Incêndios: Madeireiros alertam para baixo preço pago pela madeira para trituração
Dezenas de empresários do setor das madeiras do Pinhal Interior criaram um movimento para alertar para a “situação dramática" que estão a viver e exigir medidas ao Governo, anunciou este domingo Américo Baptista, porta-voz do grupo.
O movimento, constituído por madeireiros e alguns produtores florestais, maioritariamente do distrito de Coimbra, queixa-se, sobretudo, de que o preço da madeira de trituração, paga na fábrica a 21 euros a tonelada, "não cobre os custos de mão de obra do corte, rejuntamento e transporte se o raio de ação for superior a 30 quilómetros".
Segundo Américo Baptista, a situação neste capítulo "é tão grave que há produtores a oferecer a madeira para terem os terrenos limpos, mas os madeireiros não a cortam porque, ainda que oferecida, têm prejuízo".
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